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Dois nomes, Um destino

Fandom: Meu próprio fanfic

Criado: 30/05/2026

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RomanceDramaFatias de VidaCiúmesCenário CanônicoRomance
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O Jogo de Poder no Pátio Central

O som estridente do sinal indicando o início do intervalo ainda ecoava pelos corredores de azulejos claros da escola, mas para mim, o mundo já havia se reduzido a um único ponto focal: Marcos. Estávamos parados perto da mureta da quadra poliesportiva, onde o cheiro de pipoca da cantina se misturava ao calor típico do meio-dia. Ele ria de alguma bobagem que eu tinha dito, e aquele som, grave e relaxado, era como música para os meus ouvidos.

Eu mantinha um sorriso leve, mas meus olhos não estavam apenas nele. Por cima do ombro de Marcos, eu tinha a visão perfeita do "território inimigo". Do outro lado da quadra, sentadas nos degraus de cimento da arquibancada, estavam Ana Luísa e seu séquito de sombras. Eu podia sentir o peso do olhar dela atravessando o espaço aberto, uma mistura de fúria contida e uma inveja que ela mal conseguia disfarçar.

Ana Luísa sempre achou que o mundo girava em torno de suas vontades, e Marcos era o troféu que ela acreditava que lhe pertencia por direito. Ver a gente ali, tão próximos, estava destruindo a fachada de "garota superior" que ela tentava manter. Seus amigos cochichavam, apontando discretamente em nossa direção, enquanto ela apertava uma garrafa de água com tanta força que o plástico estalava.

— Você está me ouvindo, Sophia? — perguntou Marcos, inclinando a cabeça levemente para o lado, com um brilho divertido no olhar. — Parece que você está em outro planeta.

Voltei minha atenção totalmente para ele, deixando um sorriso mais ousado curvar meus lábios.

— Desculpe, Marcos — respondi, aproximando-me um passo, diminuindo qualquer espaço pessoal que ainda restasse entre nós. — Eu só estava pensando em como o dia está bonito hoje.

— O dia? — Ele arqueou uma sobrancelha, claramente percebendo a mudança na minha energia. — Achei que você odiasse o calor dessa quadra.

— Algumas coisas fazem o calor valer a pena — eu disse, baixando o tom de voz para algo quase confidencial.

Pelo canto do olho, vi Ana Luísa se levantar. Ela parecia prestes a explodir. Era o momento perfeito. A plateia estava pronta, o cenário estava montado e o protagonista estava bem na minha frente, completamente alheio ao drama que se desenrolava na arquibancada, mas totalmente entregue ao magnetismo que eu estava exercendo.

Eu não queria apenas um selinho. Eu queria marcar território. Queria que cada pessoa naquela escola, especialmente aquela garota, entendesse que Marcos não era um prêmio em disputa. Ele já tinha dona.

Com um movimento lento e deliberado, estendi a mão e segurei a manga da camisa de uniforme dele. O tecido de algodão se franziu entre meus dedos enquanto eu o puxava para mais perto. Marcos soltou um suspiro curto, surpreso, mas não recuou. Pelo contrário, suas mãos encontraram naturalmente a minha cintura, firmando o contato.

— Sophia? — ele murmurou, o nome saindo como um sussurro rouco.

Eu não respondi com palavras. Inclinei meu rosto, sentindo o calor da pele dele, e selei nossos lábios.

O beijo começou como uma provocação, mas rapidamente se transformou em algo profundo e avassalador. Quando minhas mãos abandonaram sua manga para se enroscarem em sua nuca, eu senti Marcos ceder completamente. Abri meus lábios contra os dele, convidando-o, e ele aceitou o convite sem hesitar.

Nossas línguas se encontraram em uma dança coreografada pelo desejo e pela urgência. Era um beijo úmido, detalhado, onde cada movimento parecia explorar um novo território. O gosto dele era algo entre hortelã e a adrenalina do momento. Eu sentia a ponta da língua dele traçar o contorno da minha, um toque suave que logo se tornou mais firme, mais exigente. Era um beito de língua profundo, daqueles que fazem os joelhos fraquejarem e o resto do barulho da escola desaparecer.

Eu podia sentir o ritmo da respiração dele falhar, o peito dele subindo e descendo contra o meu. Minhas unhas arranharam levemente a base do seu cabelo, puxando-o para que ele não pudesse se afastar, mesmo que quisesse. O beijo era lento, exploratório, mas carregado de uma intensidade que eu sabia que estava sendo transmitida para quem quer que estivesse assistindo.

Marcos soltou um som baixo, quase um gemido abafado contra minha boca, e apertou minha cintura, colando nossos corpos. Naquele momento, eu me permiti esquecer de Ana Luísa por alguns segundos, entregando-me à sensação eletrizante de estar nos braços dele. O calor da quadra agora parecia vir de dentro de nós.

Quando finalmente nos separamos, apenas o suficiente para buscar ar, nossos lábios ainda estavam vermelhos e úmidos. Marcos parecia tonto, os olhos levemente nublados enquanto olhava para mim como se estivesse me vendo pela primeira vez.

— Uau — ele conseguiu dizer, a voz falhando. — Isso foi... inesperado.

— Foi? — perguntei, com um sorriso vitorioso, ainda mantendo meus braços ao redor do pescoço dele.

Virei o rosto levemente, o suficiente para ver a reação do outro lado da quadra. Ana Luísa estava estática. O rosto dela estava pálido, e ela parecia ter esquecido como respirar. Seus amigos haviam parado de cochichar; agora, apenas olhavam de boca aberta. Ela deu meia-volta bruscamente e saiu pisando fundo em direção aos vestiários, seguida pelo seu grupo de seguidores.

A vitória era doce, mas o beijo tinha sido ainda melhor.

— Você está rindo de quê? — Marcos perguntou, recuperando o fôlego e sorrindo de volta, sem entender nada da guerra silenciosa que eu acabara de vencer.

— De nada, Marcos — respondi, puxando-o para outro beijo, desta vez mais calmo, mas não menos possessivo. — Só estou feliz por estarmos aqui.

— Eu também — ele disse, antes de esconder o rosto na curva do meu pescoço. — Eu também.

O sinal tocou novamente, anunciando o fim do intervalo, mas eu não tinha pressa. O recado tinha sido dado. A escola inteira agora sabia, e Ana Luísa teria que encontrar outro hobby que não envolvesse o meu namorado. Enquanto caminhávamos de mãos dadas para a sala de aula, eu sentia o peso do olhar de cada aluno sobre nós, e nunca me senti tão poderosa.

— A gente se vê na saída? — Marcos perguntou quando chegamos à porta da sala dele.

— Com certeza — eu disse, dando-lhe um último selinho demorado. — Não vá a lugar nenhum sem mim.

— Nem se eu quisesse — ele riu, entrando na sala.

Caminhei em direção à minha própria aula com um passo leve. Eu sabia que as fofocas correriam soltas pelos próximos dias, e que Ana Luísa provavelmente tentaria algum tipo de retaliação infantil. Mas, honestamente? Deixem que falem. Enquanto eu tivesse o Marcos e aquele beijo guardado na memória, ninguém poderia tirar o meu brilho.

Ao entrar na sala, vi algumas amigas acenando freneticamente para mim, os olhos brilhando de curiosidade. Elas tinham visto tudo. Sentei-me no meu lugar habitual, abri o caderno e peguei a caneta, mas minha mente ainda estava na quadra, no toque da língua de Marcos e no sabor daquela vitória absoluta.

A tarde seria longa, mas eu tinha um sorriso que não sairia do rosto tão cedo.
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