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Encrenca e com as karens
Fandom: Pavuna cria do RJ
Criado: 24/05/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoRealismoLinguagem ExplícitaViolência GráficaCiúmesGravidez Não Planejada/Indesejada
Entre o Amor e o Caos na Pavuna
O sol da tarde na Pavuna não perdoava, e o clima no conjunto habitacional estava tão quente quanto os ânimos de quem circulava por ali. JS da Torre tentava manter a mente no lugar, mas parecia que o destino gostava de testar sua paciência. Ele sempre soube que sua vida seria um eterno equilibrar de pratos desde que Karen Aluap, o grande amor da sua vida, aceitara voltar para ele. O problema nunca foi o amor dos dois, mas sim o rastro de mágoa que o passado deixou, personificado em Karen Alencar.
Alencar não aceitava o fim. Não aceitava que JS tivesse escolhido a "outra" Karen, mesmo ela tendo um filho com ele. Para ela, a criança era a arma perfeita, o escudo e a espada que usava para perfurar a bolha de felicidade que Aluap e JS tentavam construir.
Naquela tarde, o limite foi ultrapassado. Aluap estava na calçada, conversando com uma vizinha, quando Alencar apareceu com o carrinho de bebê, destilando seu veneno habitual.
— Olha só, meu filho, como a vida é engraçada — disse Alencar, com a voz alta o suficiente para todo o quarteirão ouvir. — O seu pai finge que vive um conto de fadas, mas a gente sabe que ele só corre pra lá porque ela não tem a responsabilidade de carregar o sangue dele como eu carrego.
Aluap respirou fundo, fechando os olhos por um segundo. Ela prometera a JS que não cairia nas provocações, mas a ferida de ter sido traída no passado pela própria "amiga" e pelo homem que amava ainda latejava. Ver Alencar usar a criança — que era o sonho de Aluap ter com JS — como ferramenta de humilhação era demais.
— Alencar, segue a tua vida — Aluap disse, tentando manter a voz firme. — Deixa a gente em paz. Você tem um filho pra cuidar, foca nisso.
— Eu foco no meu filho, sim! — Alencar deu um passo à frente, o rosto vermelho de raiva. — E foco em mostrar pra todo mundo que você é só um passatempo que ele buscou porque eu tava ocupada demais gerando a herança dele. Você é frustrada, Aluap. Aceitou as sobras.
O estalo foi audível. Aluap não pensou. A mão voou no rosto de Alencar antes que qualquer outra palavra fosse dita. O que se seguiu foi um emaranhado de gritos, puxões de cabelo e a poeira da rua subindo enquanto as duas rolavam pelo chão. Vizinhos gritavam, uns tentavam separar, outros filmavam.
JS chegou correndo, alertado pelos crias da torre. O coração dele disparou ao ver a cena. Ele avançou entre a multidão, usando sua força para tirar Aluap de cima de Alencar, que gritava histericamente sobre o filho estar vendo aquilo.
— Chega! Parem com essa porra agora! — o grito de JS ecoou, silenciando parte da rua.
Ele segurou Aluap pelos ombros, empurrando-a levemente para trás, enquanto Alencar se levantava, descabelada e com o canto da boca sangrando, pegando o bebê do colo de uma vizinha e começando a chorar dramaticamente.
— Você viu, JS? Você viu o que essa louca fez? — Alencar soluçava. — Na frente do teu filho! Ela não tem respeito por nada!
JS olhou para Aluap, os olhos faiscando de uma decepção que cortou a alma dela mais do que qualquer tapa.
— Entra no carro, Aluap. Agora — ordenou ele, a voz fria.
— JS, escuta o que ela estava falando... — Aluap tentou explicar, a respiração ofegante.
— Eu não quero ouvir nada! — ele cortou, virando as costas e indo falar com Alencar para ver se o bebê estava bem, deixando Aluap parada no meio da rua, sentindo o peso dos olhares de julgamento.
O trajeto até o apartamento de JS foi um silêncio sepulcral. Assim que a porta se fechou, a tempestade desabou.
— Você perdeu a noção, Aluap? — JS explodiu, jogando as chaves na mesa. — Sair na mão no meio da Pavuna? Virar espetáculo pra vizinhança?
— Ela me provocou até eu não aguentar mais, JS! — Aluap gritou de volta, as lágrimas finalmente caindo. — Ela usa aquela criança como se fosse um troféu pra me diminuir. Ela disse que eu sou frustrada por não ter um filho teu. Ela joga na minha cara todo dia que você me traiu com ela!
— E a tua solução é cair na porrada? — JS deu um passo em direção a ela, o rosto tenso. — Eu tô tentando reconstruir as coisas com você, caralho! Mas você não ajuda. A Alencar é mãe do meu filho, eu vou ter que ver a cara dela pro resto da vida. Se você não consegue ter maturidade pra ignorar, então como é que a gente fica?
