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"vc vai dormi no sofá, tubarão"
Fandom: Sla
Criado: 22/05/2026
Tags
RomanceFantasiaAçãoDor/ConfortoFofuraCiúmesHistória DomésticaLinguagem Explícita
Entre Escamas e Chifres
O estrondo de metal se retorcendo e o som de asfalto rachando ecoaram pelas ruas próximas à cafeteria "Grão de Ouro". Morgan, uma muralha de músculos azulados e escamas brilhantes, movia-se com uma agilidade que desafiava sua estatura de mais de dois metros. Sua cauda de tubarão, robusta e poderosa, chicoteava o ar para manter o equilíbrio enquanto ele desviava de uma rajada de energia. Seus longos cabelos brancos flutuavam como algas sob a pressão da batalha, e seus chifres de osso, que ele tanto temia quebrar em momentos de descuido, reluziam sob a luz do sol.
Ele era um monstro das águas, uma criatura que muitos temeriam à distância, mas que possuía o temperamento de um cão de guarda gigante e protetor. No entanto, naquele momento, ele era pura fúria fria, focado em neutralizar o vilão que ameaçava os civis.
Perto dali, Dante limpava o balcão da cafeteria com uma energia impaciente. O pequeno bode de 1,78m, de pele escura e cabelos rosados, não conseguia ignorar o barulho lá fora. Ele estava ajudando um colega cujo ajudante faltara, mas sua natureza teimosa e protetora falava mais alto. Quando o som de uma explosão maior sacudiu as xícaras nas prateleiras, Dante não aguentou.
— Eu já volto! — gritou para o colega nos fundos, correndo em direção ao caos.
Ao chegar na esquina, a primeira coisa que Dante viu foi a imensidão azul de Morgan. O coração do menor deu um salto. Morgan era magnífico em combate, uma força da natureza. Mas, no exato momento em que Dante apareceu no campo de visão, os olhos frios e neutros de Morgan se suavizaram. O monstro se distraiu por um milésimo de segundo, a preocupação com a presença de Dante sobrepujando seu instinto de luta.
— Dante? — o nome mal saiu de seus lábios antes que o oponente aproveitasse a abertura.
O vilão disparou uma rajada de trovão concentrada diretamente no pescoço de Morgan. Como o corpo do monstro era composto e preenchido por uma alta densidade de água, a eletricidade percorreu cada centímetro de suas escamas com uma força devastadora. Morgan foi arremessado contra um muro, o corpo tremendo por causa do choque, caindo pesadamente no chão.
O vilão riu, caminhando lentamente em direção ao gigante caído, acreditando que a vitória estava garantida. Ele não viu o pequeno vulto rosado correndo em sua direção.
Dante estava furioso. Seus olhos verdes brilhavam com uma intensidade perigosa. Ele era conhecido por ser brincalhão, mas quem cometia o erro de subestimar sua força por causa de sua altura geralmente não vivia para se arrepender. Quando o oponente percebeu o movimento e começou a se virar, já era tarde demais.
Dante saltou, concentrando toda a sua força em um único soco. O impacto foi seco e brutal. O rosto do vilão foi praticamente desfigurado pelo golpe, e o corpo foi lançado ao chão, imóvel e visivelmente sem vida.
Sem dar um segundo olhar ao inimigo derrotado, Dante correu para o lado de Morgan. O gigante estava começando a se levantar, cambaleando, a pele azulada ainda soltando pequenas faíscas.
— Morgan! Seu idiota, por que se distraiu?! — Dante o envolveu em um abraço apertado, os braços fortes rodeando a cintura do monstro. — Olha isso... ele marcou seu pescoço. Que ódio!
Morgan piscou, tentando recuperar os sentidos. Ele sentiu o calor de Dante e o cheiro de café que emanava dele. Com um gesto lento e gentil, Morgan pegou a mão de Dante e depositou um beijo suave em seus nós dos dedos, ainda sujos pelo impacto do soco.
— Eu estou bem, pequeno... — sua voz era profunda e calma, contrastando com o caos ao redor. — O que você está fazendo aqui? Como chegou tão rápido?
Dante bufou, soltando-o, mas mantendo-se por perto para garantir que ele não cairia.
— Eu estava ajudando na cafeteria aqui perto. O ajudante do meu amigo faltou e eu não ia deixar ele na mão. Vim ver o que era esse barulho todo e encontro você sendo eletrocutado!
Morgan estreitou os olhos levemente. A ideia de Dante trabalhando tão perto de outro homem, passando o dia inteiro servindo mesas e sorrindo para estranhos, fez sua cauda de tubarão agitar-se com força, batendo no entulho ao redor.
