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Fandom: bts
Criado: 30/05/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)HumorOmegaversoCrimeCrack / Humor ParódicoLinguagem ExplícitaAbuso de Álcool
Ratio, Divônico e um Alfa com Delay
A luz neon roxa da boate Elysium cortava a fumaça de cereja que pairava no ar, criando uma atmosfera que oscilava entre o luxo absoluto e a perdição. No centro da pista VIP, Park Jimin não apenas dançava; ele performava. Cada movimento de seus quadris era calculado para os flashes mentais de seus milhões de seguidores, embora, naquela noite, ele tivesse prometido "ficar off".
— Gente, o brilho da gata! — Jimin gritou, ajustando a alça da sua regata de seda que insistia em cair pelo ombro. — Eu tô muito no meu momento *main character*, sério. Se alguém me filmar agora, é hit no Reels na certa.
Ao seu lado, Kim Seokjin, com uma taça de champanhe que custava o PIB de um pequeno país, revirou os olhos enquanto retocava o gloss.
— Amiga, para de ser emocionada — Jin disparou, rindo. — A gente veio pra cá pra descer até o chão e esquecer que o Twitter tá tentando me cancelar porque eu disse que pizza com abacaxi é *red flag*.
— O Jin é muito *boomer*, meu Deus — Yoongi resmungou, encostado no balcão do bar, embora seus olhos acompanhassem cada movimento da pista com a agilidade de um predador preguiçoso. — Jimin, foca aqui. A gente precisa de um drink que não seja *flop*. Moço! — Ele estalou os dedos para o barman. — Traz aquela bebida que brilha, faz o favor. Quero estética.
O trio, conhecido no submundo da internet e nos círculos sociais mais exclusivos de Seul como "O Manicômio", era a definição do caos. Onde eles chegavam, o engajamento subia e a sanidade descia.
Enquanto isso, no andar de cima, protegido por um vidro fumê que permitia ver tudo sem ser visto, Jeon Jungkook observava. O Alfa Lúpus, líder da organização que controlava metade das rotas comerciais da Ásia e inspirava terror apenas com a menção de seu nome, estava estático.
Seus dedos longos rodeavam o cristal de um copo de uísque puro. Ele não gostava de barulho. Não gostava de multidões. Mas precisava supervisionar a inauguração da nova ala da Elysium.
— Quem é aquele? — a voz de Jungkook saiu como um trovão baixo, cortando a música abafada do camarote.
Namjoon, seu braço direito e a única pessoa que tinha paciência para explicar o mundo moderno para o chefe, aproximou-se do vidro.
— Aquele é Park Jimin, senhor. É um modelo. Um... influenciador, eu acho que é o termo.
Jungkook franziu o cenho, as sobrancelhas grossas se juntando em confusão.
— Influenciador? Ele influencia o quê? O mercado de ações? A política externa?
Namjoon soltou um riso curto.
— Não exatamente. Ele posta fotos, faz vídeos dançando e as pessoas o seguem. Ele tem cerca de duzentos e cinquenta milhões de seguidores somando as redes.
Jungkook piscou, processando a informação.
— Isso é mais do que a população de vários países. Ele é um espião? Uma arma de propaganda?
— Não, senhor. Ele é apenas... bonito. E engraçado, dizem.
Jungkook não ouviu o resto. Seus olhos lúpus estavam cravados na silhueta de Jimin. O cheiro do ômega, mesmo filtrado pelo sistema de ventilação, chegava até ele como uma mistura inebriante de pêssego maduro e algo elétrico, como chuva em dia de sol. Ele era pequeno, mas sua presença preenchia o ambiente de uma forma que Jungkook nunca vira.
— Eu quero falar com ele — Jungkook sentenciou, levantando-se.
— Senhor, ele está com amigos e... — Namjoon tentou alertar, mas Jungkook já estava caminhando em direção à escada privativa.
Lá embaixo, o Manicômio estava em meio a uma discussão acalorada.
— Eu tô falando, Yoongi! — Jimin exclamava, gesticulando dramaticamente. — O look dele era muito *cringe*. Parecia que ele saiu de um editorial de 2012. Totalmente *out*.
— Eu achei *camp* — rebateu Yoongi, bebendo seu drink azul. — Você que é muito *pick me* às vezes, Jimin.
— *Pick me*? Eu? — Jimin colocou a mão no peito, ofendido. — Eu sou a própria estética *old money* com um toque de *vibe* caótica. Eu sou o momento, aceita.
