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Saudade picante
Fandom: Army
Criado: 30/05/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaCenário CanônicoUA (Universo Alternativo)História DomésticaFofuraEstudo de Personagem
Distância, Laranja e Outros Desejos
A luz suave do abajur no quarto de hotel em Chicago criava sombras longas nas paredes, mas Maria Clara não prestava atenção em nada que não fosse a tela do seu celular. Fazia dez dias. Dez dias desde que o calor da pele de Yoongi tinha sido substituído pelo frio das chamadas de vídeo e pela saudade que parecia pesar toneladas no peito. Em Las Vegas, ele estava imerso em ensaios, reuniões e no caos frenético que sua carreira exigia, enquanto ela tentava se concentrar no trabalho, falhando miseravelmente todas as vezes que o pensamento descia para o que eles faziam entre quatro paredes.
Maria olhou-se no espelho uma última vez. A lingerie laranja contrastava perfeitamente com sua pele, as rendas delicadas contornando curvas que ela sabia que ele conhecia de cor. Ela vestiu um roupão de seda por cima, apenas para dar o efeito surpresa, e respirou fundo antes de iniciar a chamada.
Quando o rosto de Yoongi apareceu na tela, ele parecia exausto. Os fios escuros de cabelo estavam levemente bagunçados e ele usava uma camiseta preta larga, sentado na beira da cama do hotel. Mas, assim que ele a viu, seus olhos brilharam com aquele reconhecimento imediato que sempre fazia o coração de Maria saltar.
— Oi, meu amor — disse ele, a voz rouca pelo cansaço e pelo uso excessivo durante o dia. — Você parece cansada. Ou é só a luz de Chicago que te deixa tão linda?
Maria sorriu, sentindo um frio na barriga.
— É saudade, Yoongi. Muita saudade.
— Nem me fale — ele suspirou, passando a mão pelo rosto. — Dez dias parecem dez meses. Minha cama parece um deserto sem você.
— É mesmo? — Maria arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso brincando em seus lábios. — Bem, talvez eu possa ajudar você a se lembrar do que está perdendo.
Sem dar tempo para ele responder, Maria posicionou o celular estrategicamente na mesa de cabeceira e se levantou. Lentamente, ela deixou o roupão de seda escorregar pelos ombros, revelando o conjunto laranja vibrante. Ela deu uma volta lenta, deixando que a câmera capturasse cada detalhe da peça provocante e da pele que clamava pelo toque dele.
O silêncio do outro lado da linha foi imediato. Maria voltou a se sentar, aproximando o rosto da câmera para ver a reação dele. Yoongi estava estático. Suas pupilas estavam dilatadas e ele havia umedecido os lábios de forma inconsciente.
— Puta merda, Maria... — ele murmurou, a voz agora carregada de uma tensão evidente. — Você é muito gostosa. O que você está tentando fazer comigo?
Maria riu, sentindo-se vitoriosa.
— Só matando a saudade, Yoongi. Gostou da cor?
— Você sabe que sim — ele respondeu, fechando os olhos por um segundo e soltando um suspiro pesado. — Mas para com isso. Fecha esse roupão. Agora.
O sorriso de Maria vacilou. Ela não esperava aquela reação.
— Por que? Achei que você fosse gostar.
— E eu gosto! — Yoongi exclamou, passando a mão nervosamente pelo cabelo. — Mas eu não quero ficar aqui, a quilômetros de distância, me masturbando olhando para uma tela como se eu fosse um adolescente desesperado. Eu quero você. O toque real, o cheiro, o som de verdade. Isso... isso é tortura.
Maria sentiu um aperto no peito. O entusiasmo que sentia murchou instantaneamente, substituído por uma sensação de inadequação. Ela puxou o roupão de volta, cobrindo-se rapidamente, sentindo as bochechas queimarem de vergonha.
— Ah... entendi — disse ela, a voz baixa, desviando o olhar da câmera. — Desculpa. Eu só queria agradar, sabe? Achei que seria uma forma de estarmos juntos, de um jeito diferente. Me sinto meio boba agora.
Houve um silêncio tenso. Yoongi percebeu imediatamente a mudança no tom de voz dela e o jeito como ela se encolheu no roupão. Ele soltou um palavrão baixo em coreano, claramente frustrado consigo mesmo.
— Ei, olha para mim — pediu ele, a voz suavizando, mas ainda vibrante de desejo. — Maria, olha para a câmera.
