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O segredo!
Fandom: Teen Wolf
Criado: 03/06/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)DramaFantasiaMistérioSongficCenário CanônicoEstudo de Personagem
O Ritmo da Nova Chance
O sol de Beacon Hills tinha um brilho diferente naquela manhã, filtrando-se pelas janelas altas da universidade como se quisesse dar as boas-vindas a Maitê Byers. Aos vinte anos, ela já estava acostumada a ser o centro das atenções, mas havia algo na névoa matinal daquela cidade que a fazia sentir um frio na barriga que nem mesmo os palcos de dança costumavam provocar.
Maitê ajustou a alça da sua bolsa de couro legítimo, conferindo o reflexo em uma vitrine do corredor. O look estava impecável: uma calça de alfaiataria moderna, um cropped que valorizava sua postura de bailarina e o cabelo ondulado caindo perfeitamente sobre os ombros. Ela exalava carisma, o tipo de energia que fazia as pessoas pararem as conversas apenas para vê-la passar.
Ao entrar na sala de "Comunicação e Mídias Sociais", o burburinho cessou por um instante. O professor, um homem de meia-idade com um sorriso gentil, gesticulou para que ela se aproximasse.
— Turma, temos uma nova integrante. Por favor, apresente-se — disse ele.
Maitê deu um passo à frente, o sorriso surgindo naturalmente, iluminando seu rosto jovem e expressivo.
— Oi, pessoal. Eu sou a Maitê Byers. Acabei de me transferir e estou muito animada por estar aqui. Eu venho do mundo das artes, amo dançar, cantar e acredito que a comunicação é a base de tudo o que criamos. Espero que possamos trocar muitas experiências.
Enquanto falava, seus olhos percorreram a sala, mas pararam abruptamente em um ponto específico na terceira fileira. Sentado com uma postura relaxada, mas que ainda assim comandava o ambiente, estava um rapaz que parecia ter saído diretamente de um editorial de moda de alta costura.
Era Keng Natachaii.
Maitê o reconheceu instantaneamente. Ele não era apenas um aluno; era um modelo internacional e um influenciador cujos números nas redes sociais eram astronômicos. Seus traços eram esculpidos, e os olhos escuros pareciam analisar Maitê com uma curiosidade que ela não esperava encontrar.
— Seja bem-vinda, Maitê — disse o professor. — Pode se sentar ali, perto do Sr. Natachaii. Acredito que vocês terão muito o que conversar sobre o projeto de branding pessoal.
Maitê caminhou com elegância, sentindo o peso do olhar de Keng sobre ela. Ela se sentou, organizando seu tablet e caderno, sentindo o perfume amadeirado e caro que emanava dele.
— Ótima apresentação — murmurou Keng, a voz era um barítono suave que parecia vibrar no ar entre eles. — Você tem presença de palco. Dá para notar a quilômetros.
Maitê virou o rosto levemente, sustentando o olhar dele com a confiança de quem também sabia o valor que tinha.
— Obrigada. Vindo de alguém que vive sob os holofotes, vou considerar um elogio de peso — respondeu ela, com um brilho divertido nos olhos.
Keng sorriu, um sorriso que raramente mostrava em suas fotos publicitárias, algo mais real e menos posado.
— Eu sou o Keng. Mas acho que você já deve ter visto meu rosto em algum outdoor por aí.
— É difícil não ver — Maitê riu baixo, abrindo seu caderno. — Mas prefiro conhecer as pessoas além dos pixels da tela.
A aula prosseguiu, mas a tensão elétrica entre os dois era quase palpável. Para Maitê, Beacon Hills era um recomeço. Ela ouvira histórias sobre a cidade, boatos estranhos sobre desaparecimentos e eventos inexplicáveis, mas sua mente estava focada em sua carreira e na faculdade. No entanto, estar perto de Keng era como ser atraída por um ímã.
No intervalo, enquanto os outros alunos saíam apressados, Keng fechou seu notebook e se inclinou na direção dela.
— Você disse que dança e canta. O que exatamente? — perguntou ele, demonstrando um interesse genuíno que ia além da cortesia acadêmica.
— Dança contemporânea e jazz, principalmente — explicou Maitê, guardando suas coisas. — E canto desde pequena. É a minha forma de processar o mundo. E você? O mundo da moda é tudo o que dizem ou é só um filtro de Instagram bem aplicado?
Keng soltou uma risada curta, levantando-se e fazendo sinal para que ela o acompanhasse pelo corredor.
— É um pouco dos dois. É exaustivo, mas me dá uma plataforma. Só que às vezes é solitário. Todo mundo acha que conhece você, mas ninguém realmente se importa com o que acontece quando as câmeras desligam.
