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omega e alfa

Fandom: Bts

Criado: 30/05/2026

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RomanceOmegaversoDor/ConfortoAlmas GêmeasHistória DomésticaLinguagem Explícita
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O Instinto do Predador e o Doce Aroma da Entrega

O ar no corredor do elegante complexo de apartamentos parecia ter se tornado subitamente denso, carregado de uma eletricidade estática que fazia os pelos da nuca de Jungkook se arrepiarem. Ele parou diante da porta de S/N, as chaves ainda na mão, mas seus sentidos de alfa já haviam captado o sinal antes mesmo de seu cérebro processar a situação.

O cheiro era inebriante. Uma mistura de baunilha doce com um toque floral que, naquele momento, estava intensificado ao extremo, exalando uma nota metálica e quente que só significava uma coisa: o cio.

Jungkook sentiu seu lobo interior despertar com um rosnado baixo e possessivo. Ele tentou respirar fundo para manter o controle, mas o aroma parecia invadir seus pulmões e se instalar diretamente em sua corrente sanguínea. Ele sabia que S/N estava sozinha e, pelo silêncio abafado que vinha de dentro do apartamento, ela estava tentando se esconder do mundo.

Ele bateu suavemente na porta, sua voz saindo mais rouca do que o pretendido.

— S/N? Sou eu, o Jungkook. Eu senti... eu senti o seu cheiro do corredor. Você está bem?

Houve um silêncio prolongado, interrompido apenas pelo som de algo caindo e um suspiro trêmulo. Passos hesitantes se aproximaram da porta, mas ela não se abriu.

— Jungkook, por favor... — a voz dela soou pequena, embargada pela necessidade e pela vergonha. — Vá embora. Eu não quero que você me veja assim. É... é o meu período. Eu não tomei os supressores a tempo.

Jungkook encostou a testa na madeira fria da porta, fechando os olhos enquanto tentava domar a batida acelerada de seu coração.

— Eu não vou a lugar nenhum sabendo que você está sofrendo aí dentro — disse ele, a autoridade de alfa vazando por suas palavras, embora o tom fosse gentil. — Abra a porta, S/N. Deixe-me ajudar.

— Você é um alfa, Jungkook! — ela exclamou, e ele pôde ouvir o desespero em sua voz. — Se você entrar aqui, nós dois sabemos o que vai acontecer. Eu estou com tanta vergonha... eu não consigo nem pensar direito.

— Não tenha vergonha de algo que é natural — ele respondeu, sua mão girando a maçaneta que, para sua surpresa, estava destrancada. — E eu não sou qualquer alfa. Sou eu. Você confia em mim?

Ao empurrar a porta, o impacto do cheiro foi como uma onda de calor física. O apartamento estava na penumbra, as cortinas fechadas para bloquear a luz do dia. S/N estava encolhida no sofá, enrolada em um cobertor grosso, mas seus olhos brilhavam na escuridão, as pupilas dilatadas pela febre do cio.

Jungkook deu um passo para dentro e fechou a porta atrás de si, trancando-a. O som do trinco ecoou no silêncio, selando o destino dos dois naquela tarde.

— Jungkook... — ela murmurou, a voz falhando enquanto ela se encolhia mais. — Por favor, não olhe para mim. Eu devo estar um desastre.

Ele atravessou a sala com passos predatórios, porém lentos, como se não quisesse assustá-la. Ao chegar perto do sofá, ele se ajoelhou no tapete, ficando na altura dos olhos dela. S/N estava suada, o cabelo grudado na testa e as bochechas coradas por uma febre que nenhum remédio comum poderia curar.

— Você está linda — ele sussurrou, estendendo a mão para afastar uma mecha de cabelo do rosto dela. — E o seu cheiro... é a coisa mais maravilhosa que já senti em toda a minha vida.

S/N soltou um gemido baixo, a proximidade do alfa fazendo seu corpo reagir instintivamente. O cheiro de Jungkook — algo que lembrava madeira de sândalo e tempestade — estava agindo como um bálsamo e, ao mesmo tempo, como um combustível para o fogo que queimava em seu ventre.

— Dói — ela admitiu, as lágrimas começando a brotar nos cantos dos olhos. — Meu corpo parece que vai entrar em combustão.

— Eu sei, meu bem. Eu sei — Jungkook subiu no sofá, puxando-a para o seu colo, cobertor e tudo. — Eu estou aqui agora.

S/N escondeu o rosto no pescoço dele, inspirando profundamente o aroma de alfa que emanava de sua glândula de cheiro. O contato físico fez com que ela estremecesse violentamente.

