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Fandom: bts
Criado: 30/05/2026
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RomanceUA (Universo Alternativo)OmegaversoHumorFofuraCrimeHistória DomésticaEstudo de PersonagemDramaFatias de VidaCrack / Humor ParódicoDor/Conforto
Pixels, Poder e o Silêncio da Noite
O brilho da tela do iPhone 15 Pro Max era a primeira coisa que Park Jimin via ao acordar, antes mesmo de seus olhos se ajustarem à luz solar que invadia sua cobertura em Gangnam. Com 124 milhões de seguidores no TikTok, a vida de Jimin não era apenas uma sucessão de momentos; era um feed meticulosamente curado que precisava de manutenção constante.
Ele rolou a tela, observando os números subirem. Comentários em trinta línguas diferentes imploravam por um novo "Get Ready With Me" ou apenas um vislumbre de sua rotina como o Ômega Lúpus mais influente da Coreia. Jimin suspirou, afastando os fios loiros da testa. Na frente das câmeras, ele era a personificação da elegância e da sofisticação moderna. Mas, no grupo de Kakaotalk intitulado "Manicômio", a história era outra.
— Bom dia, mundo — murmurou para si mesmo, sua voz ainda rouca de sono, enquanto selecionava uma foto de seu café da manhã orgânico para os stories.
A legenda foi simples e polida: "Começando o dia com energia e gratidão. ✨".
No entanto, assim que a postagem foi enviada, ele alternou para o grupo com Jin e Yoongi. Seus dedos voaram pelo teclado.
Jimin: *Gente, o mico. Acordei com a cara tão inchada que pareço um Trakinas. Se eu postar a realidade, o engajamento cai no ralo. O soco que a genética me deu hoje foi diferenciado.*
Jin: *Cala a boca, Jimin. Você acorda parecendo que foi esculpido por anjos. Eu sim estou sofrendo, o Namjoon me acordou às seis da manhã pra ver ele treinar. É o auge da humilhação.*
Yoongi: *Parem de latir no meu ouvido. Eu ainda nem processei que existo. Jimin, deixa de ser pick-me, você tá lindo. Vejo vocês à noite na Elysium?*
Jimin sorriu, sentindo o conforto que só seus melhores amigos proporcionavam. Com eles, ele não precisava ser o "Ícone Global". Ele podia ser apenas o Jimin que falava rápido, usava gírias que deixariam um professor de linguística confuso e reclamava de coisas fúteis.
O dia de Jimin foi uma maratona de flashes e trocas de roupa. Ele passou horas em um estúdio fotográfico para a nova campanha da Chanel, mantendo uma postura impecável e um vocabulário polido.
— O conceito desta coleção é realmente inovador — disse Jimin ao diretor criativo, sua voz suave e articulada. — Acredito que a fluidez dos tecidos comunica perfeitamente a liberdade que buscamos hoje em dia.
Ninguém ali imaginaria que, dez minutos antes, ele estava mandando um áudio para Yoongi dizendo: "Mona, o stylist quer que eu use uma bota que é o puro suco do cringe, eu vou coringar se ele não trocar isso agora".
À medida que o sol se punha, a ansiedade de Jimin crescia. Ele finalmente conheceria a Elysium, a boate mais exclusiva — e perigosa — de Seul. Era o território da Máfia Noctis. Seokjin e Yoongi estavam envolvidos até o pescoço com a cúpula da organização, e Jimin, apesar de curioso, sempre manteve uma distância segura. Sua reputação era seu maior patrimônio; ser associado ao submundo seria o fim de seus contratos publicitários.
— Você está sendo paranoico — disse Seokjin, ajustando a gravata de Jimin no camarim particular do ômega antes de saírem. — O lugar é fechado para convidados. Ninguém vai tirar foto sua lá dentro. O Jungkook controla aquele lugar com punho de ferro.
— Eu sei, Jin — respondeu Jimin, olhando-se no espelho. Ele usava um conjunto de seda preta que abraçava suas curvas, discreto, mas absurdamente caro. — Mas você sabe como é. Um deslize e eu viro pauta de cancelamento por três meses. Não quero meu nome no meio de fofoca de mafioso.
