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Amor proibido
Fandom: .
Criado: 25/05/2026
Tags
RomanceDramaPsicológicoSombrioEstudo de PersonagemMenção de Pedofilia
Sombras do Passado, Faíscas do Presente
O calor de Miami parecia intensificar o perfume das gardênias no jardim da mansão Miller. Sara Miller, aos quinze anos, possuía uma presença que frequentemente confundia os desavisados sobre sua verdadeira idade. Seus cabelos cacheados, escuros como a noite e volumosos, caíam em cascatas perfeitas pelas costas, emoldurando um rosto de traços decididos e lábios cheios. Ela cruzou o pátio de mármore com a confiança de quem conhecia cada centímetro daquela propriedade, vestindo um biquíni preto que realçava suas curvas precoces e uma saída de praia de seda que pouco escondia.
Ela sabia que o pai, Robert Miller, estava no escritório tratando de negócios, mas não esperava encontrar o motivo de tanto alvoroço logo na entrada da piscina. Parado de costas para ela, observando o horizonte da baía, estava um homem que Sara não via há pelo menos cinco anos.
John Hidalgo.
A última lembrança que Sara guardava dele era a de um homem de negócios sério, sempre de terno, que trazia presentes caros em seus aniversários. Mas o homem à sua frente parecia ter sido esculpido em granito. John era alto, com ombros largos que tencionavam o tecido da camisa polo branca. O cabelo loiro estava cortado curto, impecável, e a pele bronzeada sugeria que ele passava tanto tempo ao sol quanto em salas de reunião. O porte físico era imponente, superando qualquer atleta que Sara já tivesse visto em revistas, exalando uma masculinidade madura e perigosa.
Ao ouvir o som dos passos de Sara no piso molhado, John se virou lentamente. Os olhos dele, de um azul gélido, percorreram a figura da jovem antes de se fixarem em seu rosto. Houve um segundo de silêncio absoluto, onde apenas o som da água da piscina transbordando podia ser ouvido.
— Você deve ser a Sara — disse John, com uma voz grave que pareceu vibrar no ar.
Sara parou a poucos metros dele, inclinando levemente a cabeça. Um sorriso lento e calculado surgiu em seus lábios.
— E você deve ser o "Tio John". Embora eu ache que esse apelido não combine mais com você.
John arqueou uma sobrancelha, os braços cruzados sobre o peito largo. Ele não desviou o olhar, mantendo uma postura de observador atento.
— O tempo passa rápido, Sara. A última vez que a vi, você mal alcançava a minha cintura e insistia em me mostrar seus desenhos de escola.
— As pessoas mudam, John — respondeu ela, dando um passo à frente, encurtando a distância. — Algumas mudam para melhor. Você parece ter passado muito tempo cuidando de si mesmo desde a última vez que esteve em Miami.
John soltou um riso curto, quase imperceptível, mas seus olhos permaneceram sérios, analisando a audácia da garota.
— O trabalho exige disciplina. Vejo que a genética dos Miller também foi generosa com você. Robert me disse que você estava crescendo, mas ele esqueceu de mencionar que você também herdou a língua afiada dele.
— Papai fala demais sobre coisas que não entende — disse Sara, deixando a saída de praia escorregar levemente pelo ombro. — Ele ainda me vê como uma criança. Mas eu olho no espelho e vejo algo bem diferente. Você também vê?
A pergunta pairou no ar, carregada de uma tensão que nenhum dos dois deveria estar alimentando. John descruzou os braços e deu um passo na direção dela. Ele era uma parede de músculos e autoridade, mas Sara não recuou.
— Eu vejo uma jovem que deveria estar mais preocupada com os estudos do que em testar os limites dos convidados do pai — disse ele em tom de advertência, embora houvesse uma centelha de curiosidade em seu olhar.
— Talvez eu esteja entediada com os estudos — retrucou Sara, passando a mão pelos cachos volumosos. — E talvez eu tenha percebido que os convidados do meu pai são muito mais interessantes do que os rapazes da minha escola. Eles são... infantis. Não têm a sua presença.
John permaneceu em silêncio por alguns instantes, a mandíbula levemente tensionada. Ele sabia que deveria encerrar aquela conversa e entrar na casa para encontrar Robert, mas algo na postura de Sara, naquela mistura de inocência e provocação deliberada, o mantinha ancorado ao lugar.
