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Fandom: bts
Criado: 30/05/2026
Tags
RomanceOmegaversoCrimeHumorUA (Universo Alternativo)AçãoDramaDor/ConfortoCrack / Humor ParódicoSuspenseCiúmesLinguagem ExplícitaHistória DomésticaEstudo de PersonagemFatias de Vida
Flashbacks, Flashes e um "Daddy" no Kakaotalk
O som estridente do iPhone ecoava pela suíte master de Park Jimin como se fosse um alarme de incêndio. O ômega lúpus gemeu, enterrando o rosto nos travesseiros de seda egípcia, tentando ignorar a décima ligação perdida de Kim Sora, sua empresária.
— Pelo amor de Deus, Sora, o sol nem nasceu direito e você já quer meu outfit do dia? — resmungou Jimin, a voz rouca de sono, enquanto tateava a mesa de cabeceira.
Ao desbloquear a tela, a luz azul quase o cegou. 124 milhões de seguidores no TikTok, centenas de notificações do Instagram, e 47 mensagens não lidas no grupo "Manicômio". Mas o que realmente importava eram as mensagens de Sora no Kakaotalk: *“PARK JIMIN, VOCÊ TEM 30 MINUTOS PARA ESTAR NO ESTÚDIO. A CAMPANHA DA CALVIN KLEIN NÃO VAI SE FOTOGRAFAR SOZINHA!”*
— Ai, que diva estressada — murmurou ele, jogando as cobertas para o lado.
Jimin se levantou com a graça que só um ômega lúpus de elite possuía. Em vinte minutos, ele estava pronto: uma calça de couro justa, uma camisa de seda branca entreaberta e o cabelo loiro perfeitamente bagunçado no estilo *bedhead*. Antes de sair, ele não resistiu e abriu o grupo com seus dois melhores amigos.
**[Manicômio]**
**Jimin:** Gays, a Sora tá querendo meu couro. O esgotamento mental da gata. Vou ali servir face e já volto para fofocar.
**Jin:** Acordou agora, Cinderela? Eu já estou no restaurante desde às 7h resolvendo B.O. de fornecedor. Inclusive, hoje à noite não aceito "não" como resposta. Vamos para a Elysium.
**Yoongi:** Se o Jin for, eu vou. Meus machos estão cobrando minha presença lá. Jimin, para de ser cronicamente online e vai trabalhar pra sustentar seu vício em skincare de luxo.
**Jimin:** O murro no Yoon que acorda de mau humor kkkkkk. O divo tá precisando de um carinho dos alfas dele. Enfim, estarei lá. Vou levar meu brilho e minha skin de "sou o momento". Beijos de luz, amadas.
***
O dia no estúdio foi um borrão de flashes, trocas de roupa e o cheiro forte de spray de cabelo. Jimin era um profissional impecável; diante das câmeras, ele se transformava. Cada ângulo era calculado, cada olhar era magnético. Ele não era apenas um modelo; ele era o padrão.
Enquanto isso, no centro de Seul, em um prédio comercial que servia de fachada para a Máfia Noctis, a atmosfera era o oposto do brilho de Jimin.
Jeon Jungkook observava os monitores de segurança com uma expressão gélida. O alfa lúpus vestia um terno sob medida, preto como sua alma, e girava um anel de sinete no dedo anelar.
— Os carregamentos da fronteira norte foram interceptados por Kang Hyugseok de novo? — A voz de Jungkook era um trovão baixo, fazendo os subordinados na sala estremecerem.
— Sim, senhor Jeon — respondeu Namjoon, entrando na sala com a calma habitual. — Hyugseok está ficando ousado. Ele acha que o território é terra de ninguém.
— Ele vai aprender que a Noctis não perdoa — Jungkook disse, fechando o punho. — Onde está Taehyung e Hoseok?
— Estão na Elysium garantindo que a segurança esteja reforçada para hoje à noite. Seokjin e Yoongi vão levar o amigo deles, aquele modelo famoso.
Jungkook franziu o cenho, pegando seu celular. O único aplicativo que ele realmente usava era o Kakaotalk para trabalho e comunicações breves.
— O tal Park Jimin? — perguntou Jungkook, sem muito interesse. — O que vive postando vídeos dançando?
— Ele mesmo. O "queridinho da nação" — Namjoon sorriu, pensando no namorado Seokjin. — Prepare-se, Jeon. Se ele for metade do que o Jin descreve, a Elysium vai ficar pequena.
