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Bloom Sun X dragon flame
Fandom: Winx club
Criado: 31/05/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFantasiaAçãoViolência GráficaHorror CorporalAlmas Gêmeas
O Brilho das Chamas e o Sangue nas Estrelas
O céu de Magix não era mais azul; era uma ferida aberta em tons de roxo e escarlate. O ar pesava, saturado pelo cheiro metálico de ozônio e algo muito mais visceral: sangue. No centro do caos, as Winx lutavam por cada centímetro de existência contra as sombras de Valtor.
Stella sentia seus pulmões arderem. Seus longos cabelos loiros, que costumavam brilhar como ouro branco sob o sol de Solaria, estavam agora empastados de poeira e fuligem. Ela limpou o suor da testa com as costas da mão trêmula, deixando um rastro de lama na pele morena que tanto cuidava. A sua frente, a silhueta esguia de Bloom emanava um calor insuportável.
A fada da Chama do Dragão estava no limite. Seus cabelos ruivos, longos e indomáveis, chicoteavam o ar como línguas de fogo vivo.
— Bloom, recue! — gritou Stella, sua voz falhando enquanto conjurava um escudo de luz para desviar uma rajada de energia negra. — Você está exaurindo sua própria essência!
Bloom não respondeu. Seus olhos, antes de um azul límpido, estavam injetados, as pupilas reduzidas a fendas verticais. Ela era o próprio incêndio.
— Eu não vou deixar ele tirar mais nada de nós, Stella! — a voz de Bloom soou distorcida, carregada de um poder antigo e furioso.
No topo da colina de escombros, Valtor riu. O som era como vidro quebrando. Com um movimento de pulso, ele enviou uma horda de bestas sombrias na direção delas. Flora e Tecna estavam caídas a alguns metros, tentando se recuperar de uma explosão anterior; Musa e Layla lutavam desesperadamente para manter a retaguarda.
— O amor é uma fraqueza tão pitoresca — zombou Valtor, sua voz ecoando dentro das mentes das fadas. — Veja como sua preciosa chama consome a própria pele para me atingir.
Stella olhou para Bloom e o horror gelou seu sangue. Onde o poder da Chama do Dragão era mais intenso, nos pulsos e no peito de Bloom, a pele estava começando a rachar e descascar, revelando o músculo vivo e vermelho por baixo. Bloom estava se queimando de dentro para fora para manter o nível de poder necessário para enfrentar o bruxo.
— Pare, Bloom! Por favor! — Stella correu, ignorando o perigo, e abraçou a ruiva por trás.
O calor era excruciante. Stella sentiu o tecido de seu traje de fada chamuscar instantaneamente, o cheiro de carne queimada subindo às suas narinas. Ela gritou de dor, mas não soltou.
— Solte-me, Stella! — Bloom rugiu, debatendo-se. — Eu posso acabar com isso!
— Você vai se matar! — Stella soluçou, as lágrimas secando antes mesmo de rolarem por seu rosto. — Eu não posso viver em um mundo onde o sol não brilha porque você se apagou!
Valtor, aproveitando a distração, disparou um feixe de luz negra sólida. O golpe foi rápido demais para qualquer reação defensiva completa.
— Cuidado! — Bloom girou, empurrando Stella com uma força sobrenatural.
O projétil de sombra atingiu o ombro esquerdo de Bloom. O som foi um estalo seco, seguido pelo ruído úmido de carne sendo dilacerada. O braço da fada ruiva foi quase arrancado pela força do impacto, pendendo agora por apenas alguns tendões e tiras de pele queimada. O sangue jorrou, um vermelho vibrante que contrastava terrivelmente com o brilho alaranjado de sua aura.
— NÃO! — O grito de Stella rasgou o campo de batalha.
Bloom caiu de joelhos, o rosto pálido como cera. O sangue escorria pelo seu torso, encharcando o chão de terra. Ela tentou se levantar, mas o choque traumático estava começando a desligar seu corpo.