Ela obedeceu, embora seus olhos estivessem levemente marejados.
— Eu não quis dizer que você é boba — continuou Yoongi, fixando o olhar nela. — É que dói, entende? Dói querer tanto uma pessoa e não poder esticar o braço e puxá-la para o meu colo. Ver você desse jeito, tão linda e tão provocante, me deixa louco. E a ideia de ter que resolver isso sozinho, olhando para um reflexo digital seu, me faz sentir a distância de um jeito insuportável.
Maria suspirou, começando a entender, mas a pontada de rejeição ainda estava lá.
— Eu só queria que você se sentisse desejado, Yoongi. E eu também estou sentindo falta.
Yoongi soltou uma risada curta e sem humor, ajustando-se na cama.
— Acredite em mim, eu nunca me senti tão desejado. E eu nunca desejei tanto alguém. — Ele fez uma pausa, os olhos escurecendo novamente. — Tira o roupão.
Maria franziu a testa, confusa.
— O quê? Você acabou de dizer para eu fechar.
— Eu estou mandando agora — disse ele, o tom de voz mudando para algo mais profundo e autoritário que fez um arrepio percorrer a espinha de Maria. — Tira o roupão novamente. Eu quero ver o que é meu.
Lentamente, Maria deixou a seda cair de novo. Ela observou a expressão de Yoongi mudar; a frustração ainda estava lá, mas havia algo mais — uma entrega à situação.
— Seria bem diferente se eu estivesse naquele quarto com você agora — ele disse, a voz quase um sussurro. — Eu não estaria apenas olhando. Eu começaria beijando a curva do seu pescoço, sentindo o perfume que eu sei que você passou só para me provocar. Minhas mãos estariam em volta da sua cintura, puxando você para perto até que não houvesse mais espaço entre nós.
Maria fechou os olhos, conseguindo quase sentir as mãos grandes e firmes de Yoongi em sua pele.
— E depois? — perguntou ela, a respiração começando a falhar.
— Depois eu tiraria essa peça laranja com os dentes — continuou ele, sua voz sendo o único som no quarto silencioso de Maria. — Eu faria você esquecer que existe um mundo lá fora, que existe Chicago ou Vegas. Eu faria você gritar meu nome até sua voz sumir.
Ele parou por um momento, observando como o peito de Maria subia e descia rapidamente.
— Maria... — ele chamou, fazendo-a abrir os olhos. — Você quer que façamos sexo virtual?
Ela piscou, surpresa com a pergunta direta.
— Sexo virtual?
— É — ele admitiu, parecendo um pouco sem jeito pela primeira vez. — Eu nunca fiz isso. Sempre achei... estranho. Impessoal. Mas olhar para você agora, ver como você está reagindo ao que eu digo... eu não acho que vou conseguir dormir se não fizermos algo a respeito.
Maria sentiu um calor intenso subir pelo corpo. A ideia de Yoongi, o homem que sempre preferia o contato físico e a presença real, sugerindo algo tão moderno e "desesperado" apenas por causa dela, era imensamente lisonjeiro.
— Você nunca fez? — perguntou ela, um sorriso começando a voltar aos lábios.
— Nunca — confessou ele. — Mas para tudo tem uma primeira vez. E se for com você, eu quero tentar. Eu quero que você se toque para mim, enquanto eu te digo exatamente o que eu faria se estivesse aí. E eu vou fazer o mesmo. Quero que você me veja, Maria. Quero que você saiba o efeito que tem sobre mim.
A vulnerabilidade na voz dele mexeu com ela. Não era apenas sobre tesão; era sobre a necessidade de conexão, de quebrar a barreira do vidro e do sinal de internet.
— Tudo bem — consentiu ela, a voz trêmula. — Eu quero.
— Então deite-se — comandou Yoongi, a voz voltando a ser firme. — Coloque o celular onde eu possa ver tudo. Não esconda nada de mim.
Maria obedeceu, o coração martelando contra as costelas. Ela se acomodou na cama, sentindo a textura dos lençóis contra a pele exposta. A luz do abajur criava um brilho dourado sobre a lingerie laranja.
— Isso... — murmurou Yoongi, e Maria viu quando ele levou a mão ao próprio colo, ajustando a calça de moletom que parecia subitamente apertada demais. — Você é a mulher mais linda que eu já vi. Agora, comece devagar. Quero ver suas mãos onde as minhas deveriam estar.