— Entendo... — disse Morgan, sua voz tornando-se um pouco mais rígida. — Eu vou com você. Vou ficar na cafeteria até você terminar.
Dante cruzou os braços, olhando de baixo para cima com um sorriso de canto, desconfiado.
— Isso é ciúmes, Morgan? Acha que meu amigo vai tentar alguma coisa?
Morgan não respondeu diretamente. Em vez disso, envolveu o braço de Dante com sua mão enorme e gelada, guiando-o suavemente de volta para a rua principal.
— Apenas me mostre o café, Dante. Quero garantir que o ambiente é... seguro.
Dante riu baixinho, balançando a cabeça. Ele conhecia aquela muralha azul melhor do que ninguém.
Ao chegarem na cafeteria, Dante indicou uma mesa de canto, um pouco mais afastada do fluxo principal de clientes.
— Fica sentado aqui. Se precisar de qualquer coisa, me chama, mas não assusta os clientes, por favor.
Morgan obedeceu, embora seus olhos não desgrudassem de Dante por um segundo sequer. Ele observava a forma como Dante se movia, a maneira como seus pequenos chifres balançavam entre os fios rosados e como ele era eficiente. Para Morgan, Dante era a definição de perfeição. Sua cauda abanava silenciosamente debaixo da mesa, batendo rítmica e nervosamente no chão.
Algum tempo depois, o movimento diminuiu. Dante precisou ir até o estoque nos fundos para buscar alguns suprimentos. Ele não se surpreendeu ao sentir a presença maciça de Morgan logo atrás dele.
— Morgan, eu disse que já ia sair. Não comece a mexer nas coisas aqui, é o trabalho do meu amigo — avisou Dante, de costas, enquanto tentava alcançar uma caixa em uma prateleira alta.
De repente, ele sentiu o ar esfriar. Morgan o prendeu contra a prateleira, colocando as mãos de cada lado do corpo de Dante. O monstro era uma parede viva de músculos e escamas, e o cheiro de mar tomou conta do pequeno espaço.
— O que houve? — perguntou Dante, o coração acelerando. Ele tentou manter o tom brincalhão. — Ainda é efeito do trovão que você levou no pescoço? Está meio tonto?
Morgan não respondeu com palavras. Seus olhos estavam fixos nos lábios de Dante. Sem aviso, ele se inclinou e o beijou. Foi um beijo profundo, possessivo, e Dante não recuou. No entanto, o susto veio quando Morgan usou sua língua enorme, explorando a boca de Dante com uma curiosidade quase animal.
Dante soltou um som abafado de surpresa, mas Morgan o agarrou com mais firmeza, as mãos geladas subindo pelas costas de Dante, por baixo da blusa de trabalho. A sensação do contraste térmico fez Dante arrepiar-se por inteiro. Morgan posicionou uma de suas pernas entre as pernas de Dante, pressionando-o contra a parede de metal.
Quando finalmente se separaram para respirar, Morgan não foi longe. Ele enterrou o rosto no pescoço de Dante, começando a mordiscar a pele escura com uma vontade faminta. Morgan adorava marcar Dante; ele queria que todos soubessem a quem aquele pequeno bode pertencia.
— Morgan... para... — Dante gemeu, a voz falhando. — Aqui não... alguém pode entrar...
Mas Morgan parecia surdo aos apelos. Ele levantou a blusa de Dante até a altura do peito, expondo a barriga e o tórax do menor. Enquanto continuava a distribuir mordidas e beijos pelo pescoço, uma de suas mãos subiu, e ele começou a brincar com o mamilo de Dante. O toque dos dedos frios e ásperos de Morgan era demais para Dante aguentar. Suas pernas fraquejaram, e ele sentiu que ia desmoronar ali mesmo.
A mão de Morgan que estava nas costas começou a descer perigosamente em direção ao cós da calça de Dante. Foi ali que Dante percebeu que precisava retomar o controle da situação, ou as coisas iriam longe demais em um lugar público.
Dante estendeu as mãos e agarrou os chifres de osso de Morgan. Ele aplicou uma pressão firme, sabendo que, embora Morgan odiasse que mexessem ali por medo de quebrar, era também o seu ponto de vulnerabilidade e sensibilidade máxima.
Morgan soltou um arquejo alto, um arrepio violento percorrendo sua espinha. Ele parou imediatamente o que estava fazendo, os olhos arregalados. A sensação de ter seus chifres dominados por Dante o desarmou completamente. Sem forças para continuar o avanço, Morgan se ajoelhou diante de Dante, em parte para aliviar a tensão e em parte porque a diferença de altura estava tornando a posição desconfortável com a pressão nos chifres.
