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I'm Not Going Back To You
Fandom: Jujutsu Kaisen
Criado: 25/05/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)DramaAngústiaDor/ConfortoHistória DomésticaFatias de Vida
Eco de um Adeus Não Dito
O som metálico da chave girando na fechadura era o único ruído no corredor silencioso do prédio novo. Eu segurava uma caixa de papelão equilibrada no quadril, sentindo o peso dos livros e das memórias que insistiam em me acompanhar em cada mudança. Viver sozinha em Tóquio era o plano de independência que eu havia traçado meticulosamente, longe das sombras do passado.
Ou pelo menos, era o que eu pensava até a porta do apartamento 402, exatamente em frente ao meu, se abrir.
Um homem alto, de ombros largos e cabelos rosados espetados — agora um pouco mais curtos e domados do que na adolescência —, saiu carregando um saco de lixo. Ele congelou no lugar. Os olhos âmbar, que uma vez foram meu refúgio, se arregalaram em choque.
— [Nome]? — A voz dele havia engrossado, perdendo a suavidade juvenil, mas o tom ainda carregava aquela vibração calorosa que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo.
O choque me fez perder o equilíbrio por um segundo. A caixa escorregou e o conteúdo se espalhou pelo chão de madeira: agendas velhas, romances baratos e uma fotografia emoldurada que caiu virada para baixo.
— Yuji... — O nome saiu como um sussurro, quase um pecado que eu jurara não cometer novamente.
Ele largou o que estava fazendo e se ajoelhou rapidamente para me ajudar, mas eu recuei, batendo as costas contra a minha porta fechada. Cinco anos. Cinco anos desde que ele desapareceu da nossa pequena cidade sem uma única mensagem, sem um bilhete, deixando apenas um espaço vazio na carteira ao meu lado na sala de aula.
— Não toque em nada — eu disse, minha voz tremendo mais do que eu gostaria.
Yuji parou, as mãos suspensas no ar. Ele parecia mais forte, com cicatrizes leves que eu não reconhecia, mas o olhar ainda era o mesmo: honesto, transparente e, naquele momento, transbordando de uma culpa esmagadora.
— Eu não sabia que era você quem estava se mudando para cá — ele disse suavemente, recolhendo as mãos e as apoiando nos joelhos. — Eu... eu moro aqui faz seis meses.
— Que coincidência infeliz — respondi, recuperando a compostura e começando a juntar meus pertences com pressa.
— [Nome], por favor. Eu tentei te procurar depois de um tempo, mas as coisas ficaram... complicadas. Eu não tive escolha quando saí.
— Todo mundo tem escolha, Yuji. Você escolheu o silêncio. — Peguei a fotografia do chão. Era uma foto nossa no festival de verão, seis meses antes de ele sumir. Nós sorríamos como se o mundo pertencesse a nós. Guardei-a no fundo da caixa, longe da vista dele.
— Eu sinto muito — ele murmurou, e o som daquelas palavras parecia um eco tardio de algo que deveria ter sido dito meia década atrás.
Levantei-me, ignorando a mão que ele estendeu para me ajudar a levantar. Entrei no meu apartamento e bati a porta, deixando o fantasma do meu primeiro amor no corredor.
Nas semanas seguintes, Yuji Itadori tornou-se uma presença inevitável. Ele não era o tipo de vizinho que apenas acenava; ele era Yuji. Isso significava que, todas as manhãs, eu encontrava um café quente pendurado na maçaneta da minha porta com um bilhete adesivo: *"Este é o seu favorito, sem açúcar e com um toque de canela. Tenha um bom dia."*
Eu jogava os bilhetes fora, mas bebia o café. O gosto era exatamente como eu lembrava.
Em uma terça-feira chuvosa, as luzes do corredor falharam e eu me vi lutando com as sacolas de compras no escuro. Senti uma presença ao meu lado e, antes que eu pudesse protestar, o peso das sacolas sumiu das minhas mãos.