Foi nesse instante que o ar ao redor deles pareceu pesar. A música ainda tocava, mas a pressão de um feromônio dominante fez os ômegas ao redor vacilarem. Jimin sentiu um arrepio subir por sua espinha, mas não de medo. Era uma curiosidade magnética.
Ele se virou e deu de cara com uma parede de músculos vestida em um terno preto sob medida, sem gravata, com os primeiros botões da camisa abertos revelando tatuagens que subiam pelo pescoço.
Jungkook era a personificação do perigo. E Jimin, bem, Jimin era a personificação do "não tenho senso de preservação".
— Você — Jungkook disse, a voz vibrando no peito de Jimin. — Venha comigo para um lugar mais reservado.
Jimin piscou os olhos grandes, analisando o homem de cima a baixo. O silêncio se instalou no grupo. Jin e Yoongi trocaram olhares de "lá vem merda".
— Gente, o *glow up* desse homem é natural ou é harmonização? — Jimin sussurrou para os amigos, mas alto o suficiente para Jungkook ouvir. — Ele é muito *it boy* de máfia, né?
Jungkook franziu a testa.
— O quê? Eu não sou um "it boy". Eu sou Jeon Jungkook.
Jimin deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal do Alfa, o que fez os seguranças de Jungkook, ao fundo, entrarem em estado de alerta.
— Olha, o nome é babadeiro — Jimin sorriu, os olhos virando dois risquinhos. — Mas assim, você chegou com uma energia meio *red flag*, né querido? Chegar mandando? É o patriarcado purinho. O que você quer? Um *biscoito* ou o meu @?
Jungkook sentiu um curto-circuito mental. Ele entendia as palavras individualmente, mas juntas, elas pareciam grego arcaico.
— Biscoito? Eu não tenho comida aqui. E o que é um arroba? — Jungkook perguntou, genuinamente confuso.
Jin soltou uma gargalhada escandalosa atrás de Jimin.
— Meu Deus, ele é *low profile* total! Jimin, ele não sabe o que é um @! Ele é um fóssil!
— Um fóssil muito gostoso, vamos combinar — Yoongi comentou, observando a cena com tédio divertido. — Ele tem cara de quem ainda usa SMS.
Jungkook estava perdendo a paciência, mas o cheiro de Jimin o desarmava completamente.
— Eu não entendo metade do que vocês estão dizendo — o Alfa rosnou baixinho, dando um passo para mais perto de Jimin, cercando-o. — Mas eu entendo que você é o ômega mais hipnotizante que já entrou nesta boate. E eu quero saber quem você é, sem essas palavras inventadas.
Jimin sentiu o rosto esquentar. O Alfa era direto. Sem joguinhos. Isso era... *vintage*.
— Tá bom, senhor "Eu sou o dono da porra toda" — Jimin riu, passando a mão pelo braço tatuado de Jungkook, sentindo a firmeza do músculo. — Eu sou o Jimin. E eu não uso palavras inventadas, você que tá com o *delay* de uma década. Você tem Kakaotalk, pelo menos? Ou a gente vai se comunicar por sinal de fumaça?
— Eu tenho Kakaotalk para negócios — Jungkook respondeu, rígido.
— Ai, que *boring*. Negócios — Jimin fez um biquinho. — Me dá seu celular.
Jungkook, num impulso que faria qualquer um de seus inimigos cair da cadeira de surpresa, tirou o aparelho do bolso e entregou ao ômega. Jimin franziu o nariz ao ver o fundo de tela padrão e a falta de aplicativos.
— Meu Deus, essa interface é o apocalipse — Jimin murmurou, digitando rapidamente. — Pronto. Te mandei um "oi" e o link do meu último vídeo. Se você não der *like*, eu vou considerar que você é um *hater*.
Jungkook pegou o telefone de volta, olhando para a tela como se fosse um artefato alienígena.
— "Like"? "Hater"? — Ele olhou para Namjoon, que apenas deu de ombros, segurando o riso.
— Significa que se você não gostar do que ele faz, você é um inimigo — Namjoon traduziu do "Jiminês" para o "Máfia".
Jungkook voltou seu olhar para Jimin. O ômega estava agora com as mãos na cintura, com uma expressão de quem sabia exatamente o poder que tinha.
— Entendi — Jungkook disse, guardando o celular. — Eu não sou seu inimigo, Jimin. Longe disso.
