Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Oie

Fandom: Bbb

Criado: 29/05/2026

Tags

RomanceDramaFatias de VidaCiúmesLinguagem ExplícitaCenário CanônicoEstudo de PersonagemPWP (Enredo? Que enredo?)
Índice

O Calor da Vigília

— Que carinha é essa, Milena? — Marciele deslizou para dentro da piscina, a água morna do Rio de Janeiro abraçando seu corpo moreno. — Parece que não dormiu nada essa noite.

— E não dormi mesmo, garota — Milena soltou uma risada baixa, apoiando os braços na borda de azulejos. — Aquela loira é um furacão. A Ana Paula não tem limites, juro por Deus.

— Eu vi — Marciele aproximou-se, nadando lentamente até que seus corpos quase se tocassem sob a superfície cristalina. — Eu vi vocês duas ontem à noite no edredom. O quarto estava um forno.

— Estava espiando, é? — Milena arqueou uma sobrancelha, um sorriso malicioso brincando em seus lábios carnudos.

— Impossível não ver, né? Aquela branquela gritando o seu nome... — Marciele mergulhou a mão por baixo da água, encontrando a coxa firme de Milena. — Mas eu não te culpo. Com esse corpo, quem é que aguenta?

— Marciele... — Milena suspirou quando sentiu os dedos da outra subirem. — Alguém pode ver pelas câmeras.

— Deixa ver. O Brasil quer ver isso aqui — Marciele não hesitou. Ela deslizou a mão para trás, apertando com força a bunda farta de Milena, sentindo a maciez da pele negra sob o biquíni cavado. — Nossa, Milena... que abundância, mulher. É muito mais gostosa de perto.

— Você é abusada, hein, índia? — Milena jogou a cabeça para trás, sentindo o toque ousado de Marciele descer agora para a frente, pressionando a palma da mão contra a sua intimidade por cima do tecido molhado.

— Sou. E sei que você está gostando — Marciele sussurrou no ouvido dela, enquanto Ana Paula aparecia na porta de vidro da sala, observando a cena com os olhos semicerrados.

— Que porra é essa aqui? — A voz de Ana Paula cortou o ar como um chicote. Ela caminhou até a beira da piscina, os cabelos loiros bagunçados e o rosto carregado de ódio. — Milena, eu não acredito que você está aí de gracinha com essa daí.

— Calma, Ana! A gente só está conversando — Milena tentou se afastar de Marciele, mas a morena manteve a mão firme em sua bunda por mais um segundo antes de soltar.

— Conversando o caralho! Eu vi onde a mão dela estava! — Ana Paula bufou, as narinas dilatadas. — Você é uma piranha mesmo, Milena. Passa a noite comigo e de manhã já está se esfregando na primeira que aparece?

— Ih, a loira surtou — Marciele riu, boiando tranquilamente. — Relaxa, Ana Paula. Tem Milena para todo mundo.

— Para você não tem porra nenhuma! — Ana Paula apontou o dedo para Marciele. — Fica longe do que é meu, sua sonsa. E você, Milena... vai se foder.

Ana Paula deu meia volta, batendo o pé com força no deck de madeira, e marchou em direção ao Quarto Colorido. Milena soltou um palavrão baixo e saiu da piscina às pressas, a água escorrendo pelas curvas generosas de seu corpo.

— Ana! Espera! — Milena gritou, ignorando o riso debochado de Marciele que ficava para trás.

Milena entrou no quarto e encontrou Ana Paula jogando as almofadas no chão, possuída pela fúria. Assim que a porta se fechou, a loira se virou para ela.

— Sai daqui! Vai lá com a sua amiguinha da floresta! — Ana gritou, mas sua voz falhou quando Milena a prensou contra a parede.

— Cala a boca, Ana Paula. Olha para mim — Milena segurou os pulsos da loira acima da cabeça dela, usando seu peso para imobilizá-la. — Você acha mesmo que eu quero aquela menina?

— Ela estava te alisando! E você estava deixando! — Ana Paula tentava se soltar, mas o corpo de Milena era uma barreira intransponível. — Você é uma safada, Milena.

— Eu sou safada? — Milena deu uma risada curta, aproximando o rosto do de Ana Paula até que suas respirações se misturassem. — Eu sou a mulher que te virou do avesso ontem à noite. Eu sou a mulher que você implorou para não parar.

— Isso não te dá o direito de... — Ana começou, mas Milena calou sua boca com um beijo brutal, cheio de língua e possessividade.

— Eu vou te mostrar de quem eu sou — Milena murmurou entre os beijos, descendo a mão para a cintura de Ana Paula e puxando o shortinho curto que ela usava. — Eu vou te foder tanto que você vai esquecer até o próprio nome, quanto mais o que aconteceu naquela piscina.

— Me fode então... — Ana Paula arfou, o ciúme se transformando instantaneamente em tesão puro. — Prova que você é minha, sua negra gostosa. Me marca toda.

Milena não esperou. Ela jogou Ana Paula na cama e se posicionou entre suas pernas, arrancando o biquíni molhado e jogando-o em qualquer canto. O quarto estava silencioso, exceto pelo som das respirações pesadas e pelo estalo da pele se encontrando.

— Você gosta de ser minha, não gosta? — Milena mergulhou os dedos na intimidade de Ana Paula, que já estava ensopada. — Gosta que eu mande em você?

— Gosto... ah, sim! — Ana Paula arqueou as costas, enterrando as unhas nos ombros de Milena. — Mais forte, Milena! Não para!

— Aquela mão na minha bunda não foi nada perto do que eu vou fazer com você agora — Milena intensificou o ritmo, usando a outra mão para apertar os seios de Ana Paula. — Olha para mim, Ana. De quem você é?

— Sou sua... porra, eu sou toda sua! — Ana Paula gritava, sem se importar com quem pudesse ouvir do lado de fora. — Me come, Milena! Me usa!

Milena usou a língua com maestria, descendo pelo corpo da loira até encontrar o ponto exato que a fazia delirar. Ana Paula se contorcia, as pernas brancas tremendo enquanto Milena a devorava com uma fome que parecia não ter fim. O quarto cheirava a sexo e a desejo reprimido que finalmente explodia.

— De quem é essa buceta, Ana Paula? Fala para mim! — Milena exigiu, subindo novamente para encarar os olhos azuis nublados de prazer da loira.

— É sua! Só sua! — Ana Paula puxou Milena para um beijo desesperado, sentindo o ápice chegar. — Vai, Milena! Agora!

Quando o orgasmo as atingiu, foi como uma descarga elétrica. Ana Paula gritou o nome de Milena, apertando-a contra si como se sua vida dependesse disso. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das batidas aceleradas de dois corações.

— Ainda está com ciúmes? — Milena perguntou minutos depois, deitada sobre o peito de Ana Paula, traçando círculos na pele clara dela.

— Eu ainda quero matar a Marciele — Ana Paula suspirou, passando os dedos pelos cabelos crespos de Milena. — Mas agora eu tenho certeza de que ninguém chega perto do que a gente tem.

— Ninguém chega, loira — Milena levantou a cabeça e deu um selinho carinhoso nela. — Porque você é a piranha mais linda dessa casa, e você é a minha piranha.

— E você é a minha preta — Ana sorriu, finalmente em paz. — Agora me beija de novo antes que eu mude de ideia e vá lá brigar com ela de novo.

Milena riu e obedeceu, selando o pacto de posse da melhor maneira que sabiam fazer. No BBB, o jogo era individual, mas ali, entre quatro paredes, elas eram um time imbatível.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic