
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Título
Fandom: BTS
Criado: 30/05/2026
Tags
OmegaversoUA (Universo Alternativo)CrimeHumorDramaMistérioSuspenseFatias de Vida
Filtros, Fofocas e o "Cringe" Alheio
A luz do anel de LED era a única coisa que Park Jimin via ao acordar, ou pelo menos era o que parecia. Na verdade, era o flash do celular de Kim Seokjin, que já estava posicionado acima do seu rosto às sete da manhã.
— Acorda, estrela! O engajamento não espera quem dorme até tarde — Jin exclamou, ajustando o ângulo para captar o "rosto matinal perfeito" de Jimin.
Jimin resmungou, puxando o edredom de seda até o nariz.
— Jin, pelo amor de Deus, eu ainda estou no modo 1% — resmungou Jimin, a voz rouca pelo sono. — Minha skin care de ontem à noite custou o preço de um rim, me deixa aproveitar o brilho dela em paz.
— Deixa de ser e-girl dramática, Jimin — interveio Min Yoongi, entrando no quarto com uma caneca de café preto que parecia ser a única coisa mantendo-o em pé. — O Twitter está em colapso porque você não posta nada há doze horas. Estão achando que você foi cancelado ou que morreu.
Jimin sentou-se num salto, os fios loiros bagunçados de um jeito que, para qualquer outra pessoa, seria um desastre, mas para o ômega lúpus mais seguido do país, era apenas "estética messy".
— Morri? — Jimin pegou o iPhone da mesa de cabeceira com uma agilidade assustadora. — Gente, que mico. O fandom é muito emocionado, eu amo. Vou fazer um story agora.
Ele posicionou o celular, inclinou a cabeça em um ângulo de quarenta e cinco graus e fez um biquinho sutil.
— Bom dia, bebês! — disse ele para a câmera, a voz subitamente doce e animada. — Sobrevivi à noite, tá? Estava só fazendo um detox digital de sono de beleza. O pai tá on e o brilho é natural, sem filtro! Beijos de luz.
Assim que clicou em "enviar", ele jogou o celular de volta na cama e voltou à expressão de tédio.
— Pronto. A paz mundial foi restaurada. Agora, cadê meu café com leite de aveia e essência de baunilha? Se não tiver, eu vou surtar, é sério. É sobre isso e não tá tudo bem.
Jin revirou os olhos, sentando-se na ponta da cama de Jimin.
— Já pedi no serviço de quarto. Aliás, você viu que a Vogue postou aquele seu ensaio de joias? O Namjoon me mandou mensagem dizendo que os servidores quase caíram.
— O Namjoon? — Yoongi arqueou uma sobrancelha, dando um gole no café. — O braço direito do "chefe das sombras"? Por que ele está preocupado com servidores de revista de moda?
— Porque a Máfia Noctis tem dedos em tudo, Yoongi, inclusive na tecnologia que hospeda metade desses sites — explicou Jin, conferindo as próprias unhas perfeitamente lixadas. — E porque o Namjoon é o único naquela organização que sabe o que é um meme. O chefe dele, aquele Jeon Jungkook, provavelmente ainda usa sinal de fumaça.
Jimin soltou uma risada anasalada, levantando-se para ir ao banheiro.
— O Jeon Jungkook é muito "off", né? — comentou Jimin enquanto escovava os dentes, falando alto para ser ouvido. — Ele é tipo, o auge do low profile. Um alfa lúpus daquele tamanho, com aquelas tatuagens, e não tem nem um perfil verificado para a gente dar um stalkeada básica? Que mico. Totalmente cringe.
— Ele é um mafioso, Jimin — lembrou Yoongi, sentando-se na poltrona de veludo. — Ele não quer que as pessoas saibam o que ele come no almoço. Ele quer que as pessoas tenham medo de ser o almoço dele.
— Ai, que exagero — Jimin saiu do banheiro, já passando um sérum caro no rosto. — Todo mundo tem rede social hoje em dia. Até o Jungwon, o irmão dele, vive postando foto com o segurança novo, o tal do Jisung. Aquele ali é um fofo, inclusive. Acho que eles têm um "vibe" de enemies to lovers, eu sinto o cheiro do plot de longe.
