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Entre gotas de chuva e gotas de sangue
Fandom: Damon salvatore (the vampires diares)
Criado: 03/06/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)FantasiaMistérioGótico SulistaEstudo de PersonagemAbuso de ÁlcoolDramaLinguagem ExplícitaCenário Canônico
O Perigoso Charme do Acaso
A noite em Mystic Falls tinha aquele cheiro característico de pinheiros úmidos e segredos mal enterrados. Eu caminhava apressada pela calçada mal iluminada, apertando o casaco contra o corpo para afastar o frio cortante que parecia atravessar a pele. Meus pensamentos estavam longe, perdidos em uma lista mental de tarefas e na sensação estranha de que aquela cidade nunca era tão pacata quanto os cartazes turísticos sugeriam.
Foi então que o mundo colidiu.
Eu não o vi dobrar a esquina. Em um segundo, eu estava olhando para o chão, tentando não tropeçar em uma raiz de árvore que rompia o asfalto, e no segundo seguinte, bati contra algo que parecia uma parede de puro músculo e couro. O impacto me jogou para trás, e eu certamente teria ido parar no chão se duas mãos firmes não tivessem agarrado meus braços com uma agilidade sobre-humana.
— Opa! Cuidado, docinho. Se eu soubesse que as mulheres estavam caindo do céu hoje, eu teria trazido uma rede.
A voz era profunda, carregada de um sarcasmo que parecia ser sua língua nativa. Levantei o olhar, ainda recuperando o fôlego, e dei de cara com o par de olhos azuis mais intensos que já tinha visto na vida. Eram claros, gélidos e, ao mesmo tempo, pareciam queimar com uma diversão perigosa.
— Eu... eu sinto muito — gaguejei, tentando me estabilizar. — Eu não estava olhando por onde ia.
Ele não soltou meus braços imediatamente. Em vez disso, deu um sorriso de lado — uma expressão marrenta e perfeitamente calculada que exalava uma autoconfiança irritante. Ele vestia uma jaqueta de couro preta que parecia custar mais do que o meu carro, e seu cabelo escuro estava bagunçado de um jeito que parecia propositalmente sexy.
— Claramente — disse ele, finalmente me soltando, mas sem recuar um centímetro para me dar espaço pessoal. — Mas não se preocupe. Eu sobrevivo. Meu ego é indestrutível, embora meu peito possa ter ficado um pouco traumatizado pelo seu entusiasmo.
Recuperei minha postura, ajeitando a bolsa no ombro. O magnetismo dele era quase palpável, uma energia magnética que me puxava, mesmo que meu instinto gritasse que aquele homem era problema com "P" maiúsculo.
— Bem, fico feliz que seu ego esteja intacto — respondi, tentando recuperar um pouco da minha dignidade. — Prometo que da próxima vez vou usar um sino no pescoço para avisar da minha aproximação.
Ele soltou uma risada curta e anasalada, cruzando os braços sobre o peito. A forma como ele me examinava, de cima a baixo, não era sutil. Era o olhar de um predador que acabou de encontrar algo interessante para brincar.
— Um sino? — Ele arqueou uma sobrancelha. — Meio antiquado, não acha? Eu prefiro algo mais... moderno. Que tal um número de telefone?
— Você é sempre assim? — perguntei, soltando uma risada incrédula.
— Assim como? — Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós até que eu pudesse sentir o cheiro do seu perfume: uma mistura inebriante de bourbon, sândalo e algo que lembrava perigo. — Bonito, charmoso e impossível de ignorar? Sim, é um fardo que carrego.
— Eu ia dizer convencido e ligeiramente irritante — retruquei, embora meu coração estivesse martelando contra as costelas de um jeito que eu não conseguia controlar.
— Ah, a honestidade! — Ele levou a mão ao coração, fingindo estar ofendido. — Que refrescante. Geralmente as pessoas em Mystic Falls estão ocupadas demais tentando esconder o que pensam. Eu sou Damon. Damon Salvatore.
O nome soou como um aviso. Havia algo nele que não era humano, uma intensidade no olhar que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem. Mas, ao mesmo tempo, havia um brilho safado em seus olhos que tornava impossível simplesmente virar as costas e ir embora.
— Eu sou... — comecei, mas ele me interrompeu com um gesto de mão.
— Não me diga ainda. Deixe-me adivinhar — ele disse, inclinando a cabeça para o lado, estudando meu rosto com uma intensidade desconcertante. — Você é nova na cidade, tem um gosto questionável para calçadas e, julgar pelo jeito que está me olhando, está decidindo se corre para longe ou se me convida para um drink.
