
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
membros do &team broxando durante o sexo
Fandom: &team
Criado: 29/05/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFofuraFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemCenário Canônico
Entre o Silêncio e o Afeto
O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, cortada apenas pelo feixe pálido do luar que atravessava a fresta da cortina. O ar estava denso, carregado com o calor de dois corpos que, até poucos minutos atrás, moviam-se em uma sintonia urgente e apaixonada. Fuma, sempre tão atento e cuidadoso, parecia estar em seu elemento, entregue àquele momento de intimidade que ambos tanto aguardavam após semanas de agendas lotadas e saudades acumuladas.
No entanto, o ritmo vacilou.
O que começou como uma coreografia perfeita de toques e suspiros foi, subitamente, interrompido por uma hesitação invisível. Fuma sentiu a mudança primeiro. O corpo dele, antes respondendo a cada estímulo e desejo, pareceu desconectar-se de sua mente. Ele tentou focar, tentou buscar de volta aquela onda de adrenalina que o guiava, mas quanto mais ele se esforçava, mais a pressão interna crescia, e o resultado era o oposto do esperado.
Ele parou. O silêncio que se seguiu não era o silêncio confortável de um pós-clímax, mas um silêncio pesado, pontuado apenas pela respiração descompassada de ambos.
Fuma se afastou levemente, sentando-se na beira da cama e apoiando os cotovelos nos joelhos, escondendo o rosto entre as mãos. A pele de suas costas, ainda brilhando de suor, parecia pálida sob a luz da lua.
— Fuma? — A voz dela saiu baixa, carregada de uma preocupação genuína, longe de qualquer tom de julgamento.
Ele não respondeu de imediato. O líder do &TEAM, o homem que todos viam como o pilar de força e estabilidade do grupo, sentia-se, naquele momento, estranhamente frágil. A frustração queimava em seu peito, uma mistura de cansaço acumulado e a autocrítica severa que ele raramente deixava transparecer.
— Me desculpa — ele murmurou finalmente, a voz abafada pelas palmas das mãos. — Eu... eu não sei o que aconteceu.
Ela se sentou logo atrás dele, sentindo o ar frio do quarto contra a pele, mas ignorando-o para se aproximar. Com delicadeza, ela colocou a mão sobre o ombro dele, sentindo a tensão nos músculos rígidos.
— Ei, olha para mim — pediu ela, suavemente.
Fuma hesitou, mas acabou cedendo, virando o rosto para encará-la. Seus olhos, geralmente tão brilhantes e expressivos, estavam nublados por uma sombra de vergonha.
— Não tem nada pelo que se desculpar, Fuma — continuou ela, deslizando a mão por seu braço. — Isso acontece. Somos humanos, não máquinas.
Ele soltou um riso seco, desprovido de humor, e desviou o olhar para o chão de madeira.
— Eu queria que fosse perfeito — confessou ele. — Passamos tanto tempo longe, e eu queria te dar tudo de mim hoje. Sinto que falhei com você.
— Falhou? — Ela se aproximou mais, abraçando-o pelas costas e repousando o queixo em seu ombro. — Fuma, você está exausto. Eu vi os vídeos dos ensaios desta semana. Você mal dormiu, mal parou para respirar. Seu corpo só está pedindo um descanso que você não deu a ele.
— Ainda assim... — ele começou, mas ela o interrompeu com um beijo casto na nuca.
— Ainda nada. A intimidade não é só sobre o ato em si. É sobre estarmos aqui, juntos. Eu não estou aqui por uma performance, eu estou aqui por você. Pelo Fuma que me faz rir, que cuida de mim, que se esforça tanto por tudo o que ama.
Fuma fechou os olhos, absorvendo as palavras dela. O peso em seus ombros pareceu diminuir um pouco. Ele se virou para ela, segurando suas mãos com força, como se buscasse nela o equilíbrio que lhe faltava.
— Você tem certeza de que não está... decepcionada? — perguntou ele, a vulnerabilidade exposta em seu tom de voz.
— Nem um pouco — respondeu ela com um sorriso terno, acariciando o rosto dele com o polegar. — Na verdade, fico feliz que você possa se sentir seguro o suficiente comigo para que as coisas nem sempre precisem ser "perfeitas". Isso é o que nos torna reais.
Fuma soltou um longo suspiro, o ar finalmente saindo de seus pulmões de forma relaxada. Ele a puxou para um abraço apertado, escondendo o rosto na curvatura do pescoço dela, sentindo o perfume familiar que sempre o acalmava.
— Obrigado — ele sussurrou contra a pele dela. — Eu acho que só precisava ouvir isso.
— Eu sei. Agora, que tal a gente deixar o resto para lá e apenas ficarmos abraçados? — sugeriu ela, afastando-se o suficiente para olhar nos olhos dele. — Podemos assistir aquele filme que você queria, ou simplesmente dormir. O que você preferir.
Fuma sorriu pela primeira vez naquela noite, um sorriso pequeno, mas genuíno.
— Dormir abraçado com você parece a melhor ideia do mundo agora.
Eles se ajeitaram sob os lençóis, o calor voltando a envolvê-los de uma forma diferente, mais calma e reconfortante. Fuma a puxou para perto, deixando que ela deitasse a cabeça em seu peito. Ele começou a traçar círculos preguiçosos no braço dela, sentindo a batida do próprio coração desacelerar até entrar em harmonia com a dela.
— Sabe — disse ele, a voz já embargada pelo sono que finalmente o vencia —, eu realmente tenho muita sorte de ter você.
— Eu é que tenho sorte — ela respondeu, fechando os olhos. — Agora descansa, Fuma. O mundo pode esperar até amanhã.
