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Suggar mommy
Fandom: EngLot FayeLotte FayeEng
Criado: 13/05/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)História DomésticaFatias de VidaPWP (Enredo? Que enredo?)CiúmesLinguagem ExplícitaDramaFofuraHumorCrack / Humor Paródico
Adrenalina, Orquídeas e Silício
O 45º andar da Malisorn Tech era um santuário de vidro, aço e segredos. Faye Malisorn, a CEO cujo nome era sinônimo de inovação e poder, girou sua cadeira de couro italiano para encarar a vista panorâmica de Bangkok. Seus cabelos vermelhos, vibrantes como uma chama controlada, caíam perfeitamente sobre os ombros de seu blazer de corte impecável. Ela tinha o mundo aos seus pés, mas seu verdadeiro universo estava contido dentro daquelas quatro paredes.
O silêncio da sala VIP foi interrompido por um estrondo metálico vindo do corredor, seguido por uma risada rouca e frenética que Faye conhecia bem demais.
— Eu já disse que não preciso de crachá, eu sou a dona dessa porra toda por tabela! — A voz de Engfa Waraha ecoou, carregada de uma audácia que beirava a insanidade.
A porta dupla se abriu com um chute, e Engfa entrou como um furacão. Ela vestia uma jaqueta de couro preta com tachas — a décima quinta que Faye lhe comprara naquele mês — e segurava a coleira de Kiew, seu vira-lata, que parecia tão hiperativo quanto a dona. Engfa tinha um brilho selvagem nos olhos castanhos, uma energia que nunca parecia esgotar.
— Faye! Você não vai acreditar na moto que eu vi lá embaixo. Se você não me der uma daquelas, eu juro que vou pular de paraquedas do seu heliporto agora mesmo! — Engfa saltou sobre a mesa da CEO, derrubando alguns papéis importantes, e se agachou como um felino, o rosto a centímetros do de Faye.
Faye não piscou. Ela apenas arqueou uma sobrancelha, um sorriso provocador brincando nos lábios.
— Boa tarde para você também, minha pequena sociopata — disse Faye, estendendo a mão para acariciar o rosto de Engfa. — Onde está a Charlotte?
— Estou aqui, Faye. Tentando impedir que a Engfa atropelasse o recepcionista com o skate elétrico que você deu a ela — a voz suave de Charlotte Austin trouxe um equilíbrio imediato ao caos da sala.
Charlotte entrou com a elegância de uma modelo e a calma de um monge. Seus cabelos castanho-claros ondulavam suavemente enquanto ela caminhava até Faye, ignorando a bagunça que Engfa estava fazendo em cima da mesa. Ela se inclinou e depositou um beijo terno na bochecha de Faye, antes de pegar a mão da empresária e beijar os nós dos dedos com uma reverência silenciosa.
— Ela está impossível hoje — comentou Charlotte, lançando um olhar observador para Engfa. — Acho que a adrenalina da corrida de ontem ainda não baixou.
Engfa soltou um rosnado baixo, pulando da mesa e envolvendo a cintura de Charlotte por trás. Ela era alguns centímetros mais baixa que a namorada mais nova, mas sua presença era esmagadora. Sem aviso, Engfa cravou os dentes de leve no queixo de Charlotte, uma de suas marcas registradas de possessividade.
— Ai! Engfa, isso dói — reclamou Charlotte, embora houvesse um sorriso paciente em seu rosto.
— É para você lembrar que é minha — murmurou Engfa, a voz subitamente rouca. — Minha e da Sugar Mommy.
Faye riu, recostando-se na cadeira.
— P'Faye, Engfa. Quantas vezes tenho que dizer para não me chamar assim na frente dos funcionários? — Faye cruzou as pernas, observando suas duas joias raras. — Embora, tecnicamente, eu sustente todos os seus caprichos, então não é uma mentira.
— Você adora nos mimar — Engfa disse, começando a mexer em um protótipo de tablet de última geração sobre a mesa, apertando botões aleatoriamente. — E nós adoramos ser mimadas. Especialmente quando envolve cavalos de potência ou diamantes.
— Falando em mimos — Charlotte interrompeu, afastando as mãos inquietas de Engfa do dispositivo caro —, eu terminei o relatório de análise de mercado que você me pediu, Faye. Os dados mostram que a expansão para a Europa pode ser arriscada se não ajustarmos a interface para o público local.
Faye olhou para Charlotte com admiração. Enquanto Engfa era a tempestade que trazia vida e perigo aos seus dias, Charlotte era a terra firme, a mente brilhante que absorvia cada detalhe da empresa como uma esponja.