— Você passa tempo demais lendo fanfic de você mesmo, Park Jimin — Jin riu, jogando um travesseiro no amigo. — Mas falando em vibe, como estão as coisas com os seus dois alfas, Yoongi?
Yoongi quase engasgou com o café. Suas bochechas ficaram levemente rosadas, algo raro para o ômega normalmente indiferente.
— Não são "meus" alfas. Hoseok e Taehyung são... eles mesmos.
— Ah, para! — Jimin saltou na cama, os olhos brilhando de fofoca. — O Hoseok é o executor da Noctis e o Taehyung é o consiglieri. Eles são tipo, a elite da máfia. E eles tratam você como se você fosse uma joia de cristal. Eu vi o Hoseok te buscando no estúdio ontem. O carro dele tinha mais segurança que o palácio presidencial.
— Eles são intensos — admitiu Yoongi em voz baixa. — O Taehyung é todo romântico, manda flores e mensagens literárias. Já o Hoseok... bem, ele prefere demonstrar proteção. Ele quase quebrou o braço de um fotógrafo que tentou chegar perto demais de mim na saída.
— Icônico — declarou Jimin. — Meta de relacionamento. Se não for para o meu alfa ameaçar a linhagem sanguínea de quem me irrita, eu nem quero.
— O problema é que você não quer um alfa, Jimin — Jin pontuou, levantando-se para começar a escolher a roupa que o amigo usaria no evento da tarde. — Você quer um acessório que combine com o seu feed do Instagram.
— Mentira! — Jimin fez um bico ofendido. — Eu quero um amor de cinema. Alguém que me entenda, que me proteja e que, de preferência, não peça para eu explicar o que significa "gaslight, gatekeep, girlboss".
O trio riu, dividindo aquele único neurônio que parecia funcionar em perfeita sincronia quando estavam juntos. A rotina de Jimin era uma mistura caótica de superficialidade digital e lealdade profunda. Por trás dos milhões de seguidores e das gírias de internet, havia um ômega lúpus que valorizava aqueles dois amigos mais do que qualquer contrato de publicidade.
Enquanto Jin separava um conjunto de seda azul-bebê e Yoongi discutia os detalhes de uma nova produção musical, o celular de Jimin vibrou com uma notificação diferente. Não era um comentário, nem uma curtida. Era uma mensagem privada de uma conta sem foto de perfil, cujo nome de usuário era apenas um ponto final.
"Você deveria ter mais cuidado com o que posta. Nem todo mundo que te observa quer apenas te dar um like."
Jimin franziu o cenho, sentindo um calafrio estranho percorrer sua espinha.
— Gente... — ele começou, mostrando o celular para os amigos. — Recebi uma DM estranha. Olha esse flopado tentando me dar medo.
Jin pegou o aparelho, a expressão mudando de divertida para séria em segundos. Yoongi se aproximou, lendo por cima do ombro dele.
— Isso não parece um hater comum, Jimin — disse Yoongi, o instinto de ômega ficando alerta. — A linguagem é muito direta.
— Deve ser só algum obcecado — Jimin tentou desconversar, embora seu coração estivesse um pouco mais acelerado. — O preço da fama, né? O hit vem com o hate.
— Vou mandar isso para o Namjoon — decidiu Jin, já pegando o próprio celular. — Se alguém pode rastrear de onde veio essa gracinha, é o pessoal da Noctis.
— Ah, não! — Jimin protestou. — O Namjoon vai contar para o Jungkook. Imagina o mico? O grande chefe da máfia sabendo que eu estou sendo ameaçado por um perfil fake no Instagram? Eu vou ficar com fama de protegido, que uó.
— Antes protegido do que em um porta-malas, Jimin — Yoongi retrucou, o tom de voz não aceitando discussões. — Você é a pessoa mais exposta do país. Se alguém da Noctis puder ficar de olho, você vai deixar.
