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My sweet CEO
Fandom: EngLot
Criado: 28/05/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaCiúmesRomance
Destinos Cruzados e o Aroma de Vinho
A música eletrônica pulsava nas paredes do "Luna Club", um ritmo que vibrava no peito de Charlotte Austin e a fazia esquecer, por algumas horas, a planilha de gastos e as responsabilidades de ser mãe solo. Charlotte, com seus cabelos castanhos-claros ondulados caindo sobre os ombros, sentia-se viva. Naquela noite, ela não queria compromissos. Queria apenas o toque, o riso e a distração.
Foi quando seus olhos encontraram os de Faye. Uma mulher elegante, com um sorriso audacioso que parecia prometer uma noite inesquecível. O flerte foi rápido, a química foi instantânea, e o resto da noite dissolveu-se em beijos ardentes e sussurros ao pé do ouvido. Para Charlotte, era apenas uma conexão casual. Para Faye, uma diversão necessária.
O despertar no dia seguinte, porém, trouxe o peso da realidade. Charlotte voltou para casa, deu um beijo em Sonya, que já corria pela sala perseguindo o coelhinho Phalo, e seguiu para o trabalho. Mas a surpresa que a aguardava no escritório de finanças onde trabalhava foi um balde de água gelada: cortes no orçamento. Ela estava demitida.
— Como assim? Meus números são impecáveis! — Charlotte argumentou, mas a decisão estava tomada.
Com o coração apertado e uma caixa de papelão nos braços contendo seus pertences, ela caminhava em direção à saída do prédio comercial, tentando processar como contaria para Sonya que as coisas ficariam apertadas. Foi nesse momento de distração que o impacto aconteceu.
O ombro de Charlotte colidiu com algo sólido. A caixa balançou, e o conteúdo ameaçou cair.
— Oh, me desculpe! Eu estava distraída — exclamou Charlotte, recuperando o equilíbrio.
À sua frente estava uma mulher que exalava uma aura de autoridade e calma. Ela usava óculos de armação fina que emolduravam olhos observadores e profundos. O cabelo castanho-escuro estava perfeitamente alinhado, e o perfume de sândalo e tabaco suave que emanava dela era inebriante.
— Sem problemas. Você está bem? — A voz da mulher era grave, lógica, mas carregava uma gentileza inesperada.
— Sim, obrigada — Charlotte respondeu rapidamente, apressando o passo para o elevador, sem notar que algo havia escapado de sua mão.
Engfa Waraha, CEO das Empresas Waraha, ficou parada por um momento, observando a silhueta da mulher que acabara de esbarrar nela. Havia algo naqueles olhos castanhos claros, uma mistura de inteligência e vulnerabilidade, que atingiu Engfa como um raio. Ela, que sempre fora movida pela lógica e pelo silêncio, sentiu um formigamento de curiosidade que nunca experimentara antes.
Ao olhar para o chão, Engfa viu um objeto pequeno. Ela se abaixou e pegou um chaveiro. Era uma foto em miniatura dentro de um acrílico: Charlotte sorrindo ao lado de uma menininha que era a sua cópia exata, ambas segurando um coelho branco.
— Ei! Espere! — Engfa chamou, mas as portas do elevador já haviam se fechado.
Engfa guardou o chaveiro no bolso de seu blazer caro. Ela tinha uma reunião, mas sua mente já não estava mais nos aviões ou nos gráficos de crescimento da Waraha Corp. Ela precisava encontrar a dona daquele sorriso.
Mais tarde naquele dia, Engfa encontrou-se com sua irmã mais velha, Faye, em um restaurante reservado. Engfa bebia uma taça de vinho tinto, observando a irmã que parecia radiante.
— Você está com uma cara de quem aprontou, Faye — comentou Engfa, ajustando os óculos.
— Apenas aproveitei a vida, maninha — Faye riu, servindo-se de mais vinho. — Conheci uma mulher incrível ontem no clube. Uma tal de Charlotte. Linda, inteligente... mas você me conhece, nada de apegos. Foi só uma noite de diversão. Somos apenas amigas agora, se é que voltaremos a nos ver.
O nome "Charlotte" ecoou na mente de Engfa. Ela tirou o chaveiro do bolso e o colocou sobre a mesa.
— Por acaso... é ela?
Faye arregalou os olhos e soltou uma gargalhada.
