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Não sei
Fandom: Invencível, MegaMente, superma, the boys,dispacth
Criado: 31/05/2026
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RomanceUA (Universo Alternativo)Dor/ConfortoHistória DomésticaCrossoverFicção CientíficaÓpera EspacialPsicológicoSombrio
O Elo de Ouro e Ferro
A luz da manhã filtrava-se pelas cortinas da sala de estar, banhando o ambiente em um tom dourado que, para Sabrina, parecia quase irreal. O silêncio da casa isolada, antes preenchido apenas pelo som do vento nas árvores, agora era habitado pela presença constante e pesada de seis homens que desafiavam as leis da física e da lógica.
Sabrina estava sentada na poltrona, um livro aberto no colo que ela não conseguia ler. Seus olhos vagavam de um para outro. O clima na casa havia mudado drasticamente nas últimas vinte e quatro horas. As memórias haviam retornado — como uma avalanche de sangue, glória, traumas e poder. Ela esperava que, ao recuperarem quem eram, eles partiriam. Esperava que Clark voltasse para Metrópolis, que Nolan e Thragg retomassem seus impérios espaciais, que Ben buscasse seu lugar no tempo e que Metro Man e Phenomaman voltassem às suas rotinas heroicas ou existenciais.
Mas nenhum deles se moveu para a porta.
— Vocês não deveriam estar... em algum outro lugar? — perguntou Sabrina, a voz falhando levemente. — Clark, as pessoas devem estar sentindo sua falta. Nolan, você disse que tinha um povo, uma missão.
Clark, que agora não usava mais os óculos de disfarce, aproximou-se dela com uma calma que beirava o possessivo. Ele se ajoelhou aos pés dela, apoiando as mãos grandes e quentes nos joelhos de Sabrina. O olhar azul, antes confuso, agora brilhava com uma clareza assustadora.
— O mundo tem muitos heróis, Sabrina — disse ele, a voz profunda vibrando no peito. — Mas eu só tenho uma pessoa que cuidou de Clark, não do Superman. Eu me lembro de cada planeta que salvei, mas nada se compara ao calor das suas mãos quando você limpou meu rosto sem saber quem eu era. Eu não vou a lugar nenhum.
— Ele tem razão — interveio Metro Man, encostado no batente da porta com os braços cruzados. O topete estava impecável, mas o sorriso de estrela de cinema agora era direcionado apenas a ela, carregado de uma intensidade nova. — Eu já fingi minha morte uma vez para fugir da responsabilidade. Agora que recuperei minha memória, percebi que o que eu buscava naquele dia no observatório, eu encontrei aqui, nesta cozinha, com você me servindo café.
Sabrina sentiu um arrepio. A obsessão deles não havia diminuído com a volta da consciência; ela apenas havia se refinado, tornando-se uma decisão consciente de homens que podiam ter o universo, mas escolheram aquele pedaço de terra.
— Isso é loucura — sussurrou ela, olhando para Thragg e Nolan. — Vocês são conquistadores. Thragg, você governa milhões. Como pode querer ficar aqui, em uma casa de campo, dividindo espaço?
Thragg, cuja presença física parecia ocupar todo o oxigênio da sala, deu um passo à frente. Suas cicatrizes eram testemunhas de milênios de guerra, mas seus olhos castanhos estavam fixos em Sabrina com uma fome que não era de conquista territorial.
— Eu passei eras buscando a pureza da linhagem e a força do império — disse Thragg, sua voz como o trovão distante. — Mas a vulnerabilidade que senti sob seus cuidados... a paz que você impôs a este ambiente... é uma força que eu nunca possuí. Você é minha agora, Sabrina. Não por direito de conquista, mas porque eu me recuso a viver em um universo onde você não seja minha rainha.
Nolan, ao lado dele, assentiu severamente. O bigode imponente não escondia a expressão de alguém que havia encontrado algo mais valioso que o dever viltrumita.
— Nós lembramos de tudo, Sabrina — disse Nolan. — Lembramos das atrocidades, dos deveres e das perdas. E é exatamente por lembrarmos que sabemos que este é o único lugar onde queremos estar. Você nos amansou quando éramos feras feridas. Agora, as feras estão curadas, mas elas pertencem a quem as salvou.
Sabrina sentiu o peso daquelas palavras. Ela tentara manter limites, tentara ser a cuidadora imparcial, mas as noites de choro contido, onde ela cedia a abraços e toques íntimos para acalmá-los, haviam criado um vínculo que ela não sabia como quebrar. E, no fundo do seu coração, uma parte dela — a parte que estava cansada da solidão e do estresse da vida urbana — não queria que eles fossem embora. Mas a intensidade deles a assustava.
