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Princessa da mafia
Fandom: Máfia
Criado: 31/05/2026
Tags
RomanceDramaSombrioCrimeCiúmesSuspenseLinguagem Explícita
Promessas de Sangue e Passarelas de Vidro
O mármore frio do Palazzo Karenine sempre pareceu o palco perfeito para os dramas da nossa família. Ser a princesa da máfia italiana não é apenas sobre as joias de Cartier que adornam meu pescoço ou o fato de que meu pai e meus tios comandam a Europa com punhos de ferro e silenciadores. É sobre o peso de uma coroa invisível que dita cada passo que dou.
Eu cresci entre regalias e sombras. Amada, protegida e, acima de tudo, vigiada. Especialmente por ele.
Valentin. O sobrinho do meu tio Luca. O homem que, tecnicamente, não deveria me olhar da forma que olha, mas que dedicou cada segundo da sua vida adulta a ser minha sombra, meu escudo e, em noites de segredos sussurrados, o dono do meu fôlego.
A tensão entre nós, no entanto, havia atingido o ponto de ebulição naquela manhã.
— Você não vai, Karen. E o assunto está encerrado — Valentin disse, a voz rouca e autoritária, enquanto limpava uma de suas Berettas na biblioteca.
— Eu não estou pedindo permissão, Valentin — respondi, cruzando os braços e sentindo o tecido de seda do meu vestido roçar na pele. — É a Paris Fashion Week. Eu tenho convites na primeira fila. É a minha vida, ou o que resta dela fora desses muros.
— O mundo lá fora é perigoso para uma herdeira do seu calibre — ele rebateu, levantando os olhos azuis gélidos para mim. — Há movimentações estranhas na fronteira. Seu pai e Luca me deram ordens claras. Eu preciso estar aqui para gerenciar os carregamentos e a segurança. E se eu não posso ir para protegê-la, você não sai deste país.
— Então você admite? — Dei um passo à frente, desafiadora. — Você só não quer que eu vá porque não pode estar lá para controlar quem respira o mesmo ar que eu.
— Eu protejo o que é meu — ele rosnou, levantando-se em um movimento fluido, a aura de perigo emanando dele como perfume caro.
— Eu não sou sua, Valentin. Você nunca me pediu para ser.
A discussão terminou com ele saindo a passos pesados e eu bufando de ódio. Mas eu conhecia o jogo. Se ele queria usar a máfia como desculpa para me prender, eu usaria a máfia para fazê-lo queimar.
Oportunamente, meu tio Luca e meu pai haviam mencionado, quase como uma ameaça velada, a necessidade de estreitar laços com os russos. Nikolai Volkov, o herdeiro da Bratva, estava na cidade para uma "reunião de negócios".
Eu sabia exatamente onde eles estariam no final da tarde: no jardim de inverno, discutindo rotas e territórios.
Vesti meu vestido mais curto, um Alexander McQueen preto que abraçava cada curva, e caminhei em direção ao jardim com um sorriso ensaiado. Eu vi Valentin de longe, postado como uma estátua perto das colunas, os olhos atentos a cada movimento. Ele me viu, e a mandíbula dele travou instantaneamente.
Nikolai Volkov estava sentado à mesa com meu pai. Ele era alto, loiro e tinha um sorriso que cheirava a problemas.
— Karen, querida — meu pai chamou, fazendo um gesto para que eu me aproximasse. — Estávamos justamente falando de você. Nikolai demonstrou grande interesse em nossa hospitalidade.
— É um prazer conhecer a famosa joia da Itália — disse Nikolai, levantando-se e pegando minha mão. Ele não apenas a beijou; ele deixou seus lábios demorarem um segundo a mais na minha pele, os olhos fixos nos meus.
Pelo canto do olho, vi Valentin dar um passo à frente, a mão instintivamente indo para o coldre sob o paletó. Eu sorri para o russo, a voz saindo doce como veneno.