— Sim! Como você conseguiu isso? Não me diga que ela é sua nova conquista?
— Nós nos esbarramos hoje cedo. Ela parecia... chateada — Engfa disse, omitindo o fato de que seu coração tinha errado uma batida ao ver a mulher. — Ela deixou cair isso.
— Pois devolva, Engfa. Ela trabalha na área de finanças, parece ser muito competente. Embora eu ache que ela não faz o seu tipo certinho.
Engfa apenas sorriu, um sorriso enigmático. Ela não era de agir por impulso, mas algo nela dizia que Charlotte Austin valia o esforço de sair de sua zona de conforto.
Uma semana se passou. Charlotte estava desesperada por um emprego quando recebeu uma ligação para uma entrevista nas prestigiadas Empresas Waraha. Ela não sabia quem era o CEO, apenas que era a maior oportunidade de sua carreira.
No dia da entrevista, ela levou Sonya consigo, já que a babá havia faltado. Sonya, com seus seis anos de pura energia, prometeu ficar quietinha na recepção.
— Mamãe, olha! — Sonya apontou para a janela do saguão. — Dá para ver os aviões lá no céu!
— Sim, meu amor. Fique aqui com o Phalo, a mamãe já volta — Charlotte beijou a testa da filha e entrou na sala da diretoria.
Ao abrir a porta, o ar fugiu de seus pulmões. Atrás da mesa de mogno, sentada com a elegância de uma rainha e o foco de uma águia, estava a mulher do corredor. Engfa Waraha.
— Você... — Charlotte balbuciou.
— Charlotte Austin — Engfa disse o nome dela como se estivesse saboreando um vinho raro. — Por favor, sente-se.
— Eu não sabia que você era a CEO. Me desculpe por aquele dia, eu estava sendo demitida e...
— Eu sei — Engfa a interrompeu suavemente. — Eu li seu currículo. Suas análises financeiras são brilhantes. Por que alguém a deixaria ir embora é um mistério para a minha lógica.
Charlotte sentiu o rosto esquentar. Havia um brilho nos olhos de Engfa que não era puramente profissional. Era um interesse profundo, quase possessivo, mas contido pela sua natureza introvertida.
— Eu trouxe isto — Engfa deslizou o chaveiro sobre a mesa. — Você deixou cair.
— Oh, obrigada! Sonya ficaria arrasada se eu perdesse isso.
Nesse momento, a porta da sala se abriu abruptamente. Sonya entrou correndo, escapando da secretária.
— Mamãe! O Phalo quer água e... — A menina parou de falar ao ver Engfa. Ela inclinou a cabeça, observando a mulher de óculos. — Você é a moça bonita que a mamãe esbarrou?
Engfa soltou uma risada rara e genuína, uma que raramente mostrava aos funcionários.
— Eu sou. E você deve ser a Sonya.
— Sou! Você tem carros de luxo? Eu vi uns lá embaixo. A gente pode andar neles? — Sonya perguntou, sem filtro.
— Sonya! — Charlotte tentou repreender, mas Engfa levantou a mão, divertida.
— Na verdade, Sonya, eu tenho alguns. E se sua mãe aceitar trabalhar comigo, talvez possamos ir tomar um sorvete em um deles depois do expediente. O que acha?
Os olhos de Sonya brilharam.
— Eu shippo! — exclamou a menina, fazendo Charlotte enterrar o rosto nas mãos de vergonha.
— Sonya, onde você aprendeu isso? — Charlotte sussurrou.
— A tia Faye disse que a mamãe precisava de uma namorada que cuidasse bem da gente! — Sonya disparou, com a inocência de uma criança.
O silêncio caiu sobre a sala. O nome de Faye pairou no ar. Engfa manteve a calma, embora um leve traço de ciúme tenha passado por seus olhos ao lembrar que sua irmã tivera Charlotte primeiro, mesmo que por uma noite sem importância.
— A Faye é minha irmã — Engfa explicou calmamente, observando a reação de Charlotte.
Charlotte empalideceu.
— Sua... irmã? A mulher do clube?
— Sim. Mas Faye e eu temos gostos muito diferentes, Charlotte. Ela prefere o efêmero. Eu... eu prefiro o que é sólido. O que permanece.
Engfa levantou-se e caminhou até Charlotte, parando a uma distância respeitosa, mas próxima o suficiente para que Charlotte sentisse o calor de seu corpo.