— E você, Ben? — perguntou ela, olhando para Soldier Boy, que estava sentado em um canto, limpando distraidamente o escudo que ela havia encontrado no campo.
Ben levantou os olhos verdes, a expressão dura do soldado de 1940 suavizando-se apenas para ela.
— Eu sou um homem fora do tempo, boneca — disse ele, levantando-se e caminhando até ela com uma arrogância possessiva. Ele afastou a mão de Clark do joelho de Sabrina e ocupou o espaço, segurando o queixo dela com firmeza, mas sem machucar. — O mundo lá fora é um lixo. É barulhento, é desrespeitoso e não faz sentido. Aqui, com você... é a única coisa que parece real. Se algum desses palhaços tentar te levar, eu luto contra todos eles. Mas eu não vou voltar para aquele laboratório ou para aquele futuro de merda. Você é minha casa agora.
— O conceito de "casa" — começou Phenomaman, sua voz educada e um tanto monótona ecoando pelo corredor — era algo que eu estudava de forma teórica. Minha missão era observar. Mas, ao recuperar meus dados e memórias, percebi que a observação é insuficiente. Eu desejo a interação. Eu desejo o seu toque, Sabrina. No meu planeta, não temos o que você chama de "amor", mas se o que sinto quando você sorri é o que os humanos descrevem, então eu sou um devoto absoluto.
Sabrina suspirou, sentindo as lágrimas picarem seus olhos. Ela se levantou, e imediatamente seis pares de olhos se fixaram nela, prontos para atender qualquer necessidade ou impedir qualquer fuga.
— Vocês percebem que isso não é normal, não é? — perguntou ela, gesticulando para todos. — Vocês são os seres mais poderosos da Terra... e de fora dela. Vocês não podem simplesmente se esconder aqui e agir como se eu fosse o centro do universo de vocês.
— Mas você é — disse Clark, levantando-se e ficando atrás dela, envolvendo sua cintura com os braços poderosos, trazendo-a contra seu peito sólido. — Nós decidimos. Entre nós, houve um acordo silencioso enquanto você dormia.
Sabrina congelou.
— Que acordo?
— Um acordo de partilha — disse Thragg, sem um pingo de vergonha. — Nenhum de nós aceitaria perder você para o outro. E nenhum de nós está disposto a deixá-la. Então, este santuário será governado por nós. Você cuidará de nós, e nós protegeremos você de tudo. Do tempo, da dor, da morte.
— Vocês estão falando como se eu fosse uma propriedade — protestou Sabrina, embora o calor do corpo de Clark e a presença protetora dos outros a fizessem sentir uma segurança inebriante.
— Não uma propriedade — corrigiu Metro Man, aproximando-se e acariciando o cabelo dela, soltando o laço que prendia sua franja. — Uma divindade. Nossa única prioridade.
Sabrina olhou para cada um deles. Ela viu a obsessão, sim, mas viu também uma devoção desesperada. Eram homens que tinham tudo, menos paz. E ela era a paz deles.
— E se eu quiser sair? — testou ela. — Se eu quiser ir à cidade, ver pessoas?
— Nós iremos com você — disse Soldier Boy com um sorriso de lado. — Mas você não vai querer. O que o mundo tem a oferecer que nós seis não podemos te dar em dobro? Joias? Proteção? Prazer?
O tom de Ben fez Sabrina corar violentamente, lembrando-se das concessões que fizera nas noites passadas, quando a tristeza deles a desarmava. Agora, com a memória deles de volta, aqueles momentos íntimos não eram mais confusões de homens perdidos, eram reivindicações de homens que sabiam exatamente o que estavam fazendo.
Clark inclinou a cabeça, sussurrando no ouvido dela, sua respiração quente enviando arrepios por sua espinha.
— Deixe-nos cuidar de você, Sabrina. Como você cuidou de nós. Não lute contra isso.
Sabrina fechou os olhos por um momento. Ela era apenas uma mulher, e eles eram deuses e monstros. Mas, naquela casa, eles eram apenas dela. A praticidade dela, que antes a ajudara a cuidar de seus ferimentos, agora a fazia aceitar a realidade inevitável. Ela estava no centro de um furacão de poder e obsessão, e não havia abrigo melhor do que os braços daqueles que a idolatravam.
— Tudo bem — sussurrou ela, cedendo ao abraço de Clark e sentindo a mão de Nolan pousar em seu ombro e a de Thragg em sua cintura. — Mas eu ainda sou a dona da casa. E vocês ainda têm que ajudar com a louça.
Um riso baixo e uníssono ecoou pela sala. Era um som perigoso, carregado de uma satisfação que faria qualquer outra pessoa tremer. Mas Sabrina apenas sentiu o laço de ouro e ferro se fechar ao seu redor, prendendo-a em um destino que ela nunca imaginou, mas que, estranhamente, não queria mais evitar.