— Excelente, meu amor. Você tem um olho clínico para os negócios — Faye elogiou, puxando Charlotte para seu colo.
Engfa, sentindo-se instantaneamente deixada de lado, bufou. Seu ciúme era uma chama que se acendia com um sopro. Ela chutou uma cadeira de escritório, fazendo-a girar violentamente.
— Chega de falar de trabalho! Eu quero ação. Faye, você prometeu que íamos testar o novo circuito de Drift hoje.
— E nós vamos — respondeu Faye, estendendo a outra mão para Engfa. — Mas antes, preciso que vocês duas se comportem. A mídia está do lado de fora para o lançamento do novo software. Se alguém ver vocês saindo daqui juntas, ou se virem como vocês me olham...
— O escândalo seria delicioso — interrompeu Engfa, com um sorriso sarcástico. — "A CEO mais poderosa do país e suas duas amantes vinte anos mais novas". Imagine as capas de revista.
— Engfa, pare — Charlotte disse, o tom calmo mas firme. — Você sabe que a Faye tem uma reputação a zelar. E nós também. Não queremos que pensem que estamos com ela apenas pelo que ela pode comprar.
Engfa revirou os olhos, mas se aproximou, ajoelhando-se entre as pernas de Faye e Charlotte. A máscara de raiva e impulsividade caiu por um momento, revelando a fragilidade que só as duas conheciam. Ela encostou a testa no joelho de Faye, respirando fundo.
— Eu só odeio ter que me esconder — confessou Engfa em um sussurro. — Odeio que o mundo não saiba que vocês são minhas.
Faye acariciou os cabelos castanhos de Engfa, enquanto Charlotte se inclinava para beijar a bochecha da namorada hiperativa.
— Nós sabemos, P'Eng — murmurou Charlotte. — E o que acontece entre essas paredes, e na nossa casa, é muito mais real do que qualquer manchete.
Faye inclinou o queixo de Engfa para cima, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Eu comprei aquela Ducati que você queria. A edição limitada em fibra de carbono. Está na garagem do subsolo.
Os olhos de Engfa brilharam instantaneamente, a melancolia desaparecendo como se nunca tivesse existido.
— Sério? Com os freios de competição?
— Com tudo o que você tem direito — Faye sorriu. — Mas, em troca, quero que você e Charlotte me esperem no meu apartamento esta noite. Sem distrações. Sem telefones. Apenas vocês duas me mostrando o quanto apreciam os meus presentes.
Engfa soltou um som que era metade risada, metade rosnado de antecipação. Ela se levantou em um salto, a energia voltando com força total.
— Eu vou lá ver a moto agora! Vem, Charlotte!
— Eu vou em um minuto, Engfa. Deixe-me apenas organizar essas pastas que você derrubou — disse Charlotte, suspirando de forma carinhosa.
Engfa não esperou. Ela pegou Kiew no colo, deu um beijo rápido e roubado nos lábios de Faye e saiu correndo pela sala, gritando algo sobre "velocidade máxima".
O silêncio retornou à sala, mas era um silêncio compartilhado. Charlotte terminou de organizar os papéis e olhou para Faye.
— Você a mima demais, sabe disso, não é? Ela vai acabar se matando em uma dessas motos se você não colocar limites.
— Eu sei — Faye suspirou, levantando-se e caminhando até Charlotte. — Mas a Engfa vive pela adrenalina. Se eu tirar isso dela, ela murcha. E eu prefiro uma Engfa perigosa e feliz do que uma Engfa segura e sem alma.
Charlotte sorriu, envolvendo o pescoço de Faye com os braços.
— E quanto a mim? O que eu ganho por ser a namorada sensata que mantém a paz?
Faye sorriu, uma expressão de pura adoração que ela nunca mostrava ao mundo exterior. Ela deslizou as mãos pela cintura de Charlotte, puxando-a para mais perto.
— Você ganha a minha total atenção. E aquele fundo de investimento em artes que você queria abrir? Já está aprovado. Além disso... — Faye inclinou-se para sussurrar no ouvido de Charlotte — ...eu sei que você adora quando a Engfa fica possessiva. Eu vi como você reagiu quando ela te mordeu.
Charlotte corou levemente, mas não negou.
— Ela é... intensa.
— Nós somos intensas — corrigiu Faye. — E é por isso que funcionamos.
O momento foi interrompido pelo som de algo quebrando no corredor, seguido por um latido agudo de Kiew e a voz de Engfa gritando: "Foi sem querer, eu juro!".
