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Bastidores
Fandom: ruggarol
Criado: 23/05/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaCiúmesCenário CanônicoLinguagem Explícita
O Eco do Passado sob os Refletores
O ar no set de gravação do "Jam & Roller" parecia mais denso do que Karol lembrava. Dez anos haviam se passado desde que ela patinou por aqueles corredores pela última vez como a menina de dezoito anos que conquistou o mundo. Agora, aos vinte e seis, ela não era mais apenas a "menina Disney". Karol Sevilla havia se tornado uma mulher imponente. Seus cabelos ondulados caíam como uma cascata escura sobre os ombros, e o figurino de Luna Valente, agora adaptado para uma versão mais madura da personagem, realçava curvas que o tempo e a maturidade trataram de esculpir com perfeição.
Ela ajustava os patins no banco de madeira, sentindo o frio na barriga que não vinha apenas da estreia da quarta temporada. O motivo tinha nome, sobrenome e um sotaque italiano que ainda a fazia estremecer nos momentos de distração: Ruggero Pasquarelli.
— Dez anos, Sevilla... — A voz rouca ecoou atrás dela, fazendo os pelos de sua nuca se arrepiarem instantaneamente. — Parece que o tempo parou para você, mas de um jeito muito generoso.
Karol respirou fundo, colocando um sorriso profissional no rosto antes de se virar. Ruggero estava parado ali, encostado em um armário, com aquele sorriso de lado que costumava ser sua perdição em 2016. Ele estava mais homem, com a barba por fazer e os músculos do braço levemente marcados pela camiseta polo do figurino de Matteo.
— O tempo voa, Ruggero — disse ela, levantando-se com elegância. — Mas a gente aprende a lidar com ele. Como vai a Camila? Soube que vocês estão bem.
Ruggero deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O perfume dele — uma mistura de sândalo e algo cítrico que ela reconheceria em qualquer lugar do mundo — invadiu seus sentidos.
— A Camila está ótima, ficou em Buenos Aires cuidando de alguns projetos — ele respondeu, mantendo os olhos fixos nos dela. — E o seu jogador? O Diego? Vi as fotos de vocês nas Maldivas. Parece que ele te trata como uma rainha.
— Ele trata — afirmou Karol, sustentando o olhar. — Ele é um homem maravilhoso. Estável, seguro... sem segredos.
A última frase pairou no ar como um desafio. Eles sabiam do que ela estava falando. Em 2016, o amor deles era um incêndio em uma floresta proibida. Ele, com vinte e dois anos e preso em um relacionamento de fachada com Candelária, que o público e ele mesmo já não suportavam. Ela, com apenas dezesseis, vivendo o despertar de uma paixão avassaladora que precisava ser escondida em camarins trancados, hotéis de turnê e trocas de olhares que os fãs, com sua percepção aguçada, sempre desconfiaram.
— Karol, Ruggero! — O diretor gritou do centro da pista. — Posições para a cena da varanda. Vamos lá, é o reencontro de "Lutteo". Preciso de química, preciso de fogo, preciso daquela conexão que só vocês têm!
Karol sentiu um nó na garganta. A cena não era simples. Era o momento em que Luna e Matteo se reencontravam após anos separados na ficção, e o roteiro pedia um beijo que deveria deixar claro que o amor nunca havia morrido.
Eles caminharam até o cenário da varanda sob o céu artificial de LED. O silêncio entre eles era carregado de eletricidade estática.
— Você ainda lembra como se faz? — sussurrou Ruggero, enquanto os assistentes de iluminação faziam os últimos ajustes.
— Atuar, Ruggero? Eu sou uma profissional — rebateu ela, embora seu coração batesse contra as costelas.
— Não estou falando de atuar — ele murmurou, aproximando-se tanto que ela podia sentir o calor emanando do corpo dele. — Estou falando de nós.
— Não existe "nós" há uma década — ela sentenciou, embora a firmeza em sua voz estivesse fraquejando.
