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O futuro
Fandom: Percy Jackson
Criado: 30/05/2026
Tags
FantasiaViagem no TempoDramaAventuraEstudo de PersonagemDivergênciaDor/ConfortoCiúmesCenário CanônicoAçãoUA (Universo Alternativo)Fofura
O Peso do Mundo e o Olhar de um Amigo
A névoa na sala de projeção improvisada no Acampamento Meio-Sangue parecia vibrar com a tensão. Os campistas do primeiro ano, ainda processando a descoberta de seus próprios poderes, olhavam para a tela mágica com uma mistura de pavor e incredulidade. O Percy que eles conheciam era apenas um garoto magricela de doze anos, recém-chegado e confuso. Mas a imagem que se desenrolava diante deles contava uma história impossível.
Na tela, um Percy mais velho, com os ombros curvados sob uma pressão que faria qualquer deus vacilar, segurava o próprio céu. Suas veias saltavam, o suor misturava-se ao sangue, e seus olhos mostravam uma agonia que nenhum mortal deveria suportar.
— Ele está... ele está segurando o peso de Átlas? — sussurrou Annabeth, a voz falhando. Ela olhou de relance para o Percy sentado ao fundo da sala, que parecia querer enfiar a cabeça dentro da própria camiseta de tanto constrangimento.
— Não é possível — murmurou Clarisse, embora seus olhos estivessem fixos na tela, cheios de um respeito relutante. — Ninguém sobrevive a isso.
Ao lado de Percy, Noah, um garoto alto e loiro de olhos cinzas pálidos, observava tudo com um sorriso de canto, embora seus dedos batessem nervosamente no braço da cadeira. Noah era o oposto de Annabeth; enquanto ela era estratégia e rigor, ele era sarcasmo e improviso, uma mente brilhante que preferia esconder sua inteligência atrás de uma piada infame. Ele conhecia Percy desde a infância, muito antes de saberem que o sangue dos deuses corria em suas veias.
A cena mudou bruscamente. Agora, o cenário era o Pavilhão de Jantar, anos à frente no futuro. O clima era de guerra. Conselheiros de todos os chalés discutiam fervorosamente sobre mapas e estratégias.
— Se atacarmos pelo flanco leste, perderemos metade do chalé de Ares — argumentava um campista mais velho.
— Mas se esperarmos, os monstros de Cronos cercarão a colina! — retrucou outro.
No centro da mesa, o Percy do futuro estava com os pés jogados sobre o banco, brincando distraidamente com uma caneta — Contracorrente — e olhando para o teto, como se estivesse tentando contar as estrelas ou decidindo o que queria de sobremesa. Ele claramente não estava prestando atenção em uma única palavra da discussão estratégica.
Annabeth, na tela, bufou de frustração e bateu a mão na mesa, silenciando a todos.
— Já chega! — exclamou ela. — Estamos andando em círculos.
Todos os líderes de chalé, guerreiros experientes e semideuses poderosos, viraram-se simultaneamente para o garoto distraído.
— Percy? — chamou ela.
O Percy da tela piscou, voltando à realidade.
— Ahn? O quê? Acabou a comida?
— Percy, estamos falando sério — disse o conselheiro de Apolo, com uma reverência que chocou os espectadores do presente. — Qual é o plano? A decisão final é sua.
A sala de projeção ficou em silêncio absoluto. Os campistas do primeiro ano trocaram olhares chocados. O "garoto da profecia" que eles mal conheciam era, no futuro, o comandante de todos eles. A confiança que emanava dos veteranos na tela era absoluta; eles não apenas seguiam Percy, eles acreditavam nele como se ele fosse o próprio destino.
— Ah, certo — disse o Percy da tela, levantando-se e guardando a caneta no bolso. — Não vamos pelo leste nem esperamos. Vamos atraí-los para o rio. O resto eu resolvo quando chegarmos lá.
— Entendido — responderam todos em uníssono, sem questionar, sem hesitar.
A projeção escureceu por um momento e, quando a luz voltou, a cena era outra. O ar estava quente, cheirando a enxofre e cinzas. O Monte Santa Helena havia acabado de explodir.
Percy estava caído na areia de uma ilha desconhecida, o corpo coberto de queimaduras e fuligem. Ele parecia exausto, a alma fragmentada pela explosão do vulcão. Foi quando uma figura se aproximou dele. Não era Calipso, nem Annabeth. Era Noah.
O Noah da tela parecia mais velho, os olhos cinzas pálidos carregados de uma preocupação que ele raramente demonstrava. Ele se ajoelhou ao lado de Percy e, sem dizer uma palavra, puxou a cabeça do amigo para o seu colo, limpando a fuligem da testa dele com a manga da camisa.