Faye e Charlotte trocaram um olhar de resignação.
— É melhor irmos antes que ela destrua o setor de RH — sugeriu Charlotte.
— Concordo — disse Faye, pegando sua bolsa de grife. — Mas antes...
Faye puxou Charlotte para um beijo profundo, um beijo que carregava a promessa de tudo o que aconteceria naquela noite. Charlotte correspondeu com a mesma intensidade, suas mãos subindo para os cabelos vermelhos de Faye, perdendo-se na maciez dos fios.
— Eu amo você, Faye — sussurrou Charlotte contra seus lábios.
— Eu amo vocês duas — respondeu Faye, os olhos brilhando com uma posse absoluta. — Agora, vamos. Tenho uma namorada hiperativa para impedir de ser presa e uma noite inteira para recompensar vocês.
Enquanto desciam pelo elevador privativo, a tensão entre o segredo que mantinham e a paixão que sentiam parecia vibrar no ar. Para o mundo, Faye Malisorn era a CEO de gelo. Para Engfa e Charlotte, ela era o sol em torno do qual suas vidas orbitavam.
Ao chegarem na garagem, Engfa já estava montada na Ducati preta, o motor roncando como uma fera enjaulada. Ela usava o capacete, mas a viseira estava levantada, revelando o sorriso mais radiante que Faye já vira.
— Demoraram! — gritou Engfa sobre o barulho do motor. — Charlotte, sobe aqui. Faye, te vejo em casa? Ou quer apostar corrida com seu Aston Martin?
Faye sorriu, sentindo a adrenalina de Engfa infectá-la.
— Uma corrida até a cobertura, Engfa. Se eu ganhar, eu escolho quem vai ser a primeira a ser punida esta noite por essa bagunça na minha empresa.
Engfa acelerou o motor, o som ecoando pelas paredes de concreto da garagem.
— Você está morta, Sugar Mommy! — desafiou Engfa, baixando a viseira.
Charlotte subiu na garupa, segurando firmemente na cintura de Engfa, um sorriso de antecipação no rosto. Ela sabia que, independentemente de quem ganhasse, o prêmio final seria o amor e a entrega total das três, protegidas pelo silêncio das sombras e pelo brilho daquela união improvável e absoluta.
A moto arrancou, deixando para trás apenas o cheiro de pneu queimado e o eco de uma risada selvagem. Faye caminhou calmamente até seu carro, ajustando o retrovisor. Ela tinha tudo o que queria. O poder, a inteligência de Charlotte e o fogo de Engfa. O mundo poderia nunca saber, mas para Faye Malisorn, o segredo era a parte mais doce da vitória.
O silêncio da sala VIP foi interrompido por um estrondo metálico vindo do corredor, seguido por uma risada rouca e frenética que Faye conhecia bem demais.
— Eu já disse que não preciso de crachá, eu sou a dona dessa porra toda por tabela! — A voz de Engfa Waraha ecoou, carregada de uma audácia que beirava a insanidade.
A porta dupla se abriu com um chute, e Engfa entrou como um furacão. Ela vestia uma jaqueta de couro preta com tachas — a décima quinta que Faye lhe comprara naquele mês — e segurava a coleira de Kiew, seu vira-lata, que parecia tão hiperativo quanto a dona. Engfa tinha um brilho selvagem nos olhos castanhos, uma energia que nunca parecia esgotar.
— Faye! Você não vai acreditar na moto que eu vi lá embaixo. Se você não me der uma daquelas, eu juro que vou pular de paraquedas do seu heliporto agora mesmo! — Engfa saltou sobre a mesa da CEO, derrubando alguns papéis importantes, e se agachou como um felino, o rosto a centímetros do de Faye.
Faye não piscou. Ela apenas arqueou uma sobrancelha, um sorriso provocador brincando nos lábios.
— Boa tarde para você também, minha pequena sociopata — disse Faye, estendendo a mão para acariciar o rosto de Engfa. — Onde está a Charlotte?
— Estou aqui, Faye. Tentando impedir que a Engfa atropelasse o recepcionista com o skate elétrico que você deu a ela — a voz suave de Charlotte Austin trouxe um equilíbrio imediato ao caos da sala.
Charlotte entrou com a elegância de uma modelo e a calma de um monge. Seus cabelos castanho-claros ondulavam suavemente enquanto ela caminhava até Faye, ignorando a bagunça que Engfa estava fazendo em cima da mesa. Ela se inclinou e depositou um beijo terno na bochecha de Faye, antes de pegar a mão da empresária e beijar os nós dos dedos com uma reverência silenciosa.
