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Loucos
Fandom: Loucos tbm
Criado: 27/05/2026
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RomanceSombrioPsicológicoHistória DomésticaCiúmesSuspenseUA (Universo Alternativo)Linguagem Explícita
Doce Cativeiro e o Gosto do Mel
Izabelle estava em silêncio, os olhos fixos na figura de Kageyama Tobio como se tentasse decifrar um enigma impossível. Ela o encarava tanto que sentia que poderia abrir um buraco na testa dele apenas com a força do pensamento. Ele era lindo, não havia como negar — traços fortes, uma aura intensa e aquele jeito introspectivo que, à primeira vista, parecia apenas charme. Mas, por trás daquela fachada, Izabelle começava a entender que havia algo muito mais sombrio.
Enquanto mexia distraidamente nos cabelos dele, sentindo a maciez dos fios escuros entre os dedos, sua mente viajou para longe daquele quarto. Ela pensou em Rana, Iris e Stay. Como elas estariam? Três dias. Ela estava desaparecida há três dias inteiros. O grupo de gastronomia da academia devia estar em pânico. Ela sentia falta de tudo: da correria, das risadas e, principalmente, dos momentos em que elas fugiam para aquela sala vazia na academia para ensaiar coreografias de New Jeans. Dançar era sua liberdade.
"Será que algum dia vou voltar a dançar com elas?", pensou, sentindo um aperto no peito. Ela nem sabia se Kageyama tinha ciência desse seu lado, mas no momento, isso pouco importava. As coreografias nem estavam prontas e ela estava ali, presa em uma bolha de incertezas.
Tobio se mexeu. Ele abriu os olhos lentamente, embora tenha permanecido em silêncio por alguns segundos, apenas sentindo o toque dela. Com um movimento possessivo e ágil, ele a puxou para um abraço apertado, acomodando a cabeça exatamente entre os seios dela, respirando o perfume doce que emanava de sua pele.
— No que você está pensando? — a voz dele saiu abafada, mas carregada de uma curiosidade territorial. — Está acordada há muito tempo?
Izabelle suspirou, tentando manter a calma apesar da situação ridícula e, ao mesmo tempo, íntima.
— Eu estava pensando nas minhas amigas — confessou ela, a voz um pouco embargada. — Queria saber como elas estão. Acho que estou com saudade.
Kageyama ergueu a cabeça. O olhar suave que ele tinha segundos antes desapareceu, dando lugar a uma expressão séria, quase gélida. Ele a encarou por um momento que pareceu uma eternidade.
— Não — disse ele, curto e grosso.
Izabelle sentiu o sangue subir pelo pescoço. "Como assim, não?", pensou ela, indignada, mas conteve a resposta ácida que sua personalidade forte exigia.
— Mas por que não? — insistiu, tentando soar razoável. — Eu só queria ver se elas estão bem.
— Porque não — repetiu ele, a voz tornando-se mais baixa e possessiva. — Eu não vou deixar você ver ninguém. Sou só eu que você tem que ver. Sou o único que importa agora.
Ele se inclinou e depositou um beijo terno em sua testa, um gesto que contrastava violentamente com a natureza de suas palavras. Izabelle o afastou levemente, sentindo uma mistura de confusão e pavor.
— Mas por quê? — perguntou ela, buscando os olhos dele. — Não é como se eu fosse trocar você por elas. Isso nem é possível, Tobio.
Kageyama não respondeu com argumentos. Ele apenas a ignorou, voltando a deitar a cabeça no colo dela, fechando os olhos como se o assunto estivesse encerrado.
Foi naquele momento que a ficha finalmente caiu. O choque percorreu a espinha de Izabelle como uma corrente elétrica. Ela não era uma namorada em uma casa nova; ela não era uma esposa cuidando do lar enquanto o marido trabalhava. Ela era uma refém. Uma vítima. O carinho dele, os beijos e o cuidado não passavam de uma gaiola dourada. Ele era louco, obcecado, e ela estava em cativeiro.