A partir dali, a distância pareceu diminuir. As palavras de Yoongi eram como carícias, descrevendo cada toque, cada sensação. Ele a guiava com uma mistura de ternura e luxúria que só ele possuía. Maria se perdeu no som daquela voz, na imagem dele na tela — os olhos focados nela com uma intensidade devoradora, a respiração dele sincronizando-se com a dela.
Ela viu quando ele finalmente se libertou da roupa, a pele pálida e os movimentos rítmicos capturados pela câmera. Não havia nada de impessoal naquilo. Era cru, era real e era deles.
— Olha para mim, Maria — ele pediu, a voz embargada quando o ápice se aproximava para ambos. — Não fecha os olhos. Quero que você veja o quanto eu te amo e o quanto eu te quero.
Quando o momento finalmente chegou, não foi apenas uma liberação física. Foi uma explosão de emoção que atravessou os quilômetros entre Illinois e Nevada. Maria desabou nos travesseiros, ofegante, enquanto via Yoongi fechar os olhos e jogar a cabeça para trás, a expressão de puro prazer sendo algo que ela guardaria na memória para sempre.
Alguns minutos de silêncio confortável se seguiram, apenas o som de duas respirações voltando ao normal.
— Nada mal para uma primeira vez — disse Maria, finalmente, limpando uma lágrima solitária de satisfação que escorrera pelo canto do olho.
Yoongi soltou uma risada baixa, limpando o suor da testa.
— É. Definitivamente nada mal. Mas me faça um favor?
— O que?
— Quando eu chegar em Chicago daqui a quatro dias... não use essa lingerie laranja.
Maria franziu a testa, decepcionada por um microssegundo.
— Por que não?
— Porque eu não quero ter um ataque cardíaco antes mesmo de fechar a porta do quarto — ele brincou, mas o olhar que ele lhe deu era sério. — Guarde ela para quando eu já tiver te beijado por pelo menos uma hora seguida.
Maria riu, sentindo o coração leve e a saudade, embora ainda presente, agora acompanhada por uma antecipação doce e fervilhante.
— Combinado, Min Yoongi. Quatro dias.
— Quatro dias — repetiu ele. — E Maria?
— Sim?
— Obrigado por me provocar. Você estava certa. Eu precisava disso.
Ela sorriu, mandando um beijo para a câmera antes de desligar. A noite em Chicago não parecia mais tão fria, e o laranja da lingerie ainda brilhava sob a luz do abajur, uma promessa silenciosa de que o reencontro seria muito mais do que apenas virtual.
Maria olhou-se no espelho uma última vez. A lingerie laranja contrastava perfeitamente com sua pele, as rendas delicadas contornando curvas que ela sabia que ele conhecia de cor. Ela vestiu um roupão de seda por cima, apenas para dar o efeito surpresa, e respirou fundo antes de iniciar a chamada.
Quando o rosto de Yoongi apareceu na tela, ele parecia exausto. Os fios escuros de cabelo estavam levemente bagunçados e ele usava uma camiseta preta larga, sentado na beira da cama do hotel. Mas, assim que ele a viu, seus olhos brilharam com aquele reconhecimento imediato que sempre fazia o coração de Maria saltar.
— Oi, meu amor — disse ele, a voz rouca pelo cansaço e pelo uso excessivo durante o dia. — Você parece cansada. Ou é só a luz de Chicago que te deixa tão linda?
Maria sorriu, sentindo um frio na barriga.
— É saudade, Yoongi. Muita saudade.
— Nem me fale — ele suspirou, passando a mão pelo rosto. — Dez dias parecem dez meses. Minha cama parece um deserto sem você.
— É mesmo? — Maria arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso brincando em seus lábios. — Bem, talvez eu possa ajudar você a se lembrar do que está perdendo.
Sem dar tempo para ele responder, Maria posicionou o celular estrategicamente na mesa de cabeceira e se levantou. Lentamente, ela deixou o roupão de seda escorregar pelos ombros, revelando o conjunto laranja vibrante. Ela deu uma volta lenta, deixando que a câmera capturasse cada detalhe da peça provocante e da pele que clamava pelo toque dele.
O silêncio do outro lado da linha foi imediato. Maria voltou a se sentar, aproximando o rosto da câmera para ver a reação dele. Yoongi estava estático. Suas pupilas estavam dilatadas e ele havia umedecido os lábios de forma inconsciente.