Stella rastejou até ela, ignorando os ataques que explodiam ao redor. Ela pegou o rosto de Bloom entre as mãos, as palmas de Stella estavam em carne viva pelo calor anterior, mas ela não se importava.
— Bloom, olhe para mim. Fique comigo! — Stella implorou, sua voz quebrada por soluços.
— Stella... eu... — Bloom tossiu, e um fio de sangue escuro escorreu pelo canto de sua boca. — Eu sinto tanto frio.
— Não, não, não. Você é o fogo, Bloom. Você nunca sente frio — Stella tentava estancar o sangramento terrível no ombro da amiga com as mãos, mas o líquido quente não parava de fluir entre seus dedos.
Valtor desceu flutuando, pousando suavemente sobre os escombros. Ele observava a cena com um prazer sádico.
— Que visão tocante. A luz de Solaria tentando salvar uma brasa moribunda.
Stella levantou os olhos para ele. Algo dentro dela, algo que sempre fora brilhante e caloroso, tornou-se afiado e letal. Ela amava Bloom. Amava o jeito que ela mordia o lábio quando estava nervosa, amava o cheiro de canela que emanava de seus cabelos, amava a determinação inabalável que agora a estava matando. E ela não permitiria que Valtor tocasse em sua ruiva novamente.
— Você... — a voz de Stella saiu baixa, vibrando com um poder que ela nunca havia acessado antes. — Você vai pagar por cada gota de sangue dela.
— E o que uma fada da moda vai fazer? — Valtor debochou, preparando um último feitiço de finalização. — Vai me cegar com glitter?
Stella se levantou lentamente. Sua pele morena parecia brilhar com uma luz interna tão intensa que se tornava branca, quase insuportável de olhar. Seus cabelos loiros-dourados flutuaram, cada fio tornando-se um raio de sol puro.
— Eu sou a herdeira de Solaria — disse ela, e o chão tremeu. — Eu sou o brilho que revela os monstros na escuridão. E hoje, eu sou o sol que incinera.
Ela não usou um cetro. Ela não usou palavras mágicas. Stella simplesmente abriu os braços e liberou uma supernova.
A luz não era amarela; era um branco absoluto, violento. O impacto da onda de choque desintegrou as bestas de sombra instantaneamente. Valtor soltou um grito de agonia quando a luz purificadora começou a queimar sua essência sombria, derretendo sua forma física como cera em um forno.
— Isso é impossível! — ele berrou, antes de ser engolido pela explosão de brilho.
Quando a luz finalmente diminuiu, o silêncio caiu sobre o campo de batalha. Valtor havia desaparecido, sua presença maligna reduzida a cinzas dispersas pelo vento.
Stella caiu de joelhos imediatamente ao lado de Bloom. O esforço a deixara cega por alguns instantes, mas ela tateou até encontrar o corpo pequeno e frágil da amiga.
— Bloom? Bloom, responda! — Stella chorava abertamente agora, o sangue de Bloom manchando seu traje, seu rosto, sua alma.
Bloom abriu os olhos lentamente. A chama em seu peito era apenas uma faísca agora, mas ela ainda estava lá. Ela olhou para o ombro destruído, para a destruição ao redor, e depois para Stella.
— Você o pegou... — Bloom sussurrou, a voz quase inaudível.
— Shhh, não fale. Eu vou te curar, eu vou dar todo o meu brilho para você — Stella encostou a testa na de Bloom, deixando suas lágrimas caírem sobre as feridas da outra.
— Stella... por que você fez isso? — Bloom perguntou, uma lágrima solitária escapando de seus olhos azuis. — Você se arriscou tanto...
Stella sorriu, um sorriso triste e cheio de uma adoração que ela não conseguia mais esconder.
— Porque o sol não tem sentido se não tiver o que iluminar, Bloom. E você é o meu mundo inteiro.
Bloom esticou a mão trêmula e saudável, tocando o rosto de Stella, sujando a face da loira com o sangue de sua batalha.
— Eu te amo — sussurrou a ruiva.