— Como desejar, minha senhora — disse Thragg, curvando-se levemente, o brilho de posse em seus olhos deixando claro que, a partir daquele momento, o mundo lá fora deixara de existir para todos eles. Só restava Sabrina.
Sabrina estava sentada na poltrona, um livro aberto no colo que ela não conseguia ler. Seus olhos vagavam de um para outro. O clima na casa havia mudado drasticamente nas últimas vinte e quatro horas. As memórias haviam retornado — como uma avalanche de sangue, glória, traumas e poder. Ela esperava que, ao recuperarem quem eram, eles partiriam. Esperava que Clark voltasse para Metrópolis, que Nolan e Thragg retomassem seus impérios espaciais, que Ben buscasse seu lugar no tempo e que Metro Man e Phenomaman voltassem às suas rotinas heroicas ou existenciais.
Mas nenhum deles se moveu para a porta.
— Vocês não deveriam estar... em algum outro lugar? — perguntou Sabrina, a voz falhando levemente. — Clark, as pessoas devem estar sentindo sua falta. Nolan, você disse que tinha um povo, uma missão.
Clark, que agora não usava mais os óculos de disfarce, aproximou-se dela com uma calma que beirava o possessivo. Ele se ajoelhou aos pés dela, apoiando as mãos grandes e quentes nos joelhos de Sabrina. O olhar azul, antes confuso, agora brilhava com uma clareza assustadora.
— O mundo tem muitos heróis, Sabrina — disse ele, a voz profunda vibrando no peito. — Mas eu só tenho uma pessoa que cuidou de Clark, não do Superman. Eu me lembro de cada planeta que salvei, mas nada se compara ao calor das suas mãos quando você limpou meu rosto sem saber quem eu era. Eu não vou a lugar nenhum.
— Ele tem razão — interveio Metro Man, encostado no batente da porta com os braços cruzados. O topete estava impecável, mas o sorriso de estrela de cinema agora era direcionado apenas a ela, carregado de uma intensidade nova. — Eu já fingi minha morte uma vez para fugir da responsabilidade. Agora que recuperei minha memória, percebi que o que eu buscava naquele dia no observatório, eu encontrei aqui, nesta cozinha, com você me servindo café.
Sabrina sentiu um arrepio. A obsessão deles não havia diminuído com a volta da consciência; ela apenas havia se refinado, tornando-se uma decisão consciente de homens que podiam ter o universo, mas escolheram aquele pedaço de terra.
— Isso é loucura — sussurrou ela, olhando para Thragg e Nolan. — Vocês são conquistadores. Thragg, você governa milhões. Como pode querer ficar aqui, em uma casa de campo, dividindo espaço?
Thragg, cuja presença física parecia ocupar todo o oxigênio da sala, deu um passo à frente. Suas cicatrizes eram testemunhas de milênios de guerra, mas seus olhos castanhos estavam fixos em Sabrina com uma fome que não era de conquista territorial.
— Eu passei eras buscando a pureza da linhagem e a força do império — disse Thragg, sua voz como o trovão distante. — Mas a vulnerabilidade que senti sob seus cuidados... a paz que você impôs a este ambiente... é uma força que eu nunca possuí. Você é minha agora, Sabrina. Não por direito de conquista, mas porque eu me recuso a viver em um universo onde você não seja minha rainha.
Nolan, ao lado dele, assentiu severamente. O bigode imponente não escondia a expressão de alguém que havia encontrado algo mais valioso que o dever viltrumita.
— Nós lembramos de tudo, Sabrina — disse Nolan. — Lembramos das atrocidades, dos deveres e das perdas. E é exatamente por lembrarmos que sabemos que este é o único lugar onde queremos estar. Você nos amansou quando éramos feras feridas. Agora, as feras estão curadas, mas elas pertencem a quem as salvou.
Sabrina sentiu o peso daquelas palavras. Ela tentara manter limites, tentara ser a cuidadora imparcial, mas as noites de choro contido, onde ela cedia a abraços e toques íntimos para acalmá-los, haviam criado um vínculo que ela não sabia como quebrar. E, no fundo do seu coração, uma parte dela — a parte que estava cansada da solidão e do estresse da vida urbana — não queria que eles fossem embora. Mas a intensidade deles a assustava.
— E você, Ben? — perguntou ela, olhando para Soldier Boy, que estava sentado em um canto, limpando distraidamente o escudo que ela havia encontrado no campo.
Ben levantou os olhos verdes, a expressão dura do soldado de 1940 suavizando-se apenas para ela.
