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As provocações
Fandom: Tensei shitara slime datta ken
Criado: 02/06/2026
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FantasiaRomanceHumorCiúmesTroca de GêneroPWP (Enredo? Que enredo?)OOC (Fora do Personagem)Cenário CanônicoLinguagem ExplícitaIsekai / Fantasia PortalEstudo de PersonagemDramaViolência GráficaCrack / Humor ParódicoMpregHistória DomésticaFofuraUA (Universo Alternativo)Fatias de Vida
O Trono de Gelo e o Calor da Provocação
A brisa gélida do Continente de Gelo costumava ser o suficiente para afastar qualquer intruso, mas para Rimuru Tempest, o frio era o menor de seus problemas. Devido a uma oscilação mágica inesperada durante um experimento de Ciel, ele estava temporariamente preso em sua forma humana feminina. Seus cabelos azul-prateados caíam em ondas sedosas pelas costas, e sua estatura baixa, combinada com olhos dourados que brilhavam com uma inocência enganosa, faziam dele o alvo perfeito para as excentricidades de Guy Crimson.
Guy, o Lorde Demônio original, não perdeu tempo. Assim que viu Rimuru naquela forma, praticamente o "sequestrou" para o seu palácio branco, alegando que precisava de "consultoria política". Na realidade, Guy estava apenas se divertindo com a nova aparência de seu amigo e com o caos que sua presença causaria.
No Grande Salão de Gelo, a tensão era palpável. Guy estava sentado em seu trono de obsidiana, mas, para a surpresa e o horror de seus servos, Rimuru não estava em uma cadeira ao lado. Ele estava sentado confortavelmente no colo de Guy, brincando com uma mecha do cabelo vermelho vibrante do demônio.
Misery e Rain, as fiéis servas de Guy, permaneciam imóveis ao lado do trono, mas suas auras denunciavam o descontentamento. Seus olhos seguiam cada movimento de Rimuru com uma mistura de choque e um ciúme mal disfarçado. Elas serviam Guy por milênios e nunca tinham visto ninguém ser tão informal, ou melhor, tão dominante sobre seu mestre.
— Guy, você não acha que esse lugar é um pouco... vazio? — Rimuru comentou com uma voz doce, inclinando a cabeça para trás para olhar nos olhos de Guy. — Talvez você devesse decorar mais. Ou talvez eu devesse ficar aqui para dar um pouco de vida a este gelo todo.
Guy soltou uma risada profunda, suas mãos grandes repousando possessivamente na cintura fina de Rimuru.
— Se você ficar, Rimuru, eu farei deste castelo o seu jardim pessoal. O que você quiser, eu farei acontecer.
— Oh? — Rimuru sorriu, percebendo o olhar fulminante que Rain lançou em sua direção. — Qualquer coisa mesmo? Até mesmo se eu pedisse para você me carregar na frente de todos os seus generais?
— Eu já estou fazendo isso, não estou? — Guy inclinou-se para frente, roçando o nariz no pescoço de Rimuru. — Eu adoro como você fica nessa forma. É quase um crime eu não ter te trazido antes.
Rimuru, sentindo o olhar de puro veneno das servas e dos oficiais demônios presentes na reunião, decidiu aumentar o nível do jogo. Ele se virou completamente no colo de Guy, passando os braços pelo pescoço do Lorde Demônio e aproximando seus rostos a milímetros de distância.
— Você é tão obediente, Guy... — sussurrou Rimuru, alto o suficiente para que o som ecoasse pelo salão silencioso. — É por isso que eu gosto tanto de você.
Os oficiais no fundo da sala começaram a murmurar. "Como um ser tão pequeno ousa falar assim com o Lorde Guy?", "Ele está sendo enfeitiçado?". O ciúme coletivo era quase uma entidade física na sala.
A reunião de estratégia começou, mas ninguém conseguia se concentrar nos mapas ou nos relatórios de inteligência. Guy, visivelmente entediado com os detalhes burocráticos que Misery lia, soltou um suspiro pesado. Sem qualquer aviso, ele inclinou a cabeça para frente e enterrou o rosto entre os seios de Rimuru, que usava um vestido de seda leve que enfatizava suas curvas delicadas.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Misery parou de ler no meio de uma frase, seu rosto ficando pálido e depois vermelho de indignação contida.
— Guy! — Rimuru exclamou com uma risadinha, embora não fizesse menção de afastá-lo. Pelo contrário, ele começou a acariciar os cabelos vermelhos de Guy com ternura. — Estamos no meio de uma reunião importante. Seus servos estão olhando.
— Deixe que olhem — murmurou Guy, sua voz abafada contra a pele de Rimuru. — Eles são entediantes. Você é a única coisa interessante nesta sala.
Guy começou a deixar beijos suaves e úmidos no decote de Rimuru. A provocação escalou rapidamente quando o Lorde Demônio, sentindo a resistência brincalhona de Rimuru, deu uma mordida leve, mas firme, na pele macia logo acima do tecido do vestido.
— Ah! — O gemido de Rimuru escapou alto e claro, ecoando pelas paredes de cristal. — Guy... isso dói um pouco... mmh...
O som foi como um gatilho. Rain quebrou a taça de cristal que segurava em sua mão, os cacos caindo no chão com um tilintar agudo. Misery apertou os papéis do relatório com tanta força que o pergaminho começou a se rasgar.
— Milorde! — Misery finalmente explodiu, sua voz trêmula de ciúmes. — Nós temos assuntos urgentes sobre as fronteiras ocidentais! A presença de... de Lady Rimuru está causando uma distração desnecessária!
Rimuru olhou para Misery por cima do ombro de Guy, com um sorriso travesso nos lábios e os olhos brilhando com malícia pura.
— Distração? — Rimuru fez um biquinho adorável. — Eu pensei que estava ajudando o Guy a relaxar. Ele parece tão tenso ultimamente, não é, Guy-kun?
Guy levantou a cabeça apenas o suficiente para lamber o rastro da mordida que havia deixado, fazendo Rimuru soltar um suspiro trêmulo que parecia mais um convite do que uma reclamação.
— Ela está certa, Misery — disse Guy, seus olhos vermelhos brilhando com uma intensidade perigosa. — Rimuru é minha convidada de honra. Se o foco de vocês é tão fraco que não conseguem ignorar um pouco de afeto, talvez vocês não sejam dignos de estar nesta sala.
— Mas... Milorde... — Rain tentou intervir, sua voz carregada de mágoa. — Nós servimos o senhor por eras. Essa... essa criatura acabou de chegar e está tratando o senhor como um brinquedo!
Rimuru soltou uma risada cristalina e se inclinou para trás, expondo ainda mais o pescoço, enquanto puxava o rosto de Guy de volta para si.
— Um brinquedo? Não, Rain. Eu apenas sei como apreciar o que é meu. Não é verdade, Guy? Você não é meu?
Guy sorriu, um sorriso predatório que raramente mostrava a alguém. Ele agarrou o queixo de Rimuru e o selou em um beijo profundo e possessivo na frente de todos. Rimuru correspondeu, soltando pequenos resmungos de prazer que faziam os demônios presentes quererem cavar um buraco no chão de tanto constrangimento e inveja.
Quando se separaram, Rimuru estava levemente ofegante, seu rosto corado.
— Viu? — Rimuru disse para a audiência traumatizada. — Ele me adora.
Guy, agora completamente entregue ao jogo de provocação, começou a descer os beijos pelo pescoço de Rimuru novamente, desta vez sendo mais audacioso. Ele usou a língua para traçar a linha da clavícula de Rimuru antes de sugar a pele sensível ali, deixando uma marca arroxeada bem visível.
— Hnnn... Guy... para com isso... — Rimuru protestou fracamente, embora suas mãos estivessem firmemente enterradas nos ombros de Guy, puxando-o para mais perto. — Eles vão pensar que você não tem autocontrole.
— E eu tenho? — Guy rosnou baixinho, mordiscando a orelha de Rimuru. — Quando se trata de você, Rimuru, o conceito de autocontrole é inexistente.
Misery sentiu que ia desmaiar. Ver o ser mais poderoso do mundo, o orgulhoso Guy Crimson, agindo como um animal de estimação carente e, ao mesmo tempo, como um predador faminto por causa de um "Slime" era demais para seu senso de ordem.
— Se a reunião acabou — Rain disse com a voz cortante, tentando manter o que restava de sua dignidade —, nós nos retiraremos para que o senhor possa... continuar suas atividades.
— A reunião não acabou — Guy disse, sem tirar os olhos de Rimuru. — Eu ainda não ouvi o relatório sobre os recursos. Continuem.
— Mas... como podemos continuar enquanto o senhor está... está... — Misery apontou vagamente para a mão de Guy que agora subia pela coxa de Rimuru, por baixo do vestido.
Rimuru soltou um grito curto e agudo, seguido de um suspiro profundo, quando os dedos de Guy encontraram um ponto sensível.