— A segunda opção parece perigosa — confessei, incapaz de desviar o olhar.
— O perigo é meu nome do meio — ele murmurou, a voz agora mais baixa, quase um sussurro que vibrou na minha pele. — Na verdade é Giuseppe, mas eu prefiro mentir sobre isso.
Eu não consegui evitar. Soltei uma risada genuína, e por um breve momento, a máscara de sarcasmo dele pareceu suavizar, revelando algo genuinamente curioso.
— Então, Damon Salvatore — eu disse, ganhando coragem —, o que um homem tão "ocupado" e "importante" faz andando sozinho à noite por essas ruas?
— Eu estava procurando algo — disse ele, e a maneira como ele me olhou fez parecer que ele tinha acabado de encontrar. — Mas agora que esbarrei em você, meus planos ficaram subitamente mais flexíveis.
— Você não perde tempo, não é? — perguntei, sentindo o calor subir pelo meu pescoço.
— O tempo é relativo quando se tem tanto quanto eu — ele respondeu com um sorriso enigmático. — E a vida é curta demais para não ser um pouco... impetuoso.
Damon estendeu o braço, oferecendo-o para mim com uma elegância que contrastava com sua jaqueta de couro e seu jeito marrento.
— O Mystic Grill fica logo ali — ele sugeriu. — Eles têm um bourbon aceitável e eu sou uma excelente companhia. Prometo não esbarrar em você no caminho... a menos que você queira.
— Você é inacreditável — eu disse, balançando a cabeça, mas, para minha própria surpresa, aceitei o braço dele.
— Eu ouço muito isso — ele piscou, o brilho safado voltando com força total. — Prepare-se. Sua noite acabou de ficar muito mais interessante.
Enquanto caminhávamos pela rua deserta, eu sentia o frio da noite ser substituído pelo calor da presença dele ao meu lado. Damon falava, contando alguma anedota sarcástica sobre a arquitetura da cidade, mas eu mal ouvia as palavras. Eu estava focada na sensação de que aquele esbarrão não tinha sido apenas um acidente geográfico.
Havia algo em Damon Salvatore que desafiava a lógica. Ele era arrogante, sim. Era convencido e claramente perigoso. Mas havia uma vulnerabilidade escondida atrás daquele sorriso torto, algo que ele tentava mascarar com cada piada ácida e cada olhar audacioso.
— Sabe — ele disse, parando de repente na frente da porta do bar —, a maioria das pessoas teria saído correndo depois dos primeiros cinco minutos de conversa comigo.
— Talvez eu goste de correr riscos — respondi, sustentando o olhar dele.
Damon sorriu, desta vez de uma forma diferente. Não era o sorriso de predador, nem o de conquistador. Era algo quase... real.
— É — ele murmurou, abrindo a porta para mim —, eu acho que vamos nos dar muito bem.
Ao entrar no bar, o som da música e o burburinho das pessoas nos envolveram, mas eu ainda podia sentir os olhos azuis dele fixos em mim. Eu sabia que, a partir daquele momento, minha vida em Mystic Falls nunca mais seria a mesma. Esbarrar em Damon Salvatore foi o erro mais fascinante que eu já cometi.
— Então — ele disse, puxando uma banqueta para mim no balcão com um floreio exagerado —, agora que estamos devidamente apresentados pelo destino... o que você vai beber enquanto me conta toda a sua biografia?
— Achei que você era o mestre em adivinhações — provoquei, sentando-me.
— Toquei em um ponto sensível? — Ele se inclinou sobre o balcão, pedindo dois copos de bourbon ao barman sem sequer olhar para o menu. — Tudo bem, eu aceito o desafio. Você parece o tipo de garota que gosta de clássicos, mas tem um segredo selvagem escondido sob esse casaco comportado.
— Você é muito bom nisso — admiti, aceitando o copo que ele me estendeu.
— Eu tive décadas de prática — ele disse, e antes que eu pudesse questionar o que ele queria dizer com "décadas", ele brindou ao meu copo. — Um brinde aos acidentes, aos esbarrões e às pessoas que não sabem por onde andam.
— E aos vampiros de ego inflado? — arrisquei, brincando com o termo sem saber o quão perto da verdade eu estava.
Damon congelou por uma fração de segundo, o copo a meio caminho dos lábios. Seus olhos brilharam com uma luz perigosa e divertida ao mesmo tempo. Ele deu um gole lento, nunca desviando o olhar do meu.
— Você não faz ideia do que está dizendo, docinho — ele sussurrou, aproximando o rosto do meu até que nossas respirações se misturassem. — Mas eu adoro a sua coragem.
