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Fandom: Revenge of the Iron-Blooded Sword Hound
Criado: 02/06/2026
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FantasiaAçãoFatias de VidaFofuraDor/ConfortoHistória DomésticaHumorDramaCenário Canônico
O Sangue que Ferve sob o Disfarce
A Academia Colosseo sempre foi um lugar de prestígio, mas para Vikir van Baskerville, era apenas o cenário perfeito para um hiato necessário. Com seus óculos de armação grossa, postura levemente curvada e o uniforme de plebeu comum, ele passava os dias como uma sombra. Pigi, Sancho, Bianca, Sinclair e a santa Dolores o conheciam como o estudioso e calado Vikir. Mas a paz de um cão de caça nunca dura para sempre.
O pátio central da academia estava tomado por uma tensão gélida. O céu parecia ter escurecido quando as carruagens negras, adornadas com o brasão do cão de dentes de ferro, atravessaram os portões. Não era uma visita diplomática. Era uma invasão educacional.
Hugo van Baskerville, o patriarca de ferro, desceu da primeira carruagem com a imponência de um desastre natural. Logo atrás dele, Osíris, o herdeiro primogênito, mantinha um olhar que poderia cortar granito.
— A partir de hoje — a voz de Hugo ecoou, fazendo os dentes dos alunos baterem de pavor —, o treinamento de combate desta academia seguirá os padrões de Baskerville. Sobrevivam, se puderem.
Enquanto os alunos tremiam e Pigi quase desmaiava ao lado de Vikir, o "plebeu" apenas suspirou, ajustando os óculos. Seus olhos vermelhos, escondidos sob as lentes, brilharam com um cansaço profundo.
— Eles não sabem o que é moderação — sussurrou Vikir para si mesmo.
— Você disse algo, Vikir? — perguntou Sinclair, preocupada, notando que o amigo era o único que não parecia estar prestes a ter um ataque de pânico.
— Apenas que vai ser um mês longo — respondeu ele, monótono.
O treinamento começou de forma brutal. Osíris não poupava ninguém. Ele lançava ataques que deixariam cavaleiros veteranos de joelhos. Quando chegou a vez da turma de Vikir, a discrepância começou a aparecer. Enquanto Sancho e Bianca lutavam para respirar sob a pressão da aura de Osíris, Vikir caminhava pelo campo de batalha como se estivesse passeando em um jardim.
— Você aí, o de óculos — chamou Osíris, com um sorriso de canto que Vikir conhecia bem. Era o sorriso de quem queria causar problemas. — Sua postura está errada. Ataque-me.
Vikir não se moveu.
— Estou satisfeito com minha nota atual, senhor — disse Vikir, a voz plana.
— Eu não perguntei se estava satisfeito — retrucou Osíris, avançando em uma velocidade que os olhos comuns não podiam acompanhar.
O que se seguiu deixou a classe em silêncio absoluto. Vikir não fugiu. Ele simplesmente inclinou a cabeça para o lado, deixando a lâmina de treino de Osíris passar a milímetros de seu pescoço, e então usou a palma da mão para desviar o pulso do irmão mais velho com uma eficiência mecânica.
— O ângulo de ataque foi muito aberto para um Baskerville, Osíris — disse Vikir, sem pensar, o instinto de anos de sobrevivência falando mais alto.
Osíris soltou uma risada curta e gélida.
— Finalmente parou de fingir que é um verme, irmãozinho?
O choque percorreu o grupo de amigos de Vikir. "Irmãozinho?".
— Não me chame assim em público — rebateu Vikir, os olhos vermelhos agora visíveis sob a franja. — E seu método de treinamento é ineficiente para estudantes que não têm regeneração acelerada. Você vai matar metade da turma antes do meio-dia.
— Se morrerem, é porque não eram necessários — interrompeu Hugo, aproximando-se com passos pesados.
Os alunos recuaram, mas Vikir permaneceu onde estava, encarando o homem que era o terror do continente.
— Pai, a academia não é o território da família — disse Vikir, cruzando os braços. — Diminua a intensidade. Agora.
Hugo olhou para Vikir por um longo tempo. Para a surpresa de todos, o patriarca não o puniu pela insolência. Em vez disso, ele tirou uma pequena caixa de veludo do bolso e entregou a Vikir.