— Oh, ignore isso — Rimuru disse, limpando uma lágrima imaginária do canto do olho, sua expressão alternando entre a inocência e o êxtase provocado. — Finjam que eu não estou aqui. Guy-kun só está sendo um pouco... possessivo hoje.
A provocação de Rimuru atingiu o ápice. Ele sabia que cada som que deixava escapar, cada toque que recebia e cada olhar de adoração que Guy lhe lançava era como uma adaga no coração dos servos orgulhosos do Continente de Gelo. Ele adorava o poder que tinha sobre Guy, e Guy, por sua vez, adorava ser a causa daquele caos.
Guy enterrou o rosto novamente no peito de Rimuru, soltando um suspiro de satisfação.
— Continue, Misery — ordenou Guy, sua voz vibrando contra o corpo de Rimuru. — Estou ouvindo.
Misery tentou ler o próximo parágrafo, mas sua voz falhou quando Rimuru começou a acariciar as costas de Guy, arqueando o corpo e soltando um murmúrio manhoso.
— É tão quente aqui, não é? — provocou Rimuru, olhando diretamente para Rain. — Talvez o Guy devesse me levar para os aposentos privados. O que você acha, Rain? Você acha que ele cuidaria bem de mim lá?
Rain não respondeu. Ela simplesmente se virou e saiu do salão, incapaz de suportar mais um segundo daquela exibição. Misery a seguiu logo depois, tremendo de fúria e ciúme.
Quando a porta pesada do salão se fechou, deixando apenas os dois, Rimuru relaxou a postura e soltou uma gargalhada genuína.
— Você viu a cara delas, Guy? Eu acho que a Rain vai ter pesadelos com isso por uma semana!
Guy levantou a cabeça, um brilho divertido nos olhos.
— Você é terrível, Rimuru. Elas vão me odiar por um mês.
— Mas você gostou — Rimuru afirmou, passando os dedos pelos lábios de Guy.
— Eu adorei — admitiu o Lorde Demônio, puxando Rimuru para mais um abraço apertado. — Especialmente a parte em que você disse que eu sou seu. Talvez devêssemos manter você nessa forma por mais tempo.
Rimuru sorriu, encostando a cabeça no ombro de Guy.
— Quem sabe? Mas se prepare, porque a próxima vez que eu vier, vou fazer questão de que todo o seu império saiba quem manda aqui.
Guy riu, um som sombrio e satisfeito.
— Eu não esperaria nada menos do meu pequeno Slime.
E assim, no coração do continente mais frio do mundo, o calor da provocação e do desejo ardia mais forte do que qualquer chama mágica, deixando um rastro de servos traumatizados e um Lorde Demônio completamente rendido aos caprichos de uma criatura azul-prateada.
Guy, o Lorde Demônio original, não perdeu tempo. Assim que viu Rimuru naquela forma, praticamente o "sequestrou" para o seu palácio branco, alegando que precisava de "consultoria política". Na realidade, Guy estava apenas se divertindo com a nova aparência de seu amigo e com o caos que sua presença causaria.
No Grande Salão de Gelo, a tensão era palpável. Guy estava sentado em seu trono de obsidiana, mas, para a surpresa e o horror de seus servos, Rimuru não estava em uma cadeira ao lado. Ele estava sentado confortavelmente no colo de Guy, brincando com uma mecha do cabelo vermelho vibrante do demônio.
Misery e Rain, as fiéis servas de Guy, permaneciam imóveis ao lado do trono, mas suas auras denunciavam o descontentamento. Seus olhos seguiam cada movimento de Rimuru com uma mistura de choque e um ciúme mal disfarçado. Elas serviam Guy por milênios e nunca tinham visto ninguém ser tão informal, ou melhor, tão dominante sobre seu mestre.
— Guy, você não acha que esse lugar é um pouco... vazio? — Rimuru comentou com uma voz doce, inclinando a cabeça para trás para olhar nos olhos de Guy. — Talvez você devesse decorar mais. Ou talvez eu devesse ficar aqui para dar um pouco de vida a este gelo todo.
Guy soltou uma risada profunda, suas mãos grandes repousando possessivamente na cintura fina de Rimuru.
— Se você ficar, Rimuru, eu farei deste castelo o seu jardim pessoal. O que você quiser, eu farei acontecer.
— Oh? — Rimuru sorriu, percebendo o olhar fulminante que Rain lançou em sua direção. — Qualquer coisa mesmo? Até mesmo se eu pedisse para você me carregar na frente de todos os seus generais?
