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o goleiro e a nerd

Fandom: nn tem

Criado: 29/05/2026

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Entre Linhas e Gravidade

O cheiro de papel antigo das páginas de *As Brumas de Avalon* ainda parecia impregnado nos dedos de SN, mas naquele momento, a lógica de Morgana ou a mística de Avalon estavam a quilômetros de distância de sua mente. Ela estava sentada na cama de Paulo, rodeada por cadernos de desenho e livros de astronomia e física que ela insistia em carregar para todo canto. Com seus 1,56m, ela parecia pequena demais entre os travesseiros, uma escorpiana de olhar tímido que escondia um turbilhão de desejos que mal cabiam em sua futura carreira de psicóloga alimentar — ou de programadora, ou de astrônoma, já que sua mente nunca parava quieta.

Paulo estava sentado no chão, encostado na beirada da cama, devorando um pedaço de bolo de fubá que a mãe dele havia deixado na cozinha. Ele era o goleiro do time da sala, um pisciano de 1,63m que tinha mãos grandes e um coração que parecia derreter toda vez que SN sorria. Ele era inteligente, focado em entrar para mecânica, mas perto dela, ele se tornava o maior "bobão" do mundo, rindo de piadas sem graça apenas para ver as covinhas dela aparecerem.

— Você acha que se a gente vivesse em Marte, o ponto de ebulição da água mudaria tanto a ponto de alterar a textura do macarrão? — perguntou SN, fechando o livro de física e olhando para ele com aquela curiosidade intelectual que Paulo adorava.

— Eu acho que se a gente estivesse em Marte, eu estaria mais preocupado em como te abraçar sem a gente sair flutuando por causa da gravidade — respondeu Paulo, limpando uma migalha de bolo do canto da boca e subindo na cama para se sentar ao lado dela.

Ele a puxou para um abraço, o tipo de abraço carinhoso que ele sempre dava, envolvendo-a com seus braços fortes de quem passava horas defendendo o gol. SN se aconchegou no peito dele, sentindo o calor familiar. Ela amava o jeito que ele cheirava, uma mistura de sabonete e algo puramente dele. Mas, enquanto o abraço se prolongava, o clima começou a mudar.

A timidez de SN, aquela que a fazia gaguejar em apresentações de seminários, desaparecia quando o toque de Paulo se tornava mais ousado. Ela sentiu, contra sua coxa, a rigidez crescente dele. Paulo sempre ficava "durão" perto dela, era quase uma reação química inevitável. E SN, a garota INFP que muitos julgavam ser pura inocência, sentiu aquele frio na barriga que não tinha nada a ver com ansiedade social, mas sim com um tesão acumulado que a queimava por dentro.

— Paulo... — sussurrou ela, as mãos descendo pelas costas dele até alcançarem a cintura.

— Oi, pequena — ele respondeu, a voz ficando mais rouca. Ele se afastou um pouco para olhar nos olhos dela, e o brilho de bobão deu lugar a um desejo profundo.

Ele se lembrou do que tinha dito uma vez, em um momento de honestidade brutal entre amigos: que se fosse para foder alguém, teria que ser ela. Não era apenas desejo carnal; era a conexão, a admiração pela inteligência dela, pelo talento com os desenhos e pela forma como ela falava de sociologia e moda com a mesma paixão.

SN não esperou. Ela levou a mão até a calça dele, sentindo o volume evidente. Paulo soltou um gemido baixo, fechando os olhos enquanto ela o apalpava por cima do tecido. Ele adorava ser tocado ali, especialmente pelas mãos pequenas e decididas dela.

— Eu quero você — disse ela, sem gaguejar, a escorpiana assumindo o controle. — Agora.

— Tem certeza? — Paulo perguntou, a respiração curta. — A gente não planejou... eu não quero que seja estranho.

— Já é estranho, Paulo. A gente é estranho. E é isso que eu amo.