Jimin suspirou, jogando-se de volta nos travesseiros.
— Tá bom, tá bom. Mas avisem ao Namjoon que se o Jungkook for vir atrás de mim, é bom ele vir bem vestido, porque eu não vou ser sequestrado por alguém que usa sapato de bico fino e terno mal cortado. A estética é tudo.
Jin riu, balançando a cabeça.
— Você não tem jeito, Park Jimin.
— Eu sou uma obra de arte, Jin. O mundo só está tentando me emoldurar.
A manhã seguiu com a agitação de sempre. Maquiadores e cabeleireiros chegaram ao apartamento de luxo de Jimin, transformando o ambiente em um camarim de alta classe. Enquanto pincéis deslizavam por sua pele e sprays de cabelo enchiam o ar, Jimin continuava checando o celular.
Ele postou uma foto dos pés, mostrando as pantufas de grife, com a legenda: "O drama de hoje é escolher qual bolsa usar. Forças, guerreiro".
Em algum lugar do outro lado da cidade, em um escritório escuro, revestido de madeira nobre e silêncio, um par de olhos escuros observava a postagem. Jeon Jungkook não tinha redes sociais, mas tinha telas. E em uma delas, a vida colorida e barulhenta de Park Jimin brilhava em contraste com o seu mundo de sombras.
— Ele é irritante — murmurou Jungkook, a voz profunda vibrando no peito.
— Ele é o maior influenciador do país, senhor — Namjoon disse, parado à porta com um tablet em mãos. — E ele acabou de receber uma ameaça séria. O Jin me enviou os prints.
Jungkook desviou o olhar da tela para o seu braço direito. O rosto do alfa lúpus era uma máscara de indiferença, mas o leve tremor em sua mandíbula dizia o contrário.
— O clã rival está tentando nos atingir através do que é público — continuou Namjoon. — Jimin é amigo íntimo do Yoongi, que agora está sob a proteção de Hoseok e Taehyung. Eles sabem que atingir o Jimin é atingir o nosso círculo interno.
Jungkook levantou-se, ajustando as abotoaduras de prata em seus punhos. Ele não usava sapatos de bico fino, como Jimin temia, mas sim botas de couro italiano feitas sob medida que faziam um som pesado contra o chão.
— Mande o Hoseok dobrar a segurança em volta do prédio do Jimin — ordenou Jungkook. — E diga ao Taehyung para investigar esse perfil.
— E quanto ao senhor? — Namjoon perguntou com um meio sorriso.
Jungkook caminhou até a janela, observando a cidade de Seul abaixo de seus pés.
— Eu vou ver de perto o que esse ômega tem de tão especial para o mundo inteiro não conseguir parar de olhar para ele. Mas não diga nada. Não quero que ele faça um "story" sobre a minha chegada.
Namjoon riu baixo, fazendo uma reverência.
— Como desejar, senhor.
Enquanto isso, no apartamento, Jimin terminava de se olhar no espelho. Ele estava impecável.
— Gente, eu estou muito "puro luxo" — disse ele, fazendo uma pose para o espelho. — Se eu fosse um post, eu me daria um save.
— Vamos logo, Jimin — apressou Yoongi. — O evento começa em trinta minutos e o trânsito está um caos.
— Calma, Yoongi! — Jimin pegou sua bolsa de edição limitada. — O evento só começa de verdade quando eu chego. Até lá, é só um bando de gente rica bebendo espumante ruim.
Ele saiu do quarto com a confiança de quem sabia que o mundo girava ao seu redor. Mal sabia ele que o seu mundo estava prestes a colidir com um eclipse chamado Jeon Jungkook, e que nenhuma gíria de internet ou filtro de beleza o prepararia para a intensidade de um alfa lúpus que não vivia para curtidas, mas para o poder.
Ao entrar no elevador, Jimin checou o celular uma última vez.
— Mil curtidas em dois minutos — ele sorriu, satisfeito. — O engajamento tá babado. Nada pode estragar o meu dia.