— Eu já estou fazendo isso, não estou? — Guy inclinou-se para frente, roçando o nariz no pescoço de Rimuru. — Eu adoro como você fica nessa forma. É quase um crime eu não ter te trazido antes.
Rimuru, sentindo o olhar de puro veneno das servas e dos oficiais demônios presentes na reunião, decidiu aumentar o nível do jogo. Ele se virou completamente no colo de Guy, passando os braços pelo pescoço do Lorde Demônio e aproximando seus rostos a milímetros de distância.
— Você é tão obediente, Guy... — sussurrou Rimuru, alto o suficiente para que o som ecoasse pelo salão silencioso. — É por isso que eu gosto tanto de você.
Os oficiais no fundo da sala começaram a murmurar. "Como um ser tão pequeno ousa falar assim com o Lorde Guy?", "Ele está sendo enfeitiçado?". O ciúme coletivo era quase uma entidade física na sala.
A reunião de estratégia começou, mas ninguém conseguia se concentrar nos mapas ou nos relatórios de inteligência. Guy, visivelmente entediado com os detalhes burocráticos que Misery lia, soltou um suspiro pesado. Sem qualquer aviso, ele inclinou a cabeça para frente e enterrou o rosto entre os seios de Rimuru, que usava um vestido de seda leve que enfatizava suas curvas delicadas.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Misery parou de ler no meio de uma frase, seu rosto ficando pálido e depois vermelho de indignação contida.
— Guy! — Rimuru exclamou com uma risadinha, embora não fizesse menção de afastá-lo. Pelo contrário, ele começou a acariciar os cabelos vermelhos de Guy com ternura. — Estamos no meio de uma reunião importante. Seus servos estão olhando.
— Deixe que olhem — murmurou Guy, sua voz abafada contra a pele de Rimuru. — Eles são entediantes. Você é a única coisa interessante nesta sala.
Guy começou a deixar beijos suaves e úmidos no decote de Rimuru. A provocação escalou rapidamente quando o Lorde Demônio, sentindo a resistência brincalhona de Rimuru, deu uma mordida leve, mas firme, na pele macia logo acima do tecido do vestido.
— Ah! — O gemido de Rimuru escapou alto e claro, ecoando pelas paredes de cristal. — Guy... isso dói um pouco... mmh...
O som foi como um gatilho. Rain quebrou a taça de cristal que segurava em sua mão, os cacos caindo no chão com um tilintar agudo. Misery apertou os papéis do relatório com tanta força que o pergaminho começou a se rasgar.
— Milorde! — Misery finalmente explodiu, sua voz trêmula de ciúmes. — Nós temos assuntos urgentes sobre as fronteiras ocidentais! A presença de... de Lady Rimuru está causando uma distração desnecessária!
Rimuru olhou para Misery por cima do ombro de Guy, com um sorriso travesso nos lábios e os olhos brilhando com malícia pura.
— Distração? — Rimuru fez um biquinho adorável. — Eu pensei que estava ajudando o Guy a relaxar. Ele parece tão tenso ultimamente, não é, Guy-kun?
Guy levantou a cabeça apenas o suficiente para lamber o rastro da mordida que havia deixado, fazendo Rimuru soltar um suspiro trêmulo que parecia mais um convite do que uma reclamação.
— Ela está certa, Misery — disse Guy, seus olhos vermelhos brilhando com uma intensidade perigosa. — Rimuru é minha convidada de honra. Se o foco de vocês é tão fraco que não conseguem ignorar um pouco de afeto, talvez vocês não sejam dignos de estar nesta sala.
— Mas... Milorde... — Rain tentou intervir, sua voz carregada de mágoa. — Nós servimos o senhor por eras. Essa... essa criatura acabou de chegar e está tratando o senhor como um brinquedo!
Rimuru soltou uma risada cristalina e se inclinou para trás, expondo ainda mais o pescoço, enquanto puxava o rosto de Guy de volta para si.
— Um brinquedo? Não, Rain. Eu apenas sei como apreciar o que é meu. Não é verdade, Guy? Você não é meu?
Guy sorriu, um sorriso predatório que raramente mostrava a alguém. Ele agarrou o queixo de Rimuru e o selou em um beijo profundo e possessivo na frente de todos. Rimuru correspondeu, soltando pequenos resmungos de prazer que faziam os demônios presentes quererem cavar um buraco no chão de tanto constrangimento e inveja.
