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meu romance escolar
Fandom: livros dark romance
Criado: 02/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaPsicológicoSombrioSuspenseNoir GóticoCiúmes
Sombras no Corredor Dez
O Colégio Pichon não era uma instituição comum. Escondido entre as colinas neblinosas, o prédio de arquitetura gótica parecia mais um mausoléu de luxo do que um centro de ensino. No nono ano, a exclusividade atingia níveis absurdos: apenas dez alunos ocupavam a sala de carvalho polido e janelas imensas. Anne, com seus 1,60m de altura e seu corte *long bob* que emoldurava um rosto de traços suaves, sentia-se confortável naquele silêncio seletivo.
Ela era a personificação da alegria contida. Sempre com um sorriso discreto, Anne escondia um segredo sob a aba de seus livros didáticos: uma coleção digital e física de *dark romances* proibidos. Ela amava a tensão, o perigo e os heróis moralmente cinzentos que povoavam as páginas de seus livros. No entanto, na vida real, ela preferia a paz.
Paz que foi destruída no momento em que a porta da sala se abriu e Nick entrou.
Ele era uma anomalia. Aos quinze anos, Nick possuía o porte físico de um atleta profissional e uma altura intimidadora de 1,90m. Sua mandíbula era marcada, seus olhos tinham uma profundidade sombria e ele se movia com uma confiança predatória que o fazia parecer ter dezoito, talvez vinte anos.
Em menos de uma semana, Nick já era o centro das atenções. Ele era charmoso com os professores e magnético com os outros oito alunos. Todos o amavam.
Menos Anne.
Para Anne, Nick não era o herói de um livro de romance; ele era o vilão que ela não queria por perto. Ela não sabia explicar o porquê, mas a presença dele fazia os pelos de sua nuca se arrepiarem de uma forma que não era agradável. Era um instinto de sobrevivência.
Naquela manhã de terça-feira, o ar na sala parecia mais pesado. Anne estava concentrada em seu tablet, fingindo ler um artigo sobre a Revolução Francesa, quando, na verdade, devorava o capítulo mais tenso de um romance sobre um perseguidor obsessivo.
— Você sabia que é falta de educação ignorar as pessoas, Anne? — A voz de Nick ecoou logo acima dela, profunda e vibrante.
Anne não levantou o olhar. Ela sentiu a sombra dele cobrir sua mesa, bloqueando a luz que vinha da janela.
— Eu não estou ignorando ninguém, Nick. Estou estudando — respondeu ela, a voz firme apesar do batimento acelerado.
— Estudando? — Nick soltou uma risada curta, seca. — Deixe-me ver o que é tão interessante.
Antes que ela pudesse reagir, a mão grande e calejada de Nick avançou, arrancando o tablet das mãos dela. Anne deu um salto da cadeira, o rosto esquentando instantaneamente.
— Me devolve isso agora! — exclamou ela, tentando alcançar o aparelho, mas Nick apenas o ergueu acima da cabeça, aproveitando-se da enorme diferença de altura.
Ele deslizou o dedo pela tela, os olhos percorrendo as linhas de texto. Um sorriso lento e perverso surgiu em seus lábios enquanto ele lia as descrições gráficas e sombrias do livro de Anne.
— Ora, ora... — Nick baixou o tom de voz, inclinando-se para que apenas ela pudesse ouvir. — A santinha da sala gosta de sujeira. Quem diria que a garota do *long bob* perfeito sonha com homens que quebram as regras?
— Não é da sua conta o que eu leio! — Anne tentou empurrá-lo, mas foi como tentar mover uma parede de concreto. — Você é um idiota, Nick. Um idiota arrogante.
Ele fechou o tablet e o jogou sobre a mesa de Anne com um baque surdo, mas não se afastou. Pelo contrário, ele deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela até que as costas de Anne batessem contra a estante de livros atrás dela.
— Eu sou o idiota? — Ele apoiou as mãos na estante, uma de cada lado da cabeça dela, encurralando-a. — Talvez eu só queira ver até onde vai essa sua coragem, Anne. Você me olha como se eu fosse um monstro desde o primeiro dia. Por que não me dá um motivo real para me odiar?