As portas do elevador se fecharam, refletindo a imagem do ômega perfeito. Do lado de fora, a cidade de Seul escondia perigos que os filtros não podiam suavizar, e a Máfia Noctis estava prestes a se tornar a realidade mais palpável da vida de Park Jimin.
— Acorda, estrela! O engajamento não espera quem dorme até tarde — Jin exclamou, ajustando o ângulo para captar o "rosto matinal perfeito" de Jimin.
Jimin resmungou, puxando o edredom de seda até o nariz.
— Jin, pelo amor de Deus, eu ainda estou no modo 1% — resmungou Jimin, a voz rouca pelo sono. — Minha skin care de ontem à noite custou o preço de um rim, me deixa aproveitar o brilho dela em paz.
— Deixa de ser e-girl dramática, Jimin — interveio Min Yoongi, entrando no quarto com uma caneca de café preto que parecia ser a única coisa mantendo-o em pé. — O Twitter está em colapso porque você não posta nada há doze horas. Estão achando que você foi cancelado ou que morreu.
Jimin sentou-se num salto, os fios loiros bagunçados de um jeito que, para qualquer outra pessoa, seria um desastre, mas para o ômega lúpus mais seguido do país, era apenas "estética messy".
— Morri? — Jimin pegou o iPhone da mesa de cabeceira com uma agilidade assustadora. — Gente, que mico. O fandom é muito emocionado, eu amo. Vou fazer um story agora.
Ele posicionou o celular, inclinou a cabeça em um ângulo de quarenta e cinco graus e fez um biquinho sutil.
— Bom dia, bebês! — disse ele para a câmera, a voz subitamente doce e animada. — Sobrevivi à noite, tá? Estava só fazendo um detox digital de sono de beleza. O pai tá on e o brilho é natural, sem filtro! Beijos de luz.
Assim que clicou em "enviar", ele jogou o celular de volta na cama e voltou à expressão de tédio.
— Pronto. A paz mundial foi restaurada. Agora, cadê meu café com leite de aveia e essência de baunilha? Se não tiver, eu vou surtar, é sério. É sobre isso e não tá tudo bem.
Jin revirou os olhos, sentando-se na ponta da cama de Jimin.
— Já pedi no serviço de quarto. Aliás, você viu que a Vogue postou aquele seu ensaio de joias? O Namjoon me mandou mensagem dizendo que os servidores quase caíram.
— O Namjoon? — Yoongi arqueou uma sobrancelha, dando um gole no café. — O braço direito do "chefe das sombras"? Por que ele está preocupado com servidores de revista de moda?
— Porque a Máfia Noctis tem dedos em tudo, Yoongi, inclusive na tecnologia que hospeda metade desses sites — explicou Jin, conferindo as próprias unhas perfeitamente lixadas. — E porque o Namjoon é o único naquela organização que sabe o que é um meme. O chefe dele, aquele Jeon Jungkook, provavelmente ainda usa sinal de fumaça.
Jimin soltou uma risada anasalada, levantando-se para ir ao banheiro.
— O Jeon Jungkook é muito "off", né? — comentou Jimin enquanto escovava os dentes, falando alto para ser ouvido. — Ele é tipo, o auge do low profile. Um alfa lúpus daquele tamanho, com aquelas tatuagens, e não tem nem um perfil verificado para a gente dar um stalkeada básica? Que mico. Totalmente cringe.
— Ele é um mafioso, Jimin — lembrou Yoongi, sentando-se na poltrona de veludo. — Ele não quer que as pessoas saibam o que ele come no almoço. Ele quer que as pessoas tenham medo de ser o almoço dele.
— Ai, que exagero — Jimin saiu do banheiro, já passando um sérum caro no rosto. — Todo mundo tem rede social hoje em dia. Até o Jungwon, o irmão dele, vive postando foto com o segurança novo, o tal do Jisung. Aquele ali é um fofo, inclusive. Acho que eles têm um "vibe" de enemies to lovers, eu sinto o cheiro do plot de longe.