— Está chovendo muito lá fora, você está encharcada — disse Yuji, usando a lanterna do celular para iluminar o caminho até a minha porta.
— Eu consigo me virar sozinha, Itadori. Faço isso há cinco anos.
Ele parou diante da minha porta, ignorando a alfinetada.
— Eu sei que você consegue. Você sempre foi a pessoa mais forte que eu conheci. Mas você não *precisa* carregar tudo sozinha agora. Eu estou aqui.
— Por quanto tempo? — perguntei, encarando-o sob a luz fraca. — Até você decidir sumir de novo sem dizer tchau?
O rosto dele se contorceu de dor. Ele encostou as sacolas no chão e deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. O cheiro dele — algo como amaciante de roupas e sândalo — inundou meus sentidos, trazendo memórias de tardes de estudo que terminavam em beijos roubados.
— Eu morri, [Nome] — ele confessou em um sussurro rouco.
Eu congelei.
— O quê?
— Naquela época... aconteceu algo. Eu me envolvi em coisas que eu não podia explicar para ninguém. Eu tecnicamente fui declarado morto por um tempo para me manter seguro, e para manter você segura. Se eu tivesse me despedido, eles teriam ido atrás de você. Eu passei cada dia daqueles anos querendo te contar que eu estava vivo.
A revelação me atingiu como um soco. Eu olhei para as cicatrizes no rosto dele, para a maturidade forçada em seus ombros. O mundo de Jujutsu, do qual eu apenas ouvia rumores sombrios em Tóquio, parecia ter deixado marcas profundas nele.
— Por que não me procurou depois, então? — minha voz falhou.
— Porque eu achei que você estaria melhor sem mim. Eu era um perigo. Mas ver você naquele corredor... foi como se eu pudesse respirar de novo pela primeira vez em anos.
Eu queria gritar, queria expulsá-lo, mas a raiva que eu alimentei por tanto tempo estava começando a derreter, revelando a tristeza crua por baixo dela.
— Isso não apaga o que eu senti, Yuji. O luto que eu vivi por alguém que nem sabia se estava vivo ou morto.
— Eu sei. E eu vou passar o resto da minha vida compensando isso, se você me deixar.
Ele não me tocou, respeitando o espaço que eu havia construído. Ele apenas ficou ali, esperando.
Nos dias que se seguiram, a persistência de Yuji mudou de tom. Ele parou de deixar apenas cafés e começou a oferecer pequenas partes de sua rotina. Ele me convidou para jantar no pequeno restaurante de lámen na esquina, prometendo que não falaríamos sobre o passado, apenas sobre o presente.
Acabei aceitando, mais por cansaço de lutar contra meus próprios sentimentos do que por qualquer outra coisa.
Sentados no balcão fumegante, ele me contou sobre seu trabalho atual — algo relacionado a "gestão de crises", ele foi vago, mas seus olhos brilhavam com o desejo de proteger as pessoas. Ele ouviu atentamente enquanto eu falava sobre minha carreira em design, sobre como Tóquio era barulhenta e como eu sentia falta do silêncio da nossa cidade natal.
— Você ainda faz aquele desenho no canto das páginas quando está nervosa? — ele perguntou, com um sorriso de canto.
— Como você lembra disso?
— Eu lembro de tudo, [Nome]. Lembro da cor da fita que você usou no nosso primeiro encontro. Lembro que você odeia picles, mas come se eu pedir com jeitinho. E lembro que o seu riso é o único som que eu realmente queria ouvir quando as coisas ficavam ruins.
Senti meu coração falhar uma batida. Era injusto como ele ainda tinha esse poder sobre mim.
— Por que está fazendo isso, Yuji? Por que agora?
Ele largou os hashis e se virou para mim, segurando minha mão sobre o balcão. Dessa vez, eu não a puxei de volta. A pele dele era quente e áspera, uma âncora na minha realidade confusa.