Anne sentiu o perfume dele — couro, madeira e algo metálico que ela não conseguia identificar. Era inebriante e aterrorizante ao mesmo tempo.
— Eu não preciso de motivos — sibilou ela, olhando fixamente nos olhos escuros dele. — Eu simplesmente não gosto de você.
Nick inclinou a cabeça, observando-a com uma intensidade que beirava a loucura. Ele estava obcecado. Desde o momento em que pisou naquela sala e viu Anne rindo com uma colega, ele decidiu que aquela luz pertencia a ele. E se ele não pudesse ter o sorriso dela, ele teria o seu ódio. Qualquer coisa, desde que fosse direcionada exclusivamente a ele.
— Ótimo — disse ele, a voz agora um sussurro perigoso. — O ódio é uma emoção muito mais duradoura que a simpatia. Vamos ver quanto tempo você aguenta, Anne.
Ele se afastou abruptamente, deixando-a trêmula e sem fôlego. O restante da aula foi um borrão. Anne sentia o olhar dele queimando em suas costas o tempo todo.
Quando o sinal para o intervalo tocou, Anne foi a última a sair, esperando que o corredor estivesse vazio. Ela precisava de ar, precisava processar a sensação de ter sido caçada. No entanto, ao dobrar o corredor que levava à biblioteca, ela encontrou seu caminho bloqueado novamente.
Nick estava encostado na parede, brincando com um isqueiro, embora fosse proibido fumar na escola. Ele não estava fumando, apenas observando a chama subir e descer.
— O que você quer agora? — perguntou Anne, parando a dois metros de distância.
— Quero que você admita — Nick guardou o isqueiro e caminhou em direção a ela com passos lentos.
— Admitir o quê?
— Que você gosta do perigo — Nick parou na frente dela, a diferença de altura fazendo Anne ter que inclinar o pescoço para trás. — Você lê sobre homens que perseguem, que dominam, que não aceitam um "não". E agora que tem um bem na sua frente, você está apavorada. Ou será que está excitada?
O tapa estalou no rosto de Nick antes mesmo que Anne percebesse que havia movido a mão. O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Anne arregalou os olhos, o coração martelando contra as costelas. Ela esperava que ele ficasse furioso, que gritasse, talvez até que a reportasse à diretoria. Mas Nick fez algo muito pior.
Ele começou a rir.
Uma risada baixa, rouca, que vinha do fundo do peito. Ele virou o rosto de volta para ela, e havia uma marca vermelha em sua bochecha pálida. Seus olhos, no entanto, brilhavam com um deleite assustador.
— Isso! — exclamou ele, dando um passo rápido que a obrigou a recuar contra a parede fria. — É disso que eu estou falando. Mostre-me as garras, Anne.
— Você é louco — sussurrou ela, a voz falhando.
— Eu sou louco por você — corrigiu ele, a voz subitamente séria e desprovida de sarcasmo. — Eu vejo como você olha para os outros. Você é gentil, você é alegre. Mas para mim, você só tem espinhos. E eu vou quebrar cada um deles até que você não tenha escolha a não ser se apoiar em mim.
— Isso nunca vai acontecer — desafiou ela, embora suas pernas estivessem fracas.
Nick esticou a mão e enrolou uma mecha do cabelo dela nos dedos, puxando levemente, forçando-a a olhar para ele.
— Você acha que conhece o escuro porque lê esses livros, Anne — disse ele, aproximando o rosto do dela. — Mas você não tem ideia do que é ter alguém que não consegue respirar se você não estiver no mesmo ambiente. Eu mudei para esta escola por sua causa. Eu observei você por semanas antes de atravessar aquela porta.
O sangue de Anne gelou.
— O quê? — perguntou ela, a voz mal saindo.
— Eu vi você na livraria da cidade, três meses atrás — continuou Nick, os olhos fixos nos lábios dela. — Você estava sorrindo para um livro, e eu decidi naquele momento que aquele sorriso seria meu. E se eu tiver que ser o vilão da sua história para garantir que você nunca me esqueça, então que assim seja.
