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Minha baby
Fandom: .
Criado: 26/05/2026
Tags
DramaAngústiaPsicológicoSombrioTragédiaCrimeLinguagem ExplícitaViolência GráficaEstudo de PersonagemPedofiliaDor/ConfortoConsertoRealismo
Sombras e Contratos
A transição entre a infância protegida e a realidade crua do submundo aconteceu de forma abrupta, como um vidro que se estilhaça sob pressão constante. Luna, que antes vivia sob o estigma de sua condição, viu sua vida mudar drasticamente quando as necessidades financeiras e a influência de ambientes obscuros a empurraram para uma profissão que ignorava sua idade mental e focava apenas em sua estética física. A doçura e o carisma que a definiam agora eram ferramentas de trabalho, moldadas para satisfazer desejos que ela mal compreendia, mas que executava com uma precisão instintiva.
Matheus, por outro lado, havia se tornado uma figura sombria. O jovem de dezenove anos, que antes agia como um protetor fraternal, agora ocupava um papel ambíguo de zelador e cúmplice. Ele observava a transformação de Luna com um distanciamento frio, embora a tensão entre os dois fosse palpável. O apartamento onde viviam, escondido nos subúrbios da cidade, era o cenário de uma rotina pautada por transações e segredos.
— Você terminou de se arrumar? — perguntou Matheus, encostado no batente da porta do quarto dela.
Luna estava sentada diante do espelho, retocando o batom vermelho que contrastava violentamente com a expressão inocente de seus olhos. Ela usava um conjunto de lingerie preta que realçava as curvas que sua idade cronológica não deveria possuir de forma tão acentuada.
— Quase — respondeu ela, sem olhar para ele. — O cliente de hoje pediu fotos antes de vir. Preciso enviar os nudes agora.
Matheus caminhou até ela e pegou o celular da mão da garota. Ele mesmo começou a tirar as fotos, posicionando Luna de ângulos que enfatizavam sua vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, sua sensualidade forçada. Não havia hesitação em seus movimentos. A relação de "irmão" havia sido substituída por uma dinâmica de poder e exploração.
— Mande estas — disse Matheus, devolvendo o aparelho. — Ele gosta de ver que você está pronta para ser usada.
A rotina de Luna como garota de programa envolvia fetiches específicos que Matheus ajudava a coordenar. O masoquismo tornara-se uma parte central das sessões. Luna descobriu que a dor física era uma forma de silenciar a confusão em sua mente, uma maneira de ancorar sua consciência no presente, longe da regressão infantil que costumava dominá-la.
Mais tarde naquela noite, após a saída de um cliente particularmente agressivo, Luna estava deitada na cama, a respiração pesada. Matheus entrou no quarto com uma bacia de água e um pano, mas não para confortá-la da maneira tradicional.
— Ele foi violento demais? — perguntou ele, limpando um pequeno corte no ombro dela.
— Eu pedi para ele não parar — sussurrou Luna, fechando os olhos. — Eu gosto quando eles perdem o controle.
Matheus sentou-se na beira da cama. A tensão sexual e o histórico de convivência criavam um ambiente carregado. Ele começou a se masturbar enquanto a observava, um ato de voyeurismo que se tornara comum entre eles. Luna não se afastava; em vez disso, ela começou a se tocar também, seus dedos movendo-se com uma experiência que contrastava com sua voz infantilizada.
— Olhe para mim, Matheus — pediu ela, a voz subindo de tom.
Eles se envolveram em uma dança de corpos que ignorava qualquer limite moral pré-estabelecido. A posição de 69 foi alcançada com uma eficiência mecânica, cada um buscando o prazer no outro como uma forma de escape da realidade sórdida que construíram. O sexo entre eles era desprovido de romance; era violento, rápido e focado apenas na satisfação física imediata.
— Você sabe que isso não pode parar, não sabe? — disse Matheus, entre respirações ofegantes, enquanto a pressionava contra o colchão.
— Eu não quero que pare — respondeu Luna, as unhas cravadas nas costas dele. — É a única coisa que me faz sentir real.
A mudança nos personagens era completa. A doçura de Luna fora enterrada sob camadas de cinismo e necessidade de dor. A proteção de Matheus transformara-se em uma forma de controle que beirava a tirania emocional. Eles estavam presos um ao outro por um contrato invisível de depravação e sobrevivência.
Nos dias seguintes, a rotina de enviar fotos íntimas para clientes anônimos e preparar o corpo para as sessões de masoquismo continuou. Luna passava horas se masturbando diante da câmera para assinantes de sites adultos, sob a supervisão constante de Matheus, que gerenciava as finanças e a segurança — se é que se podia chamar de segurança o ambiente em que viviam.
— Mais um contato para amanhã — anunciou Matheus, fechando o laptop. — Ele quer algo mais pesado. Você aguenta?
— Eu sempre aguento — disse Luna, levantando-se e caminhando até ele.
Ela se sentou no colo dele, buscando o contato físico que era sua única forma de comunicação agora. Matheus a segurou com força, seus dedos apertando a pele jovem de forma a deixar marcas. Eles eram o reflexo de uma sociedade que consome a pureza e a transforma em mercadoria, e ambos haviam aceitado seus papéis com uma resignação sombria.