Jungkook deu de ombros, voltando sua atenção para os relatórios. Redes sociais eram uma perda de tempo para ele. Ele preferia a realidade do poder e do sangue.
***
A noite caiu sobre Seul como um manto de veludo negro. A Elysium, a boate mais exclusiva do país e quartel-general informal da Máfia Noctis, brilhava com luzes neon azul e roxas.
Jimin chegou em sua Lamborghini preta, sendo recebido por uma horda de paparazzi que ele ignorou com um sorriso treinado. Ao entrar na área VIP, ele avistou Jin e Yoongi já acomodados em um sofá de couro circular, rodeados por garrafas de champanhe que custavam o preço de um carro popular.
— A elite chegou, vadias! — Jimin exclamou, jogando-se entre os dois. — O estúdio me sugou a alma, mas a skin de balada está impecável.
— Finalmente! — Jin riu, abraçando o amigo. — Namjoon e os meninos estão em uma reunião rápida nos fundos, mas já vêm.
— O Yoon já está no quinto copo de whisky — comentou Jimin, cutucando o produtor. — Tá ansioso para ver os maridos, é?
— Cala a boca, Jimin — Yoongi resmungou, embora um sorriso brincasse em seus lábios. — O Taehyung prometeu que hoje eu não saio daqui andando. É estratégia de sobrevivência.
— Morto com o exposed — Jimin riu, pegando uma taça. — Mas e aí, cadê o tal "Chefe" que vocês tanto falam? O tal Jeon Jungkook. Ele é tão assustador assim ou é só *fanfic* de vocês?
— Ele é... intenso — disse Jin, subitamente sério. — Ele não é como a gente, Jimin. Cuidado para não usar suas gírias de TikTok com ele, o homem nem sabe o que é um "POV".
Nesse momento, o grupo de alfas entrou no camarote. Namjoon veio na frente, indo direto para Jin e deixando um beijo em sua testa. Taehyung e Hoseok cercaram Yoongi como dois predadores protegendo seu tesouro.
Mas foi o último homem a entrar que fez o ar de Jimin fugir dos pulmões.
Jeon Jungkook caminhava com uma aura de autoridade absoluta. Seus olhos escuros varreram o local, parando por um segundo em Jimin. O modelo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O cheiro de sândalo e pólvora do alfa era inebriante.
— Jeon, este é Park Jimin — apresentou Namjoon.
Jimin, recuperando a postura de "influenciador inabalável", estendeu a mão com um sorriso atrevido.
— E aí, JK? Ocupado demais sendo o dono do mundo ou tem tempo para um *close*? — Jimin soltou, sem filtro.
Jungkook olhou para a mão estendida e depois para o rosto de Jimin. Ele não apertou a mão. Apenas deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal do ômega.
— *Close*? — A voz de Jungkook era um barítono profundo. — Eu não sei o que isso significa, garoto. Mas espero que sua presença aqui não seja tão barulhenta quanto suas roupas.
Jimin piscou, chocado. Ninguém falava assim com ele.
— Nossa, que *vibe* pesada. O divo é *low profile* real — Jimin murmurou para Jin, que tentava não rir do choque cultural.
— Ele disse que sou barulhento? — Jimin se virou para Jungkook novamente. — Escuta aqui, "Sr. Máfia", eu sou o momento. Se eu postar um vídeo seu agora, sua "organização secreta" vira tendência mundial em cinco minutos. O cancelamento vem, viu?
Jungkook estreitou os olhos, confuso.
— Cancelamento? O que você está tentando dizer? Se alguém me deve algo, eu cancelo a vida da pessoa, não um contrato.
Yoongi soltou uma gargalhada alta, escondendo o rosto no ombro de Hoseok.
— Jimin, desiste. Ele é leigo. O único app que ele entende é o de mandar ordens de execução.
Antes que a conversa pudesse continuar, um jovem ômega lúpus correu em direção ao grupo. Era Jeon Jungwon, o irmão mais novo de Jungkook, os olhos brilhando como estrelas.
— Não acredito! Park Jimin?! — Jungwon quase tropeçou nos próprios pés. — Eu assisto todos os seus vídeos! Eu amo a sua *trend* de "Arrume-se Comigo"!
Jimin mudou instantaneamente para o modo "ídolo acessível".
— Ah, para! Um fã lenda desses? — Jimin abraçou Jungwon de lado. — Você é muito fofo, o puro suco do carisma. Qual seu nome, anjo?