— Você é um idiota, sabia? — disse o Noah da tela, a voz embargada. — Tentar se explodir junto com um vulcão... Athena vai me matar por ser amigo de alguém tão burro.
Percy tossiu, abrindo os olhos lentamente.
— Noah... você me achou.
— Eu sempre acho você, Cabeça de Algas — respondeu Noah, um sorriso triste brincando em seus lábios. — Alguém tem que garantir que você não destrua o mundo antes da hora.
No presente, Annabeth sentiu uma pontada aguda de ciúme no peito. Ela sempre se considerou a "parceira" de Percy, a mente por trás da força dele. Ver a facilidade com que Noah lidava com Percy, a intimidade silenciosa e a conexão que parecia vir de anos de convivência que ela não compartilhava, a deixava desconfortável.
— Eles parecem... próximos — comentou Grover, mastigando uma lata de alumínio nervosamente.
— Eles são amigos de infância, Grover — retrucou Annabeth, um pouco rápido demais. — É normal.
Na tela, Percy tentava se sentar, mas Noah o impediu, segurando seus ombros com firmeza.
— Fica parado. Você quase virou churrasco de semideus.
— Eu precisava detê-los, Noah. Os telquines... eles iam despertar Tifão.
— Eu sei o que você fez — disse Noah, e por um momento, o sarcasmo desapareceu, dando lugar a uma admiração profunda. — Você salvou todo mundo. De novo. Mas da próxima vez, tenta não morrer no processo. Eu não estou a fim de explicar para a sua mãe por que o filho dela virou fumaça vulcânica.
Percy riu fracamente, fechando os olhos novamente, sentindo-se seguro pela primeira vez em dias.
— Obrigado por vir, Noah.
— Sempre, Percy. Até o fim do mundo, lembra?
A imagem desapareceu, deixando a sala em uma penumbra silenciosa. Todos os olhos se voltaram para o fundo da sala, onde o Percy de doze anos estava sentado ao lado do Noah loiro e sarcástico.
Noah deu de ombros, sentindo o peso dos olhares sobre eles.
— O quê? — perguntou ele, recuperando o tom brincalhão. — Eu sempre disse que ele era um imã de problemas. Só não sabia que envolvia vulcões e segurar o céu. Percy, se você planeja fazer isso mesmo, me avisa antes para eu contratar um seguro de vida.
Percy deu um soco de leve no braço de Noah, o rosto vermelho.
— Cala a boca, Noah.
— É sério! — continuou o filho de Athena, rindo. — "A palavra final é dele"? Vocês estão ferrados se dependerem do cérebro desse aqui para estratégias de longo prazo. Ele mal consegue decidir qual sabor de suco quer no café da manhã.
— Eu decido sim! — protestou Percy. — Azul. Sempre azul.
Annabeth observava a interação, o coração ainda um pouco apertado. Ela percebeu que, embora soubesse muito sobre mitos e monstros, havia uma parte de Percy que pertencia apenas a Noah — o passado, as piadas internas, o conforto de alguém que o conhecia antes de ele ser um herói.
— Então... — começou Clarisse, cruzando os braços e olhando para Percy com uma nova intensidade. — O "garoto novo" vai ser o nosso líder?
Percy engoliu em seco, olhando para as próprias mãos, que ainda não tinham os calos de batalha que vira na tela. Ele se sentia pequeno, incapaz de imaginar como chegaria àquele ponto.
Noah, percebendo o desconforto do amigo, passou o braço pelos ombros de Percy, puxando-o para perto de um jeito protetor que não passou despercebido por ninguém.
— Ele vai ser o que ele quiser — disse Noah, o tom de voz subitamente sério, os olhos cinzas brilhando com uma inteligência afiada que raramente mostrava. — Mas se eu fosse vocês, não apostaria contra ele. Eu o vi vencer valentões o dobro do tamanho dele na escola sem nem usar uma espada. Imagine o que ele vai fazer quando aprender a usar esse palito de dente que ele chama de caneta.
Percy sorriu, sentindo um pouco da tensão deixar seus ombros. Não importava o quão assustador fosse o futuro, ou o peso que ele teria que carregar. Ele sabia que, enquanto Noah estivesse ali para fazer uma piada idiota ou segurar sua mão quando o mundo estivesse desmoronando, ele daria um jeito de sobreviver.
— Vamos sair daqui — sussurrou Noah no ouvido de Percy. — Esse clima de "profecia e destino" está me dando fome. E eu tenho certeza de que vi algumas ninfas escondendo brownies na cozinha.
— Você vai me meter em encrenca no primeiro dia? — perguntou Percy, já se levantando.
