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Suggar mommy
Fandom: EngLot FayeLotte FayeEng
Criado: 12/05/2026
Tags
RomanceDramaDor/ConfortoHistória DomésticaPsicológicoEstudo de PersonagemCiúmesCrime
O Preço do Silêncio e o Prazer do Caos
O trigésimo andar do edifício Malisorn Tech pulsava com o zumbido constante de servidores e o clique metódico de teclados, mas dentro da sala da presidência, o único som audível era o estalar do couro da jaqueta de Engfa Waraha. Ela estava sentada na beira da mesa de carvalho maciço de Faye, balançando as pernas de forma frenética, seus olhos escuros varrendo o escritório em busca de algo para destruir ou desmontar.
Faye Malisorn, com seus cabelos vermelhos impecavelmente alinhados e um terno sob medida que gritava poder, nem sequer levantou os olhos dos relatórios holográficos à sua frente. Ela conhecia aquele ritmo. Era a hiperatividade de Engfa atingindo o ápice, uma bomba relógio de 1,70m vestindo uma jaqueta de aviador vintage.
— Se você riscar essa mesa com os rebites da sua jaqueta, P'Eng, eu vou descontar do orçamento da sua próxima moto — comentou Faye, o tom de voz carregado de um sarcasmo suave e uma autoridade que faria qualquer executivo tremer.
Engfa soltou uma risada seca, um som que beirava o maníaco, e saltou da mesa com a agilidade de um predador. Ela caminhou até a parede de vidro, observando o trânsito de Bangkok lá embaixo como se estivesse planejando como causar um engavetamento em massa apenas pela adrenalina.
— Você é rica demais para se importar com uma mesa, Sugar Mommy — provocou Engfa, virando-se com um sorriso perigoso. — Além disso, você adora quando eu sou impulsiva. Mantém o seu coração de gelo batendo.
Faye finalmente levantou o olhar, um brilho de diversão e possessividade cruzando suas íris. Antes que pudesse responder, a porta do escritório se abriu silenciosamente. Charlotte Austin entrou, trazendo consigo uma aura de calma que parecia absorver a eletricidade estática que Engfa emitia. Seus cabelos castanho-claros caíam em ondas suaves sobre os ombros, e ela carregava Phalo, seu coelhinho, com uma delicadeza que contrastava com a brutalidade latente de Engfa.
— Vocês duas vão brigar antes mesmo do jantar? — perguntou Charlotte, sua voz doce agindo como um sedativo imediato para Engfa.
Engfa praticamente correu até Charlotte, cercando-a com uma possessividade que beirava o sufocamento. Ela enterrou o rosto no pescoço de Charlotte, inalando o perfume suave de baunilha que sempre a acalmava.
— Ela está sendo chata, Char — resmungou Engfa, a voz agora abafada, soando mais como um filhote carente do que como a mulher que, duas horas antes, quase se envolveu em uma briga de bar por causa de um olhar torto.
Charlotte sorriu, acariciando os cabelos castanhos de Engfa com uma mão, enquanto a outra segurava Phalo. Ela observou Faye, que agora se levantava de sua cadeira de couro, contornando a mesa com a elegância de uma pantera.
— Ela está entediada, Charlotte — disse Faye, aproximando-se das duas. — E Engfa entediada é um perigo para a segurança pública. Por isso, comprei algo para mantê-la ocupada no fim de semana.
Faye estendeu um envelope preto com um selo dourado. Engfa o arrancou da mão dela com a rapidez de um raio. Seus olhos brilharam ao ler o conteúdo: um convite exclusivo para um rali noturno ilegal em uma pista privada nas montanhas, com uma Ducati Panigale nova esperando por ela no local.
— Por isso eu amo você — exclamou Engfa, pulando no pescoço de Faye e distribuindo beijos rápidos e desordenados pelo rosto da CEO. — Você é a melhor Sugar Mommy do mundo!
Faye riu, permitindo-se ser balançada pela energia caótica da namorada de 30 anos que agia como uma adolescente viciada em adrenalina. Mas seus olhos logo encontraram os de Charlotte. Havia uma conversa silenciosa entre as duas. Charlotte sabia que o presente de Faye era uma forma de canalizar a sociopatia de Engfa para algo que não envolvesse sangue ou prisões.
— Você mima demais ela, Faye — disse Charlotte, aproximando-se e depositando um beijo casto na mão de Faye, um gesto de respeito e carinho que Faye valorizava mais do que qualquer contrato de bilhões de dólares.