— Você me seguiu? — A ficha começou a cair, e a realidade do *dark romance* que ela tanto amava ler tornou-se um pesadelo tangível.
— Eu protegi você — Nick soltou o cabelo dela e deslizou a mão para o pescoço de Anne, não apertando, mas deixando claro que ele tinha o controle. — Aquele garoto que tentou falar com você na saída da livraria? Ele não vai mais incomodar ninguém.
Anne sentiu uma náusea subir pela garganta. O bullying, as provocações na sala, o roubo do tablet... tudo era uma fachada para algo muito mais profundo e sombrio.
— Você é um monstro — disse ela, as lágrimas começando a embaçar sua visão.
Nick limpou uma lágrima que escapou com o polegar, seu toque surpreendentemente delicado para alguém tão bruto.
— Eu sou o seu monstro, Anne — sussurrou ele. — E a melhor parte de odiar alguém com tanta intensidade... é que a linha entre o ódio e a obsessão é tão fina que você já a atravessou e nem percebeu.
Ele se afastou, deixando-a desmoronar contra a parede enquanto ele caminhava calmamente pelo corredor, como se nada tivesse acontecido.
Anne olhou para as próprias mãos, que ainda tremiam. Ela deveria correr para a diretoria, deveria ligar para os pais, deveria gritar por socorro. Mas, no fundo de sua mente, a parte dela que devorava capítulos sombrios à luz de velas sussurrou algo aterrorizante.
Ela nunca se sentira tão viva quanto naquele momento, sob o olhar predatório de Nick. E esse era o seu verdadeiro segredo.
— Isso é só o começo, Anne! — Nick gritou do fim do corredor, sem olhar para trás. — Vejo você na próxima aula. Não se atrase.
Anne respirou fundo, tentando acalmar o caos em seu peito. Ela sabia que sua vida no Colégio Pichon nunca mais seria a mesma. Ela tinha atraído a atenção de um predador, e no jogo de Nick, não havia regras, apenas a busca implacável por sua rendição.
Ela ajeitou o cabelo, limpou o rosto e caminhou em direção à sala. Se ele queria uma guerra, ela daria uma. Mas, enquanto caminhava, Anne não pôde deixar de notar que seu coração batia no ritmo exato dos passos de Nick, que ecoavam mais à frente.
O jogo tinha começado, e no mundo real do *dark romance*, o vilão sempre conseguia o que queria.
Ela era a personificação da alegria contida. Sempre com um sorriso discreto, Anne escondia um segredo sob a aba de seus livros didáticos: uma coleção digital e física de *dark romances* proibidos. Ela amava a tensão, o perigo e os heróis moralmente cinzentos que povoavam as páginas de seus livros. No entanto, na vida real, ela preferia a paz.
Paz que foi destruída no momento em que a porta da sala se abriu e Nick entrou.
Ele era uma anomalia. Aos quinze anos, Nick possuía o porte físico de um atleta profissional e uma altura intimidadora de 1,90m. Sua mandíbula era marcada, seus olhos tinham uma profundidade sombria e ele se movia com uma confiança predatória que o fazia parecer ter dezoito, talvez vinte anos.
Em menos de uma semana, Nick já era o centro das atenções. Ele era charmoso com os professores e magnético com os outros oito alunos. Todos o amavam.
Menos Anne.
Para Anne, Nick não era o herói de um livro de romance; ele era o vilão que ela não queria por perto. Ela não sabia explicar o porquê, mas a presença dele fazia os pelos de sua nuca se arrepiarem de uma forma que não era agradável. Era um instinto de sobrevivência.
Naquela manhã de terça-feira, o ar na sala parecia mais pesado. Anne estava concentrada em seu tablet, fingindo ler um artigo sobre a Revolução Francesa, quando, na verdade, devorava o capítulo mais tenso de um romance sobre um perseguidor obsessivo.
— Você sabia que é falta de educação ignorar as pessoas, Anne? — A voz de Nick ecoou logo acima dela, profunda e vibrante.
Anne não levantou o olhar. Ela sentiu a sombra dele cobrir sua mesa, bloqueando a luz que vinha da janela.