— Jungwon! Eu sou irmão desse rabugento aqui — ele apontou para Jungkook, que observava a cena com uma sobrancelha erguida. — Kim Jisung, vem ver! É o Jimin de verdade!
Um alfa alto e de postura rígida, que estava parado a poucos metros, aproximou-se discretamente. Era Jisung, o segurança particular de Jungwon. Ele fez uma reverência curta, mas seus olhos nunca deixavam o ômega mais novo por muito tempo.
— Prazer, Sr. Park — disse Jisung, a voz profissional escondendo a adoração que sentia pelo protegido.
— O seu segurança é um gato, Jungwon — sussurrou Jimin, alto o suficiente para Jungkook ouvir. — Ele tem uma *vibe* meio protetor possessivo, a gente ama ver.
Jungwon corou violentamente, e Jisung pigarreou, desviando o olhar. Jungkook, por outro lado, deu um passo à frente, seu instinto de alfa lúpus reagindo à proximidade de Jimin com sua família.
— Jungwon, não incomode o convidado — ordenou Jungkook.
— Ele não incomoda, Jungkook. Ele é um *querido* — Jimin rebateu, encarando o mafioso. — Você devia aprender com ele. Seria menos *cringe*.
Jungkook respirou fundo. Ele não sabia o que era "cringe", mas o tom de voz de Jimin sugeria que era um insulto.
— Namjoon — Jungkook chamou, sem desviar os olhos de Jimin. — O que é "cringe"?
Namjoon suspirou, massageando as têmporas.
— É... embaraçoso, Jeon. Ele está dizendo que você é embaraçoso.
O silêncio que se seguiu no camarote foi mortal. Taehyung e Hoseok pararam de rir. Jin prendeu a respiração. Ninguém chamava Jeon Jungkook de embaraçoso e vivia para contar a história.
Jungkook deu mais um passo, forçando Jimin a recuar até bater as costas na parede de vidro que dava para a pista de dança. O alfa colocou uma mão de cada lado da cabeça de Jimin, cercando-o.
— Você tem muita coragem para alguém tão pequeno, Park Jimin — Jungkook sussurrou perto do ouvido do ômega. — Você vive em um mundo de curtidas e filtros. O meu mundo é feito de realidade e consequências. Sugiro que escolha bem suas palavras.
Jimin sentiu o coração disparar. Não de medo, mas de uma adrenalina que ele nunca sentira antes. O cheiro de Jungkook era como um vício instantâneo. Ele inclinou a cabeça, desafiador.
— Meu mundo pode ser de filtros, mas eu sou bem real, Jeon. E se você quer realidade... — Jimin pegou o celular, abriu a câmera e tirou uma foto rápida dos dois naquela posição comprometedora. — Acabei de salvar essa foto. Se você for chato comigo, eu posto e digo que você é meu maior fã. Imagina o que isso faria com a sua reputação de "homem de gelo"?
Jungkook olhou para a tela do celular, vendo a imagem dos dois. A luz neon destacava a beleza surreal de Jimin e a expressão sombria de Jungkook. Por um momento, o mafioso ficou em silêncio, hipnotizado pela audácia do ômega.
— Você é louco — concluiu Jungkook, mas não se afastou.
— Eu sou um ícone — corrigiu Jimin com um piscar de olhos. — Agora, vai me pagar um drink ou vai continuar me encurralando como se estivesse em um clipe de K-pop?
Jungkook soltou um riso curto e seco, algo que raramente fazia. Ele se afastou, ajeitando o paletó.
— Você é um problema, Park Jimin.
— O melhor problema que você já teve, "Daddy" — Jimin provocou, usando a gíria apenas para ver a confusão no rosto do alfa.
— Daddy? — Jungkook olhou para Namjoon novamente, buscando uma tradução.
— Não olhe para mim — Namjoon levantou as mãos. — Essa eu não vou explicar.
Enquanto o grupo se acomodava e a música subia, Jimin sentou-se ao lado de Jungwon, começando a mostrar filtros de cachorrinho no TikTok para o herdeiro da máfia, enquanto Jungkook observava tudo de longe, bebendo seu whisky.
Ele não entendia metade do que Park Jimin falava, mas, pela primeira vez em anos, Jeon Jungkook sentia que a noite seria muito longa. E, pela primeira vez, ele não queria que ela terminasse.