— Eu entendo perfeitamente — disse ela, enquanto caminhavam para o pátio central da universidade. — A popularidade é uma faca de dois gumes. As pessoas amam a imagem, mas têm medo da pessoa real.
Eles pararam perto de uma grande árvore, onde alguns alunos do "pack" de Scott McCall costumavam se reunir, embora Maitê ainda não soubesse quem eles eram. De longe, Lydia Martin observou a nova aluna com um olhar analítico, sussurrando algo para Allison que apenas assentiu.
— Você é diferente das outras garotas que entram aqui tentando me impressionar — comentou Keng, encostando-se no tronco da árvore. — Você não parece impressionada.
— Eu sou fã do talento, Keng, não do status — Maitê deu de ombros, cruzando os braços. — Se o seu trabalho é bom, eu admiro. Mas isso não faz de você um deus. Só faz de você um artista.
Keng pareceu surpreso, e então uma admiração profunda brilhou em seus olhos. Ele estava acostumado a ser idolatrado ou invejado, mas Maitê o tratava como um igual, com uma franqueza que era refrescante.
— Eu gosto disso — admitiu ele. — Escuta, vai ter um evento de arrecadação de fundos para o departamento de artes na sexta-feira. Vai ter música, performances... Eu estou ajudando na organização. Você deveria se apresentar.
Maitê arqueou uma sobrancelha, desafiadora.
— Está me desafiando a mostrar o que sei fazer?
— Talvez — Keng deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Ou talvez eu só queira um motivo para ver você brilhar de perto.
Maitê sentiu o coração acelerar, mas não desviou o olhar. Ela era uma Byers; ela não recuava diante de um palco ou de um par de olhos bonitos.
— Considere sua vontade feita, Natachaii. Mas esteja preparado. Eu não costumo fazer nada pela metade.
— Eu não esperaria nada menos de você — respondeu ele, com um sorriso enigmático.
Enquanto Keng se afastava para atender uma ligação, provavelmente de seu agente, Maitê ficou ali por um momento, sentindo a brisa de Beacon Hills. Ela sabia que aquela faculdade seria um desafio, e que Keng Natachaii era muito mais do que um rosto bonito em uma revista. Havia um mistério nele, uma profundidade que combinava com o ar enigmático daquela cidade.
Ela pegou seu celular e abriu o aplicativo de notas, começando a esboçar os primeiros versos de uma música que acabara de surgir em sua mente. A melodia era vibrante, intensa e um pouco perigosa. Exatamente como o encontro que acabara de ter.
— Ei, Maitê! — Uma voz a chamou.
Ela se virou e viu uma garota loira, com um estilo prático e um sorriso amigável, aproximando-se. Era Erica Reyes, que a olhava com uma mistura de curiosidade e aprovação.
— Oi? — Maitê respondeu, guardando o celular.
— Vi você conversando com o Keng. Cuidado, ele é o sonho de consumo de metade da Califórnia, mas é difícil de decifrar — disse Erica, parando ao lado dela.
— Eu gosto de quebra-cabeças — Maitê sorriu, a confiança transbordando.
— Então você veio ao lugar certo — Erica riu, olhando para a floresta que cercava o campus. — Beacon Hills é cheia deles. E alguns têm dentes.
Maitê franziu a testa por um segundo, sem entender a metáfora, mas logo relaxou. Ela estava pronta para o que quer que aquela nova fase trouxesse. Se Beacon Hills tinha segredos, ela tinha o ritmo e a voz para enfrentar qualquer tempestade. E se Keng Natachaii fizesse parte desse mistério, ela estava mais do que disposta a descobrir cada capítulo dessa história.
Ao caminhar em direção à biblioteca, Maitê sentiu que sua vida estava prestes a mudar drasticamente. Ela não era apenas a garota nova, a dançarina talentosa ou a estudante estilosa. Ela era uma força da natureza, e em uma cidade habitada por lobos e lendas, uma estrela como ela não passaria despercebida por muito tempo.
Keng, observando-a de longe enquanto fingia falar ao telefone, sabia disso. Ele já tinha visto muitas pessoas bonitas, mas Maitê Byers tinha uma alma que queimava com uma luz própria. E em Beacon Hills, a luz sempre atraía a escuridão — ou algo ainda mais selvagem.
— Ela é interessante, não é? — Uma voz surgiu atrás de Keng.
Ele se virou para encontrar Scott McCall, que o observava com uma expressão séria.
— Ela é mais do que interessante, Scott — respondeu Keng, guardando o aparelho no bolso. — Ela é o tipo de faísca que pode começar um incêndio.
— Só espero que ela esteja pronta para o calor — concluiu Scott, olhando para onde Maitê tinha acabado de desaparecer nos corredores.