— É para isso que servem os melhores amigos, Cabeça de Algas. Para o que der e vier.
Enquanto os dois saíam da sala, deixando para trás um grupo de semideuses atônitos e uma Annabeth pensativa, Percy sentiu que, talvez, o peso do céu não fosse tão pesado assim se ele não tivesse que carregá-lo sozinho.
Na tela, um Percy mais velho, com os ombros curvados sob uma pressão que faria qualquer deus vacilar, segurava o próprio céu. Suas veias saltavam, o suor misturava-se ao sangue, e seus olhos mostravam uma agonia que nenhum mortal deveria suportar.
— Ele está... ele está segurando o peso de Átlas? — sussurrou Annabeth, a voz falhando. Ela olhou de relance para o Percy sentado ao fundo da sala, que parecia querer enfiar a cabeça dentro da própria camiseta de tanto constrangimento.
— Não é possível — murmurou Clarisse, embora seus olhos estivessem fixos na tela, cheios de um respeito relutante. — Ninguém sobrevive a isso.
Ao lado de Percy, Noah, um garoto alto e loiro de olhos cinzas pálidos, observava tudo com um sorriso de canto, embora seus dedos batessem nervosamente no braço da cadeira. Noah era o oposto de Annabeth; enquanto ela era estratégia e rigor, ele era sarcasmo e improviso, uma mente brilhante que preferia esconder sua inteligência atrás de uma piada infame. Ele conhecia Percy desde a infância, muito antes de saberem que o sangue dos deuses corria em suas veias.
A cena mudou bruscamente. Agora, o cenário era o Pavilhão de Jantar, anos à frente no futuro. O clima era de guerra. Conselheiros de todos os chalés discutiam fervorosamente sobre mapas e estratégias.
— Se atacarmos pelo flanco leste, perderemos metade do chalé de Ares — argumentava um campista mais velho.
— Mas se esperarmos, os monstros de Cronos cercarão a colina! — retrucou outro.
No centro da mesa, o Percy do futuro estava com os pés jogados sobre o banco, brincando distraidamente com uma caneta — Contracorrente — e olhando para o teto, como se estivesse tentando contar as estrelas ou decidindo o que queria de sobremesa. Ele claramente não estava prestando atenção em uma única palavra da discussão estratégica.
Annabeth, na tela, bufou de frustração e bateu a mão na mesa, silenciando a todos.
— Já chega! — exclamou ela. — Estamos andando em círculos.
Todos os líderes de chalé, guerreiros experientes e semideuses poderosos, viraram-se simultaneamente para o garoto distraído.
— Percy? — chamou ela.
O Percy da tela piscou, voltando à realidade.
— Ahn? O quê? Acabou a comida?
— Percy, estamos falando sério — disse o conselheiro de Apolo, com uma reverência que chocou os espectadores do presente. — Qual é o plano? A decisão final é sua.
A sala de projeção ficou em silêncio absoluto. Os campistas do primeiro ano trocaram olhares chocados. O "garoto da profecia" que eles mal conheciam era, no futuro, o comandante de todos eles. A confiança que emanava dos veteranos na tela era absoluta; eles não apenas seguiam Percy, eles acreditavam nele como se ele fosse o próprio destino.
— Ah, certo — disse o Percy da tela, levantando-se e guardando a caneta no bolso. — Não vamos pelo leste nem esperamos. Vamos atraí-los para o rio. O resto eu resolvo quando chegarmos lá.
— Entendido — responderam todos em uníssono, sem questionar, sem hesitar.
A projeção escureceu por um momento e, quando a luz voltou, a cena era outra. O ar estava quente, cheirando a enxofre e cinzas. O Monte Santa Helena havia acabado de explodir.
Percy estava caído na areia de uma ilha desconhecida, o corpo coberto de queimaduras e fuligem. Ele parecia exausto, a alma fragmentada pela explosão do vulcão. Foi quando uma figura se aproximou dele. Não era Calipso, nem Annabeth. Era Noah.
O Noah da tela parecia mais velho, os olhos cinzas pálidos carregados de uma preocupação que ele raramente demonstrava. Ele se ajoelhou ao lado de Percy e, sem dizer uma palavra, puxou a cabeça do amigo para o seu colo, limpando a fuligem da testa dele com a manga da camisa.
— Você é um idiota, sabia? — disse o Noah da tela, a voz embargada. — Tentar se explodir junto com um vulcão... Athena vai me matar por ser amigo de alguém tão burro.
Percy tossiu, abrindo os olhos lentamente.
— Noah... você me achou.