— Relaxa, o Jungkook é o puro suco do low profile — Yoongi comentou, jogado em uma poltrona enquanto mexia no celular. — Ele nem sabe o que é um TikTok. O homem vive em 1920, só usa o Kakaotalk por obrigação e olhe lá.
A chegada à Elysium foi cinematográfica. O prédio de fachada escura e minimalista não ostentava letreiros, apenas uma luz neon violeta sobre a entrada discreta. Seguranças que pareciam armários de terno preto fizeram uma reverência profunda quando o carro de Jin parou.
Lá dentro, o ambiente era uma mistura de luxo decadente e poder bruto. O cheiro de sândalo, couro e bebidas caras impregnava o ar. No centro do lounge VIP, Jimin viu as figuras que dominavam os sussurros da cidade.
Namjoon estava lá, imponente, com o braço ao redor da cintura de Jin. Taehyung e Hoseok dividiam um sofá com Yoongi entre eles, uma imagem de poder e afeto que faria a internet explodir.
Mas foi o homem sentado na poltrona central, nas sombras, que roubou todo o oxigênio do pulmão de Jimin.
Jeon Jungkook.
O Alfa Lúpus exalava uma aura de autoridade que era quase física. Ele não sorria. Seus olhos escuros analisavam o ambiente como se estivesse lendo um tabuleiro de xadrez. Diferente de todos os Alfas que Jimin conhecia, Jungkook não tentava impressionar. Ele simplesmente *era*.
— Ele chegou — anunciou Namjoon, chamando a atenção do líder.
Jungkook levantou o olhar. Quando seus olhos encontraram os de Jimin, o tempo pareceu sofrer um lag na mente do modelo.
— Então este é o famoso Park Jimin — a voz de Jungkook era profunda, um barítono que vibrou na espinha de Jimin. — Meus homens falam muito de você. Ou melhor, as redes sociais falam.
Jimin recuperou a compostura, vestindo sua máscara de modelo profissional.
— É um prazer conhecê-lo, Sr. Jeon. Agradeço o convite para conhecer seu estabelecimento. É... impressionante.
Jungkook inclinou a cabeça, um movimento lento e predatório.
— Não precisa de formalidades excessivas aqui, Jimin. Você é amigo da família. Sente-se.
Jimin sentou-se na ponta do sofá, mantendo uma distância segura. O grupo começou a conversar, e Jimin tentava se integrar, mas a presença de Jungkook era um ímã.
— O Jimin estava surtando no carro com medo de ser visto aqui — Jin soltou, rindo após o segundo drink. — Ele acha que a reputação dele é feita de cristal.
— E não é? — Jimin retrucou, esquecendo-se por um segundo de onde estava. — O tribunal do Twitter não perdoa, Jin. Se virem o "queridinho da nação" em uma boate dessas, é tchau, tchau, contratos. Eu ia ficar com o nome no Serasa em dois tempos.
Jungkook franziu levemente o cenho, o olhar confuso.
— Serasa? — perguntou o Alfa. — E o que seria "tribunal do Twitter"?
Jimin piscou, surpreso. Ele olhou para Yoongi, que apenas deu de ombros com um sorriso de "eu te avisei".
— É... uma força de expressão, Sr. Jeon — explicou Jimin, tentando voltar ao tom normal. — Significa que o público é muito julgador na internet.
— Entendo — disse Jungkook, embora sua expressão sugerisse que ele ainda achava aquilo uma perda de tempo. — Aqui dentro, você está seguro. Minha palavra vale mais do que qualquer "tribunal" que você tema. Ninguém entra com câmeras na Elysium. E se alguém ousar tentar, não terá mãos para postar nada depois.
O tom frio e direto de Jungkook fez Jimin engolir em seco. Não era uma ameaça para ele, mas uma demonstração de proteção que era, estranhamente, atraente.
— O Jungkook é meio bitolado com tecnologia, Jimin — Taehyung interveio, rindo. — Ele ainda acha que o modo anônimo do navegador esconde ele do governo.