— Você passa tempo demais lendo fanfic de você mesmo, Park Jimin — Jin riu, jogando um travesseiro no amigo. — Mas falando em vibe, como estão as coisas com os seus dois alfas, Yoongi?
Yoongi quase engasgou com o café. Suas bochechas ficaram levemente rosadas, algo raro para o ômega normalmente indiferente.
— Não são "meus" alfas. Hoseok e Taehyung são... eles mesmos.
— Ah, para! — Jimin saltou na cama, os olhos brilhando de fofoca. — O Hoseok é o executor da Noctis e o Taehyung é o consiglieri. Eles são tipo, a elite da máfia. E eles tratam você como se você fosse uma joia de cristal. Eu vi o Hoseok te buscando no estúdio ontem. O carro dele tinha mais segurança que o palácio presidencial.
— Eles são intensos — admitiu Yoongi em voz baixa. — O Taehyung é todo romântico, manda flores e mensagens literárias. Já o Hoseok... bem, ele prefere demonstrar proteção. Ele quase quebrou o braço de um fotógrafo que tentou chegar perto demais de mim na saída.
— Icônico — declarou Jimin. — Meta de relacionamento. Se não for para o meu alfa ameaçar a linhagem sanguínea de quem me irrita, eu nem quero.
— O problema é que você não quer um alfa, Jimin — Jin pontuou, levantando-se para começar a escolher a roupa que o amigo usaria no evento da tarde. — Você quer um acessório que combine com o seu feed do Instagram.
— Mentira! — Jimin fez um bico ofendido. — Eu quero um amor de cinema. Alguém que me entenda, que me proteja e que, de preferência, não peça para eu explicar o que significa "gaslight, gatekeep, girlboss".
O trio riu, dividindo aquele único neurônio que parecia funcionar em perfeita sincronia quando estavam juntos. A rotina de Jimin era uma mistura caótica de superficialidade digital e lealdade profunda. Por trás dos milhões de seguidores e das gírias de internet, havia um ômega lúpus que valorizava aqueles dois amigos mais do que qualquer contrato de publicidade.
Enquanto Jin separava um conjunto de seda azul-bebê e Yoongi discutia os detalhes de uma nova produção musical, o celular de Jimin vibrou com uma notificação diferente. Não era um comentário, nem uma curtida. Era uma mensagem privada de uma conta sem foto de perfil, cujo nome de usuário era apenas um ponto final.
"Você deveria ter mais cuidado com o que posta. Nem todo mundo que te observa quer apenas te dar um like."
Jimin franziu o cenho, sentindo um calafrio estranho percorrer sua espinha.
— Gente... — ele começou, mostrando o celular para os amigos. — Recebi uma DM estranha. Olha esse flopado tentando me dar medo.
Jin pegou o aparelho, a expressão mudando de divertida para séria em segundos. Yoongi se aproximou, lendo por cima do ombro dele.
— Isso não parece um hater comum, Jimin — disse Yoongi, o instinto de ômega ficando alerta. — A linguagem é muito direta.
— Deve ser só algum obcecado — Jimin tentou desconversar, embora seu coração estivesse um pouco mais acelerado. — O preço da fama, né? O hit vem com o hate.
— Vou mandar isso para o Namjoon — decidiu Jin, já pegando o próprio celular. — Se alguém pode rastrear de onde veio essa gracinha, é o pessoal da Noctis.
— Ah, não! — Jimin protestou. — O Namjoon vai contar para o Jungkook. Imagina o mico? O grande chefe da máfia sabendo que eu estou sendo ameaçado por um perfil fake no Instagram? Eu vou ficar com fama de protegido, que uó.
— Antes protegido do que em um porta-malas, Jimin — Yoongi retrucou, o tom de voz não aceitando discussões. — Você é a pessoa mais exposta do país. Se alguém da Noctis puder ficar de olho, você vai deixar.
Jimin suspirou, jogando-se de volta nos travesseiros.
— Tá bom, tá bom. Mas avisem ao Namjoon que se o Jungkook for vir atrás de mim, é bom ele vir bem vestido, porque eu não vou ser sequestrado por alguém que usa sapato de bico fino e terno mal cortado. A estética é tudo.