— Eu sou um homem fora do tempo, boneca — disse ele, levantando-se e caminhando até ela com uma arrogância possessiva. Ele afastou a mão de Clark do joelho de Sabrina e ocupou o espaço, segurando o queixo dela com firmeza, mas sem machucar. — O mundo lá fora é um lixo. É barulhento, é desrespeitoso e não faz sentido. Aqui, com você... é a única coisa que parece real. Se algum desses palhaços tentar te levar, eu luto contra todos eles. Mas eu não vou voltar para aquele laboratório ou para aquele futuro de merda. Você é minha casa agora.
— O conceito de "casa" — começou Phenomaman, sua voz educada e um tanto monótona ecoando pelo corredor — era algo que eu estudava de forma teórica. Minha missão era observar. Mas, ao recuperar meus dados e memórias, percebi que a observação é insuficiente. Eu desejo a interação. Eu desejo o seu toque, Sabrina. No meu planeta, não temos o que você chama de "amor", mas se o que sinto quando você sorri é o que os humanos descrevem, então eu sou um devoto absoluto.
Sabrina suspirou, sentindo as lágrimas picarem seus olhos. Ela se levantou, e imediatamente seis pares de olhos se fixaram nela, prontos para atender qualquer necessidade ou impedir qualquer fuga.
— Vocês percebem que isso não é normal, não é? — perguntou ela, gesticulando para todos. — Vocês são os seres mais poderosos da Terra... e de fora dela. Vocês não podem simplesmente se esconder aqui e agir como se eu fosse o centro do universo de vocês.
— Mas você é — disse Clark, levantando-se e ficando atrás dela, envolvendo sua cintura com os braços poderosos, trazendo-a contra seu peito sólido. — Nós decidimos. Entre nós, houve um acordo silencioso enquanto você dormia.
Sabrina congelou.
— Que acordo?
— Um acordo de partilha — disse Thragg, sem um pingo de vergonha. — Nenhum de nós aceitaria perder você para o outro. E nenhum de nós está disposto a deixá-la. Então, este santuário será governado por nós. Você cuidará de nós, e nós protegeremos você de tudo. Do tempo, da dor, da morte.
— Vocês estão falando como se eu fosse uma propriedade — protestou Sabrina, embora o calor do corpo de Clark e a presença protetora dos outros a fizessem sentir uma segurança inebriante.
— Não uma propriedade — corrigiu Metro Man, aproximando-se e acariciando o cabelo dela, soltando o laço que prendia sua franja. — Uma divindade. Nossa única prioridade.
Sabrina olhou para cada um deles. Ela viu a obsessão, sim, mas viu também uma devoção desesperada. Eram homens que tinham tudo, menos paz. E ela era a paz deles.
— E se eu quiser sair? — testou ela. — Se eu quiser ir à cidade, ver pessoas?
— Nós iremos com você — disse Soldier Boy com um sorriso de lado. — Mas você não vai querer. O que o mundo tem a oferecer que nós seis não podemos te dar em dobro? Joias? Proteção? Prazer?
O tom de Ben fez Sabrina corar violentamente, lembrando-se das concessões que fizera nas noites passadas, quando a tristeza deles a desarmava. Agora, com a memória deles de volta, aqueles momentos íntimos não eram mais confusões de homens perdidos, eram reivindicações de homens que sabiam exatamente o que estavam fazendo.
Clark inclinou a cabeça, sussurrando no ouvido dela, sua respiração quente enviando arrepios por sua espinha.
— Deixe-nos cuidar de você, Sabrina. Como você cuidou de nós. Não lute contra isso.
Sabrina fechou os olhos por um momento. Ela era apenas uma mulher, e eles eram deuses e monstros. Mas, naquela casa, eles eram apenas dela. A praticidade dela, que antes a ajudara a cuidar de seus ferimentos, agora a fazia aceitar a realidade inevitável. Ela estava no centro de um furacão de poder e obsessão, e não havia abrigo melhor do que os braços daqueles que a idolatravam.
— Tudo bem — sussurrou ela, cedendo ao abraço de Clark e sentindo a mão de Nolan pousar em seu ombro e a de Thragg em sua cintura. — Mas eu ainda sou a dona da casa. E vocês ainda têm que ajudar com a louça.
Um riso baixo e uníssono ecoou pela sala. Era um som perigoso, carregado de uma satisfação que faria qualquer outra pessoa tremer. Mas Sabrina apenas sentiu o laço de ouro e ferro se fechar ao seu redor, prendendo-a em um destino que ela nunca imaginou, mas que, estranhamente, não queria mais evitar.
— Como desejar, minha senhora — disse Thragg, curvando-se levemente, o brilho de posse em seus olhos deixando claro que, a partir daquele momento, o mundo lá fora deixara de existir para todos eles. Só restava Sabrina.