No canto, Kim Jisung observava Jungwon rir com Jimin, seu coração de alfa apertando com a vontade de se aproximar, enquanto nas sombras da boate, os olhos de um infiltrado de Kang Hyugseok observavam atentamente o novo ponto fraco da Noctis: um ômega loiro com milhões de seguidores e nenhuma noção do perigo.
— Pelo amor de Deus, Sora, o sol nem nasceu direito e você já quer meu outfit do dia? — resmungou Jimin, a voz rouca de sono, enquanto tateava a mesa de cabeceira.
Ao desbloquear a tela, a luz azul quase o cegou. 124 milhões de seguidores no TikTok, centenas de notificações do Instagram, e 47 mensagens não lidas no grupo "Manicômio". Mas o que realmente importava eram as mensagens de Sora no Kakaotalk: *“PARK JIMIN, VOCÊ TEM 30 MINUTOS PARA ESTAR NO ESTÚDIO. A CAMPANHA DA CALVIN KLEIN NÃO VAI SE FOTOGRAFAR SOZINHA!”*
— Ai, que diva estressada — murmurou ele, jogando as cobertas para o lado.
Jimin se levantou com a graça que só um ômega lúpus de elite possuía. Em vinte minutos, ele estava pronto: uma calça de couro justa, uma camisa de seda branca entreaberta e o cabelo loiro perfeitamente bagunçado no estilo *bedhead*. Antes de sair, ele não resistiu e abriu o grupo com seus dois melhores amigos.
**[Manicômio]**
**Jimin:** Gays, a Sora tá querendo meu couro. O esgotamento mental da gata. Vou ali servir face e já volto para fofocar.
**Jin:** Acordou agora, Cinderela? Eu já estou no restaurante desde às 7h resolvendo B.O. de fornecedor. Inclusive, hoje à noite não aceito "não" como resposta. Vamos para a Elysium.
**Yoongi:** Se o Jin for, eu vou. Meus machos estão cobrando minha presença lá. Jimin, para de ser cronicamente online e vai trabalhar pra sustentar seu vício em skincare de luxo.
**Jimin:** O murro no Yoon que acorda de mau humor kkkkkk. O divo tá precisando de um carinho dos alfas dele. Enfim, estarei lá. Vou levar meu brilho e minha skin de "sou o momento". Beijos de luz, amadas.
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O dia no estúdio foi um borrão de flashes, trocas de roupa e o cheiro forte de spray de cabelo. Jimin era um profissional impecável; diante das câmeras, ele se transformava. Cada ângulo era calculado, cada olhar era magnético. Ele não era apenas um modelo; ele era o padrão.
Enquanto isso, no centro de Seul, em um prédio comercial que servia de fachada para a Máfia Noctis, a atmosfera era o oposto do brilho de Jimin.
Jeon Jungkook observava os monitores de segurança com uma expressão gélida. O alfa lúpus vestia um terno sob medida, preto como sua alma, e girava um anel de sinete no dedo anelar.
— Os carregamentos da fronteira norte foram interceptados por Kang Hyugseok de novo? — A voz de Jungkook era um trovão baixo, fazendo os subordinados na sala estremecerem.
— Sim, senhor Jeon — respondeu Namjoon, entrando na sala com a calma habitual. — Hyugseok está ficando ousado. Ele acha que o território é terra de ninguém.
— Ele vai aprender que a Noctis não perdoa — Jungkook disse, fechando o punho. — Onde está Taehyung e Hoseok?
— Estão na Elysium garantindo que a segurança esteja reforçada para hoje à noite. Seokjin e Yoongi vão levar o amigo deles, aquele modelo famoso.
Jungkook franziu o cenho, pegando seu celular. O único aplicativo que ele realmente usava era o Kakaotalk para trabalho e comunicações breves.
— O tal Park Jimin? — perguntou Jungkook, sem muito interesse. — O que vive postando vídeos dançando?
— Ele mesmo. O "queridinho da nação" — Namjoon sorriu, pensando no namorado Seokjin. — Prepare-se, Jeon. Se ele for metade do que o Jin descreve, a Elysium vai ficar pequena.
Jungkook deu de ombros, voltando sua atenção para os relatórios. Redes sociais eram uma perda de tempo para ele. Ele preferia a realidade do poder e do sangue.
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A noite caiu sobre Seul como um manto de veludo negro. A Elysium, a boate mais exclusiva do país e quartel-general informal da Máfia Noctis, brilhava com luzes neon azul e roxas.