Jin riu, balançando a cabeça.
— Você não tem jeito, Park Jimin.
— Eu sou uma obra de arte, Jin. O mundo só está tentando me emoldurar.
A manhã seguiu com a agitação de sempre. Maquiadores e cabeleireiros chegaram ao apartamento de luxo de Jimin, transformando o ambiente em um camarim de alta classe. Enquanto pincéis deslizavam por sua pele e sprays de cabelo enchiam o ar, Jimin continuava checando o celular.
Ele postou uma foto dos pés, mostrando as pantufas de grife, com a legenda: "O drama de hoje é escolher qual bolsa usar. Forças, guerreiro".
Em algum lugar do outro lado da cidade, em um escritório escuro, revestido de madeira nobre e silêncio, um par de olhos escuros observava a postagem. Jeon Jungkook não tinha redes sociais, mas tinha telas. E em uma delas, a vida colorida e barulhenta de Park Jimin brilhava em contraste com o seu mundo de sombras.
— Ele é irritante — murmurou Jungkook, a voz profunda vibrando no peito.
— Ele é o maior influenciador do país, senhor — Namjoon disse, parado à porta com um tablet em mãos. — E ele acabou de receber uma ameaça séria. O Jin me enviou os prints.
Jungkook desviou o olhar da tela para o seu braço direito. O rosto do alfa lúpus era uma máscara de indiferença, mas o leve tremor em sua mandíbula dizia o contrário.
— O clã rival está tentando nos atingir através do que é público — continuou Namjoon. — Jimin é amigo íntimo do Yoongi, que agora está sob a proteção de Hoseok e Taehyung. Eles sabem que atingir o Jimin é atingir o nosso círculo interno.
Jungkook levantou-se, ajustando as abotoaduras de prata em seus punhos. Ele não usava sapatos de bico fino, como Jimin temia, mas sim botas de couro italiano feitas sob medida que faziam um som pesado contra o chão.
— Mande o Hoseok dobrar a segurança em volta do prédio do Jimin — ordenou Jungkook. — E diga ao Taehyung para investigar esse perfil.
— E quanto ao senhor? — Namjoon perguntou com um meio sorriso.
Jungkook caminhou até a janela, observando a cidade de Seul abaixo de seus pés.
— Eu vou ver de perto o que esse ômega tem de tão especial para o mundo inteiro não conseguir parar de olhar para ele. Mas não diga nada. Não quero que ele faça um "story" sobre a minha chegada.
Namjoon riu baixo, fazendo uma reverência.
— Como desejar, senhor.
Enquanto isso, no apartamento, Jimin terminava de se olhar no espelho. Ele estava impecável.
— Gente, eu estou muito "puro luxo" — disse ele, fazendo uma pose para o espelho. — Se eu fosse um post, eu me daria um save.
— Vamos logo, Jimin — apressou Yoongi. — O evento começa em trinta minutos e o trânsito está um caos.
— Calma, Yoongi! — Jimin pegou sua bolsa de edição limitada. — O evento só começa de verdade quando eu chego. Até lá, é só um bando de gente rica bebendo espumante ruim.
Ele saiu do quarto com a confiança de quem sabia que o mundo girava ao seu redor. Mal sabia ele que o seu mundo estava prestes a colidir com um eclipse chamado Jeon Jungkook, e que nenhuma gíria de internet ou filtro de beleza o prepararia para a intensidade de um alfa lúpus que não vivia para curtidas, mas para o poder.
Ao entrar no elevador, Jimin checou o celular uma última vez.
— Mil curtidas em dois minutos — ele sorriu, satisfeito. — O engajamento tá babado. Nada pode estragar o meu dia.
As portas do elevador se fecharam, refletindo a imagem do ômega perfeito. Do lado de fora, a cidade de Seul escondia perigos que os filtros não podiam suavizar, e a Máfia Noctis estava prestes a se tornar a realidade mais palpável da vida de Park Jimin.