— Eu te amo mais que à própria luz — respondeu Stella, inclinando-se para selar aquela promessa com um beijo suave, enquanto as outras Winx se aproximavam, e o primeiro raio de sol real do amanhecer começava a lutar contra as nuvens de fumaça, iluminando as duas fadas caídas, unidas pelo sangue e pelo fogo.
Stella sentia seus pulmões arderem. Seus longos cabelos loiros, que costumavam brilhar como ouro branco sob o sol de Solaria, estavam agora empastados de poeira e fuligem. Ela limpou o suor da testa com as costas da mão trêmula, deixando um rastro de lama na pele morena que tanto cuidava. A sua frente, a silhueta esguia de Bloom emanava um calor insuportável.
A fada da Chama do Dragão estava no limite. Seus cabelos ruivos, longos e indomáveis, chicoteavam o ar como línguas de fogo vivo.
— Bloom, recue! — gritou Stella, sua voz falhando enquanto conjurava um escudo de luz para desviar uma rajada de energia negra. — Você está exaurindo sua própria essência!
Bloom não respondeu. Seus olhos, antes de um azul límpido, estavam injetados, as pupilas reduzidas a fendas verticais. Ela era o próprio incêndio.
— Eu não vou deixar ele tirar mais nada de nós, Stella! — a voz de Bloom soou distorcida, carregada de um poder antigo e furioso.
No topo da colina de escombros, Valtor riu. O som era como vidro quebrando. Com um movimento de pulso, ele enviou uma horda de bestas sombrias na direção delas. Flora e Tecna estavam caídas a alguns metros, tentando se recuperar de uma explosão anterior; Musa e Layla lutavam desesperadamente para manter a retaguarda.
— O amor é uma fraqueza tão pitoresca — zombou Valtor, sua voz ecoando dentro das mentes das fadas. — Veja como sua preciosa chama consome a própria pele para me atingir.
Stella olhou para Bloom e o horror gelou seu sangue. Onde o poder da Chama do Dragão era mais intenso, nos pulsos e no peito de Bloom, a pele estava começando a rachar e descascar, revelando o músculo vivo e vermelho por baixo. Bloom estava se queimando de dentro para fora para manter o nível de poder necessário para enfrentar o bruxo.
— Pare, Bloom! Por favor! — Stella correu, ignorando o perigo, e abraçou a ruiva por trás.
O calor era excruciante. Stella sentiu o tecido de seu traje de fada chamuscar instantaneamente, o cheiro de carne queimada subindo às suas narinas. Ela gritou de dor, mas não soltou.
— Solte-me, Stella! — Bloom rugiu, debatendo-se. — Eu posso acabar com isso!
— Você vai se matar! — Stella soluçou, as lágrimas secando antes mesmo de rolarem por seu rosto. — Eu não posso viver em um mundo onde o sol não brilha porque você se apagou!
Valtor, aproveitando a distração, disparou um feixe de luz negra sólida. O golpe foi rápido demais para qualquer reação defensiva completa.
— Cuidado! — Bloom girou, empurrando Stella com uma força sobrenatural.
O projétil de sombra atingiu o ombro esquerdo de Bloom. O som foi um estalo seco, seguido pelo ruído úmido de carne sendo dilacerada. O braço da fada ruiva foi quase arrancado pela força do impacto, pendendo agora por apenas alguns tendões e tiras de pele queimada. O sangue jorrou, um vermelho vibrante que contrastava terrivelmente com o brilho alaranjado de sua aura.
— NÃO! — O grito de Stella rasgou o campo de batalha.
Bloom caiu de joelhos, o rosto pálido como cera. O sangue escorria pelo seu torso, encharcando o chão de terra. Ela tentou se levantar, mas o choque traumático estava começando a desligar seu corpo.
Stella rastejou até ela, ignorando os ataques que explodiam ao redor. Ela pegou o rosto de Bloom entre as mãos, as palmas de Stella estavam em carne viva pelo calor anterior, mas ela não se importava.
— Bloom, olhe para mim. Fique comigo! — Stella implorou, sua voz quebrada por soluços.