— Você esqueceu seus elixires de fortalecimento em casa. Coma todos. Você parece mais magro desde que saiu.
— Eu não estou magro, estou disfarçado — resmungou Vikir, mas aceitou a caixa sob os olhares estupefatos de Pigi e Bianca.
— Aquele é... o Patriarca Hugo? — gaguejou Bianca. — E ele acabou de... mimar o Vikir?
Os dias seguintes foram um caos de revelações silenciosas. Osíris parecia ter como missão pessoal irritar Vikir, chamando-o para "demonstrações" que mais pareciam duelos de nível catastrófico. Hugo, por outro lado, aparecia frequentemente nas refeições de Vikir para depositar silenciosamente as melhores carnes no prato do filho, ignorando completamente as leis da etiqueta escolar.
No entanto, o verdadeiro ponto de ruptura aconteceu no meio do mês.
A aula de táticas defensivas estava em pleno vigor quando as portas do salão de treinamento foram escancaradas. Duas figuras pequenas, seguidas por uma mulher de presença avassaladora, entraram correndo.
— Tio Vikir! — gritou Pomeria, de dez anos, as lágrimas escorrendo pelo rosto.
Ao lado dela, uma garotinha menor, de cerca de cinco anos, com cabelos loiros como fios de ouro e olhos azuis que pareciam conter toda a inocência do mundo, soluçava silenciosamente. Era Peri, a filha adotiva de Vikir, que ele resgatara e jurara proteger.
Vikir, que estava no meio de uma discussão tática com Dolores, congelou. Sua expressão fria derreteu instantaneamente.
— Peri? Pomeria? — Ele largou a espada de treino e correu em direção às crianças.
Peri, sendo muda, não disse nada, mas se lançou nos braços de Vikir com uma força que quase o derrubou, escondendo o rosto em seu pescoço e tremendo.
— O que aconteceu? — a voz de Vikir agora era um trovão de fúria contida, seus olhos vermelhos brilhando como brasas.
— A Pomeria disse que você nunca mais ia voltar para casa! — soluçou a sobrinha, agarrando-se à perna de Vikir.
Atrás delas, Camus de Morg, a noiva de Vikir, entrou com um sorriso travesso, embora seus olhos também demonstrassem saudade.
— Elas não aguentavam mais um dia sem você, Vikir. E, honestamente, nem eu — disse Camus, ignorando os suspiros de choque dos alunos ao verem a famosa sucessora dos Morg.
Hugo se aproximou, sua aura assustadora suavizando-se ligeiramente ao ver a neta e a bisneta adotiva.
— Elas invadiram a carruagem de suprimentos — explicou Hugo, colocando uma mão pesada no ombro de Vikir. — Parece que o sangue Baskerville é teimoso em todas as gerações.
Vikir suspirou, ninando Peri em seus braços. A garotinha apertou a camisa dele, finalmente se acalmando ao sentir o cheiro familiar de sândalo e aço do pai.
— Vikir... — Dolores se aproximou, a voz trêmula. — Você... você tem uma filha? E um pai? E um... irmão?
Vikir olhou para seus amigos. Pigi parecia ter visto um fantasma, Sancho estava boquiaberto e Sinclair olhava para Peri com uma mistura de adoração e confusão total.
— Sim — disse Vikir, finalmente desistindo do disfarce. Ele se ergueu, ainda segurando a pequena Peri, enquanto Pomeria segurava sua mão. — Eu sou Vikir van Baskerville. O quarto filho de Hugo van Baskerville.
— E meu irmãozinho favorito para atormentar — acrescentou Osíris, aparecendo atrás dele e bagunçando o cabelo de Vikir, apenas para ter sua mão afastada por um tapa rápido.
— Não me chame assim — sibilou Vikir.
— Ora, não seja tão frio — disse Osíris, rindo. — Veja, até a pequena Peri sentiu sua falta. Ela nem quis comer os doces que eu comprei.
Vikir olhou para a filha, que balançou a cabeça negativamente, confirmando que não queria nada de Osíris.
— Ela tem bom gosto — comentou Vikir, o que fez Hugo soltar uma risada rara e seca.