— O prazer é todo meu, Nikolai. Ouvi dizer que Moscou é linda nesta época do ano, mas nada se compara a Paris, não acha?
— Paris? — Nikolai arqueou uma sobrancelha, encantado. — Coincidentemente, estarei lá na próxima semana para fechar alguns acordos. Seria uma honra ter sua companhia em um jantar na capital francesa.
— Isso soa absolutamente maravilhoso — respondi, soltando uma risada leve e jogando o cabelo para trás. — Eu estava justamente procurando um acompanhante que não estivesse... "ocupado demais" com negócios burocráticos.
O silêncio que se seguiu foi cortante. O ar parecia ter sido sugado do jardim. Valentin estava agora a poucos metros, os olhos injetados de uma fúria que eu conhecia bem. Era o ciúme possessivo de um homem que mataria por mim, mas que se recusava a ceder aos meus desejos.
— Pai, tio Luca — continuei, ignorando a estátua de gelo que Valentin se tornara —, se o casamento proposto for para garantir a paz, talvez devêssemos começar com esse jantar em Paris, não?
Meu pai trocou um olhar satisfeito com meu tio. Para eles, era apenas política. Para mim, era guerra.
— Uma excelente ideia — disse meu pai. — Valentin, você cuidará da logística da viagem da Karen com o senhor Volkov.
Se olhares pudessem causar combustão espontânea, o jardim estaria em chamas. Valentin deu um passo à frente, a voz saindo como um trovão contido.
— Com licença, senhor — disse Valentin, dirigindo-se ao meu pai, mas sem tirar os olhos de mim. — Preciso trocar uma palavra com Karen sobre os protocolos de segurança para esse... evento.
— Claro, claro — desdenhou meu pai, voltando a falar sobre carregamentos de armas com Nikolai.
Valentin não esperou. Ele segurou meu braço com firmeza — não para machucar, mas o suficiente para que eu sentisse o calor de sua palma através da seda — e me arrastou para longe dos ouvidos dos outros, em direção ao corredor das estátuas.
Assim que as portas pesadas de carvalho se fecharam atrás de nós, ele me prensou contra a madeira fria.
— Você ficou louca? — ele sibilou, o rosto a centímetros do meu. — Usar um Volkov para me atingir? Você sabe do que esses homens são capazes?
— Eu sei exatamente o que estou fazendo, Valentin — respondi, tentando manter a voz firme apesar do meu coração martelar contra as costelas. — Nikolai pareceu muito interessado. E o melhor: ele tem tempo para mim. Ele não me trata como um fardo que precisa ser guardado em uma caixa.
— Ele trata você como uma transação! — Valentin socou a porta ao lado da minha cabeça, o estrondo ecoando pelo corredor. — Você não vai a lugar nenhum com aquele maldito. Muito menos para Paris.
— Ah, eu vou — provoquei, passando a mão pela lapela do paletó dele, sentindo o batimento acelerado no peito dele. — E você vai estar lá, não vai? Meu pai ordenou que você cuidasse da logística. Você vai ter que nos assistir jantando à luz de velas, Valentin. Vai ter que abrir a porta do carro para ele me levar de volta ao hotel.
Valentin soltou um rosnado baixo, a mão subindo para o meu pescoço, os dedos se enroscando nos meus cabelos com uma possessividade bruta.
— Você acha que isso é um jogo? — Ele colou o corpo ao meu, e eu pude sentir a arma em sua cintura e o desejo em seu olhar. — Você quer me ver louco? Pois parabéns, Karen, você conseguiu. Mas escute bem: nenhum homem, seja ele russo, italiano ou o diabo que o carregue, vai tocar no que me pertence.
— Eu não pertenço a você — sussurrei, embora cada fibra do meu ser gritasse o contrário.
— Mentira — ele rebateu, a voz baixando para um tom perigosamente sedutor. — Você é minha desde o dia em que aprendeu o que era o pecado. E se eu tiver que queimar Paris inteira para impedir que aquele bastardo encoste em você, eu farei.