— Eu prezo pela privacidade, Taehyung — rebateu Jungkook, seus olhos voltando-se para Jimin. — Algo que parece ser um conceito estranho para você, Park. Viver para milhões de estranhos... não é exaustivo?
Jimin hesitou. Pela primeira vez na noite, ele não usou uma resposta pronta.
— É o meu trabalho. Mas sim, às vezes é como se eu fosse um personagem de mim mesmo.
— Pois aqui, você pode deixar o personagem na porta — Jungkook disse, sua voz suavizando apenas um tom, quase imperceptível. — Não me importo com quantos seguidores você tem. Me importo com quem está sentado à minha frente.
A conversa fluiu de forma mais orgânica depois disso. Jimin observava a dinâmica da Máfia com fascínio. Viu o irmão mais novo de Jungkook, Jugwoon, entrar no recinto acompanhado por um segurança alto e sério chamado Jisung. A tensão entre os dois era palpável, um segredo compartilhado em olhares furtivos que Jimin, como um bom observador de comportamentos, pescou na hora.
*Gente, o irmão do JK e o segurança? O plot twist de milhões*, Jimin digitou rapidamente no grupo "Manicômio" por baixo da mesa, sem conseguir se conter.
Yoongi, do outro lado da mesa, sentiu o celular vibrar, leu a mensagem e soltou uma risadinha, escondendo o rosto no ombro de Hoseok.
Jungkook notou o movimento de Jimin.
— Mais problemas no seu tribunal? — perguntou ele, arqueando uma sobrancelha.
Jimin bloqueou o celular e sorriu, um sorriso genuíno que raramente aparecia em suas fotos oficiais.
— Não. Apenas comentando com os meninos que o ambiente é mais... interessante do que eu imaginava.
— Você ainda não viu nada — Jungkook respondeu, e pela primeira vez, houve um brilho de algo parecido com diversão em seus olhos. — Mas não temos pressa. A noite é longa, e eu prefiro fazer as coisas no meu ritmo.
Jimin sentiu o coração acelerar. Ele estava acostumado com Alfas que tentavam impressioná-lo com presentes, likes e promessas vazias. Jungkook era o oposto. Ele era o silêncio antes da tempestade, uma força da natureza que não precisava de filtros ou edições.
Ao final da noite, quando o grupo começou a se dispersar, Jungkook acompanhou Jimin até a saída privativa nos fundos, longe de qualquer olhar curioso.
— Espero que sua reputação tenha sobrevivido à nossa companhia — disse o Alfa, parando a poucos centímetros de Jimin. O perfume de Jungkook, algo como tabaco e cedro, envolveu o ômega.
— Sobreviveu. E, para ser honesto, foi bom não ter que me preocupar com o ângulo da câmera por algumas horas.
— Volte quando quiser — Jungkook disse, sua mão subindo para tocar, quase sem encostar, o ombro de Jimin. — Mas se for postar algo sobre mim, certifique-se de que eu pareça... como vocês dizem? "Aesthetically pleasing"?
Jimin soltou uma risada alta, contagiante.
— O senhor está aprendendo rápido, Sr. Jeon. Mas não se preocupe, o senhor é o puro suco da estética *dark academia*. Não precisa de filtro.
Jungkook não entendeu metade das palavras, mas entendeu o brilho nos olhos de Jimin.
— Até breve, Park Jimin.
— Até, Jungkook.
Ao entrar no carro, Jimin sentiu o celular vibrar freneticamente. Era o grupo.
Jin: *VIU O JEITO QUE ELE OLHOU PRA VOCÊ? O Jimin vai virar a primeira-dama da Noctis, eu tô morrendo.*
Yoongi: *O Jungkook tá muito na sua, Jimin. Ele nunca fala tanto com ninguém que não seja pra dar ordem de execução.*
Jimin: *Gente, apaga. Eu tô em choque. Ele é muito low profile, mas o aura dele é de outro mundo. O soco de realidade que eu levei...*
Jimin: *Mas falando sério, ele é muito fofo não entendendo as gírias. Quase tive um treco quando ele tentou falar de estética. Mas ó: sigilo total. Se a mídia sonha que eu tô flertando com o Don da Máfia, eu vou de arrasta pra cima no mesmo dia.*
Ele guardou o celular, olhando pela janela as luzes de Seul passarem rápido. Sua vida era feita de pixels e aparências, mas aquela noite, nos olhos escuros de Jeon Jungkook, ele sentiu algo que nenhuma quantidade de seguidores poderia proporcionar: a perigosa e viciante sensação de ser visto de verdade.