— Chega de drama — interrompeu Camus, aproximando-se e beijando a bochecha de Vikir, fazendo Sinclair e Bianca soltarem exclamações de surpresa. — Temos um mês de treinamento pela frente, e agora que o segredo acabou, você não tem desculpa para não treinar comigo, Vikir.
O restante do dia foi um borrão para os estudantes da Academia Colosseo. O "plebeu" calado era, na verdade, um dos cães de caça mais perigosos do império, herdeiro de uma linhagem de ferro, noivo de uma das mulheres mais poderosas do mundo e, surpreendentemente, um pai extremamente protetor e carinhoso.
Enquanto o sol se punha, Vikir estava sentado em um banco de pedra no pátio, com Peri dormindo em seu colo e Pomeria descansando a cabeça em seu ombro. Hugo e Osíris estavam a poucos metros, discutindo táticas de combate de forma acalorada, mas sempre mantendo um olho no círculo familiar.
Seus amigos se aproximaram timidamente.
— Então... — começou Sancho, coçando a nuca. — O treino de amanhã vai ser pior agora que sabemos quem você é?
Vikir olhou para o irmão e o pai, que pareciam estar planejando algo que envolvia dragões ou demônios.
— Provavelmente — admitiu Vikir, ajustando a manta sobre Peri. — Mas não se preocupem. Eu não vou deixar eles matarem vocês. Pelo menos, não totalmente.
— Isso não é muito reconfortante! — gritou Pigi, embora houvesse um sorriso nervoso em seu rosto.
Vikir olhou para o céu estrelado, sentindo o peso familiar de sua família ao redor. O disfarce tinha caído, mas, pela primeira vez em muito tempo, ele sentiu que não precisava mais se esconder. O cão de caça tinha encontrado seu lugar, não apenas no campo de batalha, mas no centro de um caos chamado família.
— Irmãozinho, você está ficando sentimental? — provocou Osíris, sentando-se ao lado dele.
— Só estou pensando em como vou explicar para a academia que minha filha precisa de um dormitório — respondeu Vikir, fechando os olhos.
— Hugo já comprou a ala leste da escola — disse Osíris casualmente. — Ele disse que era pequeno demais para uma Baskerville, mas serviria por enquanto.
Vikir apenas suspirou. Ser um Baskerville era cansativo, mas, olhando para a pequena mão de Peri segurando sua túnica, ele sabia que não trocaria aquilo por nada.
O pátio central da academia estava tomado por uma tensão gélida. O céu parecia ter escurecido quando as carruagens negras, adornadas com o brasão do cão de dentes de ferro, atravessaram os portões. Não era uma visita diplomática. Era uma invasão educacional.
Hugo van Baskerville, o patriarca de ferro, desceu da primeira carruagem com a imponência de um desastre natural. Logo atrás dele, Osíris, o herdeiro primogênito, mantinha um olhar que poderia cortar granito.
— A partir de hoje — a voz de Hugo ecoou, fazendo os dentes dos alunos baterem de pavor —, o treinamento de combate desta academia seguirá os padrões de Baskerville. Sobrevivam, se puderem.
Enquanto os alunos tremiam e Pigi quase desmaiava ao lado de Vikir, o "plebeu" apenas suspirou, ajustando os óculos. Seus olhos vermelhos, escondidos sob as lentes, brilharam com um cansaço profundo.
— Eles não sabem o que é moderação — sussurrou Vikir para si mesmo.
— Você disse algo, Vikir? — perguntou Sinclair, preocupada, notando que o amigo era o único que não parecia estar prestes a ter um ataque de pânico.
— Apenas que vai ser um mês longo — respondeu ele, monótono.
O treinamento começou de forma brutal. Osíris não poupava ninguém. Ele lançava ataques que deixariam cavaleiros veteranos de joelhos. Quando chegou a vez da turma de Vikir, a discrepância começou a aparecer. Enquanto Sancho e Bianca lutavam para respirar sob a pressão da aura de Osíris, Vikir caminhava pelo campo de batalha como se estivesse passeando em um jardim.
