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To Command and to Obey

Fandom: EngLot

Criado: 26/05/2026

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RomanceFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemCiúmes
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Sob o Domínio do Silêncio e do Salto Alto

O sol da tarde entrava pelas janelas do condomínio de luxo em Bangkok, iluminando os fios castanho-claros de Charlotte Austin enquanto ela organizava alguns documentos na mesa de centro. Ao seu lado, Phalo, seu coelhinho, mastigava calmamente um pedaço de feno. No sofá oposto, Engfa Waraha, com seus 31 anos e uma aura de seriedade que intimidava qualquer desconhecido, observava cada movimento da namorada.

Engfa vestia um de seus moletons largos favoritos, as mãos escondidas nos bolsos, os olhos escuros e profundos seguindo Charlotte como um predador vigiando sua presa — ou, como Charlotte bem sabia, como um cão fiel esperando um comando. Para o mundo exterior, Engfa era a figura de autoridade: eficiente, sarcástica, a mulher de 1,70m que não suportava que ninguém encostasse nela e que resolvia qualquer problema com um olhar gélido.

Mas ali, entre aquelas quatro paredes, a realidade era outra.

— Mumu, você está me encarando de novo — disse Charlotte, sem desviar os olhos do que estava fazendo. Um sorriso travesso brincava em seus lábios.

Engfa não negou. Ela apenas se inclinou para frente, a obsessão brilhando em seu olhar.

— Não consigo evitar. Você está linda hoje.

Charlotte finalmente olhou para ela, jogando o cabelo ondulado para trás.

— Eu sei que estou. Agora, venha aqui. Eu quero um beijo, mas na bochecha não conta.

Sem hesitar por um segundo, a mulher que todos julgavam ser a "dominante" da relação levantou-se prontamente. Engfa atravessou a sala com passos silenciosos e se ajoelhou no tapete aos pés de Charlotte. Ela não gostava de contato físico de estranhos, sentia repulsa por apertos de mão desnecessários, mas o toque de Charlotte era seu oxigênio.

— O que você quiser, Char — murmurou Engfa, a voz rouca e totalmente submissa aos desejos da mais nova.

Charlotte segurou o rosto de Engfa com as duas mãos, puxando-a para um beijo casto, mas cheio de posse. Engfa fechou os olhos, suspirando contra os lábios de Charlotte. Ela era dependente daquele calor, daquela energia caótica que Charlotte trazia para sua vida calma e introvertida.

— Agora — Charlotte disse, afastando-se apenas alguns centímetros —, eu quero que você vá buscar o Kiew. Ele está latindo no jardim e eu não quero levantar. Vá.

— Sim, senhora — respondeu Engfa, com um sarcasmo leve que apenas escondia sua total obediência.

Ela se levantou e foi até a varanda buscar o pequeno Kiew. Enquanto isso, Charlotte ria baixinho. Ela amava como as pessoas comentavam em eventos sociais sobre como Engfa parecia "controlar tudo", como ela era a rocha da relação. Mal sabiam eles que Engfa Waraha não comprava um par de meias sem olhar para Charlotte em busca de aprovação.

Minutos depois, Engfa voltou com o cachorrinho nos braços. Ela o colocou no chão e voltou a se aproximar de Charlotte, mas desta vez, ela se posicionou atrás dela, envolvendo o pescoço da namorada com os braços e enterrando o rosto ali, na curva macia de sua pele.

Engfa começou a distribuir beijos lentos e úmidos no pescoço de Charlotte, sua marca registrada. Ela era obcecada por aquele cheiro, por aquela textura.

— Para, Mumu... eu preciso terminar isso — Charlotte protestou fracamente, embora estivesse se inclinando para trás para dar mais acesso a Engfa.

— Você disse que mandava em mim — Engfa sussurrou contra a pele dela, os dentes roçando levemente o lóbulo da orelha de Charlotte. — Mas agora eu quero morder você. Posso?

Charlotte sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O ciúme possessivo de Engfa era algo que ela sentia constantemente, mesmo no silêncio. Se Charlotte sorrisse para um entregador, o clima em casa esfriava instantaneamente até que Charlotte desse a Engfa a atenção exclusiva que ela exigia silenciosamente.

— Pode — consentiu Charlotte, virando o rosto para encontrar os olhos de Engfa. — Mas depois você vai cozinhar para mim. Eu quero aquela massa que você faz quando quer me agradar.