— Kageyama, é sério — disse ela, a voz tremendo levemente. — O que eles vão pensar? Eu sumi faz três dias. Eu não falei com ninguém, principalmente com elas. Elas devem estar desesperadas.
Ele continuou ali, imóvel, sentindo o calor do corpo dela. Sem abrir os olhos, ele deu um sorriso pequeno, mas que gelou o coração de Izabelle. Era o sorriso de uma criança mimada que finalmente tinha conseguido o brinquedo que tanto queria após uma birra interminável.
— Eu já cuidei disso — disse ele, levantando a cabeça para olhá-la.
— Como assim você já cuidou disso? — ela perguntou, o coração disparado.
— Elas acham que você está segura — respondeu ele, de forma vaga e enigmática, antes de voltar a se aninhar nela.
Izabelle ficou sem reação. O pavor se transformou em uma espécie de dormência. Ela precisava sair dali, precisava de um momento sozinha para processar que o homem que a abraçava era o mesmo que a havia sequestrado da sua vida.
— Eu vou tomar banho — disse ela, afastando-o com um pouco mais de força desta vez.
Ela tentou se levantar, mas a mão de Tobio foi mais rápida, agarrando seu pulso e puxando-a de volta para a cama com uma força surpreendente.
— Não — murmurou ele, os olhos brilhando com uma intensidade perigosa. — Você vai ficar aqui mais um pouco comigo.
— Eu realmente preciso tomar banho, Tobio — ela insistiu, tentando usar um tom firme.
Ele a encarou por alguns segundos, os lábios se curvando em um sorriso irônico.
— Então vamos juntos.
O rosto de Izabelle ardeu de vergonha, mas não houve espaço para protestos. Ele a guiou até o banheiro e o que se seguiu foi uma mistura de tensão e desejo. Sob a água quente, o toque de Kageyama era possessivo, mapeando cada centímetro do corpo dela como se quisesse marcar sua propriedade. O banho foi longo, picante e carregado de uma eletricidade que Izabelle, apesar de toda a raiva e medo, não conseguia ignorar. Ele sabia exatamente como desarmá-la através dos sentidos.
Depois de se arrumarem, Izabelle desceu para a cozinha. Ela estava com sede, mas também precisava de espaço. Kageyama, como uma sombra silenciosa, a seguiu e sentou-se à mesa, observando cada movimento dela.
— Você não vai para a academia hoje? — perguntou ela, enquanto bebia um copo de água gelada.
— Não. Vou ficar aqui o dia inteiro com você — respondeu ele, a voz calma.
— Entendi... Mas por que não tem aula hoje?
— Vai ter um festival — disse Tobio, dando de ombros. — Mas eu não vou.
O coração de Izabelle murchou. O festival. Era o dia em que ela e as meninas apresentariam a coreografia que tanto ensaiaram na barraca de gastronomia. O suspiro que escapou de seus lábios foi pesado. Ela sentiu uma vontade imensa de chorar, mas sabia que ele não entenderia. Para Kageyama, o mundo lá fora não existia mais.
— Eu estava ansioso para passar o dia todo com você — continuou ele, ignorando a tristeza dela. — É a primeira vez que vamos dedicar o dia inteiramente um ao outro.
— Aham... entendi — respondeu ela, sem ânimo.
— Quero que você me ensine a cozinhar alguma coisa — ele disse, levantando-se e caminhando até ela.
— Eu não sei o que fazer de cabeça... precisaria de um livro de receitas.
Kageyama sorriu e segurou a mão dela.
— Vem comigo.
Ele a conduziu por corredores que ela ainda não conhecia, até pararem diante de portas duplas imensas. Ao abri-las, Izabelle perdeu o fôlego. Era uma biblioteca colossal, com estantes que chegavam ao teto, cheia de livros antigos e um cheiro maravilhoso de papel e madeira. Por um momento, ela esqueceu que era uma prisioneira.