Ele rolou a tela, observando os números subirem. Comentários em trinta línguas diferentes imploravam por um novo "Get Ready With Me" ou apenas um vislumbre de sua rotina como o Ômega Lúpus mais influente da Coreia. Jimin suspirou, afastando os fios loiros da testa. Na frente das câmeras, ele era a personificação da elegância e da sofisticação moderna. Mas, no grupo de Kakaotalk intitulado "Manicômio", a história era outra.
— Bom dia, mundo — murmurou para si mesmo, sua voz ainda rouca de sono, enquanto selecionava uma foto de seu café da manhã orgânico para os stories.
A legenda foi simples e polida: "Começando o dia com energia e gratidão. ✨".
No entanto, assim que a postagem foi enviada, ele alternou para o grupo com Jin e Yoongi. Seus dedos voaram pelo teclado.
Jimin: *Gente, o mico. Acordei com a cara tão inchada que pareço um Trakinas. Se eu postar a realidade, o engajamento cai no ralo. O soco que a genética me deu hoje foi diferenciado.*
Jin: *Cala a boca, Jimin. Você acorda parecendo que foi esculpido por anjos. Eu sim estou sofrendo, o Namjoon me acordou às seis da manhã pra ver ele treinar. É o auge da humilhação.*
Yoongi: *Parem de latir no meu ouvido. Eu ainda nem processei que existo. Jimin, deixa de ser pick-me, você tá lindo. Vejo vocês à noite na Elysium?*
Jimin sorriu, sentindo o conforto que só seus melhores amigos proporcionavam. Com eles, ele não precisava ser o "Ícone Global". Ele podia ser apenas o Jimin que falava rápido, usava gírias que deixariam um professor de linguística confuso e reclamava de coisas fúteis.
O dia de Jimin foi uma maratona de flashes e trocas de roupa. Ele passou horas em um estúdio fotográfico para a nova campanha da Chanel, mantendo uma postura impecável e um vocabulário polido.
— O conceito desta coleção é realmente inovador — disse Jimin ao diretor criativo, sua voz suave e articulada. — Acredito que a fluidez dos tecidos comunica perfeitamente a liberdade que buscamos hoje em dia.
Ninguém ali imaginaria que, dez minutos antes, ele estava mandando um áudio para Yoongi dizendo: "Mona, o stylist quer que eu use uma bota que é o puro suco do cringe, eu vou coringar se ele não trocar isso agora".
À medida que o sol se punha, a ansiedade de Jimin crescia. Ele finalmente conheceria a Elysium, a boate mais exclusiva — e perigosa — de Seul. Era o território da Máfia Noctis. Seokjin e Yoongi estavam envolvidos até o pescoço com a cúpula da organização, e Jimin, apesar de curioso, sempre manteve uma distância segura. Sua reputação era seu maior patrimônio; ser associado ao submundo seria o fim de seus contratos publicitários.
— Você está sendo paranoico — disse Seokjin, ajustando a gravata de Jimin no camarim particular do ômega antes de saírem. — O lugar é fechado para convidados. Ninguém vai tirar foto sua lá dentro. O Jungkook controla aquele lugar com punho de ferro.
— Eu sei, Jin — respondeu Jimin, olhando-se no espelho. Ele usava um conjunto de seda preta que abraçava suas curvas, discreto, mas absurdamente caro. — Mas você sabe como é. Um deslize e eu viro pauta de cancelamento por três meses. Não quero meu nome no meio de fofoca de mafioso.
— Relaxa, o Jungkook é o puro suco do low profile — Yoongi comentou, jogado em uma poltrona enquanto mexia no celular. — Ele nem sabe o que é um TikTok. O homem vive em 1920, só usa o Kakaotalk por obrigação e olhe lá.