Naquele momento, cercada pelo caos do bar e pelo magnetismo esmagador do homem à minha frente, eu soube que o esbarrão na calçada tinha sido apenas o prólogo. A verdadeira história estava apenas começando, e ela tinha o gosto amargo do bourbon e o brilho perigoso dos olhos de Damon Salvatore.
Foi então que o mundo colidiu.
Eu não o vi dobrar a esquina. Em um segundo, eu estava olhando para o chão, tentando não tropeçar em uma raiz de árvore que rompia o asfalto, e no segundo seguinte, bati contra algo que parecia uma parede de puro músculo e couro. O impacto me jogou para trás, e eu certamente teria ido parar no chão se duas mãos firmes não tivessem agarrado meus braços com uma agilidade sobre-humana.
— Opa! Cuidado, docinho. Se eu soubesse que as mulheres estavam caindo do céu hoje, eu teria trazido uma rede.
A voz era profunda, carregada de um sarcasmo que parecia ser sua língua nativa. Levantei o olhar, ainda recuperando o fôlego, e dei de cara com o par de olhos azuis mais intensos que já tinha visto na vida. Eram claros, gélidos e, ao mesmo tempo, pareciam queimar com uma diversão perigosa.
— Eu... eu sinto muito — gaguejei, tentando me estabilizar. — Eu não estava olhando por onde ia.
Ele não soltou meus braços imediatamente. Em vez disso, deu um sorriso de lado — uma expressão marrenta e perfeitamente calculada que exalava uma autoconfiança irritante. Ele vestia uma jaqueta de couro preta que parecia custar mais do que o meu carro, e seu cabelo escuro estava bagunçado de um jeito que parecia propositalmente sexy.
— Claramente — disse ele, finalmente me soltando, mas sem recuar um centímetro para me dar espaço pessoal. — Mas não se preocupe. Eu sobrevivo. Meu ego é indestrutível, embora meu peito possa ter ficado um pouco traumatizado pelo seu entusiasmo.
Recuperei minha postura, ajeitando a bolsa no ombro. O magnetismo dele era quase palpável, uma energia magnética que me puxava, mesmo que meu instinto gritasse que aquele homem era problema com "P" maiúsculo.
— Bem, fico feliz que seu ego esteja intacto — respondi, tentando recuperar um pouco da minha dignidade. — Prometo que da próxima vez vou usar um sino no pescoço para avisar da minha aproximação.
Ele soltou uma risada curta e anasalada, cruzando os braços sobre o peito. A forma como ele me examinava, de cima a baixo, não era sutil. Era o olhar de um predador que acabou de encontrar algo interessante para brincar.
— Um sino? — Ele arqueou uma sobrancelha. — Meio antiquado, não acha? Eu prefiro algo mais... moderno. Que tal um número de telefone?
— Você é sempre assim? — perguntei, soltando uma risada incrédula.
— Assim como? — Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós até que eu pudesse sentir o cheiro do seu perfume: uma mistura inebriante de bourbon, sândalo e algo que lembrava perigo. — Bonito, charmoso e impossível de ignorar? Sim, é um fardo que carrego.
— Eu ia dizer convencido e ligeiramente irritante — retruquei, embora meu coração estivesse martelando contra as costelas de um jeito que eu não conseguia controlar.
— Ah, a honestidade! — Ele levou a mão ao coração, fingindo estar ofendido. — Que refrescante. Geralmente as pessoas em Mystic Falls estão ocupadas demais tentando esconder o que pensam. Eu sou Damon. Damon Salvatore.
O nome soou como um aviso. Havia algo nele que não era humano, uma intensidade no olhar que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem. Mas, ao mesmo tempo, havia um brilho safado em seus olhos que tornava impossível simplesmente virar as costas e ir embora.
— Eu sou... — comecei, mas ele me interrompeu com um gesto de mão.
— Não me diga ainda. Deixe-me adivinhar — ele disse, inclinando a cabeça para o lado, estudando meu rosto com uma intensidade desconcertante. — Você é nova na cidade, tem um gosto questionável para calçadas e, julgar pelo jeito que está me olhando, está decidindo se corre para longe ou se me convida para um drink.
— A segunda opção parece perigosa — confessei, incapaz de desviar o olhar.
— O perigo é meu nome do meio — ele murmurou, a voz agora mais baixa, quase um sussurro que vibrou na minha pele. — Na verdade é Giuseppe, mas eu prefiro mentir sobre isso.