— Você é muito jovem para entender o peso das palavras que está usando, Sara — disse ele, a voz baixando um tom.
— Idade é apenas um número, John. O que importa é o que a gente sente, não é? — Ela se aproximou mais, o suficiente para sentir o perfume amadeirado dele. — Você parece tenso. Talvez precise de um mergulho para relaxar.
— Vim para uma reunião de negócios, não para nadar — afirmou ele, embora seus olhos tivessem descido brevemente para a linha da cintura dela antes de voltarem para o rosto.
— Que pena — murmurou ela, contornando-o lentamente para se sentar na borda da piscina. — Eu adoraria ver se esse físico todo é só para exibição ou se você realmente sabe nadar contra a corrente.
John soltou um suspiro pesado, lutando para manter a compostura que o tornava um dos homens mais respeitados no círculo de seu pai. Ele não podia negar que a transformação de Sara era impressionante, mas a consciência de quem ela era — a filha de seu melhor amigo e sócio — agia como um freio moral constante.
— Vou entrar. Seu pai está me esperando — disse ele, virando-se para a porta de vidro da mansão.
— John? — chamou ela, fazendo-o parar novamente.
Ele olhou por cima do ombro. Sara estava sentada, as pernas balançando na água, os olhos brilhando com um desafio silencioso.
— Você vai ficar para o jantar? — perguntou ela.
— Robert me convidou. Estarei aqui.
— Ótimo — disse ela, abrindo um sorriso que não chegava aos olhos, mas que carregava uma promessa implícita. — Vou escolher um vestido especial. Para celebrarmos o seu retorno.
John não respondeu. Ele caminhou em direção ao escritório, sentindo o peso do olhar de Sara em suas costas. Por dentro, ele amaldiçoou a própria reação física àquela interação. Ele tinha trinta e cinco anos, era um homem experiente, e Sara era apenas uma adolescente. No entanto, a energia que ela emanava era de uma mulher que sabia exatamente o poder que exercia.
Dentro do escritório, Robert Miller levantou-se para cumprimentar o amigo com um abraço vigoroso.
— John! Finalmente. Faz tempo demais, meu amigo. Como foi a viagem?
— Produtiva, Robert. Mas Miami continua quente como sempre — respondeu John, sentando-se na poltrona de couro e tentando focar nos papéis sobre a mesa.
— Sim, o clima aqui nunca muda. E vejo que você já encontrou a Sara lá fora. Ela está enorme, não é? Daqui a pouco terei que colocar guardas na porta desta casa para afastar os pretendentes.
John forçou um sorriso, sentindo um desconforto crescente.
— Ela mudou bastante — limitou-se a dizer.
— Mudou? Ela é o retrato da mãe, mas com o gênio piorado — riu Robert, sem notar a distração do amigo. — Mas vamos ao que interessa. O projeto do porto. Preciso da sua assinatura naqueles termos que discutimos em Nova York.
Enquanto Robert falava sobre lucros, logística e contratos, a mente de John voltava para a imagem de Sara à beira da piscina. Ele se considerava um homem de ferro, alguém que nunca deixava as emoções ou os impulsos interferirem em sua vida profissional. Mas havia algo no olhar dela, uma inteligência predatória misturada com uma carência latente, que o deixava inquieto.
Lá fora, Sara permanecia na água, observando o reflexo do sol. Ela sabia que tinha plantado uma semente. John Hidalgo não era como os outros. Ele era sólido, imponente e representava tudo o que ela desejava para escapar da monotonia de sua vida protegida. Ela não se importava com as regras ou com o que o pai pensaria. Ela queria ver até onde aquela tensão poderia chegar.
O jantar naquela noite seria apenas o começo. Sara Miller não estava acostumada a não ter o que queria, e o que ela queria agora era descobrir o homem por trás daquela fachada de perfeição e controle.
Ao final da tarde, enquanto se preparava em seu quarto, ela escolheu um vestido de seda verde-esmeralda que contrastava perfeitamente com sua pele morena. Ela aplicou um pouco de perfume atrás das orelhas e observou-se no espelho.
— Você não faz ideia do que te espera, John — sussurrou para si mesma.