Jimin chegou em sua Lamborghini preta, sendo recebido por uma horda de paparazzi que ele ignorou com um sorriso treinado. Ao entrar na área VIP, ele avistou Jin e Yoongi já acomodados em um sofá de couro circular, rodeados por garrafas de champanhe que custavam o preço de um carro popular.
— A elite chegou, vadias! — Jimin exclamou, jogando-se entre os dois. — O estúdio me sugou a alma, mas a skin de balada está impecável.
— Finalmente! — Jin riu, abraçando o amigo. — Namjoon e os meninos estão em uma reunião rápida nos fundos, mas já vêm.
— O Yoon já está no quinto copo de whisky — comentou Jimin, cutucando o produtor. — Tá ansioso para ver os maridos, é?
— Cala a boca, Jimin — Yoongi resmungou, embora um sorriso brincasse em seus lábios. — O Taehyung prometeu que hoje eu não saio daqui andando. É estratégia de sobrevivência.
— Morto com o exposed — Jimin riu, pegando uma taça. — Mas e aí, cadê o tal "Chefe" que vocês tanto falam? O tal Jeon Jungkook. Ele é tão assustador assim ou é só *fanfic* de vocês?
— Ele é... intenso — disse Jin, subitamente sério. — Ele não é como a gente, Jimin. Cuidado para não usar suas gírias de TikTok com ele, o homem nem sabe o que é um "POV".
Nesse momento, o grupo de alfas entrou no camarote. Namjoon veio na frente, indo direto para Jin e deixando um beijo em sua testa. Taehyung e Hoseok cercaram Yoongi como dois predadores protegendo seu tesouro.
Mas foi o último homem a entrar que fez o ar de Jimin fugir dos pulmões.
Jeon Jungkook caminhava com uma aura de autoridade absoluta. Seus olhos escuros varreram o local, parando por um segundo em Jimin. O modelo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O cheiro de sândalo e pólvora do alfa era inebriante.
— Jeon, este é Park Jimin — apresentou Namjoon.
Jimin, recuperando a postura de "influenciador inabalável", estendeu a mão com um sorriso atrevido.
— E aí, JK? Ocupado demais sendo o dono do mundo ou tem tempo para um *close*? — Jimin soltou, sem filtro.
Jungkook olhou para a mão estendida e depois para o rosto de Jimin. Ele não apertou a mão. Apenas deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal do ômega.
— *Close*? — A voz de Jungkook era um barítono profundo. — Eu não sei o que isso significa, garoto. Mas espero que sua presença aqui não seja tão barulhenta quanto suas roupas.
Jimin piscou, chocado. Ninguém falava assim com ele.
— Nossa, que *vibe* pesada. O divo é *low profile* real — Jimin murmurou para Jin, que tentava não rir do choque cultural.
— Ele disse que sou barulhento? — Jimin se virou para Jungkook novamente. — Escuta aqui, "Sr. Máfia", eu sou o momento. Se eu postar um vídeo seu agora, sua "organização secreta" vira tendência mundial em cinco minutos. O cancelamento vem, viu?
Jungkook estreitou os olhos, confuso.
— Cancelamento? O que você está tentando dizer? Se alguém me deve algo, eu cancelo a vida da pessoa, não um contrato.
Yoongi soltou uma gargalhada alta, escondendo o rosto no ombro de Hoseok.
— Jimin, desiste. Ele é leigo. O único app que ele entende é o de mandar ordens de execução.
Antes que a conversa pudesse continuar, um jovem ômega lúpus correu em direção ao grupo. Era Jeon Jungwon, o irmão mais novo de Jungkook, os olhos brilhando como estrelas.
— Não acredito! Park Jimin?! — Jungwon quase tropeçou nos próprios pés. — Eu assisto todos os seus vídeos! Eu amo a sua *trend* de "Arrume-se Comigo"!
Jimin mudou instantaneamente para o modo "ídolo acessível".
— Ah, para! Um fã lenda desses? — Jimin abraçou Jungwon de lado. — Você é muito fofo, o puro suco do carisma. Qual seu nome, anjo?
— Jungwon! Eu sou irmão desse rabugento aqui — ele apontou para Jungkook, que observava a cena com uma sobrancelha erguida. — Kim Jisung, vem ver! É o Jimin de verdade!