— Porque eu te amo. Eu nunca parei de te amar. E a vida é curta demais, e perigosa demais, para eu deixar você escapar de novo sem lutar com tudo o que eu tenho.
— Eu estou com medo — admiti, as lágrimas pinicando meus olhos. — Tenho medo de acordar amanhã e o apartamento 402 estar vazio de novo.
— Eu prometo — ele disse, apertando minha mão com firmeza —, que a única razão para eu sair daquele apartamento é se for para me mudar para o seu. Ou para levar o lixo.
Eu soltei uma risada trêmula, limpando uma lágrima que insistia em cair.
— Você é um idiota, Itadori.
— O seu idiota? — Ele inclinou a cabeça, os olhos brilhando com esperança.
O caminho de volta para o prédio foi silencioso, mas não era o silêncio pesado de antes. Era preenchido pela eletricidade de algo que estava sendo reconstruído. Paramos em frente às nossas portas.
— [Nome] — ele chamou antes que eu entrasse.
— Sim?
— Posso te dar um beijo de boa noite? Como se fosse a primeira vez? Ou a última daquela época, a que eu nunca te dei?
Eu olhei para ele, para o homem que ele se tornara e para o menino que eu ainda via lá no fundo. A hesitação que me protegeu por cinco anos finalmente ruiu. Aproximei-me, encurtando o espaço, e segurei o rosto dele com as duas mãos.
— Não como se fosse a última — eu sussurrei. — Como se fosse o começo.
Quando os lábios dele tocaram os meus, o tempo pareceu colapsar. Não havia mais cinco anos de separação, não havia mais silêncio ou dor. Havia apenas o calor familiar, o gosto de promessas renovadas e a certeza de que, desta vez, ele ficaria.
Yuji me puxou para mais perto, escondendo o rosto no meu pescoço após o beijo, suspirando de alívio.
— Obrigado por me deixar voltar — ele murmurou contra minha pele.
— Não me faça me arrepender disso, Yuji.
— Nunca.
Entrei no meu apartamento, mas antes de fechar a porta, olhei para trás. Ele ainda estava lá, parado no corredor, vigiando meu retorno seguro para casa, exatamente onde ele pertencia. Pela primeira vez em cinco anos, eu não me senti sozinha em Tóquio. Eu estava em casa.
Ou pelo menos, era o que eu pensava até a porta do apartamento 402, exatamente em frente ao meu, se abrir.
Um homem alto, de ombros largos e cabelos rosados espetados — agora um pouco mais curtos e domados do que na adolescência —, saiu carregando um saco de lixo. Ele congelou no lugar. Os olhos âmbar, que uma vez foram meu refúgio, se arregalaram em choque.
— [Nome]? — A voz dele havia engrossado, perdendo a suavidade juvenil, mas o tom ainda carregava aquela vibração calorosa que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo.
O choque me fez perder o equilíbrio por um segundo. A caixa escorregou e o conteúdo se espalhou pelo chão de madeira: agendas velhas, romances baratos e uma fotografia emoldurada que caiu virada para baixo.
— Yuji... — O nome saiu como um sussurro, quase um pecado que eu jurara não cometer novamente.
Ele largou o que estava fazendo e se ajoelhou rapidamente para me ajudar, mas eu recuei, batendo as costas contra a minha porta fechada. Cinco anos. Cinco anos desde que ele desapareceu da nossa pequena cidade sem uma única mensagem, sem um bilhete, deixando apenas um espaço vazio na carteira ao meu lado na sala de aula.
— Não toque em nada — eu disse, minha voz tremendo mais do que eu gostaria.
Yuji parou, as mãos suspensas no ar. Ele parecia mais forte, com cicatrizes leves que eu não reconhecia, mas o olhar ainda era o mesmo: honesto, transparente e, naquele momento, transbordando de uma culpa esmagadora.
— Eu não sabia que era você quem estava se mudando para cá — ele disse suavemente, recolhendo as mãos e as apoiando nos joelhos. — Eu... eu moro aqui faz seis meses.