Naquela noite, não houve mais cobranças ou expectativas. Apenas o silêncio compartilhado de quem se conhecia além das superfícies, e a certeza de que, entre eles, o afeto era sempre a parte mais importante de qualquer momento. Fuma adormeceu sentindo-se completo, não pelo que havia feito, mas pelo simples fato de ser amado exatamente por quem era.
No entanto, o ritmo vacilou.
O que começou como uma coreografia perfeita de toques e suspiros foi, subitamente, interrompido por uma hesitação invisível. Fuma sentiu a mudança primeiro. O corpo dele, antes respondendo a cada estímulo e desejo, pareceu desconectar-se de sua mente. Ele tentou focar, tentou buscar de volta aquela onda de adrenalina que o guiava, mas quanto mais ele se esforçava, mais a pressão interna crescia, e o resultado era o oposto do esperado.
Ele parou. O silêncio que se seguiu não era o silêncio confortável de um pós-clímax, mas um silêncio pesado, pontuado apenas pela respiração descompassada de ambos.
Fuma se afastou levemente, sentando-se na beira da cama e apoiando os cotovelos nos joelhos, escondendo o rosto entre as mãos. A pele de suas costas, ainda brilhando de suor, parecia pálida sob a luz da lua.
— Fuma? — A voz dela saiu baixa, carregada de uma preocupação genuína, longe de qualquer tom de julgamento.
Ele não respondeu de imediato. O líder do &TEAM, o homem que todos viam como o pilar de força e estabilidade do grupo, sentia-se, naquele momento, estranhamente frágil. A frustração queimava em seu peito, uma mistura de cansaço acumulado e a autocrítica severa que ele raramente deixava transparecer.
— Me desculpa — ele murmurou finalmente, a voz abafada pelas palmas das mãos. — Eu... eu não sei o que aconteceu.
Ela se sentou logo atrás dele, sentindo o ar frio do quarto contra a pele, mas ignorando-o para se aproximar. Com delicadeza, ela colocou a mão sobre o ombro dele, sentindo a tensão nos músculos rígidos.
— Ei, olha para mim — pediu ela, suavemente.
Fuma hesitou, mas acabou cedendo, virando o rosto para encará-la. Seus olhos, geralmente tão brilhantes e expressivos, estavam nublados por uma sombra de vergonha.
— Não tem nada pelo que se desculpar, Fuma — continuou ela, deslizando a mão por seu braço. — Isso acontece. Somos humanos, não máquinas.
Ele soltou um riso seco, desprovido de humor, e desviou o olhar para o chão de madeira.
— Eu queria que fosse perfeito — confessou ele. — Passamos tanto tempo longe, e eu queria te dar tudo de mim hoje. Sinto que falhei com você.
— Falhou? — Ela se aproximou mais, abraçando-o pelas costas e repousando o queixo em seu ombro. — Fuma, você está exausto. Eu vi os vídeos dos ensaios desta semana. Você mal dormiu, mal parou para respirar. Seu corpo só está pedindo um descanso que você não deu a ele.
— Ainda assim... — ele começou, mas ela o interrompeu com um beijo casto na nuca.
— Ainda nada. A intimidade não é só sobre o ato em si. É sobre estarmos aqui, juntos. Eu não estou aqui por uma performance, eu estou aqui por você. Pelo Fuma que me faz rir, que cuida de mim, que se esforça tanto por tudo o que ama.
Fuma fechou os olhos, absorvendo as palavras dela. O peso em seus ombros pareceu diminuir um pouco. Ele se virou para ela, segurando suas mãos com força, como se buscasse nela o equilíbrio que lhe faltava.
— Você tem certeza de que não está... decepcionada? — perguntou ele, a vulnerabilidade exposta em seu tom de voz.
— Nem um pouco — respondeu ela com um sorriso terno, acariciando o rosto dele com o polegar. — Na verdade, fico feliz que você possa se sentir seguro o suficiente comigo para que as coisas nem sempre precisem ser "perfeitas". Isso é o que nos torna reais.
Fuma soltou um longo suspiro, o ar finalmente saindo de seus pulmões de forma relaxada. Ele a puxou para um abraço apertado, escondendo o rosto na curvatura do pescoço dela, sentindo o perfume familiar que sempre o acalmava.
— Obrigado — ele sussurrou contra a pele dela. — Eu acho que só precisava ouvir isso.
— Eu sei. Agora, que tal a gente deixar o resto para lá e apenas ficarmos abraçados? — sugeriu ela, afastando-se o suficiente para olhar nos olhos dele. — Podemos assistir aquele filme que você queria, ou simplesmente dormir. O que você preferir.
Fuma sorriu pela primeira vez naquela noite, um sorriso pequeno, mas genuíno.
— Dormir abraçado com você parece a melhor ideia do mundo agora.
Eles se ajeitaram sob os lençóis, o calor voltando a envolvê-los de uma forma diferente, mais calma e reconfortante. Fuma a puxou para perto, deixando que ela deitasse a cabeça em seu peito. Ele começou a traçar círculos preguiçosos no braço dela, sentindo a batida do próprio coração desacelerar até entrar em harmonia com a dela.
— Sabe — disse ele, a voz já embargada pelo sono que finalmente o vencia —, eu realmente tenho muita sorte de ter você.
— Eu é que tenho sorte — ela respondeu, fechando os olhos. — Agora descansa, Fuma. O mundo pode esperar até amanhã.
Naquela noite, não houve mais cobranças ou expectativas. Apenas o silêncio compartilhado de quem se conhecia além das superfícies, e a certeza de que, entre eles, o afeto era sempre a parte mais importante de qualquer momento. Fuma adormeceu sentindo-se completo, não pelo que havia feito, mas pelo simples fato de ser amado exatamente por quem era.