— Stella... eu... — Bloom tossiu, e um fio de sangue escuro escorreu pelo canto de sua boca. — Eu sinto tanto frio.
— Não, não, não. Você é o fogo, Bloom. Você nunca sente frio — Stella tentava estancar o sangramento terrível no ombro da amiga com as mãos, mas o líquido quente não parava de fluir entre seus dedos.
Valtor desceu flutuando, pousando suavemente sobre os escombros. Ele observava a cena com um prazer sádico.
— Que visão tocante. A luz de Solaria tentando salvar uma brasa moribunda.
Stella levantou os olhos para ele. Algo dentro dela, algo que sempre fora brilhante e caloroso, tornou-se afiado e letal. Ela amava Bloom. Amava o jeito que ela mordia o lábio quando estava nervosa, amava o cheiro de canela que emanava de seus cabelos, amava a determinação inabalável que agora a estava matando. E ela não permitiria que Valtor tocasse em sua ruiva novamente.
— Você... — a voz de Stella saiu baixa, vibrando com um poder que ela nunca havia acessado antes. — Você vai pagar por cada gota de sangue dela.
— E o que uma fada da moda vai fazer? — Valtor debochou, preparando um último feitiço de finalização. — Vai me cegar com glitter?
Stella se levantou lentamente. Sua pele morena parecia brilhar com uma luz interna tão intensa que se tornava branca, quase insuportável de olhar. Seus cabelos loiros-dourados flutuaram, cada fio tornando-se um raio de sol puro.
— Eu sou a herdeira de Solaria — disse ela, e o chão tremeu. — Eu sou o brilho que revela os monstros na escuridão. E hoje, eu sou o sol que incinera.
Ela não usou um cetro. Ela não usou palavras mágicas. Stella simplesmente abriu os braços e liberou uma supernova.
A luz não era amarela; era um branco absoluto, violento. O impacto da onda de choque desintegrou as bestas de sombra instantaneamente. Valtor soltou um grito de agonia quando a luz purificadora começou a queimar sua essência sombria, derretendo sua forma física como cera em um forno.
— Isso é impossível! — ele berrou, antes de ser engolido pela explosão de brilho.
Quando a luz finalmente diminuiu, o silêncio caiu sobre o campo de batalha. Valtor havia desaparecido, sua presença maligna reduzida a cinzas dispersas pelo vento.
Stella caiu de joelhos imediatamente ao lado de Bloom. O esforço a deixara cega por alguns instantes, mas ela tateou até encontrar o corpo pequeno e frágil da amiga.
— Bloom? Bloom, responda! — Stella chorava abertamente agora, o sangue de Bloom manchando seu traje, seu rosto, sua alma.
Bloom abriu os olhos lentamente. A chama em seu peito era apenas uma faísca agora, mas ela ainda estava lá. Ela olhou para o ombro destruído, para a destruição ao redor, e depois para Stella.
— Você o pegou... — Bloom sussurrou, a voz quase inaudível.
— Shhh, não fale. Eu vou te curar, eu vou dar todo o meu brilho para você — Stella encostou a testa na de Bloom, deixando suas lágrimas caírem sobre as feridas da outra.
— Stella... por que você fez isso? — Bloom perguntou, uma lágrima solitária escapando de seus olhos azuis. — Você se arriscou tanto...
Stella sorriu, um sorriso triste e cheio de uma adoração que ela não conseguia mais esconder.
— Porque o sol não tem sentido se não tiver o que iluminar, Bloom. E você é o meu mundo inteiro.
Bloom esticou a mão trêmula e saudável, tocando o rosto de Stella, sujando a face da loira com o sangue de sua batalha.
— Eu te amo — sussurrou a ruiva.
— Eu te amo mais que à própria luz — respondeu Stella, inclinando-se para selar aquela promessa com um beijo suave, enquanto as outras Winx se aproximavam, e o primeiro raio de sol real do amanhecer começava a lutar contra as nuvens de fumaça, iluminando as duas fadas caídas, unidas pelo sangue e pelo fogo.