— Que coincidência infeliz — respondi, recuperando a compostura e começando a juntar meus pertences com pressa.
— [Nome], por favor. Eu tentei te procurar depois de um tempo, mas as coisas ficaram... complicadas. Eu não tive escolha quando saí.
— Todo mundo tem escolha, Yuji. Você escolheu o silêncio. — Peguei a fotografia do chão. Era uma foto nossa no festival de verão, seis meses antes de ele sumir. Nós sorríamos como se o mundo pertencesse a nós. Guardei-a no fundo da caixa, longe da vista dele.
— Eu sinto muito — ele murmurou, e o som daquelas palavras parecia um eco tardio de algo que deveria ter sido dito meia década atrás.
Levantei-me, ignorando a mão que ele estendeu para me ajudar a levantar. Entrei no meu apartamento e bati a porta, deixando o fantasma do meu primeiro amor no corredor.
Nas semanas seguintes, Yuji Itadori tornou-se uma presença inevitável. Ele não era o tipo de vizinho que apenas acenava; ele era Yuji. Isso significava que, todas as manhãs, eu encontrava um café quente pendurado na maçaneta da minha porta com um bilhete adesivo: *"Este é o seu favorito, sem açúcar e com um toque de canela. Tenha um bom dia."*
Eu jogava os bilhetes fora, mas bebia o café. O gosto era exatamente como eu lembrava.
Em uma terça-feira chuvosa, as luzes do corredor falharam e eu me vi lutando com as sacolas de compras no escuro. Senti uma presença ao meu lado e, antes que eu pudesse protestar, o peso das sacolas sumiu das minhas mãos.
— Está chovendo muito lá fora, você está encharcada — disse Yuji, usando a lanterna do celular para iluminar o caminho até a minha porta.
— Eu consigo me virar sozinha, Itadori. Faço isso há cinco anos.
Ele parou diante da minha porta, ignorando a alfinetada.
— Eu sei que você consegue. Você sempre foi a pessoa mais forte que eu conheci. Mas você não *precisa* carregar tudo sozinha agora. Eu estou aqui.
— Por quanto tempo? — perguntei, encarando-o sob a luz fraca. — Até você decidir sumir de novo sem dizer tchau?
O rosto dele se contorceu de dor. Ele encostou as sacolas no chão e deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. O cheiro dele — algo como amaciante de roupas e sândalo — inundou meus sentidos, trazendo memórias de tardes de estudo que terminavam em beijos roubados.
— Eu morri, [Nome] — ele confessou em um sussurro rouco.
Eu congelei.
— O quê?
— Naquela época... aconteceu algo. Eu me envolvi em coisas que eu não podia explicar para ninguém. Eu tecnicamente fui declarado morto por um tempo para me manter seguro, e para manter você segura. Se eu tivesse me despedido, eles teriam ido atrás de você. Eu passei cada dia daqueles anos querendo te contar que eu estava vivo.
A revelação me atingiu como um soco. Eu olhei para as cicatrizes no rosto dele, para a maturidade forçada em seus ombros. O mundo de Jujutsu, do qual eu apenas ouvia rumores sombrios em Tóquio, parecia ter deixado marcas profundas nele.
— Por que não me procurou depois, então? — minha voz falhou.
— Porque eu achei que você estaria melhor sem mim. Eu era um perigo. Mas ver você naquele corredor... foi como se eu pudesse respirar de novo pela primeira vez em anos.
Eu queria gritar, queria expulsá-lo, mas a raiva que eu alimentei por tanto tempo estava começando a derreter, revelando a tristeza crua por baixo dela.
— Isso não apaga o que eu senti, Yuji. O luto que eu vivi por alguém que nem sabia se estava vivo ou morto.
— Eu sei. E eu vou passar o resto da minha vida compensando isso, se você me deixar.
Ele não me tocou, respeitando o espaço que eu havia construído. Ele apenas ficou ali, esperando.