— É lindo — sussurrou.
Eles foram até a seção de gastronomia e selecionaram vários livros, espalhando-os sobre uma mesa de carvalho. Depois de folhearem várias páginas, Tobio apontou para uma receita de doces com frutas e chocolate.
— Vamos tentar essa.
Na cozinha, o clima mudou. A tensão sombria de Kageyama pareceu dar lugar a uma curiosidade quase infantil. Izabelle, sendo a extrovertida e simpática que era, acabou se deixando levar pela atividade. Eles começaram a preparar a massa e o recheio.
— Tobio, não ponha tanta farinha! — riu ela, tentando limpar o rosto depois que ele jogou um punhado nela.
— Você fica melhor assim — brincou ele, com um tom irônico, mas os olhos brilhavam de diversão.
Ela revidou, sujando o nariz dele com chocolate. Em meio à bagunça, ele a puxava para beijos rápidos, roubando morangos recheados da mão dela e dividindo-os entre seus lábios. Por algumas horas, Izabelle não se sentiu em cativeiro. Parecia apenas um casal comum, perdidos em um domingo doce.
Quando terminaram, a cozinha estava um caos, mas o aroma era irresistível. Eles se sentaram para comer os doces ainda mornos. Izabelle, faminta, colocou um pedaço grande na boca, ficando com as bochechas cheias.
Kageyama parou de comer e ficou olhando para ela, com uma expressão séria e fixa.
— O que foi? — ela tentou dizer, com a boca cheia. — Olha para o outro lado, querido.
Ele não desviou o olhar. Em vez disso, esticou a mão, virou o rosto dela em sua direção e lhe deu um beijo suave, limpando um pouco de farelo do canto de sua boca. Izabelle engoliu a comida e sentiu o rosto esquentar, abrindo um sorriso involuntário.
Ao pegar um pote de mel para finalizar sua sobremesa, o desastre aconteceu. A tampa estava mal encaixada e, ao apertar, o mel espirrou, sujando suas mãos e escorrendo pelo seu pescoço, parando nas curvas de seu colo, perto do início dos seios.
— Ai, meu Deus, que sujeira! — exclamou ela, tentando limpar com um guardanapo.
Antes que ela pudesse reagir, Kageyama segurou seu pulso com firmeza. Seus olhos estavam escuros, carregados de um desejo súbito e avassalador.
— Deixa que eu limpo — murmurou ele.
Ele puxou a mão dela e começou a lamber o mel de seus dedos, um por um, sem nunca desviar o olhar do dela. Izabelle sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. O calor começou a subir, e o ambiente da cozinha pareceu ficar subitamente sem ar.
Kageyama se aproximou, sua boca encontrando a pele do pescoço dela, onde o mel brilhava sob a luz da cozinha. Ele deslizou a língua de forma lenta, saboreando a mistura do doce com o perfume natural de Izabelle. Ela soltou um suspiro baixo, sentindo as mãos dele subirem por baixo de sua blusa.
— Tobio... — ela tentou falar, mas a voz falhou.
— Você está tão doce, Iza — sussurrou ele contra a pele dela.
Com um movimento ágil, ele a ergueu e a colocou sentada em cima da mesa de mármore, entre os livros de receita e os restos do doce. Suas mãos subiram com urgência, puxando a blusa dela para cima e removendo o sutiã em um único movimento possessivo.
Quando ela ficou exposta diante dele, Kageyama pegou o pote de mel e, com um sorriso que misturava loucura e adoração, derramou o líquido dourado sobre os seios dela. O contraste do mel quente com a pele clara e os mamilos arrepiados era uma visão que o deixava fora de si.
Ele se inclinou, começando a lamber o mel com uma voracidade que fez Izabelle arquear as costas. Suas mãos se perderam nos cabelos dele, puxando-o para mais perto enquanto os beijos se tornavam mais intensos, com o gosto de mel e chocolate se misturando em suas bocas.