— E eu não mimo você? — Faye arqueou uma sobrancelha, puxando Charlotte para mais perto pela cintura, ignorando por um momento o coelho que protestava discretamente. — Se bem me lembro, há uma joalheria inteira esperando por você amanhã para escolhermos o que você quiser.
— Eu prefiro o seu tempo — respondeu Charlotte, observadora como sempre. Ela notou o leve tremor nas mãos de Engfa, o sinal de que a máscara de raiva e sarcasmo estava começando a rachar sob o peso da ansiedade. — E prefiro que a Engfa não se mate naquela moto.
Engfa, que já estava verificando as especificações da moto no celular, parou instantaneamente. Ela se aproximou de Charlotte, a expressão suavizando-se em algo vulnerável que apenas as duas tinham permissão para ver.
— Eu vou tomar cuidado, pequena — prometeu Engfa, encostando a testa na de Charlotte. — Eu volto inteira para vocês. Sempre volto.
Faye observou a cena, sentindo aquela pontada familiar de possessividade. Ela era a líder, a provedora, a mulher que o mundo temia, mas ali, entre aquelas quatro paredes, ela pertencia a elas. A submissão de Faye não era sobre fraqueza; era sobre o prazer absoluto de ver Charlotte e Engfa satisfeitas, de ser o porto seguro para a fragilidade escondida de Engfa e o pilar para a calma de Charlotte.
— O sol está se pondo — anunciou Faye, olhando para o horizonte alaranjado de Bangkok através do vidro. — Kiew, Sunny e Phalo precisam ser alimentados. E eu acredito que nós três temos assuntos pendentes sobre como vocês pretendem me "recompensar" por esses novos brinquedos.
Engfa soltou um riso sombrio, seus olhos brilhando com uma antecipação que não tinha nada a ver com motos.
— Ah, Faye... eu tenho algumas ideias que envolvem aquela sua adega de vinhos e o fato de você detestar desordem — provocou Engfa, mordendo o lábio inferior.
Charlotte apenas sorriu, um sorriso que escondia sua própria natureza ciumenta e o desejo de ter as duas só para si.
— Vamos para casa — disse Charlotte calmamente. — P'Eng, se você tentar dar abacaxi para mim de novo durante o jantar, eu juro que tranco você no canil com o Kiew.
— Foi só uma vez! — protestou Engfa, enquanto as três se dirigiam ao elevador privativo. — Eu queria ver se você era realmente alérgica ou se era apenas psicológico!
— Você é uma idiota, Engfa — Faye riu, passando o braço pelos ombros da mais velha.
— Mas eu sou a idiota de vocês — rebateu Engfa, recuperando sua postura arrogante enquanto o elevador descia.
A viagem até a mansão de Faye foi feita em um dos SUVs blindados da empresa. No banco de trás, a dinâmica era um caos controlado. Engfa não conseguia ficar parada, ora provocando Sunny, o Lulu da Pomerânia de Faye que estava no colo da dona, ora tentando roubar beijos de Charlotte, que tentava proteger seu coelho do entusiasmo excessivo da namorada.
Quando finalmente chegaram à residência — uma obra-prima de arquitetura moderna e segurança de nível militar —, o ambiente mudou. O mundo exterior, com suas regras e julgamentos sobre o relacionamento delas ou a ética da empresa de Faye, deixou de existir.
Dentro de casa, Engfa era o "cãozinho" fiel. Ela correu para tirar os sapatos de Faye assim que entraram, um ato de serviço que ela realizava com uma estranha devoção. Faye sentou-se na poltrona da sala, observando Engfa se mover com uma hiperatividade agora focada em agradá-las.
— Charlotte, querida, venha aqui — chamou Faye, estendendo a mão.
Charlotte se aproximou e sentou-se no colo de Faye, suspirando de satisfação quando as mãos da CEO começaram a massagear seus ombros. Engfa, terminando sua tarefa, sentou-se no tapete aos pés delas, apoiando a cabeça no joelho de Faye enquanto olhava para Charlotte com adoração.
— Às vezes eu esqueço como o mundo é barulhento lá fora — sussurrou Engfa, fechando os olhos enquanto sentia a mão de Charlotte acariciar sua bochecha.
— O mundo é pequeno demais para nós três, Engfa — respondeu Faye, sua voz carregada de uma promessa obscura. — Por isso eu construo o nosso próprio mundo.
Charlotte inclinou-se e beijou a testa de Engfa, antes de subir para beijar o canto da boca de Faye.