— Ela está impossível hoje — comentou Charlotte, lançando um olhar observador para Engfa. — Acho que a adrenalina da corrida de ontem ainda não baixou.
Engfa soltou um rosnado baixo, pulando da mesa e envolvendo a cintura de Charlotte por trás. Ela era alguns centímetros mais baixa que a namorada mais nova, mas sua presença era esmagadora. Sem aviso, Engfa cravou os dentes de leve no queixo de Charlotte, uma de suas marcas registradas de possessividade.
— Ai! Engfa, isso dói — reclamou Charlotte, embora houvesse um sorriso paciente em seu rosto.
— É para você lembrar que é minha — murmurou Engfa, a voz subitamente rouca. — Minha e da Sugar Mommy.
Faye riu, recostando-se na cadeira.
— P'Faye, Engfa. Quantas vezes tenho que dizer para não me chamar assim na frente dos funcionários? — Faye cruzou as pernas, observando suas duas joias raras. — Embora, tecnicamente, eu sustente todos os seus caprichos, então não é uma mentira.
— Você adora nos mimar — Engfa disse, começando a mexer em um protótipo de tablet de última geração sobre a mesa, apertando botões aleatoriamente. — E nós adoramos ser mimadas. Especialmente quando envolve cavalos de potência ou diamantes.
— Falando em mimos — Charlotte interrompeu, afastando as mãos inquietas de Engfa do dispositivo caro —, eu terminei o relatório de análise de mercado que você me pediu, Faye. Os dados mostram que a expansão para a Europa pode ser arriscada se não ajustarmos a interface para o público local.
Faye olhou para Charlotte com admiração. Enquanto Engfa era a tempestade que trazia vida e perigo aos seus dias, Charlotte era a terra firme, a mente brilhante que absorvia cada detalhe da empresa como uma esponja.
— Excelente, meu amor. Você tem um olho clínico para os negócios — Faye elogiou, puxando Charlotte para seu colo.
Engfa, sentindo-se instantaneamente deixada de lado, bufou. Seu ciúme era uma chama que se acendia com um sopro. Ela chutou uma cadeira de escritório, fazendo-a girar violentamente.
— Chega de falar de trabalho! Eu quero ação. Faye, você prometeu que íamos testar o novo circuito de Drift hoje.
— E nós vamos — respondeu Faye, estendendo a outra mão para Engfa. — Mas antes, preciso que vocês duas se comportem. A mídia está do lado de fora para o lançamento do novo software. Se alguém ver vocês saindo daqui juntas, ou se virem como vocês me olham...
— O escândalo seria delicioso — interrompeu Engfa, com um sorriso sarcástico. — "A CEO mais poderosa do país e suas duas amantes vinte anos mais novas". Imagine as capas de revista.
— Engfa, pare — Charlotte disse, o tom calmo mas firme. — Você sabe que a Faye tem uma reputação a zelar. E nós também. Não queremos que pensem que estamos com ela apenas pelo que ela pode comprar.
Engfa revirou os olhos, mas se aproximou, ajoelhando-se entre as pernas de Faye e Charlotte. A máscara de raiva e impulsividade caiu por um momento, revelando a fragilidade que só as duas conheciam. Ela encostou a testa no joelho de Faye, respirando fundo.
— Eu só odeio ter que me esconder — confessou Engfa em um sussurro. — Odeio que o mundo não saiba que vocês são minhas.
Faye acariciou os cabelos castanhos de Engfa, enquanto Charlotte se inclinava para beijar a bochecha da namorada hiperativa.
— Nós sabemos, P'Eng — murmurou Charlotte. — E o que acontece entre essas paredes, e na nossa casa, é muito mais real do que qualquer manchete.
Faye inclinou o queixo de Engfa para cima, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Eu comprei aquela Ducati que você queria. A edição limitada em fibra de carbono. Está na garagem do subsolo.
Os olhos de Engfa brilharam instantaneamente, a melancolia desaparecendo como se nunca tivesse existido.
— Sério? Com os freios de competição?
— Com tudo o que você tem direito — Faye sorriu. — Mas, em troca, quero que você e Charlotte me esperem no meu apartamento esta noite. Sem distrações. Sem telefones. Apenas vocês duas me mostrando o quanto apreciam os meus presentes.
Engfa soltou um som que era metade risada, metade rosnado de antecipação. Ela se levantou em um salto, a energia voltando com força total.