— Puta merda, Maria... — ele murmurou, a voz agora carregada de uma tensão evidente. — Você é muito gostosa. O que você está tentando fazer comigo?
Maria riu, sentindo-se vitoriosa.
— Só matando a saudade, Yoongi. Gostou da cor?
— Você sabe que sim — ele respondeu, fechando os olhos por um segundo e soltando um suspiro pesado. — Mas para com isso. Fecha esse roupão. Agora.
O sorriso de Maria vacilou. Ela não esperava aquela reação.
— Por que? Achei que você fosse gostar.
— E eu gosto! — Yoongi exclamou, passando a mão nervosamente pelo cabelo. — Mas eu não quero ficar aqui, a quilômetros de distância, me masturbando olhando para uma tela como se eu fosse um adolescente desesperado. Eu quero você. O toque real, o cheiro, o som de verdade. Isso... isso é tortura.
Maria sentiu um aperto no peito. O entusiasmo que sentia murchou instantaneamente, substituído por uma sensação de inadequação. Ela puxou o roupão de volta, cobrindo-se rapidamente, sentindo as bochechas queimarem de vergonha.
— Ah... entendi — disse ela, a voz baixa, desviando o olhar da câmera. — Desculpa. Eu só queria agradar, sabe? Achei que seria uma forma de estarmos juntos, de um jeito diferente. Me sinto meio boba agora.
Houve um silêncio tenso. Yoongi percebeu imediatamente a mudança no tom de voz dela e o jeito como ela se encolheu no roupão. Ele soltou um palavrão baixo em coreano, claramente frustrado consigo mesmo.
— Ei, olha para mim — pediu ele, a voz suavizando, mas ainda vibrante de desejo. — Maria, olha para a câmera.
Ela obedeceu, embora seus olhos estivessem levemente marejados.
— Eu não quis dizer que você é boba — continuou Yoongi, fixando o olhar nela. — É que dói, entende? Dói querer tanto uma pessoa e não poder esticar o braço e puxá-la para o meu colo. Ver você desse jeito, tão linda e tão provocante, me deixa louco. E a ideia de ter que resolver isso sozinho, olhando para um reflexo digital seu, me faz sentir a distância de um jeito insuportável.
Maria suspirou, começando a entender, mas a pontada de rejeição ainda estava lá.
— Eu só queria que você se sentisse desejado, Yoongi. E eu também estou sentindo falta.
Yoongi soltou uma risada curta e sem humor, ajustando-se na cama.
— Acredite em mim, eu nunca me senti tão desejado. E eu nunca desejei tanto alguém. — Ele fez uma pausa, os olhos escurecendo novamente. — Tira o roupão.
Maria franziu a testa, confusa.
— O quê? Você acabou de dizer para eu fechar.
— Eu estou mandando agora — disse ele, o tom de voz mudando para algo mais profundo e autoritário que fez um arrepio percorrer a espinha de Maria. — Tira o roupão novamente. Eu quero ver o que é meu.
Lentamente, Maria deixou a seda cair de novo. Ela observou a expressão de Yoongi mudar; a frustração ainda estava lá, mas havia algo mais — uma entrega à situação.
— Seria bem diferente se eu estivesse naquele quarto com você agora — ele disse, a voz quase um sussurro. — Eu não estaria apenas olhando. Eu começaria beijando a curva do seu pescoço, sentindo o perfume que eu sei que você passou só para me provocar. Minhas mãos estariam em volta da sua cintura, puxando você para perto até que não houvesse mais espaço entre nós.
Maria fechou os olhos, conseguindo quase sentir as mãos grandes e firmes de Yoongi em sua pele.
— E depois? — perguntou ela, a respiração começando a falhar.
— Depois eu tiraria essa peça laranja com os dentes — continuou ele, sua voz sendo o único som no quarto silencioso de Maria. — Eu faria você esquecer que existe um mundo lá fora, que existe Chicago ou Vegas. Eu faria você gritar meu nome até sua voz sumir.
Ele parou por um momento, observando como o peito de Maria subia e descia rapidamente.
— Maria... — ele chamou, fazendo-a abrir os olhos. — Você quer que façamos sexo virtual?
Ela piscou, surpresa com a pergunta direta.
— Sexo virtual?