— Você trabalha demais, Faye — murmurou Charlotte entre os beijos. — Esta noite, queremos que você esqueça a tecnologia, as ações da bolsa e os ralis. Queremos apenas a nossa Sugar Mommy... totalmente rendida.
O olhar de Faye escureceu de desejo. Ela adorava quando Charlotte tomava as rédeas daquela forma mansa, mas firme. Engfa, percebendo a mudança de clima, levantou-se num salto, a impulsividade brilhando em seus olhos.
— Eu vou preparar o banho — anunciou Engfa, com um sorriso travesso. — E Faye, se eu encontrar um único celular tocando lá em cima, eu vou jogá-lo na piscina.
— Você não ousaria — desafiou Faye, embora soubesse que Engfa era exatamente o tipo de pessoa que faria isso e ainda riria da explosão.
— Tente-me — Engfa piscou e subiu as escadas correndo, chamando por Kiew para acompanhá-la.
Faye e Charlotte ficaram sozinhas por um momento no silêncio da sala luxuosa.
— Ela está pior hoje — observou Charlotte, referindo-se à agitação de Engfa. — Houve outra briga na rua, não houve?
Faye suspirou, a fachada de CEO caindo por completo.
— Sim. Um grupo de idiotas em um posto de gasolina. Ela não suporta quando olham para o carro dela... ou para as fotos de vocês que ela carrega no painel. Tive que enviar a equipe de limpeza e os advogados antes que a polícia chegasse.
Charlotte suspirou, beijando a mão de Faye novamente.
— Ela usa a raiva para se proteger, Faye. Ela tem medo de perder o que temos. Ela sabe que é frágil, e isso a aterroriza.
— Eu sei — disse Faye, levantando-se e puxando Charlotte consigo. — E é por isso que vamos dar a ela exatamente o que ela precisa esta noite. Estabilidade, caos e todo o nosso amor.
No andar de cima, o som de água correndo e a risada de Engfa ecoavam pelo corredor. Para o mundo, Faye Malisorn era a mulher de ferro que dominava o mercado de tecnologia. Mas enquanto subia as escadas de mãos dadas com Charlotte, ela sabia que sua verdadeira fortuna, e sua verdadeira submissão, residia nas duas mulheres que a esperavam no quarto.
A noite seria longa, cheia de desejos confessados em sussurros e a recompensa doce que apenas uma entrega total poderia proporcionar. Faye estava pronta para pagar qualquer preço para manter aquele santuário intacto. Afinal, o que era o poder mundial comparado ao brilho de adoração nos olhos de Engfa e ao toque curativo de Charlotte?
Nada. Absolutamente nada.
Faye Malisorn, com seus cabelos vermelhos impecavelmente alinhados e um terno sob medida que gritava poder, nem sequer levantou os olhos dos relatórios holográficos à sua frente. Ela conhecia aquele ritmo. Era a hiperatividade de Engfa atingindo o ápice, uma bomba relógio de 1,70m vestindo uma jaqueta de aviador vintage.
— Se você riscar essa mesa com os rebites da sua jaqueta, P'Eng, eu vou descontar do orçamento da sua próxima moto — comentou Faye, o tom de voz carregado de um sarcasmo suave e uma autoridade que faria qualquer executivo tremer.
Engfa soltou uma risada seca, um som que beirava o maníaco, e saltou da mesa com a agilidade de um predador. Ela caminhou até a parede de vidro, observando o trânsito de Bangkok lá embaixo como se estivesse planejando como causar um engavetamento em massa apenas pela adrenalina.
— Você é rica demais para se importar com uma mesa, Sugar Mommy — provocou Engfa, virando-se com um sorriso perigoso. — Além disso, você adora quando eu sou impulsiva. Mantém o seu coração de gelo batendo.
Faye finalmente levantou o olhar, um brilho de diversão e possessividade cruzando suas íris. Antes que pudesse responder, a porta do escritório se abriu silenciosamente. Charlotte Austin entrou, trazendo consigo uma aura de calma que parecia absorver a eletricidade estática que Engfa emitia. Seus cabelos castanho-claros caíam em ondas suaves sobre os ombros, e ela carregava Phalo, seu coelhinho, com uma delicadeza que contrastava com a brutalidade latente de Engfa.
— Vocês duas vão brigar antes mesmo do jantar? — perguntou Charlotte, sua voz doce agindo como um sedativo imediato para Engfa.
Engfa praticamente correu até Charlotte, cercando-a com uma possessividade que beirava o sufocamento. Ela enterrou o rosto no pescoço de Charlotte, inalando o perfume suave de baunilha que sempre a acalmava.
