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Mister broomire x Marvin!

Fandom: Fundamental paper education Advanced Class

Criado: 21/05/2026

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RomanceDramaAngústiaSombrioPsicológicoLinguagem ExplícitaCenário CanônicoEstudo de Personagem
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O Zelador e a Marca da Insolência

O corredor leste da Paper School estava mergulhado em um silêncio opressor, interrompido apenas pelo som rítmico das luzes fluorescentes que piscavam no teto. Era tarde, muito depois do sinal da última aula, e o cheiro de cera de assoalho e papel velho pairava no ar como uma névoa invisível. Mister Broomire, o zelador cujas feições raramente abandonavam uma expressão de desprezo amargo, empurrava seu carrinho de limpeza com uma lentidão deliberada. Ele odiava aquele lugar, odiava os alunos barulhentos e, acima de tudo, odiava a insolência.

No entanto, havia uma exceção. Uma insolência que não o irritava da maneira comum, mas que acendia algo sombrio e possessivo em seu peito. E essa exceção tinha nome: Marvin Sterling.

Marvin estava encostado nos armários, com os braços cruzados sobre o colete branco. Seu cabelo longo, dividido entre o preto profundo e o branco níveo, caía sobre os ombros, e a marca triangular em seu rosto parecia brilhar sob a luz artificial. Ele era o irmão de Margret, mas possuía uma aura muito mais densa e mal-humorada. Seus olhos desiguais observaram a aproximação de Broomire com um desdém que rivalizava com o do próprio zelador.

— O que você ainda está fazendo aqui, Sterling? — rosnou Broomire, parando o carrinho bruscamente. — A escola não é lugar para vadios depois do horário.

— O mesmo poderia ser dito sobre você, Broomire — respondeu Marvin, sua voz arrastada e carregada de sarcasmo. — Por que não vai limpar algum vômito no banheiro e me deixa em paz?

O zelador sentiu um latejo em sua têmpera. A audácia de Marvin era um convite. Sem dizer uma palavra, Broomire avançou, sua figura alta e imponente sombrando o rapaz de pele pálida. Marvin não recuou; ele nunca recuava. Mas a confiança do jovem Sterling vacilou quando Broomire o agarrou pelo colarinho da camisa de mangas curtas e o forçou a se virar, prensando-o contra a frieza metálica dos armários.

— Você precisa aprender a respeitar quem mantém este lugar de pé — sibilou Broomire perto do ouvido dele.

Em um movimento rápido e bruto, Broomire forçou Marvin a se dobrar. O zelador, movido por um impulso malicioso e uma paixão distorcida que vinha cultivando em segredo, posicionou-se de forma dominante. Marvin tentou protestar, mas o som foi abafado imediatamente quando Broomire, em um gesto de humilhação e posse, forçou a proximidade física de maneira esmagadora.

— Humf... par... pare com isso! — a voz de Marvin saiu abafada, sufocada contra a superfície onde era pressionado.

Broomire soltou uma risada rouca, sentindo o corpo de Marvin tremer sob o seu. O mal-humor do zelador havia se transformado em algo muito mais perigoso: um desejo de quebrar aquela casca de arrogância. Ele se deleitava com a luta inútil do rapaz, com a forma como o uniforme branco de Marvin agora parecia tão vulnerável sob suas mãos calejadas pelo trabalho pesado.

— Você fala demais, Marvin — disse Broomire, sua voz carregada de uma malícia densa. — Vamos ver se você continua tão valente agora.

Com um movimento brusco, Broomire forçou Marvin a cair de joelhos no chão frio de linóleo. O impacto fez o rapaz soltar um gemido curto. Os braços pretos de Marvin se apoiaram no chão para manter o equilíbrio, enquanto seu cabelo branco e preto caía sobre o rosto, escondendo sua expressão de choque e fúria.

O zelador não deu tempo para recuperação. Ele se inclinou sobre o jovem, a mão descendo com precisão cruel. Marvin sentiu o toque invasivo, um dedo firme e impiedoso penetrando a intimidade de seu corpo, explorando a região rosada que contrastava com a palidez de suas coxas.

— Ah...! — Marvin arqueou as costas, a respiração tornando-se errática e pesada.

— O que foi? Onde está aquele sarcasmo todo? — perguntou Broomire, movendo o dedo com uma lentidão torturante, sentindo o calor e a resistência de Marvin.

O rapaz não conseguia responder. Sua mente era um turbilhão de sensações conflitantes. Ele odiava Broomire, odiava a autoridade dele, mas havia algo na brutalidade do zelador que o desarmava completamente. Sua língua pendia levemente para fora da boca, um sinal de sua exaustão e do prazer involuntário que começava a nublar seu julgamento.

Broomire observou a cena com uma satisfação predatória. Ele retirou a mão e, com um movimento rápido, agarrou Marvin pelo queixo, forçando-o a olhar para cima. Os olhos de Marvin estavam vítreos, a pupila preta no olho branco dilatada pela intensidade do momento. A marca triangular em seu rosto parecia pulsar.

— Olhe para mim — ordenou Broomire.

Marvin tentou manter o olhar desafiador, mas sua resistência estava se esvaindo. Antes que pudesse proferir qualquer insulto, Broomire inclinou-se e selou seus lábios nos dele. Não foi um beijo gentil; foi uma invasão. A língua de Broomire forçou passagem, encontrando a de Marvin em um embate úmido e desesperado.

O beijo tinha gosto de possessão e de segredos compartilhados nas sombras da Paper School. Marvin, apesar de toda a sua raiva e mal-humor, acabou cedendo, suas mãos agarrando os braços do zelador enquanto ele correspondia com uma urgência que o surpreendeu.

— Você é meu, Sterling — sussurrou Broomire contra os lábios dele, ao quebrar o contato por apenas um segundo. — Entendeu?

— Eu... eu odeio você — ofegou Marvin, embora seus atos dissessem o contrário, enquanto puxava Broomire para mais um beijo, aceitando finalmente que, naquele corredor escuro, a hierarquia da escola havia sido permanentemente destruída.

— Ótimo — respondeu Broomire com um sorriso sombrio. — O ódio é um excelente começo.

O silêncio do corredor voltou, mas agora estava preenchido pelo som de respirações pesadas e pelo eco de uma união proibida que nenhum deles pretendia esquecer. A Paper School continuaria a mesma na manhã seguinte, mas entre o zelador e o irmão de Margret, nada jamais seria igual.
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