— É — ele admitiu, parecendo um pouco sem jeito pela primeira vez. — Eu nunca fiz isso. Sempre achei... estranho. Impessoal. Mas olhar para você agora, ver como você está reagindo ao que eu digo... eu não acho que vou conseguir dormir se não fizermos algo a respeito.
Maria sentiu um calor intenso subir pelo corpo. A ideia de Yoongi, o homem que sempre preferia o contato físico e a presença real, sugerindo algo tão moderno e "desesperado" apenas por causa dela, era imensamente lisonjeiro.
— Você nunca fez? — perguntou ela, um sorriso começando a voltar aos lábios.
— Nunca — confessou ele. — Mas para tudo tem uma primeira vez. E se for com você, eu quero tentar. Eu quero que você se toque para mim, enquanto eu te digo exatamente o que eu faria se estivesse aí. E eu vou fazer o mesmo. Quero que você me veja, Maria. Quero que você saiba o efeito que tem sobre mim.
A vulnerabilidade na voz dele mexeu com ela. Não era apenas sobre tesão; era sobre a necessidade de conexão, de quebrar a barreira do vidro e do sinal de internet.
— Tudo bem — consentiu ela, a voz trêmula. — Eu quero.
— Então deite-se — comandou Yoongi, a voz voltando a ser firme. — Coloque o celular onde eu possa ver tudo. Não esconda nada de mim.
Maria obedeceu, o coração martelando contra as costelas. Ela se acomodou na cama, sentindo a textura dos lençóis contra a pele exposta. A luz do abajur criava um brilho dourado sobre a lingerie laranja.
— Isso... — murmurou Yoongi, e Maria viu quando ele levou a mão ao próprio colo, ajustando a calça de moletom que parecia subitamente apertada demais. — Você é a mulher mais linda que eu já vi. Agora, comece devagar. Quero ver suas mãos onde as minhas deveriam estar.
A partir dali, a distância pareceu diminuir. As palavras de Yoongi eram como carícias, descrevendo cada toque, cada sensação. Ele a guiava com uma mistura de ternura e luxúria que só ele possuía. Maria se perdeu no som daquela voz, na imagem dele na tela — os olhos focados nela com uma intensidade devoradora, a respiração dele sincronizando-se com a dela.
Ela viu quando ele finalmente se libertou da roupa, a pele pálida e os movimentos rítmicos capturados pela câmera. Não havia nada de impessoal naquilo. Era cru, era real e era deles.
— Olha para mim, Maria — ele pediu, a voz embargada quando o ápice se aproximava para ambos. — Não fecha os olhos. Quero que você veja o quanto eu te amo e o quanto eu te quero.
Quando o momento finalmente chegou, não foi apenas uma liberação física. Foi uma explosão de emoção que atravessou os quilômetros entre Illinois e Nevada. Maria desabou nos travesseiros, ofegante, enquanto via Yoongi fechar os olhos e jogar a cabeça para trás, a expressão de puro prazer sendo algo que ela guardaria na memória para sempre.
Alguns minutos de silêncio confortável se seguiram, apenas o som de duas respirações voltando ao normal.
— Nada mal para uma primeira vez — disse Maria, finalmente, limpando uma lágrima solitária de satisfação que escorrera pelo canto do olho.
Yoongi soltou uma risada baixa, limpando o suor da testa.
— É. Definitivamente nada mal. Mas me faça um favor?
— O que?
— Quando eu chegar em Chicago daqui a quatro dias... não use essa lingerie laranja.
Maria franziu a testa, decepcionada por um microssegundo.
— Por que não?
— Porque eu não quero ter um ataque cardíaco antes mesmo de fechar a porta do quarto — ele brincou, mas o olhar que ele lhe deu era sério. — Guarde ela para quando eu já tiver te beijado por pelo menos uma hora seguida.
Maria riu, sentindo o coração leve e a saudade, embora ainda presente, agora acompanhada por uma antecipação doce e fervilhante.
— Combinado, Min Yoongi. Quatro dias.
— Quatro dias — repetiu ele. — E Maria?
— Sim?
— Obrigado por me provocar. Você estava certa. Eu precisava disso.
Ela sorriu, mandando um beijo para a câmera antes de desligar. A noite em Chicago não parecia mais tão fria, e o laranja da lingerie ainda brilhava sob a luz do abajur, uma promessa silenciosa de que o reencontro seria muito mais do que apenas virtual.