— O cargo de diretora financeira é seu, se você quiser. E o meu interesse em conquistar você... bem, esse é um projeto pessoal que pretendo levar com muita calma e dedicação.
Charlotte olhou para Engfa, vendo além da fachada de CEO séria. Viu a mulher que guardou seu chaveiro, a mulher que sorriu para sua filha e a mulher que, apesar de introvertida, estava sendo corajosa o suficiente para admitir o que queria.
— Eu... eu aceito o emprego — Charlotte disse, com um sorriso começando a brincar em seus lábios. — E quanto ao projeto pessoal... acho que podemos começar com o sorvete.
— Eba! — Sonya comemorou, pulando. — Eu quero de chocolate! E o Phalo quer cenoura!
Engfa sorriu, sentindo uma satisfação que nenhum contrato bilionário jamais lhe dera.
— Então vamos, Sonya. Temos muitos aviões para ver e muito sorvete para tomar.
Enquanto caminhavam para a saída, Engfa discretamente colocou a mão nas costas de Charlotte, um gesto possessivo mas protetor. Ela sabia que Faye era passado, e ela, Engfa, seria o futuro. Charlotte, por sua vez, sentia que aquele esbarrão no corredor tinha sido o acidente mais sortudo de sua vida.
Ao passarem pela recepção, Charlotte viu Faye chegando para visitar a irmã. Faye parou, olhou para as três e soltou um assobio.
— Ora, ora... parece que a família Waraha realmente tem bom gosto.
Engfa apenas ajustou os óculos e lançou um olhar de aviso para a irmã.
— Olá, Faye. Estamos de saída. Charlotte agora faz parte da Waraha. Em todos os sentidos possíveis.
Faye riu, piscando para Charlotte.
— Cuide bem dela, Engfa. Ela é especial.
— Eu sei — Engfa respondeu, olhando para Charlotte com uma intensidade que fez o coração da outra acelerar. — Eu sempre cuido do que é meu.
Naquela tarde, entre sorvetes e risadas de criança, Charlotte descobriu que por trás da lógica e dos aviões de Engfa Waraha, existia um coração disposto a mimar não apenas Sonya, mas a ela também. E, pela primeira vez em muito tempo, Charlotte sentiu que não precisava mais fugir para clubes para se divertir. O seu lugar, finalmente, parecia ser exatamente ali, ao lado da CEO que amava vinhos e silêncios, mas que falava volumes com apenas um olhar.
Foi quando seus olhos encontraram os de Faye. Uma mulher elegante, com um sorriso audacioso que parecia prometer uma noite inesquecível. O flerte foi rápido, a química foi instantânea, e o resto da noite dissolveu-se em beijos ardentes e sussurros ao pé do ouvido. Para Charlotte, era apenas uma conexão casual. Para Faye, uma diversão necessária.
O despertar no dia seguinte, porém, trouxe o peso da realidade. Charlotte voltou para casa, deu um beijo em Sonya, que já corria pela sala perseguindo o coelhinho Phalo, e seguiu para o trabalho. Mas a surpresa que a aguardava no escritório de finanças onde trabalhava foi um balde de água gelada: cortes no orçamento. Ela estava demitida.
— Como assim? Meus números são impecáveis! — Charlotte argumentou, mas a decisão estava tomada.
Com o coração apertado e uma caixa de papelão nos braços contendo seus pertences, ela caminhava em direção à saída do prédio comercial, tentando processar como contaria para Sonya que as coisas ficariam apertadas. Foi nesse momento de distração que o impacto aconteceu.
O ombro de Charlotte colidiu com algo sólido. A caixa balançou, e o conteúdo ameaçou cair.
— Oh, me desculpe! Eu estava distraída — exclamou Charlotte, recuperando o equilíbrio.
À sua frente estava uma mulher que exalava uma aura de autoridade e calma. Ela usava óculos de armação fina que emolduravam olhos observadores e profundos. O cabelo castanho-escuro estava perfeitamente alinhado, e o perfume de sândalo e tabaco suave que emanava dela era inebriante.
— Sem problemas. Você está bem? — A voz da mulher era grave, lógica, mas carregava uma gentileza inesperada.
— Sim, obrigada — Charlotte respondeu rapidamente, apressando o passo para o elevador, sem notar que algo havia escapado de sua mão.