Quando se separaram, Rimuru estava levemente ofegante, seu rosto corado.
— Viu? — Rimuru disse para a audiência traumatizada. — Ele me adora.
Guy, agora completamente entregue ao jogo de provocação, começou a descer os beijos pelo pescoço de Rimuru novamente, desta vez sendo mais audacioso. Ele usou a língua para traçar a linha da clavícula de Rimuru antes de sugar a pele sensível ali, deixando uma marca arroxeada bem visível.
— Hnnn... Guy... para com isso... — Rimuru protestou fracamente, embora suas mãos estivessem firmemente enterradas nos ombros de Guy, puxando-o para mais perto. — Eles vão pensar que você não tem autocontrole.
— E eu tenho? — Guy rosnou baixinho, mordiscando a orelha de Rimuru. — Quando se trata de você, Rimuru, o conceito de autocontrole é inexistente.
Misery sentiu que ia desmaiar. Ver o ser mais poderoso do mundo, o orgulhoso Guy Crimson, agindo como um animal de estimação carente e, ao mesmo tempo, como um predador faminto por causa de um "Slime" era demais para seu senso de ordem.
— Se a reunião acabou — Rain disse com a voz cortante, tentando manter o que restava de sua dignidade —, nós nos retiraremos para que o senhor possa... continuar suas atividades.
— A reunião não acabou — Guy disse, sem tirar os olhos de Rimuru. — Eu ainda não ouvi o relatório sobre os recursos. Continuem.
— Mas... como podemos continuar enquanto o senhor está... está... — Misery apontou vagamente para a mão de Guy que agora subia pela coxa de Rimuru, por baixo do vestido.
Rimuru soltou um grito curto e agudo, seguido de um suspiro profundo, quando os dedos de Guy encontraram um ponto sensível.
— Oh, ignore isso — Rimuru disse, limpando uma lágrima imaginária do canto do olho, sua expressão alternando entre a inocência e o êxtase provocado. — Finjam que eu não estou aqui. Guy-kun só está sendo um pouco... possessivo hoje.
A provocação de Rimuru atingiu o ápice. Ele sabia que cada som que deixava escapar, cada toque que recebia e cada olhar de adoração que Guy lhe lançava era como uma adaga no coração dos servos orgulhosos do Continente de Gelo. Ele adorava o poder que tinha sobre Guy, e Guy, por sua vez, adorava ser a causa daquele caos.
Guy enterrou o rosto novamente no peito de Rimuru, soltando um suspiro de satisfação.
— Continue, Misery — ordenou Guy, sua voz vibrando contra o corpo de Rimuru. — Estou ouvindo.
Misery tentou ler o próximo parágrafo, mas sua voz falhou quando Rimuru começou a acariciar as costas de Guy, arqueando o corpo e soltando um murmúrio manhoso.
— É tão quente aqui, não é? — provocou Rimuru, olhando diretamente para Rain. — Talvez o Guy devesse me levar para os aposentos privados. O que você acha, Rain? Você acha que ele cuidaria bem de mim lá?
Rain não respondeu. Ela simplesmente se virou e saiu do salão, incapaz de suportar mais um segundo daquela exibição. Misery a seguiu logo depois, tremendo de fúria e ciúme.
Quando a porta pesada do salão se fechou, deixando apenas os dois, Rimuru relaxou a postura e soltou uma gargalhada genuína.
— Você viu a cara delas, Guy? Eu acho que a Rain vai ter pesadelos com isso por uma semana!
Guy levantou a cabeça, um brilho divertido nos olhos.
— Você é terrível, Rimuru. Elas vão me odiar por um mês.
— Mas você gostou — Rimuru afirmou, passando os dedos pelos lábios de Guy.
— Eu adorei — admitiu o Lorde Demônio, puxando Rimuru para mais um abraço apertado. — Especialmente a parte em que você disse que eu sou seu. Talvez devêssemos manter você nessa forma por mais tempo.
Rimuru sorriu, encostando a cabeça no ombro de Guy.
— Quem sabe? Mas se prepare, porque a próxima vez que eu vier, vou fazer questão de que todo o seu império saiba quem manda aqui.
Guy riu, um som sombrio e satisfeito.
— Eu não esperaria nada menos do meu pequeno Slime.
E assim, no coração do continente mais frio do mundo, o calor da provocação e do desejo ardia mais forte do que qualquer chama mágica, deixando um rastro de servos traumatizados e um Lorde Demônio completamente rendido aos caprichos de uma criatura azul-prateada.