Eu não consegui evitar. Soltei uma risada genuína, e por um breve momento, a máscara de sarcasmo dele pareceu suavizar, revelando algo genuinamente curioso.
— Então, Damon Salvatore — eu disse, ganhando coragem —, o que um homem tão "ocupado" e "importante" faz andando sozinho à noite por essas ruas?
— Eu estava procurando algo — disse ele, e a maneira como ele me olhou fez parecer que ele tinha acabado de encontrar. — Mas agora que esbarrei em você, meus planos ficaram subitamente mais flexíveis.
— Você não perde tempo, não é? — perguntei, sentindo o calor subir pelo meu pescoço.
— O tempo é relativo quando se tem tanto quanto eu — ele respondeu com um sorriso enigmático. — E a vida é curta demais para não ser um pouco... impetuoso.
Damon estendeu o braço, oferecendo-o para mim com uma elegância que contrastava com sua jaqueta de couro e seu jeito marrento.
— O Mystic Grill fica logo ali — ele sugeriu. — Eles têm um bourbon aceitável e eu sou uma excelente companhia. Prometo não esbarrar em você no caminho... a menos que você queira.
— Você é inacreditável — eu disse, balançando a cabeça, mas, para minha própria surpresa, aceitei o braço dele.
— Eu ouço muito isso — ele piscou, o brilho safado voltando com força total. — Prepare-se. Sua noite acabou de ficar muito mais interessante.
Enquanto caminhávamos pela rua deserta, eu sentia o frio da noite ser substituído pelo calor da presença dele ao meu lado. Damon falava, contando alguma anedota sarcástica sobre a arquitetura da cidade, mas eu mal ouvia as palavras. Eu estava focada na sensação de que aquele esbarrão não tinha sido apenas um acidente geográfico.
Havia algo em Damon Salvatore que desafiava a lógica. Ele era arrogante, sim. Era convencido e claramente perigoso. Mas havia uma vulnerabilidade escondida atrás daquele sorriso torto, algo que ele tentava mascarar com cada piada ácida e cada olhar audacioso.
— Sabe — ele disse, parando de repente na frente da porta do bar —, a maioria das pessoas teria saído correndo depois dos primeiros cinco minutos de conversa comigo.
— Talvez eu goste de correr riscos — respondi, sustentando o olhar dele.
Damon sorriu, desta vez de uma forma diferente. Não era o sorriso de predador, nem o de conquistador. Era algo quase... real.
— É — ele murmurou, abrindo a porta para mim —, eu acho que vamos nos dar muito bem.
Ao entrar no bar, o som da música e o burburinho das pessoas nos envolveram, mas eu ainda podia sentir os olhos azuis dele fixos em mim. Eu sabia que, a partir daquele momento, minha vida em Mystic Falls nunca mais seria a mesma. Esbarrar em Damon Salvatore foi o erro mais fascinante que eu já cometi.
— Então — ele disse, puxando uma banqueta para mim no balcão com um floreio exagerado —, agora que estamos devidamente apresentados pelo destino... o que você vai beber enquanto me conta toda a sua biografia?
— Achei que você era o mestre em adivinhações — provoquei, sentando-me.
— Toquei em um ponto sensível? — Ele se inclinou sobre o balcão, pedindo dois copos de bourbon ao barman sem sequer olhar para o menu. — Tudo bem, eu aceito o desafio. Você parece o tipo de garota que gosta de clássicos, mas tem um segredo selvagem escondido sob esse casaco comportado.
— Você é muito bom nisso — admiti, aceitando o copo que ele me estendeu.
— Eu tive décadas de prática — ele disse, e antes que eu pudesse questionar o que ele queria dizer com "décadas", ele brindou ao meu copo. — Um brinde aos acidentes, aos esbarrões e às pessoas que não sabem por onde andam.
— E aos vampiros de ego inflado? — arrisquei, brincando com o termo sem saber o quão perto da verdade eu estava.
Damon congelou por uma fração de segundo, o copo a meio caminho dos lábios. Seus olhos brilharam com uma luz perigosa e divertida ao mesmo tempo. Ele deu um gole lento, nunca desviando o olhar do meu.
— Você não faz ideia do que está dizendo, docinho — ele sussurrou, aproximando o rosto do meu até que nossas respirações se misturassem. — Mas eu adoro a sua coragem.
Naquele momento, cercada pelo caos do bar e pelo magnetismo esmagador do homem à minha frente, eu soube que o esbarrão na calçada tinha sido apenas o prólogo. A verdadeira história estava apenas começando, e ela tinha o gosto amargo do bourbon e o brilho perigoso dos olhos de Damon Salvatore.