— Então venha comigo — eu disse, desafiando-o. — Deixe a máfia por uma semana. Esqueça as ordens do meu tio. Seja apenas meu.
Valentin encostou a testa na minha, a respiração pesada.
— Eu nunca posso deixar a máfia, Karen. Eu sou a espada que protege sua família. Mas se você acha que eu vou deixar você livre naquela cidade com Nikolai... você não conhece o homem que te criou nas sombras.
— O que você vai fazer? — perguntei, um sorriso vitorioso começando a surgir nos meus lábios.
— Vou fazer o que deveria ter feito antes de você decidir brincar com fogo — ele disse, aproximando os lábios do meu ouvido. — Vou garantir que, quando chegarmos a Paris, você esteja tão marcada por mim que nenhum outro homem se atreva a olhar na sua direção.
— Isso soa como uma promessa — provoquei.
— É um juramento de sangue — ele respondeu, e antes que eu pudesse dizer mais nada, ele tomou meus lábios em um beijo que misturava raiva, possessividade e uma fome que vinha sendo contida por anos.
Eu ganhei. Eu sabia que tinha ganhado. Ele poderia ser o soldado perfeito para o meu pai, mas para mim, Valentin era apenas um homem rendido.
— Nikolai ainda está esperando uma resposta sobre o jantar — eu disse entre beijos, sentindo as mãos dele percorrerem minhas costas com urgência.
— Nikolai que vá para o inferno — Valentin rosnou, me pegando no colo e me levando em direção aos seus aposentos privados, longe dos olhos da máfia, onde as únicas leis que importavam eram as nossas. — Em Paris, a única coisa que você vai vestir para ele é o desprezo. Para mim... bem, eu tenho outros planos para o que você vai usar.
Enquanto ele me carregava, eu olhei por cima do ombro dele para o corredor vazio. A guerra estava longe de terminar, e o noivado com o russo ainda era uma sombra sobre nossas cabeças, mas naquele momento, sob o teto de mármore da máfia, eu era a rainha de um exército de um homem só. E Valentin estava pronto para destruir o mundo apenas para me manter em sua órbita.
Paris nunca soube o que a esperava. E Nikolai Volkov estava prestes a descobrir que algumas princesas não precisam ser salvas; elas já têm monstros muito mais perigosos cuidando delas.
Eu cresci entre regalias e sombras. Amada, protegida e, acima de tudo, vigiada. Especialmente por ele.
Valentin. O sobrinho do meu tio Luca. O homem que, tecnicamente, não deveria me olhar da forma que olha, mas que dedicou cada segundo da sua vida adulta a ser minha sombra, meu escudo e, em noites de segredos sussurrados, o dono do meu fôlego.
A tensão entre nós, no entanto, havia atingido o ponto de ebulição naquela manhã.
— Você não vai, Karen. E o assunto está encerrado — Valentin disse, a voz rouca e autoritária, enquanto limpava uma de suas Berettas na biblioteca.
— Eu não estou pedindo permissão, Valentin — respondi, cruzando os braços e sentindo o tecido de seda do meu vestido roçar na pele. — É a Paris Fashion Week. Eu tenho convites na primeira fila. É a minha vida, ou o que resta dela fora desses muros.
— O mundo lá fora é perigoso para uma herdeira do seu calibre — ele rebateu, levantando os olhos azuis gélidos para mim. — Há movimentações estranhas na fronteira. Seu pai e Luca me deram ordens claras. Eu preciso estar aqui para gerenciar os carregamentos e a segurança. E se eu não posso ir para protegê-la, você não sai deste país.
— Então você admite? — Dei um passo à frente, desafiadora. — Você só não quer que eu vá porque não pode estar lá para controlar quem respira o mesmo ar que eu.
— Eu protejo o que é meu — ele rosnou, levantando-se em um movimento fluido, a aura de perigo emanando dele como perfume caro.
— Eu não sou sua, Valentin. Você nunca me pediu para ser.