— Luz, câmera... ação! — gritou o diretor.
Instantaneamente, as máscaras caíram. Ou talvez, tenham sido colocadas. Ruggero assumiu a postura de Matteo, o "Mauricinho" que agora era um homem de negócios de sucesso, voltando para buscar sua única verdade. Karol se transformou em Luna, a mulher que tentava esconder que ainda o amava.
— Luna... eu tentei ficar longe — disse Ruggero, a voz carregada de uma emoção que parecia real demais para um script. — Eu tentei construir uma vida em outro lugar, com outras pessoas. Mas cada rosto que eu via, eu buscava o seu.
Ele se aproximou, e Karol sentiu as mãos dele tocarem sua cintura. O toque foi como um choque elétrico. A pele dela queimou sob o tecido fino do vestido.
— Matteo, não podemos — disse ela, seguindo as falas, mas seus olhos brilhavam com lágrimas que não estavam no roteiro. — O tempo passou. Nós mudamos.
— O tempo não apaga o que está gravado na alma, Luna — Ruggero improvisou, aproximando o rosto do dela.
Ele quebrou a distância. O beijo começou técnico, como todos os beijos de novela deveriam ser. Mas, no segundo em que os lábios se tocaram, a memória muscular de 2016 tomou conta. O gosto dele, a forma como a mão dele se agarrava à nuca dela com uma possessividade que ela não sentia com Diego... tudo voltou como uma onda gigante.
O beijo se tornou profundo, quente, urgente. As línguas se encontraram em uma dança familiar e proibida. Karol sentiu suas pernas fraquejarem, e ela se apertou contra o peito dele, sentindo o batimento cardíaco acelerado de Ruggero sob a camisa. Naquele momento, não havia câmeras, não havia Camila em Buenos Aires e não havia Diego nos campos de futebol. Havia apenas o "nós" que eles fingiam ter enterrado.
— Corta! — gritou o diretor, entusiasmado. — Meu Deus, foi perfeito! Que entrega!
Eles se separaram bruscamente, ambos ofegantes. Karol desviou o olhar imediatamente, limpando o canto da boca com o polegar, tentando recuperar a compostura. Ruggero estava estático, olhando para ela com uma mistura de triunfo e desespero.
— Eu preciso de água — disse Karol, a voz falhando.
Ela caminhou rapidamente em direção ao camarim, mas não foi rápida o suficiente. Ruggero a seguiu e entrou logo atrás dela, fechando a porta e girando a chave.
— O que você está fazendo? — ela perguntou, virando-se, o peito subindo e descendo com força. — Ficou louco? Alguém pode ver!
— Ninguém está vendo, Karol — ele disse, a voz baixa e perigosa. — E não venha me dizer que aquilo foi apenas "atuação". Eu senti. Você se entregou do mesmo jeito que se entregava naquelas noites em Cancún, quando a gente tinha que fugir de todo mundo.
— Aquilo foi um erro de dez anos atrás, Ruggero! — ela exclamou, embora não conseguisse recuar quando ele se aproximou. — Eu era uma criança, você era um irresponsável. Agora somos adultos. Você tem uma namorada, eu tenho um noivo!
Ruggero parou a centímetros dela, prensando-a levemente contra a penteadeira cheia de maquiagens.
— Um noivo que você tenta convencer que ama toda vez que posta uma foto no Instagram — ele provocou, a voz suave. — Mas admita, Karol... o Diego nunca vai te fazer sentir o que eu faço. Ele é seguro, mas eu sou o seu caos. E você sempre amou o caos.
Karol sentiu uma vontade imensa de esbofeteá-lo, mas a vontade de puxá-lo pela nuca e beijá-lo novamente era infinitamente maior. Ela olhou para o homem à sua frente — mais maduro, mais forte, e irritantemente mais atraente.
— Você não tem o direito de entrar aqui e bagunçar a minha vida de novo — ela sussurrou, as lágrimas finalmente caindo.