Dante soltou os chifres de Morgan, mas manteve os braços cruzados, a respiração ofegante. Sua blusa ainda estava levantada, e uma marca de mordida bem visível adornava seu pescoço. Ele estava vermelho de vergonha e desejo, mas seus olhos verdes faiscavam com uma bronca iminente.
Morgan olhou para cima, ajoelhado entre as caixas de café. Ele tinha uma expressão mista de luxúria reprimida e a culpa de um cachorro que sabe que fez bagunça.
— Você ficou louco? — Dante exclamou, embora sua voz não tivesse a dureza que ele pretendia. — A gente está nos fundos de uma cafeteria lotada! E se o meu colega entrasse aqui e visse você me mordendo no chão?
Morgan abaixou a cabeça, as pontas de seus chifres quase tocando o peito de Dante.
— Eu sei... foi errado — murmurou o gigante, a voz rouca. — Especialmente porque você pediu para parar e eu não parei de imediato. É que... você estava tão perfeito com essa roupa de trabalho. Eu não aguentei. Desculpa.
Dante olhou para a figura imensa ajoelhada à sua frente. Era difícil ficar bravo com Morgan por muito tempo, especialmente quando ele agia de forma tão submissa após um surto de possessividade. Dante suspirou, suavizando a expressão, e levou a mão aos cabelos brancos de Morgan, fazendo um carinho suave.
— Só me avise da próxima vez que quiser um beijo ou um abraço, Morgan. Não precisa me atacar no estoque como se fosse me devorar.
Morgan levantou o olhar, um sorriso bobo e tímido surgindo em seus lábios azulados. Ele esfregou o rosto na mão de Dante, buscando mais carinho.
— Desculpa de novo... — ele hesitou, a cauda dando uma batidinha leve no chão. — Eu vou ter que dormir do lado de fora do quarto hoje?
Dante ajeitou a blusa, cobrindo as marcas que Morgan havia deixado, e deu um tapinha leve na bochecha do monstro.
— Vou pensar no seu caso. Agora levanta daí e volta para a mesa. Eu tenho que terminar de organizar essas caixas antes que alguém venha me procurar.
Morgan levantou-se, recuperando sua estatura imponente, mas o olhar que lançou para Dante era puramente devoto. Ele deu um último beijo rápido na testa do menor antes de sair dos fundos, a cauda balançando alegremente. Dante ficou para trás por um momento, encostado na prateleira, tentando acalmar o próprio coração e cobrindo a mordida no pescoço com a gola da blusa. Ele sabia que, com Morgan, a vida nunca seria calma, mas ele não a trocaria por nada no mundo.
Ele era um monstro das águas, uma criatura que muitos temeriam à distância, mas que possuía o temperamento de um cão de guarda gigante e protetor. No entanto, naquele momento, ele era pura fúria fria, focado em neutralizar o vilão que ameaçava os civis.
Perto dali, Dante limpava o balcão da cafeteria com uma energia impaciente. O pequeno bode de 1,78m, de pele escura e cabelos rosados, não conseguia ignorar o barulho lá fora. Ele estava ajudando um colega cujo ajudante faltara, mas sua natureza teimosa e protetora falava mais alto. Quando o som de uma explosão maior sacudiu as xícaras nas prateleiras, Dante não aguentou.
— Eu já volto! — gritou para o colega nos fundos, correndo em direção ao caos.
Ao chegar na esquina, a primeira coisa que Dante viu foi a imensidão azul de Morgan. O coração do menor deu um salto. Morgan era magnífico em combate, uma força da natureza. Mas, no exato momento em que Dante apareceu no campo de visão, os olhos frios e neutros de Morgan se suavizaram. O monstro se distraiu por um milésimo de segundo, a preocupação com a presença de Dante sobrepujando seu instinto de luta.
— Dante? — o nome mal saiu de seus lábios antes que o oponente aproveitasse a abertura.
O vilão disparou uma rajada de trovão concentrada diretamente no pescoço de Morgan. Como o corpo do monstro era composto e preenchido por uma alta densidade de água, a eletricidade percorreu cada centímetro de suas escamas com uma força devastadora. Morgan foi arremessado contra um muro, o corpo tremendo por causa do choque, caindo pesadamente no chão.
O vilão riu, caminhando lentamente em direção ao gigante caído, acreditando que a vitória estava garantida. Ele não viu o pequeno vulto rosado correndo em sua direção.