A chegada à Elysium foi cinematográfica. O prédio de fachada escura e minimalista não ostentava letreiros, apenas uma luz neon violeta sobre a entrada discreta. Seguranças que pareciam armários de terno preto fizeram uma reverência profunda quando o carro de Jin parou.
Lá dentro, o ambiente era uma mistura de luxo decadente e poder bruto. O cheiro de sândalo, couro e bebidas caras impregnava o ar. No centro do lounge VIP, Jimin viu as figuras que dominavam os sussurros da cidade.
Namjoon estava lá, imponente, com o braço ao redor da cintura de Jin. Taehyung e Hoseok dividiam um sofá com Yoongi entre eles, uma imagem de poder e afeto que faria a internet explodir.
Mas foi o homem sentado na poltrona central, nas sombras, que roubou todo o oxigênio do pulmão de Jimin.
Jeon Jungkook.
O Alfa Lúpus exalava uma aura de autoridade que era quase física. Ele não sorria. Seus olhos escuros analisavam o ambiente como se estivesse lendo um tabuleiro de xadrez. Diferente de todos os Alfas que Jimin conhecia, Jungkook não tentava impressionar. Ele simplesmente *era*.
— Ele chegou — anunciou Namjoon, chamando a atenção do líder.
Jungkook levantou o olhar. Quando seus olhos encontraram os de Jimin, o tempo pareceu sofrer um lag na mente do modelo.
— Então este é o famoso Park Jimin — a voz de Jungkook era profunda, um barítono que vibrou na espinha de Jimin. — Meus homens falam muito de você. Ou melhor, as redes sociais falam.
Jimin recuperou a compostura, vestindo sua máscara de modelo profissional.
— É um prazer conhecê-lo, Sr. Jeon. Agradeço o convite para conhecer seu estabelecimento. É... impressionante.
Jungkook inclinou a cabeça, um movimento lento e predatório.
— Não precisa de formalidades excessivas aqui, Jimin. Você é amigo da família. Sente-se.
Jimin sentou-se na ponta do sofá, mantendo uma distância segura. O grupo começou a conversar, e Jimin tentava se integrar, mas a presença de Jungkook era um ímã.
— O Jimin estava surtando no carro com medo de ser visto aqui — Jin soltou, rindo após o segundo drink. — Ele acha que a reputação dele é feita de cristal.
— E não é? — Jimin retrucou, esquecendo-se por um segundo de onde estava. — O tribunal do Twitter não perdoa, Jin. Se virem o "queridinho da nação" em uma boate dessas, é tchau, tchau, contratos. Eu ia ficar com o nome no Serasa em dois tempos.
Jungkook franziu levemente o cenho, o olhar confuso.
— Serasa? — perguntou o Alfa. — E o que seria "tribunal do Twitter"?
Jimin piscou, surpreso. Ele olhou para Yoongi, que apenas deu de ombros com um sorriso de "eu te avisei".
— É... uma força de expressão, Sr. Jeon — explicou Jimin, tentando voltar ao tom normal. — Significa que o público é muito julgador na internet.
— Entendo — disse Jungkook, embora sua expressão sugerisse que ele ainda achava aquilo uma perda de tempo. — Aqui dentro, você está seguro. Minha palavra vale mais do que qualquer "tribunal" que você tema. Ninguém entra com câmeras na Elysium. E se alguém ousar tentar, não terá mãos para postar nada depois.
O tom frio e direto de Jungkook fez Jimin engolir em seco. Não era uma ameaça para ele, mas uma demonstração de proteção que era, estranhamente, atraente.
— O Jungkook é meio bitolado com tecnologia, Jimin — Taehyung interveio, rindo. — Ele ainda acha que o modo anônimo do navegador esconde ele do governo.
— Eu prezo pela privacidade, Taehyung — rebateu Jungkook, seus olhos voltando-se para Jimin. — Algo que parece ser um conceito estranho para você, Park. Viver para milhões de estranhos... não é exaustivo?
Jimin hesitou. Pela primeira vez na noite, ele não usou uma resposta pronta.
— É o meu trabalho. Mas sim, às vezes é como se eu fosse um personagem de mim mesmo.