— Eu não estou ignorando ninguém, Nick. Estou estudando — respondeu ela, a voz firme apesar do batimento acelerado.
— Estudando? — Nick soltou uma risada curta, seca. — Deixe-me ver o que é tão interessante.
Antes que ela pudesse reagir, a mão grande e calejada de Nick avançou, arrancando o tablet das mãos dela. Anne deu um salto da cadeira, o rosto esquentando instantaneamente.
— Me devolve isso agora! — exclamou ela, tentando alcançar o aparelho, mas Nick apenas o ergueu acima da cabeça, aproveitando-se da enorme diferença de altura.
Ele deslizou o dedo pela tela, os olhos percorrendo as linhas de texto. Um sorriso lento e perverso surgiu em seus lábios enquanto ele lia as descrições gráficas e sombrias do livro de Anne.
— Ora, ora... — Nick baixou o tom de voz, inclinando-se para que apenas ela pudesse ouvir. — A santinha da sala gosta de sujeira. Quem diria que a garota do *long bob* perfeito sonha com homens que quebram as regras?
— Não é da sua conta o que eu leio! — Anne tentou empurrá-lo, mas foi como tentar mover uma parede de concreto. — Você é um idiota, Nick. Um idiota arrogante.
Ele fechou o tablet e o jogou sobre a mesa de Anne com um baque surdo, mas não se afastou. Pelo contrário, ele deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela até que as costas de Anne batessem contra a estante de livros atrás dela.
— Eu sou o idiota? — Ele apoiou as mãos na estante, uma de cada lado da cabeça dela, encurralando-a. — Talvez eu só queira ver até onde vai essa sua coragem, Anne. Você me olha como se eu fosse um monstro desde o primeiro dia. Por que não me dá um motivo real para me odiar?
Anne sentiu o perfume dele — couro, madeira e algo metálico que ela não conseguia identificar. Era inebriante e aterrorizante ao mesmo tempo.
— Eu não preciso de motivos — sibilou ela, olhando fixamente nos olhos escuros dele. — Eu simplesmente não gosto de você.
Nick inclinou a cabeça, observando-a com uma intensidade que beirava a loucura. Ele estava obcecado. Desde o momento em que pisou naquela sala e viu Anne rindo com uma colega, ele decidiu que aquela luz pertencia a ele. E se ele não pudesse ter o sorriso dela, ele teria o seu ódio. Qualquer coisa, desde que fosse direcionada exclusivamente a ele.
— Ótimo — disse ele, a voz agora um sussurro perigoso. — O ódio é uma emoção muito mais duradoura que a simpatia. Vamos ver quanto tempo você aguenta, Anne.
Ele se afastou abruptamente, deixando-a trêmula e sem fôlego. O restante da aula foi um borrão. Anne sentia o olhar dele queimando em suas costas o tempo todo.
Quando o sinal para o intervalo tocou, Anne foi a última a sair, esperando que o corredor estivesse vazio. Ela precisava de ar, precisava processar a sensação de ter sido caçada. No entanto, ao dobrar o corredor que levava à biblioteca, ela encontrou seu caminho bloqueado novamente.
Nick estava encostado na parede, brincando com um isqueiro, embora fosse proibido fumar na escola. Ele não estava fumando, apenas observando a chama subir e descer.
— O que você quer agora? — perguntou Anne, parando a dois metros de distância.
— Quero que você admita — Nick guardou o isqueiro e caminhou em direção a ela com passos lentos.
— Admitir o quê?
— Que você gosta do perigo — Nick parou na frente dela, a diferença de altura fazendo Anne ter que inclinar o pescoço para trás. — Você lê sobre homens que perseguem, que dominam, que não aceitam um "não". E agora que tem um bem na sua frente, você está apavorada. Ou será que está excitada?
O tapa estalou no rosto de Nick antes mesmo que Anne percebesse que havia movido a mão. O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Anne arregalou os olhos, o coração martelando contra as costelas. Ela esperava que ele ficasse furioso, que gritasse, talvez até que a reportasse à diretoria. Mas Nick fez algo muito pior.
Ele começou a rir.