— Jungkook, se você não parar agora... eu não vou conseguir me segurar — ela avisou, as mãos agarrando a camiseta dele com força.

— Quem disse que eu quero que você se segure? — ele perguntou, sua voz vibrando contra a pele dela. — Eu quero você, S/N. Quero cuidar de você, quero marcar você como minha, se você me permitir.

Ela levantou o rosto, encontrando o olhar intenso e escuro de Jungkook. Não havia mais espaço para a vergonha, apenas para o desejo mútuo que vinha sendo alimentado por meses de tensão não resolvida entre os dois.

— Por favor — ela implorou, a voz mal passando de um sussurro. — Eu preciso de você.

Jungkook não precisou de outro convite. Ele selou os lábios nos dela em um beijo urgente e profundo. Não era um beijo delicado; era uma reivindicação. Suas línguas se entrelaçaram em uma dança frenética, e o gosto doce da ômega misturado à ferocidade do alfa criou uma sinfonia de sensações.

Ele a deitou suavemente no sofá, livrando-a do cobertor desnecessário. Suas mãos, grandes e quentes, começaram a explorar as curvas do corpo dela por cima da roupa leve que ela usava. Cada toque deixava um rastro de fogo.

— Você tem certeza? — Jungkook perguntou, parando por um breve segundo para olhar nos olhos dela, buscando qualquer sinal de hesitação.

— Nunca tive tanta certeza de nada — S/N respondeu, puxando-o para mais perto pela gola da camisa. — Jungkook, me faça sua.

Com um movimento ágil, ele se livrou da própria camiseta, revelando o peito largo e os músculos definidos que S/N tantas vezes imaginara tocar. Quando as peles se encontraram, um choque percorreu ambos. Jungkook desceu os beijos pelo pescoço dela, parando exatamente sobre a veia pulsação, onde a marca de união um dia ficaria.

— Você é tão perfeita — ele rosnou, os dentes roçando levemente a pele sensível dali, fazendo-a arquear as costas em prazer puro.

As roupas foram descartadas com uma urgência que beirava o caos. No calor daquele apartamento, o tempo parecia ter parado. Jungkook explorava cada centímetro do corpo de S/N com uma reverência quase religiosa, mas com a fome de um lobo que finalmente encontrou sua companheira.

— Jungkook, agora... por favor — ela pediu, as pernas se enroscando na cintura dele, trazendo-o para o centro de sua necessidade.

Ele se posicionou, os olhos fixos nos dela, compartilhando aquele momento de conexão absoluta. Quando ele finalmente se uniu a ela, ambos soltaram um suspiro uníssono, uma mistura de alívio e êxtase.

— Você é minha — ele afirmou, começando a se mover em um ritmo que alternava entre a possessividade bruta e a ternura profunda. — Minha ômega.

— E você é meu... meu alfa — ela respondeu, as unhas cravando-se nos ombros dele enquanto se perdia nas sensações que ele proporcionava.

O cio transformava tudo em algo mais intenso. Cada toque era multiplicado, cada suspiro era um grito na alma de ambos. Jungkook guiava S/N através das ondas de prazer, garantindo que ela sentisse cada grama de seu afeto e desejo. Ele não estava apenas satisfazendo uma necessidade biológica; ele estava entregando seu coração.

O ápice veio como uma explosão de cores atrás das pálpebras fechadas. S/N gritou o nome dele, sentindo o nó de Jungkook se formar, prendendo-os naquela união sagrada por longos e maravilhosos minutos. Eles desabaram um nos braços do outro, a respiração pesada e os corações batendo no mesmo ritmo frenético.

Algum tempo depois, o silêncio retornou ao apartamento, mas era um silêncio diferente. Não era mais carregado de agonia ou vergonha, mas de paz e pertencimento. Jungkook a mantinha apertada contra o peito, beijando o topo de sua cabeça enquanto o cheiro de ambos se misturava em uma fragrância única e harmoniosa.

— Ainda está com vergonha? — ele perguntou em voz baixa, um sorriso brincalhão surgindo nos lábios.

S/N escondeu o rosto no peito dele, sentindo o calor de sua pele.

— Um pouco — ela admitiu, dando um tapinha leve no braço dele. — Mas eu me sinto... completa. Obrigada por vir.

— Eu sempre virei — ele prometeu, apertando o abraço. — Não importa onde você esteja ou o que esteja sentindo. Eu sou seu, S/N. Para sempre.

Ela sorriu, finalmente fechando os olhos e deixando que o sono do pós-cio a envolvesse, sabendo que, nos braços de seu alfa, ela estava exatamente onde deveria estar.
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