— Ela está sendo chata, Char — resmungou Engfa, a voz agora abafada, soando mais como um filhote carente do que como a mulher que, duas horas antes, quase se envolveu em uma briga de bar por causa de um olhar torto.
Charlotte sorriu, acariciando os cabelos castanhos de Engfa com uma mão, enquanto a outra segurava Phalo. Ela observou Faye, que agora se levantava de sua cadeira de couro, contornando a mesa com a elegância de uma pantera.
— Ela está entediada, Charlotte — disse Faye, aproximando-se das duas. — E Engfa entediada é um perigo para a segurança pública. Por isso, comprei algo para mantê-la ocupada no fim de semana.
Faye estendeu um envelope preto com um selo dourado. Engfa o arrancou da mão dela com a rapidez de um raio. Seus olhos brilharam ao ler o conteúdo: um convite exclusivo para um rali noturno ilegal em uma pista privada nas montanhas, com uma Ducati Panigale nova esperando por ela no local.
— Por isso eu amo você — exclamou Engfa, pulando no pescoço de Faye e distribuindo beijos rápidos e desordenados pelo rosto da CEO. — Você é a melhor Sugar Mommy do mundo!
Faye riu, permitindo-se ser balançada pela energia caótica da namorada de 30 anos que agia como uma adolescente viciada em adrenalina. Mas seus olhos logo encontraram os de Charlotte. Havia uma conversa silenciosa entre as duas. Charlotte sabia que o presente de Faye era uma forma de canalizar a sociopatia de Engfa para algo que não envolvesse sangue ou prisões.
— Você mima demais ela, Faye — disse Charlotte, aproximando-se e depositando um beijo casto na mão de Faye, um gesto de respeito e carinho que Faye valorizava mais do que qualquer contrato de bilhões de dólares.
— E eu não mimo você? — Faye arqueou uma sobrancelha, puxando Charlotte para mais perto pela cintura, ignorando por um momento o coelho que protestava discretamente. — Se bem me lembro, há uma joalheria inteira esperando por você amanhã para escolhermos o que você quiser.
— Eu prefiro o seu tempo — respondeu Charlotte, observadora como sempre. Ela notou o leve tremor nas mãos de Engfa, o sinal de que a máscara de raiva e sarcasmo estava começando a rachar sob o peso da ansiedade. — E prefiro que a Engfa não se mate naquela moto.
Engfa, que já estava verificando as especificações da moto no celular, parou instantaneamente. Ela se aproximou de Charlotte, a expressão suavizando-se em algo vulnerável que apenas as duas tinham permissão para ver.
— Eu vou tomar cuidado, pequena — prometeu Engfa, encostando a testa na de Charlotte. — Eu volto inteira para vocês. Sempre volto.
Faye observou a cena, sentindo aquela pontada familiar de possessividade. Ela era a líder, a provedora, a mulher que o mundo temia, mas ali, entre aquelas quatro paredes, ela pertencia a elas. A submissão de Faye não era sobre fraqueza; era sobre o prazer absoluto de ver Charlotte e Engfa satisfeitas, de ser o porto seguro para a fragilidade escondida de Engfa e o pilar para a calma de Charlotte.
— O sol está se pondo — anunciou Faye, olhando para o horizonte alaranjado de Bangkok através do vidro. — Kiew, Sunny e Phalo precisam ser alimentados. E eu acredito que nós três temos assuntos pendentes sobre como vocês pretendem me "recompensar" por esses novos brinquedos.
Engfa soltou um riso sombrio, seus olhos brilhando com uma antecipação que não tinha nada a ver com motos.
— Ah, Faye... eu tenho algumas ideias que envolvem aquela sua adega de vinhos e o fato de você detestar desordem — provocou Engfa, mordendo o lábio inferior.
Charlotte apenas sorriu, um sorriso que escondia sua própria natureza ciumenta e o desejo de ter as duas só para si.
— Vamos para casa — disse Charlotte calmamente. — P'Eng, se você tentar dar abacaxi para mim de novo durante o jantar, eu juro que tranco você no canil com o Kiew.
— Foi só uma vez! — protestou Engfa, enquanto as três se dirigiam ao elevador privativo. — Eu queria ver se você era realmente alérgica ou se era apenas psicológico!
— Você é uma idiota, Engfa — Faye riu, passando o braço pelos ombros da mais velha.