Dante estava furioso. Seus olhos verdes brilhavam com uma intensidade perigosa. Ele era conhecido por ser brincalhão, mas quem cometia o erro de subestimar sua força por causa de sua altura geralmente não vivia para se arrepender. Quando o oponente percebeu o movimento e começou a se virar, já era tarde demais.
Dante saltou, concentrando toda a sua força em um único soco. O impacto foi seco e brutal. O rosto do vilão foi praticamente desfigurado pelo golpe, e o corpo foi lançado ao chão, imóvel e visivelmente sem vida.
Sem dar um segundo olhar ao inimigo derrotado, Dante correu para o lado de Morgan. O gigante estava começando a se levantar, cambaleando, a pele azulada ainda soltando pequenas faíscas.
— Morgan! Seu idiota, por que se distraiu?! — Dante o envolveu em um abraço apertado, os braços fortes rodeando a cintura do monstro. — Olha isso... ele marcou seu pescoço. Que ódio!
Morgan piscou, tentando recuperar os sentidos. Ele sentiu o calor de Dante e o cheiro de café que emanava dele. Com um gesto lento e gentil, Morgan pegou a mão de Dante e depositou um beijo suave em seus nós dos dedos, ainda sujos pelo impacto do soco.
— Eu estou bem, pequeno... — sua voz era profunda e calma, contrastando com o caos ao redor. — O que você está fazendo aqui? Como chegou tão rápido?
Dante bufou, soltando-o, mas mantendo-se por perto para garantir que ele não cairia.
— Eu estava ajudando na cafeteria aqui perto. O ajudante do meu amigo faltou e eu não ia deixar ele na mão. Vim ver o que era esse barulho todo e encontro você sendo eletrocutado!
Morgan estreitou os olhos levemente. A ideia de Dante trabalhando tão perto de outro homem, passando o dia inteiro servindo mesas e sorrindo para estranhos, fez sua cauda de tubarão agitar-se com força, batendo no entulho ao redor.
— Entendo... — disse Morgan, sua voz tornando-se um pouco mais rígida. — Eu vou com você. Vou ficar na cafeteria até você terminar.
Dante cruzou os braços, olhando de baixo para cima com um sorriso de canto, desconfiado.
— Isso é ciúmes, Morgan? Acha que meu amigo vai tentar alguma coisa?
Morgan não respondeu diretamente. Em vez disso, envolveu o braço de Dante com sua mão enorme e gelada, guiando-o suavemente de volta para a rua principal.
— Apenas me mostre o café, Dante. Quero garantir que o ambiente é... seguro.
Dante riu baixinho, balançando a cabeça. Ele conhecia aquela muralha azul melhor do que ninguém.
Ao chegarem na cafeteria, Dante indicou uma mesa de canto, um pouco mais afastada do fluxo principal de clientes.
— Fica sentado aqui. Se precisar de qualquer coisa, me chama, mas não assusta os clientes, por favor.
Morgan obedeceu, embora seus olhos não desgrudassem de Dante por um segundo sequer. Ele observava a forma como Dante se movia, a maneira como seus pequenos chifres balançavam entre os fios rosados e como ele era eficiente. Para Morgan, Dante era a definição de perfeição. Sua cauda abanava silenciosamente debaixo da mesa, batendo rítmica e nervosamente no chão.
Algum tempo depois, o movimento diminuiu. Dante precisou ir até o estoque nos fundos para buscar alguns suprimentos. Ele não se surpreendeu ao sentir a presença maciça de Morgan logo atrás dele.
— Morgan, eu disse que já ia sair. Não comece a mexer nas coisas aqui, é o trabalho do meu amigo — avisou Dante, de costas, enquanto tentava alcançar uma caixa em uma prateleira alta.
De repente, ele sentiu o ar esfriar. Morgan o prendeu contra a prateleira, colocando as mãos de cada lado do corpo de Dante. O monstro era uma parede viva de músculos e escamas, e o cheiro de mar tomou conta do pequeno espaço.
— O que houve? — perguntou Dante, o coração acelerando. Ele tentou manter o tom brincalhão. — Ainda é efeito do trovão que você levou no pescoço? Está meio tonto?
Morgan não respondeu com palavras. Seus olhos estavam fixos nos lábios de Dante. Sem aviso, ele se inclinou e o beijou. Foi um beijo profundo, possessivo, e Dante não recuou. No entanto, o susto veio quando Morgan usou sua língua enorme, explorando a boca de Dante com uma curiosidade quase animal.