Naquele momento, em cima da mesa da cozinha, cercada pelo caos da receita e pelo silêncio da casa que era sua prisão, Izabelle se perdeu na intensidade dele. O mundo lá fora, as amigas e o festival pareciam pertencer a outra vida. Ali, no calor do momento, só existia o gosto doce do mel e a obsessão perigosa de Kageyama Tobio, que a consumia por inteiro.
Enquanto mexia distraidamente nos cabelos dele, sentindo a maciez dos fios escuros entre os dedos, sua mente viajou para longe daquele quarto. Ela pensou em Rana, Iris e Stay. Como elas estariam? Três dias. Ela estava desaparecida há três dias inteiros. O grupo de gastronomia da academia devia estar em pânico. Ela sentia falta de tudo: da correria, das risadas e, principalmente, dos momentos em que elas fugiam para aquela sala vazia na academia para ensaiar coreografias de New Jeans. Dançar era sua liberdade.
"Será que algum dia vou voltar a dançar com elas?", pensou, sentindo um aperto no peito. Ela nem sabia se Kageyama tinha ciência desse seu lado, mas no momento, isso pouco importava. As coreografias nem estavam prontas e ela estava ali, presa em uma bolha de incertezas.
Tobio se mexeu. Ele abriu os olhos lentamente, embora tenha permanecido em silêncio por alguns segundos, apenas sentindo o toque dela. Com um movimento possessivo e ágil, ele a puxou para um abraço apertado, acomodando a cabeça exatamente entre os seios dela, respirando o perfume doce que emanava de sua pele.
— No que você está pensando? — a voz dele saiu abafada, mas carregada de uma curiosidade territorial. — Está acordada há muito tempo?
Izabelle suspirou, tentando manter a calma apesar da situação ridícula e, ao mesmo tempo, íntima.
— Eu estava pensando nas minhas amigas — confessou ela, a voz um pouco embargada. — Queria saber como elas estão. Acho que estou com saudade.
Kageyama ergueu a cabeça. O olhar suave que ele tinha segundos antes desapareceu, dando lugar a uma expressão séria, quase gélida. Ele a encarou por um momento que pareceu uma eternidade.
— Não — disse ele, curto e grosso.
Izabelle sentiu o sangue subir pelo pescoço. "Como assim, não?", pensou ela, indignada, mas conteve a resposta ácida que sua personalidade forte exigia.
— Mas por que não? — insistiu, tentando soar razoável. — Eu só queria ver se elas estão bem.
— Porque não — repetiu ele, a voz tornando-se mais baixa e possessiva. — Eu não vou deixar você ver ninguém. Sou só eu que você tem que ver. Sou o único que importa agora.
Ele se inclinou e depositou um beijo terno em sua testa, um gesto que contrastava violentamente com a natureza de suas palavras. Izabelle o afastou levemente, sentindo uma mistura de confusão e pavor.
— Mas por quê? — perguntou ela, buscando os olhos dele. — Não é como se eu fosse trocar você por elas. Isso nem é possível, Tobio.
Kageyama não respondeu com argumentos. Ele apenas a ignorou, voltando a deitar a cabeça no colo dela, fechando os olhos como se o assunto estivesse encerrado.
Foi naquele momento que a ficha finalmente caiu. O choque percorreu a espinha de Izabelle como uma corrente elétrica. Ela não era uma namorada em uma casa nova; ela não era uma esposa cuidando do lar enquanto o marido trabalhava. Ela era uma refém. Uma vítima. O carinho dele, os beijos e o cuidado não passavam de uma gaiola dourada. Ele era louco, obcecado, e ela estava em cativeiro.
— Kageyama, é sério — disse ela, a voz tremendo levemente. — O que eles vão pensar? Eu sumi faz três dias. Eu não falei com ninguém, principalmente com elas. Elas devem estar desesperadas.