Ruggero suavizou a expressão, levando a mão ao rosto dela e enxugando uma lágrima com o polegar.
— Eu não quero bagunçar sua vida, Karol. Eu só percebi, no momento em que te vi hoje de manhã, que eu passei os últimos dez anos apenas existindo. Eu só volto a viver quando estou com você.
— Ruggero, por favor... — ela pediu, mas sua resistência estava se esvaindo.
— Só me diga uma coisa — ele pediu, aproximando os lábios do ouvido dela, fazendo-a estremecer. — Diga que você não sentiu nada naquele beijo. Diga que o seu coração não disparou. Diga que você não me quer agora tanto quanto eu quero você.
Karol fechou os olhos, lutando contra cada instinto de preservação que possuía. Ela pensou em Diego, na vida estável que construíra, na imagem de mulher séria que agora ostentava. Mas então, ela sentiu a mão de Ruggero descer para sua cintura, apertando-a com aquela força que a desarmava completamente.
— Eu odeio você — ela murmurou, abrindo os olhos e encontrando as orbes castanhas dele queimando de desejo.
— Eu sei — ele sorriu, aquele sorriso canalha que ela tanto amava. — Mas você me quer.
Sem dar tempo para mais discussões, Ruggero a beijou novamente. Desta vez, não havia diretor para gritar "corta", não havia roteiro e não havia Luna ou Matteo. Eram apenas Ruggero e Karol, retomando um incêndio que nunca havia sido totalmente apagado, apenas abafado pelas cinzas do tempo.
Enquanto ele a suspendia e a sentava na penteadeira, derrubando alguns pincéis e frascos de perfume, Karol percebeu que a quarta temporada de "Sou Luna" seria muito mais perigosa do que qualquer um poderia imaginar. O passado não era apenas um eco; era um grito que agora exigia ser ouvido.
— Isso vai acabar mal — ela ofegou entre os beijos, enquanto as mãos de Ruggero exploravam suas coxas por baixo do vestido.
— Vai acabar do jeito que sempre deveria ter sido — ele respondeu, baixando o beijo para o pescoço dela. — Só nós dois, Karol. Sem esconderijos, dessa vez.
Mas eles sabiam que estavam mentindo. O segredo era o combustível daquela paixão, e o perigo era o que os mantinha vivos. A gravação estava apenas começando, e o fogo entre os protagonistas ameaçava queimar todo o set de filmagem.
Ela ajustava os patins no banco de madeira, sentindo o frio na barriga que não vinha apenas da estreia da quarta temporada. O motivo tinha nome, sobrenome e um sotaque italiano que ainda a fazia estremecer nos momentos de distração: Ruggero Pasquarelli.
— Dez anos, Sevilla... — A voz rouca ecoou atrás dela, fazendo os pelos de sua nuca se arrepiarem instantaneamente. — Parece que o tempo parou para você, mas de um jeito muito generoso.
Karol respirou fundo, colocando um sorriso profissional no rosto antes de se virar. Ruggero estava parado ali, encostado em um armário, com aquele sorriso de lado que costumava ser sua perdição em 2016. Ele estava mais homem, com a barba por fazer e os músculos do braço levemente marcados pela camiseta polo do figurino de Matteo.
— O tempo voa, Ruggero — disse ela, levantando-se com elegância. — Mas a gente aprende a lidar com ele. Como vai a Camila? Soube que vocês estão bem.
Ruggero deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O perfume dele — uma mistura de sândalo e algo cítrico que ela reconheceria em qualquer lugar do mundo — invadiu seus sentidos.
— A Camila está ótima, ficou em Buenos Aires cuidando de alguns projetos — ele respondeu, mantendo os olhos fixos nos dela. — E o seu jogador? O Diego? Vi as fotos de vocês nas Maldivas. Parece que ele te trata como uma rainha.
— Ele trata — afirmou Karol, sustentando o olhar. — Ele é um homem maravilhoso. Estável, seguro... sem segredos.