— Você aí, o de óculos — chamou Osíris, com um sorriso de canto que Vikir conhecia bem. Era o sorriso de quem queria causar problemas. — Sua postura está errada. Ataque-me.
Vikir não se moveu.
— Estou satisfeito com minha nota atual, senhor — disse Vikir, a voz plana.
— Eu não perguntei se estava satisfeito — retrucou Osíris, avançando em uma velocidade que os olhos comuns não podiam acompanhar.
O que se seguiu deixou a classe em silêncio absoluto. Vikir não fugiu. Ele simplesmente inclinou a cabeça para o lado, deixando a lâmina de treino de Osíris passar a milímetros de seu pescoço, e então usou a palma da mão para desviar o pulso do irmão mais velho com uma eficiência mecânica.
— O ângulo de ataque foi muito aberto para um Baskerville, Osíris — disse Vikir, sem pensar, o instinto de anos de sobrevivência falando mais alto.
Osíris soltou uma risada curta e gélida.
— Finalmente parou de fingir que é um verme, irmãozinho?
O choque percorreu o grupo de amigos de Vikir. "Irmãozinho?".
— Não me chame assim em público — rebateu Vikir, os olhos vermelhos agora visíveis sob a franja. — E seu método de treinamento é ineficiente para estudantes que não têm regeneração acelerada. Você vai matar metade da turma antes do meio-dia.
— Se morrerem, é porque não eram necessários — interrompeu Hugo, aproximando-se com passos pesados.
Os alunos recuaram, mas Vikir permaneceu onde estava, encarando o homem que era o terror do continente.
— Pai, a academia não é o território da família — disse Vikir, cruzando os braços. — Diminua a intensidade. Agora.
Hugo olhou para Vikir por um longo tempo. Para a surpresa de todos, o patriarca não o puniu pela insolência. Em vez disso, ele tirou uma pequena caixa de veludo do bolso e entregou a Vikir.
— Você esqueceu seus elixires de fortalecimento em casa. Coma todos. Você parece mais magro desde que saiu.
— Eu não estou magro, estou disfarçado — resmungou Vikir, mas aceitou a caixa sob os olhares estupefatos de Pigi e Bianca.
— Aquele é... o Patriarca Hugo? — gaguejou Bianca. — E ele acabou de... mimar o Vikir?
Os dias seguintes foram um caos de revelações silenciosas. Osíris parecia ter como missão pessoal irritar Vikir, chamando-o para "demonstrações" que mais pareciam duelos de nível catastrófico. Hugo, por outro lado, aparecia frequentemente nas refeições de Vikir para depositar silenciosamente as melhores carnes no prato do filho, ignorando completamente as leis da etiqueta escolar.
No entanto, o verdadeiro ponto de ruptura aconteceu no meio do mês.
A aula de táticas defensivas estava em pleno vigor quando as portas do salão de treinamento foram escancaradas. Duas figuras pequenas, seguidas por uma mulher de presença avassaladora, entraram correndo.
— Tio Vikir! — gritou Pomeria, de dez anos, as lágrimas escorrendo pelo rosto.
Ao lado dela, uma garotinha menor, de cerca de cinco anos, com cabelos loiros como fios de ouro e olhos azuis que pareciam conter toda a inocência do mundo, soluçava silenciosamente. Era Peri, a filha adotiva de Vikir, que ele resgatara e jurara proteger.
Vikir, que estava no meio de uma discussão tática com Dolores, congelou. Sua expressão fria derreteu instantaneamente.
— Peri? Pomeria? — Ele largou a espada de treino e correu em direção às crianças.
Peri, sendo muda, não disse nada, mas se lançou nos braços de Vikir com uma força que quase o derrubou, escondendo o rosto em seu pescoço e tremendo.
— O que aconteceu? — a voz de Vikir agora era um trovão de fúria contida, seus olhos vermelhos brilhando como brasas.
— A Pomeria disse que você nunca mais ia voltar para casa! — soluçou a sobrinha, agarrando-se à perna de Vikir.
Atrás delas, Camus de Morg, a noiva de Vikir, entrou com um sorriso travesso, embora seus olhos também demonstrassem saudade.
— Elas não aguentavam mais um dia sem você, Vikir. E, honestamente, nem eu — disse Camus, ignorando os suspiros de choque dos alunos ao verem a famosa sucessora dos Morg.