Eles começaram a se despir com uma urgência desajeitada. As roupas eram descartadas pelo chão, misturando-se aos livros e aos desenhos de moda de SN. Quando Paulo ficou completamente nu, a luz fraca do quarto revelou seu corpo atlético de goleiro. SN não pôde deixar de notar o que já imaginava: ele era bem dotado, o membro grosso e pulsante, claramente com seus 15 centímetros que pareciam imponentes diante da estatura pequena dela.

Quando ele se posicionou entre as pernas dela, o contraste era nítido. Ela parecia uma boneca de porcelana sob ele, mas seus olhos queimavam com uma luxúria que desafiava qualquer fragilidade. Paulo a beijou com ternura antes de descer para seus seios, ouvindo os gemidos agudos que ela soltava.

— Você é tão linda, SN — ele murmurou contra a pele dela. — Eu vou devagar, tá?

— Não... — ela arqueou as costas, sentindo a cabeça do pau dele roçar em sua entrada, o calor sendo quase insuportável. — Só entra.

Paulo obedeceu, mas o momento da penetração foi um choque para ambos. Como era a primeira vez que ele entrava tão profundamente, o encaixe foi apertado, quase difícil. Houve uma sensação estranha, uma mistura de dor leve, preenchimento absoluto e uma pressão que fazia o cérebro de SN entrar em curto-circuito.

— Porra... — Paulo arfou, parando por um segundo quando sentiu que tinha chegado ao fundo. — Você é tão apertada... tá doendo?

— Não para — ela pediu, as unhas cravando-se nos ombros dele. — É estranho... mas é bom. É intenso demais.

Ele começou a se mover. Não era como nos filmes, não era perfeitamente coreografado. Era cru, real e um pouco desajeitado devido à diferença de altura e à falta de prática naquele nível de profundidade. Mas cada estocada de Paulo, sentindo o pau grosso preencher cada milímetro dela, fazia SN esquecer qualquer teoria de física ou psicologia. A única ciência que importava ali era a biologia de seus corpos colidindo.

— Paulo, mais fundo... — ela implorou, as pernas envolvendo a cintura dele para puxá-lo ainda mais para dentro.

— Eu tô no limite, pequena — ele disse, o suor pingando de sua testa. — Eu tô todo dentro de você.

O som da carne batendo, os gemidos abafados contra o pescoço um do outro, o cheiro de sexo misturado ao aroma de bolo de fubá que ainda pairava no ar — tudo era uma cacofonia de sensações. Paulo sentia que ia explodir a qualquer momento; a forma como SN o apertava por dentro, como se o estivesse abraçando com o próprio corpo, era demais para o seu autocontrole de pisciano sensível.

— Eu vou... eu vou gozar — ele avisou, a voz falhando.

— Comigo, Paulo. Goza comigo.

Ele deu as últimas estocadas, as mais profundas e intensas, sentindo o ápice atingi-lo como uma onda de gravidade zero. SN gritou o nome dele, o corpo tremendo sob o dele enquanto o orgasmo a atingia com a força de uma supernova. Eles ficaram ali, colados, os corações batendo no mesmo ritmo frenético, enquanto a realidade voltava lentamente para o quarto.

Depois de alguns minutos de silêncio, apenas recuperando o fôlego, Paulo se deitou ao lado dela, puxando o lençol para cobri-los. Ele a trouxe para perto, beijando o topo da cabeça dela.

— Foi... intenso — ele disse, soltando uma risadinha nervosa. — E um pouco estranho no começo, né?

— Foi perfeito — SN respondeu, escondendo o rosto no peito dele, a timidez voltando agora que o "off" tinha passado. — Mesmo que tenha sido meio caótico.

— Bom, a gente tem o resto da vida para praticar — Paulo brincou, acariciando o braço dela. — E depois eu te faço um macarrão com molho de tomate, que tal?

— Só se você me deixar ler um capítulo de *As Brumas* pra você enquanto a gente come.

— Fechado.

Ali, entre livros e sonhos de dez carreiras diferentes, SN e Paulo entenderam que, não importava o quão estranho ou intenso fosse o caminho, eles sempre encontrariam o equilíbrio entre a mecânica do coração e a física do desejo.
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