— Eu sempre acho você, Cabeça de Algas — respondeu Noah, um sorriso triste brincando em seus lábios. — Alguém tem que garantir que você não destrua o mundo antes da hora.
No presente, Annabeth sentiu uma pontada aguda de ciúme no peito. Ela sempre se considerou a "parceira" de Percy, a mente por trás da força dele. Ver a facilidade com que Noah lidava com Percy, a intimidade silenciosa e a conexão que parecia vir de anos de convivência que ela não compartilhava, a deixava desconfortável.
— Eles parecem... próximos — comentou Grover, mastigando uma lata de alumínio nervosamente.
— Eles são amigos de infância, Grover — retrucou Annabeth, um pouco rápido demais. — É normal.
Na tela, Percy tentava se sentar, mas Noah o impediu, segurando seus ombros com firmeza.
— Fica parado. Você quase virou churrasco de semideus.
— Eu precisava detê-los, Noah. Os telquines... eles iam despertar Tifão.
— Eu sei o que você fez — disse Noah, e por um momento, o sarcasmo desapareceu, dando lugar a uma admiração profunda. — Você salvou todo mundo. De novo. Mas da próxima vez, tenta não morrer no processo. Eu não estou a fim de explicar para a sua mãe por que o filho dela virou fumaça vulcânica.
Percy riu fracamente, fechando os olhos novamente, sentindo-se seguro pela primeira vez em dias.
— Obrigado por vir, Noah.
— Sempre, Percy. Até o fim do mundo, lembra?
A imagem desapareceu, deixando a sala em uma penumbra silenciosa. Todos os olhos se voltaram para o fundo da sala, onde o Percy de doze anos estava sentado ao lado do Noah loiro e sarcástico.
Noah deu de ombros, sentindo o peso dos olhares sobre eles.
— O quê? — perguntou ele, recuperando o tom brincalhão. — Eu sempre disse que ele era um imã de problemas. Só não sabia que envolvia vulcões e segurar o céu. Percy, se você planeja fazer isso mesmo, me avisa antes para eu contratar um seguro de vida.
Percy deu um soco de leve no braço de Noah, o rosto vermelho.
— Cala a boca, Noah.
— É sério! — continuou o filho de Athena, rindo. — "A palavra final é dele"? Vocês estão ferrados se dependerem do cérebro desse aqui para estratégias de longo prazo. Ele mal consegue decidir qual sabor de suco quer no café da manhã.
— Eu decido sim! — protestou Percy. — Azul. Sempre azul.
Annabeth observava a interação, o coração ainda um pouco apertado. Ela percebeu que, embora soubesse muito sobre mitos e monstros, havia uma parte de Percy que pertencia apenas a Noah — o passado, as piadas internas, o conforto de alguém que o conhecia antes de ele ser um herói.
— Então... — começou Clarisse, cruzando os braços e olhando para Percy com uma nova intensidade. — O "garoto novo" vai ser o nosso líder?
Percy engoliu em seco, olhando para as próprias mãos, que ainda não tinham os calos de batalha que vira na tela. Ele se sentia pequeno, incapaz de imaginar como chegaria àquele ponto.
Noah, percebendo o desconforto do amigo, passou o braço pelos ombros de Percy, puxando-o para perto de um jeito protetor que não passou despercebido por ninguém.
— Ele vai ser o que ele quiser — disse Noah, o tom de voz subitamente sério, os olhos cinzas brilhando com uma inteligência afiada que raramente mostrava. — Mas se eu fosse vocês, não apostaria contra ele. Eu o vi vencer valentões o dobro do tamanho dele na escola sem nem usar uma espada. Imagine o que ele vai fazer quando aprender a usar esse palito de dente que ele chama de caneta.
Percy sorriu, sentindo um pouco da tensão deixar seus ombros. Não importava o quão assustador fosse o futuro, ou o peso que ele teria que carregar. Ele sabia que, enquanto Noah estivesse ali para fazer uma piada idiota ou segurar sua mão quando o mundo estivesse desmoronando, ele daria um jeito de sobreviver.
— Vamos sair daqui — sussurrou Noah no ouvido de Percy. — Esse clima de "profecia e destino" está me dando fome. E eu tenho certeza de que vi algumas ninfas escondendo brownies na cozinha.
— Você vai me meter em encrenca no primeiro dia? — perguntou Percy, já se levantando.
— É para isso que servem os melhores amigos, Cabeça de Algas. Para o que der e vier.
Enquanto os dois saíam da sala, deixando para trás um grupo de semideuses atônitos e uma Annabeth pensativa, Percy sentiu que, talvez, o peso do céu não fosse tão pesado assim se ele não tivesse que carregá-lo sozinho.