A noite terminou com mais uma rodada de sexo violento, onde os gritos de Luna se misturavam ao som da chuva batendo na janela, abafando qualquer vestígio da infância que ela um dia teve. O infantilismo ainda estava lá, em pequenos gestos ou na forma como ela abraçava um urso de pelúcia velho após as sessões, mas a mulher que ela fora forçada a se tornar agora dominava a maior parte do tempo. Eles continuariam naquele ciclo, alimentando-se um do outro e da dor que o mundo lhes oferecia.
Matheus, por outro lado, havia se tornado uma figura sombria. O jovem de dezenove anos, que antes agia como um protetor fraternal, agora ocupava um papel ambíguo de zelador e cúmplice. Ele observava a transformação de Luna com um distanciamento frio, embora a tensão entre os dois fosse palpável. O apartamento onde viviam, escondido nos subúrbios da cidade, era o cenário de uma rotina pautada por transações e segredos.
— Você terminou de se arrumar? — perguntou Matheus, encostado no batente da porta do quarto dela.
Luna estava sentada diante do espelho, retocando o batom vermelho que contrastava violentamente com a expressão inocente de seus olhos. Ela usava um conjunto de lingerie preta que realçava as curvas que sua idade cronológica não deveria possuir de forma tão acentuada.
— Quase — respondeu ela, sem olhar para ele. — O cliente de hoje pediu fotos antes de vir. Preciso enviar os nudes agora.
Matheus caminhou até ela e pegou o celular da mão da garota. Ele mesmo começou a tirar as fotos, posicionando Luna de ângulos que enfatizavam sua vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, sua sensualidade forçada. Não havia hesitação em seus movimentos. A relação de "irmão" havia sido substituída por uma dinâmica de poder e exploração.
— Mande estas — disse Matheus, devolvendo o aparelho. — Ele gosta de ver que você está pronta para ser usada.
A rotina de Luna como garota de programa envolvia fetiches específicos que Matheus ajudava a coordenar. O masoquismo tornara-se uma parte central das sessões. Luna descobriu que a dor física era uma forma de silenciar a confusão em sua mente, uma maneira de ancorar sua consciência no presente, longe da regressão infantil que costumava dominá-la.
Mais tarde naquela noite, após a saída de um cliente particularmente agressivo, Luna estava deitada na cama, a respiração pesada. Matheus entrou no quarto com uma bacia de água e um pano, mas não para confortá-la da maneira tradicional.
— Ele foi violento demais? — perguntou ele, limpando um pequeno corte no ombro dela.
— Eu pedi para ele não parar — sussurrou Luna, fechando os olhos. — Eu gosto quando eles perdem o controle.
Matheus sentou-se na beira da cama. A tensão sexual e o histórico de convivência criavam um ambiente carregado. Ele começou a se masturbar enquanto a observava, um ato de voyeurismo que se tornara comum entre eles. Luna não se afastava; em vez disso, ela começou a se tocar também, seus dedos movendo-se com uma experiência que contrastava com sua voz infantilizada.
— Olhe para mim, Matheus — pediu ela, a voz subindo de tom.
Eles se envolveram em uma dança de corpos que ignorava qualquer limite moral pré-estabelecido. A posição de 69 foi alcançada com uma eficiência mecânica, cada um buscando o prazer no outro como uma forma de escape da realidade sórdida que construíram. O sexo entre eles era desprovido de romance; era violento, rápido e focado apenas na satisfação física imediata.
— Você sabe que isso não pode parar, não sabe? — disse Matheus, entre respirações ofegantes, enquanto a pressionava contra o colchão.
— Eu não quero que pare — respondeu Luna, as unhas cravadas nas costas dele. — É a única coisa que me faz sentir real.
A mudança nos personagens era completa. A doçura de Luna fora enterrada sob camadas de cinismo e necessidade de dor. A proteção de Matheus transformara-se em uma forma de controle que beirava a tirania emocional. Eles estavam presos um ao outro por um contrato invisível de depravação e sobrevivência.
Nos dias seguintes, a rotina de enviar fotos íntimas para clientes anônimos e preparar o corpo para as sessões de masoquismo continuou. Luna passava horas se masturbando diante da câmera para assinantes de sites adultos, sob a supervisão constante de Matheus, que gerenciava as finanças e a segurança — se é que se podia chamar de segurança o ambiente em que viviam.
— Mais um contato para amanhã — anunciou Matheus, fechando o laptop. — Ele quer algo mais pesado. Você aguenta?
— Eu sempre aguento — disse Luna, levantando-se e caminhando até ele.
Ela se sentou no colo dele, buscando o contato físico que era sua única forma de comunicação agora. Matheus a segurou com força, seus dedos apertando a pele jovem de forma a deixar marcas. Eles eram o reflexo de uma sociedade que consome a pureza e a transforma em mercadoria, e ambos haviam aceitado seus papéis com uma resignação sombria.
A noite terminou com mais uma rodada de sexo violento, onde os gritos de Luna se misturavam ao som da chuva batendo na janela, abafando qualquer vestígio da infância que ela um dia teve. O infantilismo ainda estava lá, em pequenos gestos ou na forma como ela abraçava um urso de pelúcia velho após as sessões, mas a mulher que ela fora forçada a se tornar agora dominava a maior parte do tempo. Eles continuariam naquele ciclo, alimentando-se um do outro e da dor que o mundo lhes oferecia.