— Veremos — Jimin piscou para ele. — Agora, se me der licença, eu e o meu bonde vamos voltar pra pista porque a música tá *babado* e eu preciso servir *close*. Se quiser, pode assistir de camarote. Literalmente.
Jimin virou as costas, puxando Jin e Yoongi consigo, deixando para trás um rastro de perfume e uma confusão mental sem precedentes no Alfa lúpus.
Jungkook voltou para o seu posto no andar de cima, mas não tocou mais no seu uísque. Ele abriu o Kakaotalk. Havia uma mensagem de um número não salvo com um emoji de gatinho com óculos escuros.
Abaixo, um link. Ele clicou.
Era um vídeo de Jimin dançando em frente a um espelho, usando roupas que mostravam mais do que escondiam, com uma música acelerada de fundo. O vídeo tinha milhões de "corações".
— Namjoon — Jungkook chamou, sem tirar os olhos da tela.
— Sim, senhor?
— O que eu tenho que fazer para ter "engajamento" com ele?
Namjoon tossiu, tentando manter a compostura.
— Acho que o senhor começou bem, senhor. Mas talvez precise aprender o que é "mimar o fandom" antes de tentar conquistar o líder deles.
Jungkook suspirou, sentindo que gerir uma máfia internacional era muito mais fácil do que entender o vocabulário de Park Jimin.
— Ele disse que eu era "divônico" antes de sair? — Jungkook perguntou, tentando lembrar das palavras.
— Não, senhor. Ele disse que o senhor tinha "delay".
— E isso é bom?
— Significa que o senhor é lento, senhor.
Jungkook apertou o celular na mão, um sorriso de lado surgindo em seus lábios.
— Lento? Ele não perde por esperar. Eu posso não entender de internet, mas eu entendo de caça. E esse ômega... ele acabou de entrar na minha mira.
Lá embaixo, Jimin sentiu um calafrio e sorriu para o nada.
— O que foi, doido? — Yoongi perguntou.
— Nada — Jimin respondeu, fazendo uma pose para uma selfie com os amigos. — Só acho que o meu próximo *vlog* vai ter um convidado muito, muito *premium*. O *hype* vai ser real, amigas!
O Manicômio gritou em aprovação, enquanto o Alfa no topo da escada começava a pesquisar no Google: "O que significa Ratio?".
A noite na Elysium estava apenas começando, e o choque cultural entre o submundo do crime e o mundo dos algoritmos prometia ser o maior evento da temporada.
— Gente, o brilho da gata! — Jimin gritou, ajustando a alça da sua regata de seda que insistia em cair pelo ombro. — Eu tô muito no meu momento *main character*, sério. Se alguém me filmar agora, é hit no Reels na certa.
Ao seu lado, Kim Seokjin, com uma taça de champanhe que custava o PIB de um pequeno país, revirou os olhos enquanto retocava o gloss.
— Amiga, para de ser emocionada — Jin disparou, rindo. — A gente veio pra cá pra descer até o chão e esquecer que o Twitter tá tentando me cancelar porque eu disse que pizza com abacaxi é *red flag*.
— O Jin é muito *boomer*, meu Deus — Yoongi resmungou, encostado no balcão do bar, embora seus olhos acompanhassem cada movimento da pista com a agilidade de um predador preguiçoso. — Jimin, foca aqui. A gente precisa de um drink que não seja *flop*. Moço! — Ele estalou os dedos para o barman. — Traz aquela bebida que brilha, faz o favor. Quero estética.
O trio, conhecido no submundo da internet e nos círculos sociais mais exclusivos de Seul como "O Manicômio", era a definição do caos. Onde eles chegavam, o engajamento subia e a sanidade descia.
Enquanto isso, no andar de cima, protegido por um vidro fumê que permitia ver tudo sem ser visto, Jeon Jungkook observava. O Alfa Lúpus, líder da organização que controlava metade das rotas comerciais da Ásia e inspirava terror apenas com a menção de seu nome, estava estático.
Seus dedos longos rodeavam o cristal de um copo de uísque puro. Ele não gostava de barulho. Não gostava de multidões. Mas precisava supervisionar a inauguração da nova ala da Elysium.
— Quem é aquele? — a voz de Jungkook saiu como um trovão baixo, cortando a música abafada do camarote.
Namjoon, seu braço direito e a única pessoa que tinha paciência para explicar o mundo moderno para o chefe, aproximou-se do vidro.