Ele continuou ali, imóvel, sentindo o calor do corpo dela. Sem abrir os olhos, ele deu um sorriso pequeno, mas que gelou o coração de Izabelle. Era o sorriso de uma criança mimada que finalmente tinha conseguido o brinquedo que tanto queria após uma birra interminável.
— Eu já cuidei disso — disse ele, levantando a cabeça para olhá-la.
— Como assim você já cuidou disso? — ela perguntou, o coração disparado.
— Elas acham que você está segura — respondeu ele, de forma vaga e enigmática, antes de voltar a se aninhar nela.
Izabelle ficou sem reação. O pavor se transformou em uma espécie de dormência. Ela precisava sair dali, precisava de um momento sozinha para processar que o homem que a abraçava era o mesmo que a havia sequestrado da sua vida.
— Eu vou tomar banho — disse ela, afastando-o com um pouco mais de força desta vez.
Ela tentou se levantar, mas a mão de Tobio foi mais rápida, agarrando seu pulso e puxando-a de volta para a cama com uma força surpreendente.
— Não — murmurou ele, os olhos brilhando com uma intensidade perigosa. — Você vai ficar aqui mais um pouco comigo.
— Eu realmente preciso tomar banho, Tobio — ela insistiu, tentando usar um tom firme.
Ele a encarou por alguns segundos, os lábios se curvando em um sorriso irônico.
— Então vamos juntos.
O rosto de Izabelle ardeu de vergonha, mas não houve espaço para protestos. Ele a guiou até o banheiro e o que se seguiu foi uma mistura de tensão e desejo. Sob a água quente, o toque de Kageyama era possessivo, mapeando cada centímetro do corpo dela como se quisesse marcar sua propriedade. O banho foi longo, picante e carregado de uma eletricidade que Izabelle, apesar de toda a raiva e medo, não conseguia ignorar. Ele sabia exatamente como desarmá-la através dos sentidos.
Depois de se arrumarem, Izabelle desceu para a cozinha. Ela estava com sede, mas também precisava de espaço. Kageyama, como uma sombra silenciosa, a seguiu e sentou-se à mesa, observando cada movimento dela.
— Você não vai para a academia hoje? — perguntou ela, enquanto bebia um copo de água gelada.
— Não. Vou ficar aqui o dia inteiro com você — respondeu ele, a voz calma.
— Entendi... Mas por que não tem aula hoje?
— Vai ter um festival — disse Tobio, dando de ombros. — Mas eu não vou.
O coração de Izabelle murchou. O festival. Era o dia em que ela e as meninas apresentariam a coreografia que tanto ensaiaram na barraca de gastronomia. O suspiro que escapou de seus lábios foi pesado. Ela sentiu uma vontade imensa de chorar, mas sabia que ele não entenderia. Para Kageyama, o mundo lá fora não existia mais.
— Eu estava ansioso para passar o dia todo com você — continuou ele, ignorando a tristeza dela. — É a primeira vez que vamos dedicar o dia inteiramente um ao outro.
— Aham... entendi — respondeu ela, sem ânimo.
— Quero que você me ensine a cozinhar alguma coisa — ele disse, levantando-se e caminhando até ela.
— Eu não sei o que fazer de cabeça... precisaria de um livro de receitas.
Kageyama sorriu e segurou a mão dela.
— Vem comigo.
Ele a conduziu por corredores que ela ainda não conhecia, até pararem diante de portas duplas imensas. Ao abri-las, Izabelle perdeu o fôlego. Era uma biblioteca colossal, com estantes que chegavam ao teto, cheia de livros antigos e um cheiro maravilhoso de papel e madeira. Por um momento, ela esqueceu que era uma prisioneira.
— É lindo — sussurrou.
Eles foram até a seção de gastronomia e selecionaram vários livros, espalhando-os sobre uma mesa de carvalho. Depois de folhearem várias páginas, Tobio apontou para uma receita de doces com frutas e chocolate.
— Vamos tentar essa.