A última frase pairou no ar como um desafio. Eles sabiam do que ela estava falando. Em 2016, o amor deles era um incêndio em uma floresta proibida. Ele, com vinte e dois anos e preso em um relacionamento de fachada com Candelária, que o público e ele mesmo já não suportavam. Ela, com apenas dezesseis, vivendo o despertar de uma paixão avassaladora que precisava ser escondida em camarins trancados, hotéis de turnê e trocas de olhares que os fãs, com sua percepção aguçada, sempre desconfiaram.
— Karol, Ruggero! — O diretor gritou do centro da pista. — Posições para a cena da varanda. Vamos lá, é o reencontro de "Lutteo". Preciso de química, preciso de fogo, preciso daquela conexão que só vocês têm!
Karol sentiu um nó na garganta. A cena não era simples. Era o momento em que Luna e Matteo se reencontravam após anos separados na ficção, e o roteiro pedia um beijo que deveria deixar claro que o amor nunca havia morrido.
Eles caminharam até o cenário da varanda sob o céu artificial de LED. O silêncio entre eles era carregado de eletricidade estática.
— Você ainda lembra como se faz? — sussurrou Ruggero, enquanto os assistentes de iluminação faziam os últimos ajustes.
— Atuar, Ruggero? Eu sou uma profissional — rebateu ela, embora seu coração batesse contra as costelas.
— Não estou falando de atuar — ele murmurou, aproximando-se tanto que ela podia sentir o calor emanando do corpo dele. — Estou falando de nós.
— Não existe "nós" há uma década — ela sentenciou, embora a firmeza em sua voz estivesse fraquejando.
— Luz, câmera... ação! — gritou o diretor.
Instantaneamente, as máscaras caíram. Ou talvez, tenham sido colocadas. Ruggero assumiu a postura de Matteo, o "Mauricinho" que agora era um homem de negócios de sucesso, voltando para buscar sua única verdade. Karol se transformou em Luna, a mulher que tentava esconder que ainda o amava.
— Luna... eu tentei ficar longe — disse Ruggero, a voz carregada de uma emoção que parecia real demais para um script. — Eu tentei construir uma vida em outro lugar, com outras pessoas. Mas cada rosto que eu via, eu buscava o seu.
Ele se aproximou, e Karol sentiu as mãos dele tocarem sua cintura. O toque foi como um choque elétrico. A pele dela queimou sob o tecido fino do vestido.
— Matteo, não podemos — disse ela, seguindo as falas, mas seus olhos brilhavam com lágrimas que não estavam no roteiro. — O tempo passou. Nós mudamos.
— O tempo não apaga o que está gravado na alma, Luna — Ruggero improvisou, aproximando o rosto do dela.
Ele quebrou a distância. O beijo começou técnico, como todos os beijos de novela deveriam ser. Mas, no segundo em que os lábios se tocaram, a memória muscular de 2016 tomou conta. O gosto dele, a forma como a mão dele se agarrava à nuca dela com uma possessividade que ela não sentia com Diego... tudo voltou como uma onda gigante.
O beijo se tornou profundo, quente, urgente. As línguas se encontraram em uma dança familiar e proibida. Karol sentiu suas pernas fraquejarem, e ela se apertou contra o peito dele, sentindo o batimento cardíaco acelerado de Ruggero sob a camisa. Naquele momento, não havia câmeras, não havia Camila em Buenos Aires e não havia Diego nos campos de futebol. Havia apenas o "nós" que eles fingiam ter enterrado.
— Corta! — gritou o diretor, entusiasmado. — Meu Deus, foi perfeito! Que entrega!
Eles se separaram bruscamente, ambos ofegantes. Karol desviou o olhar imediatamente, limpando o canto da boca com o polegar, tentando recuperar a compostura. Ruggero estava estático, olhando para ela com uma mistura de triunfo e desespero.
— Eu preciso de água — disse Karol, a voz falhando.
Ela caminhou rapidamente em direção ao camarim, mas não foi rápida o suficiente. Ruggero a seguiu e entrou logo atrás dela, fechando a porta e girando a chave.
