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Daddy

Fandom: Bts

Criado: 01/06/2026

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O Brilho do Neon e o Gelo no Olhar

O céu de Seul estava tingido por uma névoa cinzenta, o tipo de poluição que apenas o dinheiro e o poder ignoravam. No topo da torre da Jeon Enterprises, Jeon Jungkook observava a cidade através da parede de vidro que ia do chão ao teto. Ele era o homem mais rico da Coreia do Sul, o empresário que o mercado apelidara de "O Tubarão de Gelo". Com apenas vinte e sete anos, ele não conhecia a derrota, nem a piedade.

Ele afrouxou o nó da gravata de seda, sentindo o peso de um dia repleto de reuniões estéreis e contratos multimilionários. O silêncio do escritório era ensurdecedor. Jungkook precisava de algo que fizesse seu sangue circular, algo que não envolvesse planilhas ou fusões de empresas.

— Carro pronto, senhor Jeon — anunciou o segurança pela linha interna.

Jungkook não respondeu. Apenas pegou o paletó e saiu. Ele não queria ir para casa, para a mansão fria e minimalista que parecia um museu. Ele queria o caos controlado.

A "Viper’s Den" era a boate mais exclusiva do distrito de Gangnam. Onde a elite se escondia para ser pecadora. Quando Jungkook entrou, o mar de pessoas se abriu como se ele fosse a própria morte vestida de Armani. Ele se sentou na área VIP, pedindo o uísque mais caro da casa, seus olhos escuros varrendo o palco central com tédio.

Foi então que as luzes mudaram para um tom de vermelho carmesim.

No centro do palco, Kim Nari surgiu. Ela era uma lenda naquele submundo, a stripper que nenhum homem conseguia tocar, mas que todos desejavam até a loucura. Seus movimentos eram fluidos, uma mistura de inocência e pecado puro. Quando seus olhos se encontraram com os de Jungkook, algo estalou no ar. O gelo dele encontrou o fogo dela.

Jungkook não esperou o show terminar. Ele sinalizou para o gerente.

— Eu quero ela — disse Jungkook, a voz rouca e autoritária. — Não apenas para esta noite. Eu quero exclusividade. Diga o preço.

O gerente engoliu em seco, conhecendo a reputação do homem à sua frente.

— Senhor Jeon, Nari é independente, ela não costuma aceitar contratos de...

— Eu não perguntei o que ela costuma fazer — interrompeu Jungkook, tirando um talão de cheques do bolso interno. — Eu disse que a quero.

Uma hora depois, Nari entrou no camarote privado. Ela ainda usava o figurino de seda, mas seus olhos eram desafiadores. Ela sabia quem ele era. Todos sabiam.

— Então o grande Jeon Jungkook precisa pagar para ter companhia? — provocou ela, cruzando os braços. — Achei que seu império fosse o suficiente para atrair qualquer mulher.

Jungkook levantou-se lentamente, caminhando até ela. Ele era muito mais alto, sua presença física era sufocante.

— Eu não quero qualquer mulher, Nari. Eu quero você. E eu sempre consigo o que quero.

— Eu tenho um preço alto, Jungkook. E não aceito ordens.

— Você aceitará as minhas — afirmou ele, os dedos roçando o queixo dela com uma possessividade que a fez estremecer. — A partir de hoje, você é minha.

Os meses seguintes foram um borrão de luxo e tensão. Jungkook instalou Nari em um apartamento de luxo, cobrindo-a de joias e roupas de grife. O "rolo" entre eles era intenso, uma guerra de poder entre quatro paredes. Mas Jungkook tinha um defeito que superava sua riqueza: ele era doentiamente possessivo.

Em uma tarde de quinta-feira, Jungkook decidiu sair mais cedo do escritório. Ele queria surpreender Nari. Mas, ao chegar ao café onde ela costumava ir, seu sangue ferveu.

Nari estava sentada em uma mesa externa, rindo abertamente. Ao lado dela, dois homens jovens e bonitos conversavam animadamente. Um deles, um fotógrafo chamado Jimin que Nari conhecia desde a infância, tocou o ombro dela em um gesto amigável.

Jungkook não pensou. Ele apenas agiu.

Ele caminhou até a mesa como um predador. O silêncio caiu sobre o grupo assim que sua sombra os cobriu.

— Jungkook? O que faz aqui? — perguntou Nari, o sorriso morrendo em seus lábios.

— Levante-se — ordenou ele, ignorando os amigos dela. Sua voz era um trovão contido. — Agora.

— Ei, cara, a gente só está conversando — disse Jimin, tentando ser diplomático. — Sou amigo de longa data da Nari...

Jungkook virou o olhar para o rapaz. Era um olhar que já havia destruído carreiras e empresas inteiras.