— Aquele é Park Jimin, senhor. É um modelo. Um... influenciador, eu acho que é o termo.
Jungkook franziu o cenho, as sobrancelhas grossas se juntando em confusão.
— Influenciador? Ele influencia o quê? O mercado de ações? A política externa?
Namjoon soltou um riso curto.
— Não exatamente. Ele posta fotos, faz vídeos dançando e as pessoas o seguem. Ele tem cerca de duzentos e cinquenta milhões de seguidores somando as redes.
Jungkook piscou, processando a informação.
— Isso é mais do que a população de vários países. Ele é um espião? Uma arma de propaganda?
— Não, senhor. Ele é apenas... bonito. E engraçado, dizem.
Jungkook não ouviu o resto. Seus olhos lúpus estavam cravados na silhueta de Jimin. O cheiro do ômega, mesmo filtrado pelo sistema de ventilação, chegava até ele como uma mistura inebriante de pêssego maduro e algo elétrico, como chuva em dia de sol. Ele era pequeno, mas sua presença preenchia o ambiente de uma forma que Jungkook nunca vira.
— Eu quero falar com ele — Jungkook sentenciou, levantando-se.
— Senhor, ele está com amigos e... — Namjoon tentou alertar, mas Jungkook já estava caminhando em direção à escada privativa.
Lá embaixo, o Manicômio estava em meio a uma discussão acalorada.
— Eu tô falando, Yoongi! — Jimin exclamava, gesticulando dramaticamente. — O look dele era muito *cringe*. Parecia que ele saiu de um editorial de 2012. Totalmente *out*.
— Eu achei *camp* — rebateu Yoongi, bebendo seu drink azul. — Você que é muito *pick me* às vezes, Jimin.
— *Pick me*? Eu? — Jimin colocou a mão no peito, ofendido. — Eu sou a própria estética *old money* com um toque de *vibe* caótica. Eu sou o momento, aceita.
Foi nesse instante que o ar ao redor deles pareceu pesar. A música ainda tocava, mas a pressão de um feromônio dominante fez os ômegas ao redor vacilarem. Jimin sentiu um arrepio subir por sua espinha, mas não de medo. Era uma curiosidade magnética.
Ele se virou e deu de cara com uma parede de músculos vestida em um terno preto sob medida, sem gravata, com os primeiros botões da camisa abertos revelando tatuagens que subiam pelo pescoço.
Jungkook era a personificação do perigo. E Jimin, bem, Jimin era a personificação do "não tenho senso de preservação".
— Você — Jungkook disse, a voz vibrando no peito de Jimin. — Venha comigo para um lugar mais reservado.
Jimin piscou os olhos grandes, analisando o homem de cima a baixo. O silêncio se instalou no grupo. Jin e Yoongi trocaram olhares de "lá vem merda".
— Gente, o *glow up* desse homem é natural ou é harmonização? — Jimin sussurrou para os amigos, mas alto o suficiente para Jungkook ouvir. — Ele é muito *it boy* de máfia, né?
Jungkook franziu a testa.
— O quê? Eu não sou um "it boy". Eu sou Jeon Jungkook.
Jimin deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal do Alfa, o que fez os seguranças de Jungkook, ao fundo, entrarem em estado de alerta.
— Olha, o nome é babadeiro — Jimin sorriu, os olhos virando dois risquinhos. — Mas assim, você chegou com uma energia meio *red flag*, né querido? Chegar mandando? É o patriarcado purinho. O que você quer? Um *biscoito* ou o meu @?
Jungkook sentiu um curto-circuito mental. Ele entendia as palavras individualmente, mas juntas, elas pareciam grego arcaico.
— Biscoito? Eu não tenho comida aqui. E o que é um arroba? — Jungkook perguntou, genuinamente confuso.
Jin soltou uma gargalhada escandalosa atrás de Jimin.
— Meu Deus, ele é *low profile* total! Jimin, ele não sabe o que é um @! Ele é um fóssil!
— Um fóssil muito gostoso, vamos combinar — Yoongi comentou, observando a cena com tédio divertido. — Ele tem cara de quem ainda usa SMS.
Jungkook estava perdendo a paciência, mas o cheiro de Jimin o desarmava completamente.
