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Entre laço

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Criado: 25/05/2026

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Entre o Pecado e a Promessa

A chuva batia contra as janelas do sótão da casa de campo, um som rítmico que abafava os gemidos que já começavam a escapar pelas frestas da porta. Ali dentro, o ar estava denso, carregado com o cheiro de suor, perfume caro e o desejo proibido que vinha sendo cultivado por anos. Nicolas, Maria e Matheus não eram mais as crianças que corriam descalças por aqueles corredores. Eles eram agora um emaranhado de membros, luxúria e uma fome que beirava o insuportável.

Maria estava no centro, os cabelos morenos espalhados pelo colchão como uma moldura de seda. De um lado, Nicolas, o loiro cujo sorriso sarcástico sempre a desarmava; do outro, Matheus, o moreno de olhar intenso que parecia ler sua alma. Eles eram seus melhores amigos, seus irmãos de alma e, agora, seus amantes mais cruéis e devotados.

— Você está tremendo, Maria — sussurrou Matheus, sua voz um barulho rouco contra o ouvido dela. Ele deslizou a mão pela coxa dela, apertando a carne com uma força que deixaria marcas. — É medo ou é vontade de ser nossa de uma vez por todas?

— Cala a boca e me beija, Matheus — ela arfou, puxando-o pelo colarinho da camisa já aberta.

Nicolas soltou uma risada baixa, uma vibração que Maria sentiu contra seu quadril. Ele estava ajoelhado entre as pernas dela, observando-a com olhos famintos.

— Ela quer tudo, Matheus. Ela sempre foi gananciosa — Nicolas comentou, passando a língua pelos lábios antes de mergulhar a cabeça entre as coxas de Maria.

O primeiro contato da língua quente de Nicolas com sua intimidade fez Maria arquear as costas, um grito agudo morrendo em sua garganta quando Matheus selou seus lábios em um beijo brutal. Era uma disputa de território, e ela era o campo de batalha. Nicolas não tinha pressa; ele lambia, sugava e provocava, usando os dedos para abrir as pétalas de Maria, expondo-a completamente à luz fraca das velas.

— Porra, Maria... você está tão molhada — Nicolas murmurou entre uma lambida e outra, as palavras saindo sujas, baixas. — Está encharcando meus dedos. Você gosta disso, não gosta? De ser usada pelos seus dois melhores amigos como a vadia que você esconde por baixo desses vestidos comportados?

— Gosto... — ela gemeu, a cabeça jogada para trás, os dedos cravados nos ombros de Matheus. — Eu quero sentir vocês. Os dois. Agora.

Matheus se afastou do beijo, os olhos escuros brilhando com uma promessa perigosa. Ele se posicionou atrás dela, enquanto Nicolas permanecia na frente, ainda focado em torturá-la com a boca.

— Você sabe que isso dói, pequena — Matheus disse, a mão grande descendo para as nádegas dela, separando-as com brutalidade. — E você sabe que eu não vou ter pena.

— Eu não quero pena — Maria desafiou, a voz embargada pela excitação. — Eu quero que você me quebre.

Matheus não esperou. Ele usou o próprio excesso de lubrificação natural dela para preparar o caminho, mas a entrada era estreita, nunca antes explorada daquela forma. Maria soltou um grito abafado quando sentiu a pressão invasiva, uma dor aguda que logo começou a se misturar com um prazer latejante.

— Isso, chora para mim — Matheus rosnou, desferindo um tapa estalado em sua bunda, a marca vermelha surgindo instantaneamente na pele clara. — Aperta mais, sua safada.

Enquanto Matheus a reivindicava por trás, Nicolas não ficou assistindo. Ele se ergueu, seu membro pulsante e pronto, posicionando-se na frente dela. Maria olhou para ele, os olhos nublados de lágrimas e luxúria, e abriu a boca, recebendo-o com uma sofreguidão que fez Nicolas soltar um palavrão pesado.

— Puta que pariu, Maria... — Nicolas segurou o cabelo dela com força, guiando o ritmo. — Você é perfeita.

O cenário era de um pecado absoluto. Dois homens, amigos de infância, dividindo a mesma mulher no que deveria ser um santuário de memórias puras. Mas não havia nada de puro ali. Matheus começou a se mover dentro dela, um ritmo lento e torturante, enquanto Nicolas a preenchia pela frente, criando uma sensação de plenitude que Maria nunca imaginou ser possível.

— Eu vou... eu vou desmaiar — ela balbuciou, o corpo inteiro em espasmos.

— Você não vai a lugar nenhum — Matheus disse, aumentando a velocidade dos estocadas. — Você vai aguentar cada centímetro.

A dupla penetração era uma sinfonia de dor e êxtase. Maria sentia cada músculo de seu corpo tencionar. O masoquismo de Matheus se manifestava em mordidas nos seus ombros e puxões de cabelo, enquanto Nicolas mantinha o contato visual, forçando-a a encarar a realidade do que estavam fazendo.

— Olha para mim, Maria — Nicolas ordenou, a voz falhando enquanto ele chegava ao limite. — Diz que você é nossa. Diz que nenhum outro homem vai chegar perto de você depois disso.

— Eu sou... de vocês — ela gritou, o orgasmo começando a subir como uma onda incontrolável. — Só de vocês!

O ápice veio de forma violenta. O corpo de Maria teve um espasmo tão forte que ela sentiu um jato de calor escapar de sua intimidade, um squirt que molhou os lençóis e as coxas de Nicolas. Ela desabou no colchão, os olhos virando, enquanto Matheus e Nicolas soltavam seus próprios rugidos de liberação, preenchendo-a completamente, marcando-a por dentro e por fora.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada dos três. Nicolas se deitou ao lado dela, puxando-a para o peito, enquanto Matheus a abraçava por trás, o calor de seus corpos ainda fundidos.

— Isso muda tudo — Matheus sussurrou, beijando a nuca suada de Maria.

— Não muda nada — Nicolas corrigiu, um sorriso possessivo brincando em seus lábios. — Só confirma o que a gente sempre soube. Ela é o nosso vício. E nós nunca vamos deixá-la ir.

Maria fechou os olhos, sentindo o peso e o calor dos dois. O mundo lá fora podia condená-los, mas ali, naquele sótão, eles eram a única verdade que importava. Um trizal forjado no fogo, no segredo e no prazer mais sombrio que o amor poderia oferecer.
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