A discussão terminou com ele saindo a passos pesados e eu bufando de ódio. Mas eu conhecia o jogo. Se ele queria usar a máfia como desculpa para me prender, eu usaria a máfia para fazê-lo queimar.
Oportunamente, meu tio Luca e meu pai haviam mencionado, quase como uma ameaça velada, a necessidade de estreitar laços com os russos. Nikolai Volkov, o herdeiro da Bratva, estava na cidade para uma "reunião de negócios".
Eu sabia exatamente onde eles estariam no final da tarde: no jardim de inverno, discutindo rotas e territórios.
Vesti meu vestido mais curto, um Alexander McQueen preto que abraçava cada curva, e caminhei em direção ao jardim com um sorriso ensaiado. Eu vi Valentin de longe, postado como uma estátua perto das colunas, os olhos atentos a cada movimento. Ele me viu, e a mandíbula dele travou instantaneamente.
Nikolai Volkov estava sentado à mesa com meu pai. Ele era alto, loiro e tinha um sorriso que cheirava a problemas.
— Karen, querida — meu pai chamou, fazendo um gesto para que eu me aproximasse. — Estávamos justamente falando de você. Nikolai demonstrou grande interesse em nossa hospitalidade.
— É um prazer conhecer a famosa joia da Itália — disse Nikolai, levantando-se e pegando minha mão. Ele não apenas a beijou; ele deixou seus lábios demorarem um segundo a mais na minha pele, os olhos fixos nos meus.
Pelo canto do olho, vi Valentin dar um passo à frente, a mão instintivamente indo para o coldre sob o paletó. Eu sorri para o russo, a voz saindo doce como veneno.
— O prazer é todo meu, Nikolai. Ouvi dizer que Moscou é linda nesta época do ano, mas nada se compara a Paris, não acha?
— Paris? — Nikolai arqueou uma sobrancelha, encantado. — Coincidentemente, estarei lá na próxima semana para fechar alguns acordos. Seria uma honra ter sua companhia em um jantar na capital francesa.
— Isso soa absolutamente maravilhoso — respondi, soltando uma risada leve e jogando o cabelo para trás. — Eu estava justamente procurando um acompanhante que não estivesse... "ocupado demais" com negócios burocráticos.
O silêncio que se seguiu foi cortante. O ar parecia ter sido sugado do jardim. Valentin estava agora a poucos metros, os olhos injetados de uma fúria que eu conhecia bem. Era o ciúme possessivo de um homem que mataria por mim, mas que se recusava a ceder aos meus desejos.
— Pai, tio Luca — continuei, ignorando a estátua de gelo que Valentin se tornara —, se o casamento proposto for para garantir a paz, talvez devêssemos começar com esse jantar em Paris, não?
Meu pai trocou um olhar satisfeito com meu tio. Para eles, era apenas política. Para mim, era guerra.
— Uma excelente ideia — disse meu pai. — Valentin, você cuidará da logística da viagem da Karen com o senhor Volkov.
Se olhares pudessem causar combustão espontânea, o jardim estaria em chamas. Valentin deu um passo à frente, a voz saindo como um trovão contido.
— Com licença, senhor — disse Valentin, dirigindo-se ao meu pai, mas sem tirar os olhos de mim. — Preciso trocar uma palavra com Karen sobre os protocolos de segurança para esse... evento.
— Claro, claro — desdenhou meu pai, voltando a falar sobre carregamentos de armas com Nikolai.
Valentin não esperou. Ele segurou meu braço com firmeza — não para machucar, mas o suficiente para que eu sentisse o calor de sua palma através da seda — e me arrastou para longe dos ouvidos dos outros, em direção ao corredor das estátuas.
Assim que as portas pesadas de carvalho se fecharam atrás de nós, ele me prensou contra a madeira fria.
— Você ficou louca? — ele sibilou, o rosto a centímetros do meu. — Usar um Volkov para me atingir? Você sabe do que esses homens são capazes?