— Pois aqui, você pode deixar o personagem na porta — Jungkook disse, sua voz suavizando apenas um tom, quase imperceptível. — Não me importo com quantos seguidores você tem. Me importo com quem está sentado à minha frente.
A conversa fluiu de forma mais orgânica depois disso. Jimin observava a dinâmica da Máfia com fascínio. Viu o irmão mais novo de Jungkook, Jugwoon, entrar no recinto acompanhado por um segurança alto e sério chamado Jisung. A tensão entre os dois era palpável, um segredo compartilhado em olhares furtivos que Jimin, como um bom observador de comportamentos, pescou na hora.
*Gente, o irmão do JK e o segurança? O plot twist de milhões*, Jimin digitou rapidamente no grupo "Manicômio" por baixo da mesa, sem conseguir se conter.
Yoongi, do outro lado da mesa, sentiu o celular vibrar, leu a mensagem e soltou uma risadinha, escondendo o rosto no ombro de Hoseok.
Jungkook notou o movimento de Jimin.
— Mais problemas no seu tribunal? — perguntou ele, arqueando uma sobrancelha.
Jimin bloqueou o celular e sorriu, um sorriso genuíno que raramente aparecia em suas fotos oficiais.
— Não. Apenas comentando com os meninos que o ambiente é mais... interessante do que eu imaginava.
— Você ainda não viu nada — Jungkook respondeu, e pela primeira vez, houve um brilho de algo parecido com diversão em seus olhos. — Mas não temos pressa. A noite é longa, e eu prefiro fazer as coisas no meu ritmo.
Jimin sentiu o coração acelerar. Ele estava acostumado com Alfas que tentavam impressioná-lo com presentes, likes e promessas vazias. Jungkook era o oposto. Ele era o silêncio antes da tempestade, uma força da natureza que não precisava de filtros ou edições.
Ao final da noite, quando o grupo começou a se dispersar, Jungkook acompanhou Jimin até a saída privativa nos fundos, longe de qualquer olhar curioso.
— Espero que sua reputação tenha sobrevivido à nossa companhia — disse o Alfa, parando a poucos centímetros de Jimin. O perfume de Jungkook, algo como tabaco e cedro, envolveu o ômega.
— Sobreviveu. E, para ser honesto, foi bom não ter que me preocupar com o ângulo da câmera por algumas horas.
— Volte quando quiser — Jungkook disse, sua mão subindo para tocar, quase sem encostar, o ombro de Jimin. — Mas se for postar algo sobre mim, certifique-se de que eu pareça... como vocês dizem? "Aesthetically pleasing"?
Jimin soltou uma risada alta, contagiante.
— O senhor está aprendendo rápido, Sr. Jeon. Mas não se preocupe, o senhor é o puro suco da estética *dark academia*. Não precisa de filtro.
Jungkook não entendeu metade das palavras, mas entendeu o brilho nos olhos de Jimin.
— Até breve, Park Jimin.
— Até, Jungkook.
Ao entrar no carro, Jimin sentiu o celular vibrar freneticamente. Era o grupo.
Jin: *VIU O JEITO QUE ELE OLHOU PRA VOCÊ? O Jimin vai virar a primeira-dama da Noctis, eu tô morrendo.*
Yoongi: *O Jungkook tá muito na sua, Jimin. Ele nunca fala tanto com ninguém que não seja pra dar ordem de execução.*
Jimin: *Gente, apaga. Eu tô em choque. Ele é muito low profile, mas o aura dele é de outro mundo. O soco de realidade que eu levei...*
Jimin: *Mas falando sério, ele é muito fofo não entendendo as gírias. Quase tive um treco quando ele tentou falar de estética. Mas ó: sigilo total. Se a mídia sonha que eu tô flertando com o Don da Máfia, eu vou de arrasta pra cima no mesmo dia.*
Ele guardou o celular, olhando pela janela as luzes de Seul passarem rápido. Sua vida era feita de pixels e aparências, mas aquela noite, nos olhos escuros de Jeon Jungkook, ele sentiu algo que nenhuma quantidade de seguidores poderia proporcionar: a perigosa e viciante sensação de ser visto de verdade.