Engfa Waraha, CEO das Empresas Waraha, ficou parada por um momento, observando a silhueta da mulher que acabara de esbarrar nela. Havia algo naqueles olhos castanhos claros, uma mistura de inteligência e vulnerabilidade, que atingiu Engfa como um raio. Ela, que sempre fora movida pela lógica e pelo silêncio, sentiu um formigamento de curiosidade que nunca experimentara antes.
Ao olhar para o chão, Engfa viu um objeto pequeno. Ela se abaixou e pegou um chaveiro. Era uma foto em miniatura dentro de um acrílico: Charlotte sorrindo ao lado de uma menininha que era a sua cópia exata, ambas segurando um coelho branco.
— Ei! Espere! — Engfa chamou, mas as portas do elevador já haviam se fechado.
Engfa guardou o chaveiro no bolso de seu blazer caro. Ela tinha uma reunião, mas sua mente já não estava mais nos aviões ou nos gráficos de crescimento da Waraha Corp. Ela precisava encontrar a dona daquele sorriso.
Mais tarde naquele dia, Engfa encontrou-se com sua irmã mais velha, Faye, em um restaurante reservado. Engfa bebia uma taça de vinho tinto, observando a irmã que parecia radiante.
— Você está com uma cara de quem aprontou, Faye — comentou Engfa, ajustando os óculos.
— Apenas aproveitei a vida, maninha — Faye riu, servindo-se de mais vinho. — Conheci uma mulher incrível ontem no clube. Uma tal de Charlotte. Linda, inteligente... mas você me conhece, nada de apegos. Foi só uma noite de diversão. Somos apenas amigas agora, se é que voltaremos a nos ver.
O nome "Charlotte" ecoou na mente de Engfa. Ela tirou o chaveiro do bolso e o colocou sobre a mesa.
— Por acaso... é ela?
Faye arregalou os olhos e soltou uma gargalhada.
— Sim! Como você conseguiu isso? Não me diga que ela é sua nova conquista?
— Nós nos esbarramos hoje cedo. Ela parecia... chateada — Engfa disse, omitindo o fato de que seu coração tinha errado uma batida ao ver a mulher. — Ela deixou cair isso.
— Pois devolva, Engfa. Ela trabalha na área de finanças, parece ser muito competente. Embora eu ache que ela não faz o seu tipo certinho.
Engfa apenas sorriu, um sorriso enigmático. Ela não era de agir por impulso, mas algo nela dizia que Charlotte Austin valia o esforço de sair de sua zona de conforto.
Uma semana se passou. Charlotte estava desesperada por um emprego quando recebeu uma ligação para uma entrevista nas prestigiadas Empresas Waraha. Ela não sabia quem era o CEO, apenas que era a maior oportunidade de sua carreira.
No dia da entrevista, ela levou Sonya consigo, já que a babá havia faltado. Sonya, com seus seis anos de pura energia, prometeu ficar quietinha na recepção.
— Mamãe, olha! — Sonya apontou para a janela do saguão. — Dá para ver os aviões lá no céu!
— Sim, meu amor. Fique aqui com o Phalo, a mamãe já volta — Charlotte beijou a testa da filha e entrou na sala da diretoria.
Ao abrir a porta, o ar fugiu de seus pulmões. Atrás da mesa de mogno, sentada com a elegância de uma rainha e o foco de uma águia, estava a mulher do corredor. Engfa Waraha.
— Você... — Charlotte balbuciou.
— Charlotte Austin — Engfa disse o nome dela como se estivesse saboreando um vinho raro. — Por favor, sente-se.
— Eu não sabia que você era a CEO. Me desculpe por aquele dia, eu estava sendo demitida e...
— Eu sei — Engfa a interrompeu suavemente. — Eu li seu currículo. Suas análises financeiras são brilhantes. Por que alguém a deixaria ir embora é um mistério para a minha lógica.
Charlotte sentiu o rosto esquentar. Havia um brilho nos olhos de Engfa que não era puramente profissional. Era um interesse profundo, quase possessivo, mas contido pela sua natureza introvertida.
— Eu trouxe isto — Engfa deslizou o chaveiro sobre a mesa. — Você deixou cair.
— Oh, obrigada! Sonya ficaria arrasada se eu perdesse isso.
Nesse momento, a porta da sala se abriu abruptamente. Sonya entrou correndo, escapando da secretária.