— Eu não entendo metade do que vocês estão dizendo — o Alfa rosnou baixinho, dando um passo para mais perto de Jimin, cercando-o. — Mas eu entendo que você é o ômega mais hipnotizante que já entrou nesta boate. E eu quero saber quem você é, sem essas palavras inventadas.
Jimin sentiu o rosto esquentar. O Alfa era direto. Sem joguinhos. Isso era... *vintage*.
— Tá bom, senhor "Eu sou o dono da porra toda" — Jimin riu, passando a mão pelo braço tatuado de Jungkook, sentindo a firmeza do músculo. — Eu sou o Jimin. E eu não uso palavras inventadas, você que tá com o *delay* de uma década. Você tem Kakaotalk, pelo menos? Ou a gente vai se comunicar por sinal de fumaça?
— Eu tenho Kakaotalk para negócios — Jungkook respondeu, rígido.
— Ai, que *boring*. Negócios — Jimin fez um biquinho. — Me dá seu celular.
Jungkook, num impulso que faria qualquer um de seus inimigos cair da cadeira de surpresa, tirou o aparelho do bolso e entregou ao ômega. Jimin franziu o nariz ao ver o fundo de tela padrão e a falta de aplicativos.
— Meu Deus, essa interface é o apocalipse — Jimin murmurou, digitando rapidamente. — Pronto. Te mandei um "oi" e o link do meu último vídeo. Se você não der *like*, eu vou considerar que você é um *hater*.
Jungkook pegou o telefone de volta, olhando para a tela como se fosse um artefato alienígena.
— "Like"? "Hater"? — Ele olhou para Namjoon, que apenas deu de ombros, segurando o riso.
— Significa que se você não gostar do que ele faz, você é um inimigo — Namjoon traduziu do "Jiminês" para o "Máfia".
Jungkook voltou seu olhar para Jimin. O ômega estava agora com as mãos na cintura, com uma expressão de quem sabia exatamente o poder que tinha.
— Entendi — Jungkook disse, guardando o celular. — Eu não sou seu inimigo, Jimin. Longe disso.
— Veremos — Jimin piscou para ele. — Agora, se me der licença, eu e o meu bonde vamos voltar pra pista porque a música tá *babado* e eu preciso servir *close*. Se quiser, pode assistir de camarote. Literalmente.
Jimin virou as costas, puxando Jin e Yoongi consigo, deixando para trás um rastro de perfume e uma confusão mental sem precedentes no Alfa lúpus.
Jungkook voltou para o seu posto no andar de cima, mas não tocou mais no seu uísque. Ele abriu o Kakaotalk. Havia uma mensagem de um número não salvo com um emoji de gatinho com óculos escuros.
Abaixo, um link. Ele clicou.
Era um vídeo de Jimin dançando em frente a um espelho, usando roupas que mostravam mais do que escondiam, com uma música acelerada de fundo. O vídeo tinha milhões de "corações".
— Namjoon — Jungkook chamou, sem tirar os olhos da tela.
— Sim, senhor?
— O que eu tenho que fazer para ter "engajamento" com ele?
Namjoon tossiu, tentando manter a compostura.
— Acho que o senhor começou bem, senhor. Mas talvez precise aprender o que é "mimar o fandom" antes de tentar conquistar o líder deles.
Jungkook suspirou, sentindo que gerir uma máfia internacional era muito mais fácil do que entender o vocabulário de Park Jimin.
— Ele disse que eu era "divônico" antes de sair? — Jungkook perguntou, tentando lembrar das palavras.
— Não, senhor. Ele disse que o senhor tinha "delay".
— E isso é bom?
— Significa que o senhor é lento, senhor.
Jungkook apertou o celular na mão, um sorriso de lado surgindo em seus lábios.
— Lento? Ele não perde por esperar. Eu posso não entender de internet, mas eu entendo de caça. E esse ômega... ele acabou de entrar na minha mira.
Lá embaixo, Jimin sentiu um calafrio e sorriu para o nada.
— O que foi, doido? — Yoongi perguntou.
— Nada — Jimin respondeu, fazendo uma pose para uma selfie com os amigos. — Só acho que o meu próximo *vlog* vai ter um convidado muito, muito *premium*. O *hype* vai ser real, amigas!
O Manicômio gritou em aprovação, enquanto o Alfa no topo da escada começava a pesquisar no Google: "O que significa Ratio?".
A noite na Elysium estava apenas começando, e o choque cultural entre o submundo do crime e o mundo dos algoritmos prometia ser o maior evento da temporada.