— Eu vou lá ver a moto agora! Vem, Charlotte!
— Eu vou em um minuto, Engfa. Deixe-me apenas organizar essas pastas que você derrubou — disse Charlotte, suspirando de forma carinhosa.
Engfa não esperou. Ela pegou Kiew no colo, deu um beijo rápido e roubado nos lábios de Faye e saiu correndo pela sala, gritando algo sobre "velocidade máxima".
O silêncio retornou à sala, mas era um silêncio compartilhado. Charlotte terminou de organizar os papéis e olhou para Faye.
— Você a mima demais, sabe disso, não é? Ela vai acabar se matando em uma dessas motos se você não colocar limites.
— Eu sei — Faye suspirou, levantando-se e caminhando até Charlotte. — Mas a Engfa vive pela adrenalina. Se eu tirar isso dela, ela murcha. E eu prefiro uma Engfa perigosa e feliz do que uma Engfa segura e sem alma.
Charlotte sorriu, envolvendo o pescoço de Faye com os braços.
— E quanto a mim? O que eu ganho por ser a namorada sensata que mantém a paz?
Faye sorriu, uma expressão de pura adoração que ela nunca mostrava ao mundo exterior. Ela deslizou as mãos pela cintura de Charlotte, puxando-a para mais perto.
— Você ganha a minha total atenção. E aquele fundo de investimento em artes que você queria abrir? Já está aprovado. Além disso... — Faye inclinou-se para sussurrar no ouvido de Charlotte — ...eu sei que você adora quando a Engfa fica possessiva. Eu vi como você reagiu quando ela te mordeu.
Charlotte corou levemente, mas não negou.
— Ela é... intensa.
— Nós somos intensas — corrigiu Faye. — E é por isso que funcionamos.
O momento foi interrompido pelo som de algo quebrando no corredor, seguido por um latido agudo de Kiew e a voz de Engfa gritando: "Foi sem querer, eu juro!".
Faye e Charlotte trocaram um olhar de resignação.
— É melhor irmos antes que ela destrua o setor de RH — sugeriu Charlotte.
— Concordo — disse Faye, pegando sua bolsa de grife. — Mas antes...
Faye puxou Charlotte para um beijo profundo, um beijo que carregava a promessa de tudo o que aconteceria naquela noite. Charlotte correspondeu com a mesma intensidade, suas mãos subindo para os cabelos vermelhos de Faye, perdendo-se na maciez dos fios.
— Eu amo você, Faye — sussurrou Charlotte contra seus lábios.
— Eu amo vocês duas — respondeu Faye, os olhos brilhando com uma posse absoluta. — Agora, vamos. Tenho uma namorada hiperativa para impedir de ser presa e uma noite inteira para recompensar vocês.
Enquanto desciam pelo elevador privativo, a tensão entre o segredo que mantinham e a paixão que sentiam parecia vibrar no ar. Para o mundo, Faye Malisorn era a CEO de gelo. Para Engfa e Charlotte, ela era o sol em torno do qual suas vidas orbitavam.
Ao chegarem na garagem, Engfa já estava montada na Ducati preta, o motor roncando como uma fera enjaulada. Ela usava o capacete, mas a viseira estava levantada, revelando o sorriso mais radiante que Faye já vira.
— Demoraram! — gritou Engfa sobre o barulho do motor. — Charlotte, sobe aqui. Faye, te vejo em casa? Ou quer apostar corrida com seu Aston Martin?
Faye sorriu, sentindo a adrenalina de Engfa infectá-la.
— Uma corrida até a cobertura, Engfa. Se eu ganhar, eu escolho quem vai ser a primeira a ser punida esta noite por essa bagunça na minha empresa.
Engfa acelerou o motor, o som ecoando pelas paredes de concreto da garagem.
— Você está morta, Sugar Mommy! — desafiou Engfa, baixando a viseira.
Charlotte subiu na garupa, segurando firmemente na cintura de Engfa, um sorriso de antecipação no rosto. Ela sabia que, independentemente de quem ganhasse, o prêmio final seria o amor e a entrega total das três, protegidas pelo silêncio das sombras e pelo brilho daquela união improvável e absoluta.
A moto arrancou, deixando para trás apenas o cheiro de pneu queimado e o eco de uma risada selvagem. Faye caminhou calmamente até seu carro, ajustando o retrovisor. Ela tinha tudo o que queria. O poder, a inteligência de Charlotte e o fogo de Engfa. O mundo poderia nunca saber, mas para Faye Malisorn, o segredo era a parte mais doce da vitória.