Um alfa alto e de postura rígida, que estava parado a poucos metros, aproximou-se discretamente. Era Jisung, o segurança particular de Jungwon. Ele fez uma reverência curta, mas seus olhos nunca deixavam o ômega mais novo por muito tempo.
— Prazer, Sr. Park — disse Jisung, a voz profissional escondendo a adoração que sentia pelo protegido.
— O seu segurança é um gato, Jungwon — sussurrou Jimin, alto o suficiente para Jungkook ouvir. — Ele tem uma *vibe* meio protetor possessivo, a gente ama ver.
Jungwon corou violentamente, e Jisung pigarreou, desviando o olhar. Jungkook, por outro lado, deu um passo à frente, seu instinto de alfa lúpus reagindo à proximidade de Jimin com sua família.
— Jungwon, não incomode o convidado — ordenou Jungkook.
— Ele não incomoda, Jungkook. Ele é um *querido* — Jimin rebateu, encarando o mafioso. — Você devia aprender com ele. Seria menos *cringe*.
Jungkook respirou fundo. Ele não sabia o que era "cringe", mas o tom de voz de Jimin sugeria que era um insulto.
— Namjoon — Jungkook chamou, sem desviar os olhos de Jimin. — O que é "cringe"?
Namjoon suspirou, massageando as têmporas.
— É... embaraçoso, Jeon. Ele está dizendo que você é embaraçoso.
O silêncio que se seguiu no camarote foi mortal. Taehyung e Hoseok pararam de rir. Jin prendeu a respiração. Ninguém chamava Jeon Jungkook de embaraçoso e vivia para contar a história.
Jungkook deu mais um passo, forçando Jimin a recuar até bater as costas na parede de vidro que dava para a pista de dança. O alfa colocou uma mão de cada lado da cabeça de Jimin, cercando-o.
— Você tem muita coragem para alguém tão pequeno, Park Jimin — Jungkook sussurrou perto do ouvido do ômega. — Você vive em um mundo de curtidas e filtros. O meu mundo é feito de realidade e consequências. Sugiro que escolha bem suas palavras.
Jimin sentiu o coração disparar. Não de medo, mas de uma adrenalina que ele nunca sentira antes. O cheiro de Jungkook era como um vício instantâneo. Ele inclinou a cabeça, desafiador.
— Meu mundo pode ser de filtros, mas eu sou bem real, Jeon. E se você quer realidade... — Jimin pegou o celular, abriu a câmera e tirou uma foto rápida dos dois naquela posição comprometedora. — Acabei de salvar essa foto. Se você for chato comigo, eu posto e digo que você é meu maior fã. Imagina o que isso faria com a sua reputação de "homem de gelo"?
Jungkook olhou para a tela do celular, vendo a imagem dos dois. A luz neon destacava a beleza surreal de Jimin e a expressão sombria de Jungkook. Por um momento, o mafioso ficou em silêncio, hipnotizado pela audácia do ômega.
— Você é louco — concluiu Jungkook, mas não se afastou.
— Eu sou um ícone — corrigiu Jimin com um piscar de olhos. — Agora, vai me pagar um drink ou vai continuar me encurralando como se estivesse em um clipe de K-pop?
Jungkook soltou um riso curto e seco, algo que raramente fazia. Ele se afastou, ajeitando o paletó.
— Você é um problema, Park Jimin.
— O melhor problema que você já teve, "Daddy" — Jimin provocou, usando a gíria apenas para ver a confusão no rosto do alfa.
— Daddy? — Jungkook olhou para Namjoon novamente, buscando uma tradução.
— Não olhe para mim — Namjoon levantou as mãos. — Essa eu não vou explicar.
Enquanto o grupo se acomodava e a música subia, Jimin sentou-se ao lado de Jungwon, começando a mostrar filtros de cachorrinho no TikTok para o herdeiro da máfia, enquanto Jungkook observava tudo de longe, bebendo seu whisky.
Ele não entendia metade do que Park Jimin falava, mas, pela primeira vez em anos, Jeon Jungkook sentia que a noite seria muito longa. E, pela primeira vez, ele não queria que ela terminasse.
No canto, Kim Jisung observava Jungwon rir com Jimin, seu coração de alfa apertando com a vontade de se aproximar, enquanto nas sombras da boate, os olhos de um infiltrado de Kang Hyugseok observavam atentamente o novo ponto fraco da Noctis: um ômega loiro com milhões de seguidores e nenhuma noção do perigo.