— Maturidade? — Aluap riu, uma risada amarga. — Você fala de maturidade, mas foi você que me traiu com a minha "amiga". Foi você que criou essa situação. Eu perdoei, eu voltei, eu tento ser a porra de uma santa, mas eu sou humana! Ela me machuca onde dói mais, e você... você defendeu ela lá fora.
— Eu defendi a mãe do meu filho que estava sendo agredida! — JS esbravejou. — Eu não quero saber o que ela falou, Aluap. Nada justifica aquele papelão. Você me envergonhou.
As palavras dele foram como um soco no estômago. Aluap recuou, limpando o rosto com as costas da mão.
— Eu te envergonhei? — ela perguntou em um sussurro quebrado. — Ótimo. Se eu sou um fardo pra tua reputação de "homem de família" com a Alencar, então talvez você devesse ficar com ela de vez.
Ela caminhou em direção à porta, mas JS foi mais rápido, segurando o braço dela. A raiva dele ainda estava lá, mas o medo de perdê-la começou a falar mais alto.
— Me solta, JS. Vai lá ver se ela precisa de um curativo ou de mais atenção.
— Não faz assim — ele disse, a voz baixando de tom, mas ainda carregada de frustração. — Eu só não aguento mais essa guerra. Eu quero paz, Aluap. Eu escolhi você. Eu lutei pra te ter de volta, fiz o impossível pra você me perdoar. Por que você deixa ela entrar na tua cabeça desse jeito?
— Porque ela tem o que eu sempre quis ter com você! — Aluap gritou, desabando em soluços. — E ela usa isso pra me lembrar que, não importa o quanto você diga que me ama, ela sempre vai ter um pedaço de você que eu não tenho. E dói, JS. Dói pra caralho ver você protegendo ela enquanto eu sou a que sai como louca.
JS sentiu o peito apertar. Ele a puxou para um abraço, e embora ela tenha resistido no início, tentando empurrá-lo, acabou cedendo, enterrando o rosto no peito dele e chorando tudo o que estava guardado há meses.
— Me desculpa — ele sussurrou, acariciando o cabelo dela. — Me desculpa por não ter te ouvido lá fora. Eu só fiquei cego de raiva de ver aquela confusão.
— Você nunca me ouve quando é sobre ela — Aluap disse entre soluços. — Você sempre assume que eu sou a culpada por ser a mais forte.
— Eu sei, eu sei que eu erro — JS admitiu, apertando-a mais forte contra si. — Eu sou um merda às vezes, eu sei. Mas eu te amo mais que tudo. Aquela criança... ele é meu sangue, eu tenho que cuidar. Mas o meu coração, o meu futuro, é só teu. A Alencar não é nada pra mim além de um erro que gerou uma
Alencar não aceitava o fim. Não aceitava que JS tivesse escolhido a "outra" Karen, mesmo ela tendo um filho com ele. Para ela, a criança era a arma perfeita, o escudo e a espada que usava para perfurar a bolha de felicidade que Aluap e JS tentavam construir.
Naquela tarde, o limite foi ultrapassado. Aluap estava na calçada, conversando com uma vizinha, quando Alencar apareceu com o carrinho de bebê, destilando seu veneno habitual.
— Olha só, meu filho, como a vida é engraçada — disse Alencar, com a voz alta o suficiente para todo o quarteirão ouvir. — O seu pai finge que vive um conto de fadas, mas a gente sabe que ele só corre pra lá porque ela não tem a responsabilidade de carregar o sangue dele como eu carrego.
Aluap respirou fundo, fechando os olhos por um segundo. Ela prometera a JS que não cairia nas provocações, mas a ferida de ter sido traída no passado pela própria "amiga" e pelo homem que amava ainda latejava. Ver Alencar usar a criança — que era o sonho de Aluap ter com JS — como ferramenta de humilhação era demais.
— Alencar, segue a tua vida — Aluap disse, tentando manter a voz firme. — Deixa a gente em paz. Você tem um filho pra cuidar, foca nisso.
— Eu foco no meu filho, sim! — Alencar deu um passo à frente, o rosto vermelho de raiva. — E foco em mostrar pra todo mundo que você é só um passatempo que ele buscou porque eu tava ocupada demais gerando a herança dele. Você é frustrada, Aluap. Aceitou as sobras.
O estalo foi audível. Aluap não pensou. A mão voou no rosto de Alencar antes que qualquer outra palavra fosse dita. O que se seguiu foi um emaranhado de gritos, puxões de cabelo e a poeira da rua subindo enquanto as duas rolavam pelo chão. Vizinhos gritavam, uns tentavam separar, outros filmavam.