— Mas eu sou a idiota de vocês — rebateu Engfa, recuperando sua postura arrogante enquanto o elevador descia.
A viagem até a mansão de Faye foi feita em um dos SUVs blindados da empresa. No banco de trás, a dinâmica era um caos controlado. Engfa não conseguia ficar parada, ora provocando Sunny, o Lulu da Pomerânia de Faye que estava no colo da dona, ora tentando roubar beijos de Charlotte, que tentava proteger seu coelho do entusiasmo excessivo da namorada.
Quando finalmente chegaram à residência — uma obra-prima de arquitetura moderna e segurança de nível militar —, o ambiente mudou. O mundo exterior, com suas regras e julgamentos sobre o relacionamento delas ou a ética da empresa de Faye, deixou de existir.
Dentro de casa, Engfa era o "cãozinho" fiel. Ela correu para tirar os sapatos de Faye assim que entraram, um ato de serviço que ela realizava com uma estranha devoção. Faye sentou-se na poltrona da sala, observando Engfa se mover com uma hiperatividade agora focada em agradá-las.
— Charlotte, querida, venha aqui — chamou Faye, estendendo a mão.
Charlotte se aproximou e sentou-se no colo de Faye, suspirando de satisfação quando as mãos da CEO começaram a massagear seus ombros. Engfa, terminando sua tarefa, sentou-se no tapete aos pés delas, apoiando a cabeça no joelho de Faye enquanto olhava para Charlotte com adoração.
— Às vezes eu esqueço como o mundo é barulhento lá fora — sussurrou Engfa, fechando os olhos enquanto sentia a mão de Charlotte acariciar sua bochecha.
— O mundo é pequeno demais para nós três, Engfa — respondeu Faye, sua voz carregada de uma promessa obscura. — Por isso eu construo o nosso próprio mundo.
Charlotte inclinou-se e beijou a testa de Engfa, antes de subir para beijar o canto da boca de Faye.
— Você trabalha demais, Faye — murmurou Charlotte entre os beijos. — Esta noite, queremos que você esqueça a tecnologia, as ações da bolsa e os ralis. Queremos apenas a nossa Sugar Mommy... totalmente rendida.
O olhar de Faye escureceu de desejo. Ela adorava quando Charlotte tomava as rédeas daquela forma mansa, mas firme. Engfa, percebendo a mudança de clima, levantou-se num salto, a impulsividade brilhando em seus olhos.
— Eu vou preparar o banho — anunciou Engfa, com um sorriso travesso. — E Faye, se eu encontrar um único celular tocando lá em cima, eu vou jogá-lo na piscina.
— Você não ousaria — desafiou Faye, embora soubesse que Engfa era exatamente o tipo de pessoa que faria isso e ainda riria da explosão.
— Tente-me — Engfa piscou e subiu as escadas correndo, chamando por Kiew para acompanhá-la.
Faye e Charlotte ficaram sozinhas por um momento no silêncio da sala luxuosa.
— Ela está pior hoje — observou Charlotte, referindo-se à agitação de Engfa. — Houve outra briga na rua, não houve?
Faye suspirou, a fachada de CEO caindo por completo.
— Sim. Um grupo de idiotas em um posto de gasolina. Ela não suporta quando olham para o carro dela... ou para as fotos de vocês que ela carrega no painel. Tive que enviar a equipe de limpeza e os advogados antes que a polícia chegasse.
Charlotte suspirou, beijando a mão de Faye novamente.
— Ela usa a raiva para se proteger, Faye. Ela tem medo de perder o que temos. Ela sabe que é frágil, e isso a aterroriza.
— Eu sei — disse Faye, levantando-se e puxando Charlotte consigo. — E é por isso que vamos dar a ela exatamente o que ela precisa esta noite. Estabilidade, caos e todo o nosso amor.
No andar de cima, o som de água correndo e a risada de Engfa ecoavam pelo corredor. Para o mundo, Faye Malisorn era a mulher de ferro que dominava o mercado de tecnologia. Mas enquanto subia as escadas de mãos dadas com Charlotte, ela sabia que sua verdadeira fortuna, e sua verdadeira submissão, residia nas duas mulheres que a esperavam no quarto.
A noite seria longa, cheia de desejos confessados em sussurros e a recompensa doce que apenas uma entrega total poderia proporcionar. Faye estava pronta para pagar qualquer preço para manter aquele santuário intacto. Afinal, o que era o poder mundial comparado ao brilho de adoração nos olhos de Engfa e ao toque curativo de Charlotte?
Nada. Absolutamente nada.