Na cozinha, o clima mudou. A tensão sombria de Kageyama pareceu dar lugar a uma curiosidade quase infantil. Izabelle, sendo a extrovertida e simpática que era, acabou se deixando levar pela atividade. Eles começaram a preparar a massa e o recheio.
— Tobio, não ponha tanta farinha! — riu ela, tentando limpar o rosto depois que ele jogou um punhado nela.
— Você fica melhor assim — brincou ele, com um tom irônico, mas os olhos brilhavam de diversão.
Ela revidou, sujando o nariz dele com chocolate. Em meio à bagunça, ele a puxava para beijos rápidos, roubando morangos recheados da mão dela e dividindo-os entre seus lábios. Por algumas horas, Izabelle não se sentiu em cativeiro. Parecia apenas um casal comum, perdidos em um domingo doce.
Quando terminaram, a cozinha estava um caos, mas o aroma era irresistível. Eles se sentaram para comer os doces ainda mornos. Izabelle, faminta, colocou um pedaço grande na boca, ficando com as bochechas cheias.
Kageyama parou de comer e ficou olhando para ela, com uma expressão séria e fixa.
— O que foi? — ela tentou dizer, com a boca cheia. — Olha para o outro lado, querido.
Ele não desviou o olhar. Em vez disso, esticou a mão, virou o rosto dela em sua direção e lhe deu um beijo suave, limpando um pouco de farelo do canto de sua boca. Izabelle engoliu a comida e sentiu o rosto esquentar, abrindo um sorriso involuntário.
Ao pegar um pote de mel para finalizar sua sobremesa, o desastre aconteceu. A tampa estava mal encaixada e, ao apertar, o mel espirrou, sujando suas mãos e escorrendo pelo seu pescoço, parando nas curvas de seu colo, perto do início dos seios.
— Ai, meu Deus, que sujeira! — exclamou ela, tentando limpar com um guardanapo.
Antes que ela pudesse reagir, Kageyama segurou seu pulso com firmeza. Seus olhos estavam escuros, carregados de um desejo súbito e avassalador.
— Deixa que eu limpo — murmurou ele.
Ele puxou a mão dela e começou a lamber o mel de seus dedos, um por um, sem nunca desviar o olhar do dela. Izabelle sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. O calor começou a subir, e o ambiente da cozinha pareceu ficar subitamente sem ar.
Kageyama se aproximou, sua boca encontrando a pele do pescoço dela, onde o mel brilhava sob a luz da cozinha. Ele deslizou a língua de forma lenta, saboreando a mistura do doce com o perfume natural de Izabelle. Ela soltou um suspiro baixo, sentindo as mãos dele subirem por baixo de sua blusa.
— Tobio... — ela tentou falar, mas a voz falhou.
— Você está tão doce, Iza — sussurrou ele contra a pele dela.
Com um movimento ágil, ele a ergueu e a colocou sentada em cima da mesa de mármore, entre os livros de receita e os restos do doce. Suas mãos subiram com urgência, puxando a blusa dela para cima e removendo o sutiã em um único movimento possessivo.
Quando ela ficou exposta diante dele, Kageyama pegou o pote de mel e, com um sorriso que misturava loucura e adoração, derramou o líquido dourado sobre os seios dela. O contraste do mel quente com a pele clara e os mamilos arrepiados era uma visão que o deixava fora de si.
Ele se inclinou, começando a lamber o mel com uma voracidade que fez Izabelle arquear as costas. Suas mãos se perderam nos cabelos dele, puxando-o para mais perto enquanto os beijos se tornavam mais intensos, com o gosto de mel e chocolate se misturando em suas bocas.
Naquele momento, em cima da mesa da cozinha, cercada pelo caos da receita e pelo silêncio da casa que era sua prisão, Izabelle se perdeu na intensidade dele. O mundo lá fora, as amigas e o festival pareciam pertencer a outra vida. Ali, no calor do momento, só existia o gosto doce do mel e a obsessão perigosa de Kageyama Tobio, que a consumia por inteiro.