— Mamãe! O Phalo quer água e... — A menina parou de falar ao ver Engfa. Ela inclinou a cabeça, observando a mulher de óculos. — Você é a moça bonita que a mamãe esbarrou?
Engfa soltou uma risada rara e genuína, uma que raramente mostrava aos funcionários.
— Eu sou. E você deve ser a Sonya.
— Sou! Você tem carros de luxo? Eu vi uns lá embaixo. A gente pode andar neles? — Sonya perguntou, sem filtro.
— Sonya! — Charlotte tentou repreender, mas Engfa levantou a mão, divertida.
— Na verdade, Sonya, eu tenho alguns. E se sua mãe aceitar trabalhar comigo, talvez possamos ir tomar um sorvete em um deles depois do expediente. O que acha?
Os olhos de Sonya brilharam.
— Eu shippo! — exclamou a menina, fazendo Charlotte enterrar o rosto nas mãos de vergonha.
— Sonya, onde você aprendeu isso? — Charlotte sussurrou.
— A tia Faye disse que a mamãe precisava de uma namorada que cuidasse bem da gente! — Sonya disparou, com a inocência de uma criança.
O silêncio caiu sobre a sala. O nome de Faye pairou no ar. Engfa manteve a calma, embora um leve traço de ciúme tenha passado por seus olhos ao lembrar que sua irmã tivera Charlotte primeiro, mesmo que por uma noite sem importância.
— A Faye é minha irmã — Engfa explicou calmamente, observando a reação de Charlotte.
Charlotte empalideceu.
— Sua... irmã? A mulher do clube?
— Sim. Mas Faye e eu temos gostos muito diferentes, Charlotte. Ela prefere o efêmero. Eu... eu prefiro o que é sólido. O que permanece.
Engfa levantou-se e caminhou até Charlotte, parando a uma distância respeitosa, mas próxima o suficiente para que Charlotte sentisse o calor de seu corpo.
— O cargo de diretora financeira é seu, se você quiser. E o meu interesse em conquistar você... bem, esse é um projeto pessoal que pretendo levar com muita calma e dedicação.
Charlotte olhou para Engfa, vendo além da fachada de CEO séria. Viu a mulher que guardou seu chaveiro, a mulher que sorriu para sua filha e a mulher que, apesar de introvertida, estava sendo corajosa o suficiente para admitir o que queria.
— Eu... eu aceito o emprego — Charlotte disse, com um sorriso começando a brincar em seus lábios. — E quanto ao projeto pessoal... acho que podemos começar com o sorvete.
— Eba! — Sonya comemorou, pulando. — Eu quero de chocolate! E o Phalo quer cenoura!
Engfa sorriu, sentindo uma satisfação que nenhum contrato bilionário jamais lhe dera.
— Então vamos, Sonya. Temos muitos aviões para ver e muito sorvete para tomar.
Enquanto caminhavam para a saída, Engfa discretamente colocou a mão nas costas de Charlotte, um gesto possessivo mas protetor. Ela sabia que Faye era passado, e ela, Engfa, seria o futuro. Charlotte, por sua vez, sentia que aquele esbarrão no corredor tinha sido o acidente mais sortudo de sua vida.
Ao passarem pela recepção, Charlotte viu Faye chegando para visitar a irmã. Faye parou, olhou para as três e soltou um assobio.
— Ora, ora... parece que a família Waraha realmente tem bom gosto.
Engfa apenas ajustou os óculos e lançou um olhar de aviso para a irmã.
— Olá, Faye. Estamos de saída. Charlotte agora faz parte da Waraha. Em todos os sentidos possíveis.
Faye riu, piscando para Charlotte.
— Cuide bem dela, Engfa. Ela é especial.
— Eu sei — Engfa respondeu, olhando para Charlotte com uma intensidade que fez o coração da outra acelerar. — Eu sempre cuido do que é meu.
Naquela tarde, entre sorvetes e risadas de criança, Charlotte descobriu que por trás da lógica e dos aviões de Engfa Waraha, existia um coração disposto a mimar não apenas Sonya, mas a ela também. E, pela primeira vez em muito tempo, Charlotte sentiu que não precisava mais fugir para clubes para se divertir. O seu lugar, finalmente, parecia ser exatamente ali, ao lado da CEO que amava vinhos e silêncios, mas que falava volumes com apenas um olhar.