JS chegou correndo, alertado pelos crias da torre. O coração dele disparou ao ver a cena. Ele avançou entre a multidão, usando sua força para tirar Aluap de cima de Alencar, que gritava histericamente sobre o filho estar vendo aquilo.
— Chega! Parem com essa porra agora! — o grito de JS ecoou, silenciando parte da rua.
Ele segurou Aluap pelos ombros, empurrando-a levemente para trás, enquanto Alencar se levantava, descabelada e com o canto da boca sangrando, pegando o bebê do colo de uma vizinha e começando a chorar dramaticamente.
— Você viu, JS? Você viu o que essa louca fez? — Alencar soluçava. — Na frente do teu filho! Ela não tem respeito por nada!
JS olhou para Aluap, os olhos faiscando de uma decepção que cortou a alma dela mais do que qualquer tapa.
— Entra no carro, Aluap. Agora — ordenou ele, a voz fria.
— JS, escuta o que ela estava falando... — Aluap tentou explicar, a respiração ofegante.
— Eu não quero ouvir nada! — ele cortou, virando as costas e indo falar com Alencar para ver se o bebê estava bem, deixando Aluap parada no meio da rua, sentindo o peso dos olhares de julgamento.
O trajeto até o apartamento de JS foi um silêncio sepulcral. Assim que a porta se fechou, a tempestade desabou.
— Você perdeu a noção, Aluap? — JS explodiu, jogando as chaves na mesa. — Sair na mão no meio da Pavuna? Virar espetáculo pra vizinhança?
— Ela me provocou até eu não aguentar mais, JS! — Aluap gritou de volta, as lágrimas finalmente caindo. — Ela usa aquela criança como se fosse um troféu pra me diminuir. Ela disse que eu sou frustrada por não ter um filho teu. Ela joga na minha cara todo dia que você me traiu com ela!
— E a tua solução é cair na porrada? — JS deu um passo em direção a ela, o rosto tenso. — Eu tô tentando reconstruir as coisas com você, caralho! Mas você não ajuda. A Alencar é mãe do meu filho, eu vou ter que ver a cara dela pro resto da vida. Se você não consegue ter maturidade pra ignorar, então como é que a gente fica?
— Maturidade? — Aluap riu, uma risada amarga. — Você fala de maturidade, mas foi você que me traiu com a minha "amiga". Foi você que criou essa situação. Eu perdoei, eu voltei, eu tento ser a porra de uma santa, mas eu sou humana! Ela me machuca onde dói mais, e você... você defendeu ela lá fora.
— Eu defendi a mãe do meu filho que estava sendo agredida! — JS esbravejou. — Eu não quero saber o que ela falou, Aluap. Nada justifica aquele papelão. Você me envergonhou.
As palavras dele foram como um soco no estômago. Aluap recuou, limpando o rosto com as costas da mão.
— Eu te envergonhei? — ela perguntou em um sussurro quebrado. — Ótimo. Se eu sou um fardo pra tua reputação de "homem de família" com a Alencar, então talvez você devesse ficar com ela de vez.
Ela caminhou em direção à porta, mas JS foi mais rápido, segurando o braço dela. A raiva dele ainda estava lá, mas o medo de perdê-la começou a falar mais alto.
— Me solta, JS. Vai lá ver se ela precisa de um curativo ou de mais atenção.
— Não faz assim — ele disse, a voz baixando de tom, mas ainda carregada de frustração. — Eu só não aguento mais essa guerra. Eu quero paz, Aluap. Eu escolhi você. Eu lutei pra te ter de volta, fiz o impossível pra você me perdoar. Por que você deixa ela entrar na tua cabeça desse jeito?
— Porque ela tem o que eu sempre quis ter com você! — Aluap gritou, desabando em soluços. — E ela usa isso pra me lembrar que, não importa o quanto você diga que me ama, ela sempre vai ter um pedaço de você que eu não tenho. E dói, JS. Dói pra caralho ver você protegendo ela enquanto eu sou a que sai como louca.
JS sentiu o peito apertar. Ele a puxou para um abraço, e embora ela tenha resistido no início, tentando empurrá-lo, acabou cedendo, enterrando o rosto no peito dele e chorando tudo o que estava guardado há meses.
— Me desculpa — ele sussurrou, acariciando o cabelo dela. — Me desculpa por não ter te ouvido lá fora. Eu só fiquei cego de raiva de ver aquela confusão.
— Você nunca me ouve quando é sobre ela — Aluap disse entre soluços. — Você sempre assume que eu sou a culpada por ser a mais forte.
— Eu sei, eu sei que eu erro — JS admitiu, apertando-a mais forte contra si. — Eu sou um merda às vezes, eu sei. Mas eu te amo mais que tudo. Aquela criança... ele é meu sangue, eu tenho que cuidar. Mas o meu coração, o meu futuro, é só teu. A Alencar não é nada pra mim além de um erro que gerou uma