— Se você encostar nela novamente — sibilou Jungkook, inclinando-se sobre a mesa —, eu garanto que você nunca mais conseguirá segurar uma câmera na vida.

— Jungkook, para com isso! — Nari se levantou, o rosto vermelho de vergonha. — Você está sendo ridículo!

Jungkook agarrou o pulso dela com força, não o suficiente para machucar fisicamente, mas o suficiente para demonstrar que ela não tinha escolha. Ele a arrastou em direção ao carro preto estacionado na calçada.

— Me solta! — gritou ela assim que entraram no veículo. — Eles são meus amigos! Você não pode simplesmente aparecer e ameaçar as pessoas que eu gosto!

Jungkook bateu a mão no volante, o som ecoando no espaço confinado.

— Você não gosta de ninguém além de mim, Nari! Entendeu? Eu tirei você daquela boate, eu te dei tudo! Você me pertence!

— Eu não sou um dos seus prédios, Jungkook! — Nari sentiu as lágrimas arderem. — Eu sou um ser humano. Eu tenho uma vida fora desta gaiola de ouro que você construiu.

— Você não tem nada que eu não permita — disse ele, a frieza voltando ao seu rosto, o que era ainda pior que a raiva. — Você acha que eu sou bobo? Eu vi como ele olhou para você. Eu vi como você sorriu para ele. Você nunca sorri assim para mim.

— Talvez porque você não me dê motivos para sorrir! — rebateu ela. — Você é frio, você é controlador... eu sinto medo de você às vezes, Jungkook.

O empresário soltou uma risada amarga, ligando o motor e acelerando pelas ruas de Seul.

— O medo é bom, Nari. O medo garante que você não fuja. O medo garante que você se lembre de quem é o seu dono.

— Eu não tenho dono — sussurrou ela, olhando para a janela, vendo as luzes da cidade passarem como borrões.

Ao chegarem na cobertura dele, o clima era de guerra. Jungkook a empurrou para dentro, fechando a porta com um estrondo.

— Você vai cancelar qualquer plano com esses... amigos — ordenou ele, jogando as chaves sobre a mesa de mármore. — A partir de amanhã, você terá um motorista e um segurança pessoal. Eles vão me relatar cada passo que você der.

— Você está ficando louco — disse Nari, recuando. — Isso é doentio.

Jungkook caminhou até ela, encurralando-a contra a parede. Ele colocou as mãos de cada lado da cabeça dela, prendendo-a. O perfume caro dele a envolvia, uma mistura de sândalo e perigo.

— Eu sou louco por você — sussurrou ele contra o ouvido dela, a voz carregada de uma paixão distorcida. — E o que é meu, ninguém toca. Ninguém olha. Se eu tiver que destruir o mundo inteiro para garantir que você seja apenas minha, eu farei.

— Você vai acabar me perdendo assim — disse ela, a voz trêmula.

Jungkook segurou o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a olhar para ele. Seus olhos escuros estavam cheios de uma possessividade que beirava a obsessão.

— Você nunca vai me deixar, Nari. Porque eu não vou permitir.

Ele a beijou com uma intensidade desesperada, um beijo que não era de amor, mas de conquista. Nari tentou resistir por um segundo, mas a força da presença dele era esmagadora. Ela se sentia presa em uma teia de seda e aço.

Jungkook se afastou apenas alguns milímetros, seus lábios ainda roçando os dela.

— Diga — ordenou ele.

— O quê? — perguntou ela, a respiração curta.

— Diga que você é minha. Somente minha.

Nari fechou os olhos, sentindo o peso das correntes invisíveis que a prendiam ao homem mais poderoso da cidade. Ela sabia que aquele era apenas o começo de um ciclo perigoso.

— Eu sou sua, Jungkook — sussurrou ela, derrotada pelo poder que ele exercia sobre sua vida.

Um sorriso sombrio e vitorioso cruzou os lábios do empresário. Ele a pegou no colo, levando-a para o quarto, enquanto o resto do mundo desaparecia. Para Jeon Jungkook, o mundo lá fora não importava, desde que ele tivesse seu tesouro trancado sob sua vigilância constante.

Mas, no fundo do coração de Nari, uma pequena chama de rebeldia ainda ardia. Ela sabia que o gelo de Jungkook era impenetrável, mas até o gelo mais duro poderia rachar se a pressão fosse grande o suficiente. O problema era que, naquela dança de ciúme e poder, nenhum dos dois sabia quem sairia inteiro.

Naquela noite, enquanto Jungkook dormia com um braço possessivamente jogado sobre a cintura dela, Nari olhou para a lua através da janela. Ela era uma stripper que se tornou a obsessão de um rei, mas a coroa pesava mais do que ela jamais imaginou. E o ciúme de Jungkook era uma tempestade que estava apenas começando a ganhar força.
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