Abaixo, no andar de baixo, John terminava sua bebida com Robert, tentando ignorar a expectativa que crescia em seu peito toda vez que ouvia passos no corredor. Ele sabia que estava entrando em um terreno perigoso, mas a curiosidade, aquele defeito humano tão básico, começava a falar mais alto que sua prudência.
A noite em Miami estava apenas começando, e as sombras da mansão Miller escondiam segredos que ainda estavam por ser escritos. O reencontro fora apenas a faísca; o incêndio era inevitável.
Ela sabia que o pai, Robert Miller, estava no escritório tratando de negócios, mas não esperava encontrar o motivo de tanto alvoroço logo na entrada da piscina. Parado de costas para ela, observando o horizonte da baía, estava um homem que Sara não via há pelo menos cinco anos.
John Hidalgo.
A última lembrança que Sara guardava dele era a de um homem de negócios sério, sempre de terno, que trazia presentes caros em seus aniversários. Mas o homem à sua frente parecia ter sido esculpido em granito. John era alto, com ombros largos que tencionavam o tecido da camisa polo branca. O cabelo loiro estava cortado curto, impecável, e a pele bronzeada sugeria que ele passava tanto tempo ao sol quanto em salas de reunião. O porte físico era imponente, superando qualquer atleta que Sara já tivesse visto em revistas, exalando uma masculinidade madura e perigosa.
Ao ouvir o som dos passos de Sara no piso molhado, John se virou lentamente. Os olhos dele, de um azul gélido, percorreram a figura da jovem antes de se fixarem em seu rosto. Houve um segundo de silêncio absoluto, onde apenas o som da água da piscina transbordando podia ser ouvido.
— Você deve ser a Sara — disse John, com uma voz grave que pareceu vibrar no ar.
Sara parou a poucos metros dele, inclinando levemente a cabeça. Um sorriso lento e calculado surgiu em seus lábios.
— E você deve ser o "Tio John". Embora eu ache que esse apelido não combine mais com você.
John arqueou uma sobrancelha, os braços cruzados sobre o peito largo. Ele não desviou o olhar, mantendo uma postura de observador atento.
— O tempo passa rápido, Sara. A última vez que a vi, você mal alcançava a minha cintura e insistia em me mostrar seus desenhos de escola.
— As pessoas mudam, John — respondeu ela, dando um passo à frente, encurtando a distância. — Algumas mudam para melhor. Você parece ter passado muito tempo cuidando de si mesmo desde a última vez que esteve em Miami.
John soltou um riso curto, quase imperceptível, mas seus olhos permaneceram sérios, analisando a audácia da garota.
— O trabalho exige disciplina. Vejo que a genética dos Miller também foi generosa com você. Robert me disse que você estava crescendo, mas ele esqueceu de mencionar que você também herdou a língua afiada dele.
— Papai fala demais sobre coisas que não entende — disse Sara, deixando a saída de praia escorregar levemente pelo ombro. — Ele ainda me vê como uma criança. Mas eu olho no espelho e vejo algo bem diferente. Você também vê?
A pergunta pairou no ar, carregada de uma tensão que nenhum dos dois deveria estar alimentando. John descruzou os braços e deu um passo na direção dela. Ele era uma parede de músculos e autoridade, mas Sara não recuou.
— Eu vejo uma jovem que deveria estar mais preocupada com os estudos do que em testar os limites dos convidados do pai — disse ele em tom de advertência, embora houvesse uma centelha de curiosidade em seu olhar.
— Talvez eu esteja entediada com os estudos — retrucou Sara, passando a mão pelos cachos volumosos. — E talvez eu tenha percebido que os convidados do meu pai são muito mais interessantes do que os rapazes da minha escola. Eles são... infantis. Não têm a sua presença.
John permaneceu em silêncio por alguns instantes, a mandíbula levemente tensionada. Ele sabia que deveria encerrar aquela conversa e entrar na casa para encontrar Robert, mas algo na postura de Sara, naquela mistura de inocência e provocação deliberada, o mantinha ancorado ao lugar.
— Você é muito jovem para entender o peso das palavras que está usando, Sara — disse ele, a voz baixando um tom.
— Idade é apenas um número, John. O que importa é o que a gente sente, não é? — Ela se aproximou mais, o suficiente para sentir o perfume amadeirado dele. — Você parece tenso. Talvez precise de um mergulho para relaxar.