— Tudo o que você quiser, Charlotte. Sempre.

A tarde passou entre mimos e pequenas tarefas. Engfa era a eficiência em pessoa, limpando a cozinha e organizando tudo enquanto Charlotte "supervisionava" — o que na verdade significava Charlotte sentada no balcão, comendo frutas e dando ordens aleatórias.

— Engfa, você esqueceu de limpar aquela mancha ali — apontou Charlotte, sendo propositalmente difícil.

Engfa parou o que estava fazendo, olhou para a mancha quase invisível e depois para Charlotte. Qualquer outra pessoa teria recebido um comentário sarcástico e um olhar de desprezo. Mas Engfa apenas pegou o pano novamente.

— Desculpe, amor. Vou limpar agora.

— Bom — Charlotte sorriu, saltando do balcão e dando um beijo estalado na bochecha de Engfa. — Por isso eu amo você. Você é tão obediente.

Engfa sentiu o coração acelerar. Aquela dependência emocional era mútua, mas de formas diferentes. Engfa precisava da aprovação de Charlotte para se sentir equilibrada; Charlotte precisava da devoção absoluta de Engfa para se sentir segura.

Quando a noite caiu, o clima na casa mudou. A energia caótica de Charlotte se acalmou, tornando-se algo mais denso, mais focado. Engfa abriu uma garrafa de um vinho tinto caro, o líquido escuro brilhando sob a luz baixa da sala de jantar.

— O jantar estava ótimo — disse Charlotte, girando a taça de vinho entre os dedos. — Mas agora eu cansei de ser a "chefe" da cozinha.

Engfa, que estava sentada à sua frente, observando-a com aquela intensidade possessiva que nunca desaparecia, estendeu a mão sobre a mesa. Charlotte colocou a sua por cima.

— O que você quer fazer agora? — perguntou Engfa, a voz baixinha.

— Eu quero que você me leve para o quarto — Charlotte respondeu, o olhar desafiador. — E eu quero que você esqueça que é "calma" e "observadora".

Engfa levantou-se lentamente. Ela contornou a mesa, parando atrás da cadeira de Charlotte. Seus dedos longos traçaram o contorno dos ombros da namorada antes de subirem para o seu cabelo castanho-claro.

— Você sabe que eu faria qualquer coisa por você — murmurou Engfa no ouvido de Charlotte. — Mas quando estamos sozinhas, e você me olha desse jeito... eu sinto que vou perder o controle.

— Então perca — desafiou Charlotte, virando-se para beijá-la com urgência.

Engfa a puxou para cima, os corpos se pressionando. A diferença de altura era pequena, mas a intensidade que Engfa emanava fazia Charlotte se sentir pequena de uma forma deliciosa. Engfa a pegou no colo, e Charlotte entrelaçou as pernas na cintura da mais velha, rindo contra seu pescoço.

— Mumu... o vinho — Charlotte ofegou.

— Esqueça o vinho — Engfa disse, já caminhando em direção ao quarto, sem tirar os olhos de Charlotte. — Eu só preciso de você.

No quarto, a luz da lua filtrava-se pelas cortinas entreabertas. Engfa depositou Charlotte na cama com uma delicadeza que contrastava com a possessividade em seus olhos. Ela se posicionou sobre Charlotte, as mãos prendendo os pulsos da mais nova acima da cabeça, apenas por um momento.

— Você é minha — Engfa afirmou, não como uma pergunta, mas como um fato absoluto da natureza.

— E você é minha — rebateu Charlotte, puxando Engfa para baixo pelo colarinho do moletom. — Agora, pare de falar e me mostre o quanto você sentiu minha falta hoje enquanto me observava.

Engfa obedeceu, como sempre fazia. Seus beijos desceram do rosto para o pescoço, onde ela se demorou, marcando o território que já era seu por direito. O sarcasmo e a frieza externa de Engfa Waraha haviam derretido completamente, sobrando apenas a mulher rendida e obcecada que Charlotte Austin conhecia tão bem.

Lá fora, o mundo continuava a acreditar que Engfa era quem dava as cartas. Mas ali, no calor daquele quarto, entre suspiros e confissões sussurradas, a verdade era absoluta: Engfa Waraha era o império, mas Charlotte Austin era a imperatriz que o governava com um sorriso e um simples comando. E Engfa não trocaria aquela servidão por nada no mundo.
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