Maitê, alheia à conversa, já estava planejando sua coreografia. O palco estava montado, os jogadores estavam em posição e a música estava apenas começando. Beacon Hills nunca mais seria a mesma depois que Maitê Byers terminasse sua primeira apresentação.
Maitê ajustou a alça da sua bolsa de couro legítimo, conferindo o reflexo em uma vitrine do corredor. O look estava impecável: uma calça de alfaiataria moderna, um cropped que valorizava sua postura de bailarina e o cabelo ondulado caindo perfeitamente sobre os ombros. Ela exalava carisma, o tipo de energia que fazia as pessoas pararem as conversas apenas para vê-la passar.
Ao entrar na sala de "Comunicação e Mídias Sociais", o burburinho cessou por um instante. O professor, um homem de meia-idade com um sorriso gentil, gesticulou para que ela se aproximasse.
— Turma, temos uma nova integrante. Por favor, apresente-se — disse ele.
Maitê deu um passo à frente, o sorriso surgindo naturalmente, iluminando seu rosto jovem e expressivo.
— Oi, pessoal. Eu sou a Maitê Byers. Acabei de me transferir e estou muito animada por estar aqui. Eu venho do mundo das artes, amo dançar, cantar e acredito que a comunicação é a base de tudo o que criamos. Espero que possamos trocar muitas experiências.
Enquanto falava, seus olhos percorreram a sala, mas pararam abruptamente em um ponto específico na terceira fileira. Sentado com uma postura relaxada, mas que ainda assim comandava o ambiente, estava um rapaz que parecia ter saído diretamente de um editorial de moda de alta costura.
Era Keng Natachaii.
Maitê o reconheceu instantaneamente. Ele não era apenas um aluno; era um modelo internacional e um influenciador cujos números nas redes sociais eram astronômicos. Seus traços eram esculpidos, e os olhos escuros pareciam analisar Maitê com uma curiosidade que ela não esperava encontrar.
— Seja bem-vinda, Maitê — disse o professor. — Pode se sentar ali, perto do Sr. Natachaii. Acredito que vocês terão muito o que conversar sobre o projeto de branding pessoal.
Maitê caminhou com elegância, sentindo o peso do olhar de Keng sobre ela. Ela se sentou, organizando seu tablet e caderno, sentindo o perfume amadeirado e caro que emanava dele.
— Ótima apresentação — murmurou Keng, a voz era um barítono suave que parecia vibrar no ar entre eles. — Você tem presença de palco. Dá para notar a quilômetros.
Maitê virou o rosto levemente, sustentando o olhar dele com a confiança de quem também sabia o valor que tinha.
— Obrigada. Vindo de alguém que vive sob os holofotes, vou considerar um elogio de peso — respondeu ela, com um brilho divertido nos olhos.
Keng sorriu, um sorriso que raramente mostrava em suas fotos publicitárias, algo mais real e menos posado.
— Eu sou o Keng. Mas acho que você já deve ter visto meu rosto em algum outdoor por aí.
— É difícil não ver — Maitê riu baixo, abrindo seu caderno. — Mas prefiro conhecer as pessoas além dos pixels da tela.
A aula prosseguiu, mas a tensão elétrica entre os dois era quase palpável. Para Maitê, Beacon Hills era um recomeço. Ela ouvira histórias sobre a cidade, boatos estranhos sobre desaparecimentos e eventos inexplicáveis, mas sua mente estava focada em sua carreira e na faculdade. No entanto, estar perto de Keng era como ser atraída por um ímã.
No intervalo, enquanto os outros alunos saíam apressados, Keng fechou seu notebook e se inclinou na direção dela.
— Você disse que dança e canta. O que exatamente? — perguntou ele, demonstrando um interesse genuíno que ia além da cortesia acadêmica.
— Dança contemporânea e jazz, principalmente — explicou Maitê, guardando suas coisas. — E canto desde pequena. É a minha forma de processar o mundo. E você? O mundo da moda é tudo o que dizem ou é só um filtro de Instagram bem aplicado?
Keng soltou uma risada curta, levantando-se e fazendo sinal para que ela o acompanhasse pelo corredor.
— É um pouco dos dois. É exaustivo, mas me dá uma plataforma. Só que às vezes é solitário. Todo mundo acha que conhece você, mas ninguém realmente se importa com o que acontece quando as câmeras desligam.
— Eu entendo perfeitamente — disse ela, enquanto caminhavam para o pátio central da universidade. — A popularidade é uma faca de dois gumes. As pessoas amam a imagem, mas têm medo da pessoa real.