Nos dias que se seguiram, a persistência de Yuji mudou de tom. Ele parou de deixar apenas cafés e começou a oferecer pequenas partes de sua rotina. Ele me convidou para jantar no pequeno restaurante de lámen na esquina, prometendo que não falaríamos sobre o passado, apenas sobre o presente.
Acabei aceitando, mais por cansaço de lutar contra meus próprios sentimentos do que por qualquer outra coisa.
Sentados no balcão fumegante, ele me contou sobre seu trabalho atual — algo relacionado a "gestão de crises", ele foi vago, mas seus olhos brilhavam com o desejo de proteger as pessoas. Ele ouviu atentamente enquanto eu falava sobre minha carreira em design, sobre como Tóquio era barulhenta e como eu sentia falta do silêncio da nossa cidade natal.
— Você ainda faz aquele desenho no canto das páginas quando está nervosa? — ele perguntou, com um sorriso de canto.
— Como você lembra disso?
— Eu lembro de tudo, [Nome]. Lembro da cor da fita que você usou no nosso primeiro encontro. Lembro que você odeia picles, mas come se eu pedir com jeitinho. E lembro que o seu riso é o único som que eu realmente queria ouvir quando as coisas ficavam ruins.
Senti meu coração falhar uma batida. Era injusto como ele ainda tinha esse poder sobre mim.
— Por que está fazendo isso, Yuji? Por que agora?
Ele largou os hashis e se virou para mim, segurando minha mão sobre o balcão. Dessa vez, eu não a puxei de volta. A pele dele era quente e áspera, uma âncora na minha realidade confusa.
— Porque eu te amo. Eu nunca parei de te amar. E a vida é curta demais, e perigosa demais, para eu deixar você escapar de novo sem lutar com tudo o que eu tenho.
— Eu estou com medo — admiti, as lágrimas pinicando meus olhos. — Tenho medo de acordar amanhã e o apartamento 402 estar vazio de novo.
— Eu prometo — ele disse, apertando minha mão com firmeza —, que a única razão para eu sair daquele apartamento é se for para me mudar para o seu. Ou para levar o lixo.
Eu soltei uma risada trêmula, limpando uma lágrima que insistia em cair.
— Você é um idiota, Itadori.
— O seu idiota? — Ele inclinou a cabeça, os olhos brilhando com esperança.
O caminho de volta para o prédio foi silencioso, mas não era o silêncio pesado de antes. Era preenchido pela eletricidade de algo que estava sendo reconstruído. Paramos em frente às nossas portas.
— [Nome] — ele chamou antes que eu entrasse.
— Sim?
— Posso te dar um beijo de boa noite? Como se fosse a primeira vez? Ou a última daquela época, a que eu nunca te dei?
Eu olhei para ele, para o homem que ele se tornara e para o menino que eu ainda via lá no fundo. A hesitação que me protegeu por cinco anos finalmente ruiu. Aproximei-me, encurtando o espaço, e segurei o rosto dele com as duas mãos.
— Não como se fosse a última — eu sussurrei. — Como se fosse o começo.
Quando os lábios dele tocaram os meus, o tempo pareceu colapsar. Não havia mais cinco anos de separação, não havia mais silêncio ou dor. Havia apenas o calor familiar, o gosto de promessas renovadas e a certeza de que, desta vez, ele ficaria.
Yuji me puxou para mais perto, escondendo o rosto no meu pescoço após o beijo, suspirando de alívio.
— Obrigado por me deixar voltar — ele murmurou contra minha pele.
— Não me faça me arrepender disso, Yuji.
— Nunca.
Entrei no meu apartamento, mas antes de fechar a porta, olhei para trás. Ele ainda estava lá, parado no corredor, vigiando meu retorno seguro para casa, exatamente onde ele pertencia. Pela primeira vez em cinco anos, eu não me senti sozinha em Tóquio. Eu estava em casa.