Hugo se aproximou, sua aura assustadora suavizando-se ligeiramente ao ver a neta e a bisneta adotiva.
— Elas invadiram a carruagem de suprimentos — explicou Hugo, colocando uma mão pesada no ombro de Vikir. — Parece que o sangue Baskerville é teimoso em todas as gerações.
Vikir suspirou, ninando Peri em seus braços. A garotinha apertou a camisa dele, finalmente se acalmando ao sentir o cheiro familiar de sândalo e aço do pai.
— Vikir... — Dolores se aproximou, a voz trêmula. — Você... você tem uma filha? E um pai? E um... irmão?
Vikir olhou para seus amigos. Pigi parecia ter visto um fantasma, Sancho estava boquiaberto e Sinclair olhava para Peri com uma mistura de adoração e confusão total.
— Sim — disse Vikir, finalmente desistindo do disfarce. Ele se ergueu, ainda segurando a pequena Peri, enquanto Pomeria segurava sua mão. — Eu sou Vikir van Baskerville. O quarto filho de Hugo van Baskerville.
— E meu irmãozinho favorito para atormentar — acrescentou Osíris, aparecendo atrás dele e bagunçando o cabelo de Vikir, apenas para ter sua mão afastada por um tapa rápido.
— Não me chame assim — sibilou Vikir.
— Ora, não seja tão frio — disse Osíris, rindo. — Veja, até a pequena Peri sentiu sua falta. Ela nem quis comer os doces que eu comprei.
Vikir olhou para a filha, que balançou a cabeça negativamente, confirmando que não queria nada de Osíris.
— Ela tem bom gosto — comentou Vikir, o que fez Hugo soltar uma risada rara e seca.
— Chega de drama — interrompeu Camus, aproximando-se e beijando a bochecha de Vikir, fazendo Sinclair e Bianca soltarem exclamações de surpresa. — Temos um mês de treinamento pela frente, e agora que o segredo acabou, você não tem desculpa para não treinar comigo, Vikir.
O restante do dia foi um borrão para os estudantes da Academia Colosseo. O "plebeu" calado era, na verdade, um dos cães de caça mais perigosos do império, herdeiro de uma linhagem de ferro, noivo de uma das mulheres mais poderosas do mundo e, surpreendentemente, um pai extremamente protetor e carinhoso.
Enquanto o sol se punha, Vikir estava sentado em um banco de pedra no pátio, com Peri dormindo em seu colo e Pomeria descansando a cabeça em seu ombro. Hugo e Osíris estavam a poucos metros, discutindo táticas de combate de forma acalorada, mas sempre mantendo um olho no círculo familiar.
Seus amigos se aproximaram timidamente.
— Então... — começou Sancho, coçando a nuca. — O treino de amanhã vai ser pior agora que sabemos quem você é?
Vikir olhou para o irmão e o pai, que pareciam estar planejando algo que envolvia dragões ou demônios.
— Provavelmente — admitiu Vikir, ajustando a manta sobre Peri. — Mas não se preocupem. Eu não vou deixar eles matarem vocês. Pelo menos, não totalmente.
— Isso não é muito reconfortante! — gritou Pigi, embora houvesse um sorriso nervoso em seu rosto.
Vikir olhou para o céu estrelado, sentindo o peso familiar de sua família ao redor. O disfarce tinha caído, mas, pela primeira vez em muito tempo, ele sentiu que não precisava mais se esconder. O cão de caça tinha encontrado seu lugar, não apenas no campo de batalha, mas no centro de um caos chamado família.
— Irmãozinho, você está ficando sentimental? — provocou Osíris, sentando-se ao lado dele.
— Só estou pensando em como vou explicar para a academia que minha filha precisa de um dormitório — respondeu Vikir, fechando os olhos.
— Hugo já comprou a ala leste da escola — disse Osíris casualmente. — Ele disse que era pequeno demais para uma Baskerville, mas serviria por enquanto.
Vikir apenas suspirou. Ser um Baskerville era cansativo, mas, olhando para a pequena mão de Peri segurando sua túnica, ele sabia que não trocaria aquilo por nada.