— Eu sei exatamente o que estou fazendo, Valentin — respondi, tentando manter a voz firme apesar do meu coração martelar contra as costelas. — Nikolai pareceu muito interessado. E o melhor: ele tem tempo para mim. Ele não me trata como um fardo que precisa ser guardado em uma caixa.
— Ele trata você como uma transação! — Valentin socou a porta ao lado da minha cabeça, o estrondo ecoando pelo corredor. — Você não vai a lugar nenhum com aquele maldito. Muito menos para Paris.
— Ah, eu vou — provoquei, passando a mão pela lapela do paletó dele, sentindo o batimento acelerado no peito dele. — E você vai estar lá, não vai? Meu pai ordenou que você cuidasse da logística. Você vai ter que nos assistir jantando à luz de velas, Valentin. Vai ter que abrir a porta do carro para ele me levar de volta ao hotel.
Valentin soltou um rosnado baixo, a mão subindo para o meu pescoço, os dedos se enroscando nos meus cabelos com uma possessividade bruta.
— Você acha que isso é um jogo? — Ele colou o corpo ao meu, e eu pude sentir a arma em sua cintura e o desejo em seu olhar. — Você quer me ver louco? Pois parabéns, Karen, você conseguiu. Mas escute bem: nenhum homem, seja ele russo, italiano ou o diabo que o carregue, vai tocar no que me pertence.
— Eu não pertenço a você — sussurrei, embora cada fibra do meu ser gritasse o contrário.
— Mentira — ele rebateu, a voz baixando para um tom perigosamente sedutor. — Você é minha desde o dia em que aprendeu o que era o pecado. E se eu tiver que queimar Paris inteira para impedir que aquele bastardo encoste em você, eu farei.
— Então venha comigo — eu disse, desafiando-o. — Deixe a máfia por uma semana. Esqueça as ordens do meu tio. Seja apenas meu.
Valentin encostou a testa na minha, a respiração pesada.
— Eu nunca posso deixar a máfia, Karen. Eu sou a espada que protege sua família. Mas se você acha que eu vou deixar você livre naquela cidade com Nikolai... você não conhece o homem que te criou nas sombras.
— O que você vai fazer? — perguntei, um sorriso vitorioso começando a surgir nos meus lábios.
— Vou fazer o que deveria ter feito antes de você decidir brincar com fogo — ele disse, aproximando os lábios do meu ouvido. — Vou garantir que, quando chegarmos a Paris, você esteja tão marcada por mim que nenhum outro homem se atreva a olhar na sua direção.
— Isso soa como uma promessa — provoquei.
— É um juramento de sangue — ele respondeu, e antes que eu pudesse dizer mais nada, ele tomou meus lábios em um beijo que misturava raiva, possessividade e uma fome que vinha sendo contida por anos.
Eu ganhei. Eu sabia que tinha ganhado. Ele poderia ser o soldado perfeito para o meu pai, mas para mim, Valentin era apenas um homem rendido.
— Nikolai ainda está esperando uma resposta sobre o jantar — eu disse entre beijos, sentindo as mãos dele percorrerem minhas costas com urgência.
— Nikolai que vá para o inferno — Valentin rosnou, me pegando no colo e me levando em direção aos seus aposentos privados, longe dos olhos da máfia, onde as únicas leis que importavam eram as nossas. — Em Paris, a única coisa que você vai vestir para ele é o desprezo. Para mim... bem, eu tenho outros planos para o que você vai usar.
Enquanto ele me carregava, eu olhei por cima do ombro dele para o corredor vazio. A guerra estava longe de terminar, e o noivado com o russo ainda era uma sombra sobre nossas cabeças, mas naquele momento, sob o teto de mármore da máfia, eu era a rainha de um exército de um homem só. E Valentin estava pronto para destruir o mundo apenas para me manter em sua órbita.
Paris nunca soube o que a esperava. E Nikolai Volkov estava prestes a descobrir que algumas princesas não precisam ser salvas; elas já têm monstros muito mais perigosos cuidando delas.