Dante soltou um som abafado de surpresa, mas Morgan o agarrou com mais firmeza, as mãos geladas subindo pelas costas de Dante, por baixo da blusa de trabalho. A sensação do contraste térmico fez Dante arrepiar-se por inteiro. Morgan posicionou uma de suas pernas entre as pernas de Dante, pressionando-o contra a parede de metal.
Quando finalmente se separaram para respirar, Morgan não foi longe. Ele enterrou o rosto no pescoço de Dante, começando a mordiscar a pele escura com uma vontade faminta. Morgan adorava marcar Dante; ele queria que todos soubessem a quem aquele pequeno bode pertencia.
— Morgan... para... — Dante gemeu, a voz falhando. — Aqui não... alguém pode entrar...
Mas Morgan parecia surdo aos apelos. Ele levantou a blusa de Dante até a altura do peito, expondo a barriga e o tórax do menor. Enquanto continuava a distribuir mordidas e beijos pelo pescoço, uma de suas mãos subiu, e ele começou a brincar com o mamilo de Dante. O toque dos dedos frios e ásperos de Morgan era demais para Dante aguentar. Suas pernas fraquejaram, e ele sentiu que ia desmoronar ali mesmo.
A mão de Morgan que estava nas costas começou a descer perigosamente em direção ao cós da calça de Dante. Foi ali que Dante percebeu que precisava retomar o controle da situação, ou as coisas iriam longe demais em um lugar público.
Dante estendeu as mãos e agarrou os chifres de osso de Morgan. Ele aplicou uma pressão firme, sabendo que, embora Morgan odiasse que mexessem ali por medo de quebrar, era também o seu ponto de vulnerabilidade e sensibilidade máxima.
Morgan soltou um arquejo alto, um arrepio violento percorrendo sua espinha. Ele parou imediatamente o que estava fazendo, os olhos arregalados. A sensação de ter seus chifres dominados por Dante o desarmou completamente. Sem forças para continuar o avanço, Morgan se ajoelhou diante de Dante, em parte para aliviar a tensão e em parte porque a diferença de altura estava tornando a posição desconfortável com a pressão nos chifres.
Dante soltou os chifres de Morgan, mas manteve os braços cruzados, a respiração ofegante. Sua blusa ainda estava levantada, e uma marca de mordida bem visível adornava seu pescoço. Ele estava vermelho de vergonha e desejo, mas seus olhos verdes faiscavam com uma bronca iminente.
Morgan olhou para cima, ajoelhado entre as caixas de café. Ele tinha uma expressão mista de luxúria reprimida e a culpa de um cachorro que sabe que fez bagunça.
— Você ficou louco? — Dante exclamou, embora sua voz não tivesse a dureza que ele pretendia. — A gente está nos fundos de uma cafeteria lotada! E se o meu colega entrasse aqui e visse você me mordendo no chão?
Morgan abaixou a cabeça, as pontas de seus chifres quase tocando o peito de Dante.
— Eu sei... foi errado — murmurou o gigante, a voz rouca. — Especialmente porque você pediu para parar e eu não parei de imediato. É que... você estava tão perfeito com essa roupa de trabalho. Eu não aguentei. Desculpa.
Dante olhou para a figura imensa ajoelhada à sua frente. Era difícil ficar bravo com Morgan por muito tempo, especialmente quando ele agia de forma tão submissa após um surto de possessividade. Dante suspirou, suavizando a expressão, e levou a mão aos cabelos brancos de Morgan, fazendo um carinho suave.
— Só me avise da próxima vez que quiser um beijo ou um abraço, Morgan. Não precisa me atacar no estoque como se fosse me devorar.
Morgan levantou o olhar, um sorriso bobo e tímido surgindo em seus lábios azulados. Ele esfregou o rosto na mão de Dante, buscando mais carinho.
— Desculpa de novo... — ele hesitou, a cauda dando uma batidinha leve no chão. — Eu vou ter que dormir do lado de fora do quarto hoje?
Dante ajeitou a blusa, cobrindo as marcas que Morgan havia deixado, e deu um tapinha leve na bochecha do monstro.
— Vou pensar no seu caso. Agora levanta daí e volta para a mesa. Eu tenho que terminar de organizar essas caixas antes que alguém venha me procurar.
Morgan levantou-se, recuperando sua estatura imponente, mas o olhar que lançou para Dante era puramente devoto. Ele deu um último beijo rápido na testa do menor antes de sair dos fundos, a cauda balançando alegremente. Dante ficou para trás por um momento, encostado na prateleira, tentando acalmar o próprio coração e cobrindo a mordida no pescoço com a gola da blusa. Ele sabia que, com Morgan, a vida nunca seria calma, mas ele não a trocaria por nada no mundo.
