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Sonserina e uma sonsa

Fandom: Draco Malfoy

Criado: 04/06/2026

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RomanceDramaFantasiaCenário CanônicoLinguagem ExplícitaPWP (Enredo? Que enredo?)
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Entre o Ódio e o Delírio

A biblioteca de Hogwarts estava mergulhada em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo som da chuva fustigando as janelas altas e o estalar ocasional de uma tocha na parede. Eu estava escondida entre as prateleiras da Seção Restrita, tentando ignorar o fato de que meu coração batia tão forte que parecia querer quebrar minhas costelas.

O motivo do meu nervosismo tinha nome, sobrenome e um sorriso de canto que me dava vontade de gritar ou de beijá-lo até perder o fôlego: Draco Malfoy.

— Ainda tentando aprender feitiços que estão além da sua capacidade, Granger? — A voz arrastada e carregada de deboche ecoou logo atrás de mim.

Respirei fundo, fechando o livro com força. O baque surdo pareceu um tiro no vazio da sala. Virei-me lentamente, encontrando aqueles olhos cinzentos e gélidos que pareciam ler cada um dos meus pensamentos impuros. Draco estava encostado em uma estante, os braços cruzados sobre o peito, o uniforme da Sonserina impecável como sempre.

— E você, Malfoy? — retruquei, cruzando os braços também. — Veio ver se encontra algum livro sobre como deixar de ser um idiota pretensioso? Sinto te informar, mas acho que nem a magia negra resolve o seu caso.

Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. O cheiro de menta e pergaminho caro que emanava dele me atingiu em cheio, nublando meus sentidos. Draco tinha aquele jeito marrento, aquela autoconfiança inabalável que irritava qualquer um, mas que, secretamente, me deixava com as pernas bambas.

— Você fala demais — ele murmurou, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente rouca. — É o seu maior defeito. Além, é claro, dessa sua mania irritante de achar que é melhor do que eu.

— Eu não acho, Malfoy. Eu sou. — Forcei um sorriso cínico, embora minhas mãos estivessem tremendo.

— É mesmo? — Ele se aproximou mais, prendendo-me contra a estante. O calor do corpo dele era um contraste absurdo com o frio da masmorra. — Então por que você está tremendo? Por que suas pupilas dilatam toda vez que eu chego perto?

— É nojo — menti, sentindo o ar faltar.

Draco soltou uma risada baixa e seca, um som que vibrou no meu peito. Ele inclinou o rosto, aproximando os lábios do meu ouvido.

— Você é uma péssima mentirosa. O seu ódio por mim é a coisa mais excitante que eu já vi. E o pior é que eu sei que você me quer tanto quanto eu quero calar essa sua boca atrevida.

Antes que eu pudesse formular qualquer xingamento, ele selou nossos lábios. Não foi um beijo suave ou romântico. Foi uma colisão. Um embate de anos de repressão, insultos trocados nos corredores e olhares carregados de eletricidade. Draco beijava como se estivesse em uma guerra, dominante e possessivo, sua língua pedindo passagem com uma urgência que me fez soltar um gemido baixo contra sua boca.

Minhas mãos, que antes estavam prontas para empurrá-lo, subiram para o seu pescoço, enterrando-se naqueles fios loiros quase brancos. Eu o puxei para mais perto, querendo fundir nossos corpos. O ódio que eu sentia por ele — ou o que eu achava que era ódio — transformou-se em um desejo avassalador.

Ele interrompeu o beijo por um segundo, apenas o suficiente para me olhar nos olhos, as íris cinzas agora escurecidas pelo desejo.

— Se alguém nos pegar aqui... — comecei a dizer, a voz falha.

— Deixe que vejam — ele interrompeu, a mão descendo pela minha cintura e apertando com força. — Deixe que saibam que a monitora perfeita está perdendo a cabeça pelo garoto que ela diz que despreza.

— Eu te odeio, Draco.

— Eu também te odeio — ele respondeu, com um sorriso safado e convencido que me fez querer mordê-lo. — Agora cala a boca e me deixa terminar o que eu comecei.

Ele me ergueu com uma facilidade impressionante, sentando-me em uma das mesas de carvalho da biblioteca. Livros voaram para o chão, mas nenhum de nós se importou. Draco se posicionou entre minhas pernas, suas mãos subindo pelas minhas coxas, levantando a saia do uniforme. Cada toque dele era carregado de uma luxúria que eu nunca imaginei que um "cavalheiro" de sangue puro pudesse demonstrar.

— Você é tão marrenta — ele sussurrou contra meu pescoço, distribuindo beijos e mordidas que me faziam arquear as costas. — Mas aqui, agora, você é minha.

— Eu não sou de ninguém, Malfoy — respondi, puxando-o pela gravata para outro beijo profundo.

— Veremos — ele provocou, soltando o cinto com uma agilidade pecaminosa.

O que se seguiu foi uma dança de corpos que se conheciam pelo toque, mas se estranhavam pelas palavras. Draco era intenso, cada movimento seu era calculado para me levar ao limite. Ele sabia exatamente onde tocar, como pressionar, como me fazer implorar pelo seu nome. E, apesar de todo o seu jeito convencido, havia uma urgência nele, uma necessidade de ser aceito por mim que ele nunca admitiria em voz alta.

Quando nossos corpos finalmente se uniram, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia guerra, não havia preconceito de sangue, não havia Harry ou Ron. Havia apenas o som da nossa respiração pesada e o ritmo frenético que Draco impunha. Ele era um amante impecável, cada estocada era profunda e certeira, fazendo-me ver estrelas no teto escuro da biblioteca.

— Diz meu nome — ele exigiu, o suor brilhando em sua testa, os olhos fixos nos meus.

— Draco... — eu suspirei, as unhas cravadas em seus ombros.

— Mais uma vez. Sem o ódio. Só uma vez.

— Draco — repeti, desta vez com uma ternura que me assustou.

Ele fechou os olhos, um lampejo de vulnerabilidade cruzando seu rosto antes que ele se entregasse ao ápice junto comigo. Desabamos um sobre o outro, o silêncio voltando a reinar, quebrado apenas pelos nossos corações acelerados.

Draco se afastou lentamente, recompondo-se com a elegância irritante de sempre. Ele ajeitou a camisa, prendeu o cinto e, por um momento, apenas me observou ali, desarrumada e ainda tentando recuperar o fôlego.

— Isso não muda nada, você sabe — ele disse, voltando à sua máscara de indiferença, embora seus olhos ainda brilhassem.

— Eu sei — respondi, descendo da mesa e ajeitando minha saia. — Amanhã voltaremos a nos insultar no Grande Salão.

Ele deu um passo à frente e, de forma surpreendente, pegou minha mão, depositando um beijo casto nos nós dos meus dedos. Um gesto de cavalheiro que ele raramente mostrava a alguém.

— Até amanhã, Granger. Tente não sentir muita saudade de mim.

— Não conte com isso, Malfoy.

Ele deu as costas e caminhou em direção à saída, desaparecendo nas sombras da biblioteca. Eu fiquei ali, sozinha com o cheiro dele ainda impregnado em minha pele, sabendo que o nosso "ódio" era apenas a capa para algo muito mais perigoso e viciante.

Recolhi meus livros do chão, sentindo um sorriso involuntário surgir nos meus lábios. Draco Malfoy era um idiota, convencido e arrogante. Mas, Merlin, ele era o meu idiota. E eu mal podia esperar pela próxima vez que nos "odiaríamos" em algum canto escuro do castelo.
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