Eles pararam perto de uma grande árvore, onde alguns alunos do "pack" de Scott McCall costumavam se reunir, embora Maitê ainda não soubesse quem eles eram. De longe, Lydia Martin observou a nova aluna com um olhar analítico, sussurrando algo para Allison que apenas assentiu.
— Você é diferente das outras garotas que entram aqui tentando me impressionar — comentou Keng, encostando-se no tronco da árvore. — Você não parece impressionada.
— Eu sou fã do talento, Keng, não do status — Maitê deu de ombros, cruzando os braços. — Se o seu trabalho é bom, eu admiro. Mas isso não faz de você um deus. Só faz de você um artista.
Keng pareceu surpreso, e então uma admiração profunda brilhou em seus olhos. Ele estava acostumado a ser idolatrado ou invejado, mas Maitê o tratava como um igual, com uma franqueza que era refrescante.
— Eu gosto disso — admitiu ele. — Escuta, vai ter um evento de arrecadação de fundos para o departamento de artes na sexta-feira. Vai ter música, performances... Eu estou ajudando na organização. Você deveria se apresentar.
Maitê arqueou uma sobrancelha, desafiadora.
— Está me desafiando a mostrar o que sei fazer?
— Talvez — Keng deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Ou talvez eu só queira um motivo para ver você brilhar de perto.
Maitê sentiu o coração acelerar, mas não desviou o olhar. Ela era uma Byers; ela não recuava diante de um palco ou de um par de olhos bonitos.
— Considere sua vontade feita, Natachaii. Mas esteja preparado. Eu não costumo fazer nada pela metade.
— Eu não esperaria nada menos de você — respondeu ele, com um sorriso enigmático.
Enquanto Keng se afastava para atender uma ligação, provavelmente de seu agente, Maitê ficou ali por um momento, sentindo a brisa de Beacon Hills. Ela sabia que aquela faculdade seria um desafio, e que Keng Natachaii era muito mais do que um rosto bonito em uma revista. Havia um mistério nele, uma profundidade que combinava com o ar enigmático daquela cidade.
Ela pegou seu celular e abriu o aplicativo de notas, começando a esboçar os primeiros versos de uma música que acabara de surgir em sua mente. A melodia era vibrante, intensa e um pouco perigosa. Exatamente como o encontro que acabara de ter.
— Ei, Maitê! — Uma voz a chamou.
Ela se virou e viu uma garota loira, com um estilo prático e um sorriso amigável, aproximando-se. Era Erica Reyes, que a olhava com uma mistura de curiosidade e aprovação.
— Oi? — Maitê respondeu, guardando o celular.
— Vi você conversando com o Keng. Cuidado, ele é o sonho de consumo de metade da Califórnia, mas é difícil de decifrar — disse Erica, parando ao lado dela.
— Eu gosto de quebra-cabeças — Maitê sorriu, a confiança transbordando.
— Então você veio ao lugar certo — Erica riu, olhando para a floresta que cercava o campus. — Beacon Hills é cheia deles. E alguns têm dentes.
Maitê franziu a testa por um segundo, sem entender a metáfora, mas logo relaxou. Ela estava pronta para o que quer que aquela nova fase trouxesse. Se Beacon Hills tinha segredos, ela tinha o ritmo e a voz para enfrentar qualquer tempestade. E se Keng Natachaii fizesse parte desse mistério, ela estava mais do que disposta a descobrir cada capítulo dessa história.
Ao caminhar em direção à biblioteca, Maitê sentiu que sua vida estava prestes a mudar drasticamente. Ela não era apenas a garota nova, a dançarina talentosa ou a estudante estilosa. Ela era uma força da natureza, e em uma cidade habitada por lobos e lendas, uma estrela como ela não passaria despercebida por muito tempo.
Keng, observando-a de longe enquanto fingia falar ao telefone, sabia disso. Ele já tinha visto muitas pessoas bonitas, mas Maitê Byers tinha uma alma que queimava com uma luz própria. E em Beacon Hills, a luz sempre atraía a escuridão — ou algo ainda mais selvagem.
— Ela é interessante, não é? — Uma voz surgiu atrás de Keng.
Ele se virou para encontrar Scott McCall, que o observava com uma expressão séria.
— Ela é mais do que interessante, Scott — respondeu Keng, guardando o aparelho no bolso. — Ela é o tipo de faísca que pode começar um incêndio.
— Só espero que ela esteja pronta para o calor — concluiu Scott, olhando para onde Maitê tinha acabado de desaparecer nos corredores.
Maitê, alheia à conversa, já estava planejando sua coreografia. O palco estava montado, os jogadores estavam em posição e a música estava apenas começando. Beacon Hills nunca mais seria a mesma depois que Maitê Byers terminasse sua primeira apresentação.