— O que você está fazendo? — ela perguntou, virando-se, o peito subindo e descendo com força. — Ficou louco? Alguém pode ver!
— Ninguém está vendo, Karol — ele disse, a voz baixa e perigosa. — E não venha me dizer que aquilo foi apenas "atuação". Eu senti. Você se entregou do mesmo jeito que se entregava naquelas noites em Cancún, quando a gente tinha que fugir de todo mundo.
— Aquilo foi um erro de dez anos atrás, Ruggero! — ela exclamou, embora não conseguisse recuar quando ele se aproximou. — Eu era uma criança, você era um irresponsável. Agora somos adultos. Você tem uma namorada, eu tenho um noivo!
Ruggero parou a centímetros dela, prensando-a levemente contra a penteadeira cheia de maquiagens.
— Um noivo que você tenta convencer que ama toda vez que posta uma foto no Instagram — ele provocou, a voz suave. — Mas admita, Karol... o Diego nunca vai te fazer sentir o que eu faço. Ele é seguro, mas eu sou o seu caos. E você sempre amou o caos.
Karol sentiu uma vontade imensa de esbofeteá-lo, mas a vontade de puxá-lo pela nuca e beijá-lo novamente era infinitamente maior. Ela olhou para o homem à sua frente — mais maduro, mais forte, e irritantemente mais atraente.
— Você não tem o direito de entrar aqui e bagunçar a minha vida de novo — ela sussurrou, as lágrimas finalmente caindo.
Ruggero suavizou a expressão, levando a mão ao rosto dela e enxugando uma lágrima com o polegar.
— Eu não quero bagunçar sua vida, Karol. Eu só percebi, no momento em que te vi hoje de manhã, que eu passei os últimos dez anos apenas existindo. Eu só volto a viver quando estou com você.
— Ruggero, por favor... — ela pediu, mas sua resistência estava se esvaindo.
— Só me diga uma coisa — ele pediu, aproximando os lábios do ouvido dela, fazendo-a estremecer. — Diga que você não sentiu nada naquele beijo. Diga que o seu coração não disparou. Diga que você não me quer agora tanto quanto eu quero você.
Karol fechou os olhos, lutando contra cada instinto de preservação que possuía. Ela pensou em Diego, na vida estável que construíra, na imagem de mulher séria que agora ostentava. Mas então, ela sentiu a mão de Ruggero descer para sua cintura, apertando-a com aquela força que a desarmava completamente.
— Eu odeio você — ela murmurou, abrindo os olhos e encontrando as orbes castanhas dele queimando de desejo.
— Eu sei — ele sorriu, aquele sorriso canalha que ela tanto amava. — Mas você me quer.
Sem dar tempo para mais discussões, Ruggero a beijou novamente. Desta vez, não havia diretor para gritar "corta", não havia roteiro e não havia Luna ou Matteo. Eram apenas Ruggero e Karol, retomando um incêndio que nunca havia sido totalmente apagado, apenas abafado pelas cinzas do tempo.
Enquanto ele a suspendia e a sentava na penteadeira, derrubando alguns pincéis e frascos de perfume, Karol percebeu que a quarta temporada de "Sou Luna" seria muito mais perigosa do que qualquer um poderia imaginar. O passado não era apenas um eco; era um grito que agora exigia ser ouvido.
— Isso vai acabar mal — ela ofegou entre os beijos, enquanto as mãos de Ruggero exploravam suas coxas por baixo do vestido.
— Vai acabar do jeito que sempre deveria ter sido — ele respondeu, baixando o beijo para o pescoço dela. — Só nós dois, Karol. Sem esconderijos, dessa vez.
Mas eles sabiam que estavam mentindo. O segredo era o combustível daquela paixão, e o perigo era o que os mantinha vivos. A gravação estava apenas começando, e o fogo entre os protagonistas ameaçava queimar todo o set de filmagem.