Uma risada baixa, rouca, que vinha do fundo do peito. Ele virou o rosto de volta para ela, e havia uma marca vermelha em sua bochecha pálida. Seus olhos, no entanto, brilhavam com um deleite assustador.
— Isso! — exclamou ele, dando um passo rápido que a obrigou a recuar contra a parede fria. — É disso que eu estou falando. Mostre-me as garras, Anne.
— Você é louco — sussurrou ela, a voz falhando.
— Eu sou louco por você — corrigiu ele, a voz subitamente séria e desprovida de sarcasmo. — Eu vejo como você olha para os outros. Você é gentil, você é alegre. Mas para mim, você só tem espinhos. E eu vou quebrar cada um deles até que você não tenha escolha a não ser se apoiar em mim.
— Isso nunca vai acontecer — desafiou ela, embora suas pernas estivessem fracas.
Nick esticou a mão e enrolou uma mecha do cabelo dela nos dedos, puxando levemente, forçando-a a olhar para ele.
— Você acha que conhece o escuro porque lê esses livros, Anne — disse ele, aproximando o rosto do dela. — Mas você não tem ideia do que é ter alguém que não consegue respirar se você não estiver no mesmo ambiente. Eu mudei para esta escola por sua causa. Eu observei você por semanas antes de atravessar aquela porta.
O sangue de Anne gelou.
— O quê? — perguntou ela, a voz mal saindo.
— Eu vi você na livraria da cidade, três meses atrás — continuou Nick, os olhos fixos nos lábios dela. — Você estava sorrindo para um livro, e eu decidi naquele momento que aquele sorriso seria meu. E se eu tiver que ser o vilão da sua história para garantir que você nunca me esqueça, então que assim seja.
— Você me seguiu? — A ficha começou a cair, e a realidade do *dark romance* que ela tanto amava ler tornou-se um pesadelo tangível.
— Eu protegi você — Nick soltou o cabelo dela e deslizou a mão para o pescoço de Anne, não apertando, mas deixando claro que ele tinha o controle. — Aquele garoto que tentou falar com você na saída da livraria? Ele não vai mais incomodar ninguém.
Anne sentiu uma náusea subir pela garganta. O bullying, as provocações na sala, o roubo do tablet... tudo era uma fachada para algo muito mais profundo e sombrio.
— Você é um monstro — disse ela, as lágrimas começando a embaçar sua visão.
Nick limpou uma lágrima que escapou com o polegar, seu toque surpreendentemente delicado para alguém tão bruto.
— Eu sou o seu monstro, Anne — sussurrou ele. — E a melhor parte de odiar alguém com tanta intensidade... é que a linha entre o ódio e a obsessão é tão fina que você já a atravessou e nem percebeu.
Ele se afastou, deixando-a desmoronar contra a parede enquanto ele caminhava calmamente pelo corredor, como se nada tivesse acontecido.
Anne olhou para as próprias mãos, que ainda tremiam. Ela deveria correr para a diretoria, deveria ligar para os pais, deveria gritar por socorro. Mas, no fundo de sua mente, a parte dela que devorava capítulos sombrios à luz de velas sussurrou algo aterrorizante.
Ela nunca se sentira tão viva quanto naquele momento, sob o olhar predatório de Nick. E esse era o seu verdadeiro segredo.
— Isso é só o começo, Anne! — Nick gritou do fim do corredor, sem olhar para trás. — Vejo você na próxima aula. Não se atrase.
Anne respirou fundo, tentando acalmar o caos em seu peito. Ela sabia que sua vida no Colégio Pichon nunca mais seria a mesma. Ela tinha atraído a atenção de um predador, e no jogo de Nick, não havia regras, apenas a busca implacável por sua rendição.
Ela ajeitou o cabelo, limpou o rosto e caminhou em direção à sala. Se ele queria uma guerra, ela daria uma. Mas, enquanto caminhava, Anne não pôde deixar de notar que seu coração batia no ritmo exato dos passos de Nick, que ecoavam mais à frente.
O jogo tinha começado, e no mundo real do *dark romance*, o vilão sempre conseguia o que queria.