— Vim para uma reunião de negócios, não para nadar — afirmou ele, embora seus olhos tivessem descido brevemente para a linha da cintura dela antes de voltarem para o rosto.
— Que pena — murmurou ela, contornando-o lentamente para se sentar na borda da piscina. — Eu adoraria ver se esse físico todo é só para exibição ou se você realmente sabe nadar contra a corrente.
John soltou um suspiro pesado, lutando para manter a compostura que o tornava um dos homens mais respeitados no círculo de seu pai. Ele não podia negar que a transformação de Sara era impressionante, mas a consciência de quem ela era — a filha de seu melhor amigo e sócio — agia como um freio moral constante.
— Vou entrar. Seu pai está me esperando — disse ele, virando-se para a porta de vidro da mansão.
— John? — chamou ela, fazendo-o parar novamente.
Ele olhou por cima do ombro. Sara estava sentada, as pernas balançando na água, os olhos brilhando com um desafio silencioso.
— Você vai ficar para o jantar? — perguntou ela.
— Robert me convidou. Estarei aqui.
— Ótimo — disse ela, abrindo um sorriso que não chegava aos olhos, mas que carregava uma promessa implícita. — Vou escolher um vestido especial. Para celebrarmos o seu retorno.
John não respondeu. Ele caminhou em direção ao escritório, sentindo o peso do olhar de Sara em suas costas. Por dentro, ele amaldiçoou a própria reação física àquela interação. Ele tinha trinta e cinco anos, era um homem experiente, e Sara era apenas uma adolescente. No entanto, a energia que ela emanava era de uma mulher que sabia exatamente o poder que exercia.
Dentro do escritório, Robert Miller levantou-se para cumprimentar o amigo com um abraço vigoroso.
— John! Finalmente. Faz tempo demais, meu amigo. Como foi a viagem?
— Produtiva, Robert. Mas Miami continua quente como sempre — respondeu John, sentando-se na poltrona de couro e tentando focar nos papéis sobre a mesa.
— Sim, o clima aqui nunca muda. E vejo que você já encontrou a Sara lá fora. Ela está enorme, não é? Daqui a pouco terei que colocar guardas na porta desta casa para afastar os pretendentes.
John forçou um sorriso, sentindo um desconforto crescente.
— Ela mudou bastante — limitou-se a dizer.
— Mudou? Ela é o retrato da mãe, mas com o gênio piorado — riu Robert, sem notar a distração do amigo. — Mas vamos ao que interessa. O projeto do porto. Preciso da sua assinatura naqueles termos que discutimos em Nova York.
Enquanto Robert falava sobre lucros, logística e contratos, a mente de John voltava para a imagem de Sara à beira da piscina. Ele se considerava um homem de ferro, alguém que nunca deixava as emoções ou os impulsos interferirem em sua vida profissional. Mas havia algo no olhar dela, uma inteligência predatória misturada com uma carência latente, que o deixava inquieto.
Lá fora, Sara permanecia na água, observando o reflexo do sol. Ela sabia que tinha plantado uma semente. John Hidalgo não era como os outros. Ele era sólido, imponente e representava tudo o que ela desejava para escapar da monotonia de sua vida protegida. Ela não se importava com as regras ou com o que o pai pensaria. Ela queria ver até onde aquela tensão poderia chegar.
O jantar naquela noite seria apenas o começo. Sara Miller não estava acostumada a não ter o que queria, e o que ela queria agora era descobrir o homem por trás daquela fachada de perfeição e controle.
Ao final da tarde, enquanto se preparava em seu quarto, ela escolheu um vestido de seda verde-esmeralda que contrastava perfeitamente com sua pele morena. Ela aplicou um pouco de perfume atrás das orelhas e observou-se no espelho.
— Você não faz ideia do que te espera, John — sussurrou para si mesma.
Abaixo, no andar de baixo, John terminava sua bebida com Robert, tentando ignorar a expectativa que crescia em seu peito toda vez que ouvia passos no corredor. Ele sabia que estava entrando em um terreno perigoso, mas a curiosidade, aquele defeito humano tão básico, começava a falar mais alto que sua prudência.
A noite em Miami estava apenas começando, e as sombras da mansão Miller escondiam segredos que ainda estavam por ser escritos. O reencontro fora apenas a faísca; o incêndio era inevitável.
