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Fandom: sem fandom
Criado: 04/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHistória DomésticaCenário CanônicoHumorRealismoEstudo de Personagem
Entre Pesos, Medidas e Memórias Reveladas
O som metálico das anilhas batendo umas nas outras era a trilha sonora habitual da academia, mas para Is, aquele dia tinha um ritmo diferente. Ela estava concentrada no hack, sentindo a queimação muscular subir pelas pernas, quando ouviu uma risada familiar. Ao virar a cabeça, ainda recuperando o fôlego após uma conversa rápida com uma moça que a elogiava pelo físico impecável, seus olhos encontraram os de By.
Ele estava acompanhado do primo, mas não parecia nem um pouco interessado no que o rapaz dizia. Pelo contrário, By estava parado, com os braços cruzados sobre o peito largo, observando Is com uma atenção que faria qualquer uma perder o equilíbrio. Ele era alto, de pele parda e cabelos cacheados que teimavam em cair sobre a testa, emoldurando um olhar penetrante que parecia ler a alma dela. Is sorriu e acenou; ele retribuiu com um movimento de cabeça, mas sem desviar o olhar por um segundo sequer.
Quando Is mudou para o afundo, By estrategicamente ocupou o hack ao lado. A proximidade era elétrica. Exausta, Is sentou-se no chão para se recuperar da série intensa, e não demorou dois segundos para que ele se aproximasse.
— Cansada, pequena? — provocou ele, com aquele sorriso de canto que ela tanto conhecia.
— Me deixa, By. Hoje o treino está pesado — ela respondeu, rindo e ajeitando os cabelos mel.
Eles conversaram por alguns minutos antes de ela seguir para o leg press. Is mal tinha terminado a primeira série quando viu o vulto dele se aproximando novamente. Sem pedir licença, By sentou-se no chão, ao lado do aparelho, e começou a puxar assunto.
— Sabe, você devia focar mais na Bela — Is disse, arqueando uma sobrancelha e exibindo um sorriso travesso. — Ela faz super o seu tipo.
By soltou uma risada curta e balançou a cabeça, negando prontamente.
— Bela? Não, nada a ver.
— Ah, para! Na minha cabeça, ela é exatamente o que você procura — insistiu ela, adorando implicar com ele.
By ficou em silêncio por um momento, o olhar fixo nela, antes de soltar a bomba.
— Sabia que, há dois anos, você fazia super o meu tipo?
Is travou o movimento do aparelho e o encarou, chocada.
— O quê? Há dois anos eu nem sabia que você existia!
— Você não me conhecia — ele disse, com uma voz mais baixa e carregada de uma sinceridade inesperada —, mas eu conhecia você. Eu te via na escola e aqui na academia. Eu sabia até que música você ouvia nos fones de ouvido.
— Mentira... — sussurrou Is, sentindo o rosto esquentar.
— Não é mentira. Você foi meu primeiro amor e minha primeira grande decepção, porque na época você namorava e eu só podia olhar de longe. Eu lembro de cada detalhe seu daquela época.
Is ficou sem palavras. Como era possível? Ele se lembrava de coisas que ela mesma já havia esquecido. Enquanto ela tentava processar a informação, By se levantou e, como quem não quer nada, começou a colocar mais peso no leg press dela.
— Ei! O que você está fazendo? — reclamou ela, rindo.
— Treino de verdade. Para de reclamar e empurra — ele mandou, embora tenha ajudado a tirar as anilhas logo depois. — Para onde você vai agora?
— Cadeira flexora. Mas está ocupada.
Ela se aproximou do aparelho e perguntou ao rapaz quanto faltava. "Duas séries", foi a resposta. By, que tinha ido falar com o primo, voltou rapidamente e perguntou a ela o que o moço tinha dito.
— Ele disse que faltam duas — respondeu Is.
Ela viu By se aproximar com passos decididos.
— Não vai treinar, não? — perguntou ela, cruzando os braços.
— Vou. Vou fazer essa com você — afirmou ele, com autoridade.
— Ah, não! Eu não quero revezar com você, By. Você é muito implicante.
— Mas eu não estou pedindo — ele disse, chegando mais perto, a diferença de altura tornando a cena quase cômica. — Eu estou falando que a gente vai revezar.
Eles revezaram. Entre uma série e outra, a conversa fluía com uma facilidade perigosa. Em um momento, ao se levantar rápido demais, Is sentiu a pressão cair e o mundo girar. Ela cambaleou, mas antes que pudesse tocar o chão, as mãos grandes e firmes de By se fecharam em sua cintura, puxando-a contra o corpo musculoso dele.
O tempo pareceu parar. Is sentiu o calor da pele dele através da roupa de academia. Os rostos estavam a centímetros de distância. By não a soltou imediatamente. Ele fez o movimento que ela jamais esqueceria: o olhar em triângulo. Ele olhou para o olho esquerdo dela, depois para o direito e, finalmente, fixou o olhar nos lábios carnudos de Is. Ele permaneceu ali, em silêncio, por uma eternidade de segundos, até que ela soltou uma risadinha nervosa para quebrar a tensão.
— Vou para a adutora — anunciou ela, tentando recuperar a compostura.
— Eu também preciso ir para lá — disse ele, com um brilho divertido nos olhos —, mas não quero fazer com você.
Ele estava brincando, claro. Is revirou os olhos e saiu na frente, mas não resistiu a olhar pelo espelho. Lá estava ele, parado, com um sorriso vitorioso no rosto enquanto a observava de cima a baixo com um desejo mal disfarçado.
Minutos depois, ele se aproximou da adutora onde ela estava.
— Oi, moça. Posso revezar com você? — perguntou ele, fazendo-se de desentendido.
— Não — respondeu ela, rindo.
Obviamente, eles revezaram.
— Eu sou mais forte que você na perna, By. Aceita — provocou ela.
Ele arqueou as sobrancelhas, duvidando.
— É mesmo?
— É só olhar — disse ela, indicando os próprios músculos definidos.
By inclinou o corpo para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e a olhou com uma expressão nitidamente safada, que fez o estômago de Is dar voltas.
— Eu estou olhando, Is. Pode ter certeza de que eu estou olhando muito bem.
Eles terminaram o treino e desceram as escadas juntos, despedindo-se com a promessa silenciosa de que aquilo era apenas o começo.
---
No dia seguinte, a atmosfera entre eles tinha mudado. A revelação de By sobre o passado havia aberto uma porta que nenhum dos dois queria fechar. Is passou a manhã vendo vídeos em uma rede social e se deparou com uma trend de casal que estava bombando. Eram desafios de calistenia e musculação em dupla.
Assim que chegou na academia e encontrou By, ela não perdeu tempo.
— By, eu vi uma trend e a gente vai fazer.
— "A gente"? — ele riu, ajeitando a alça da mochila. — E o que eu ganho com isso?
— A minha companhia ilustre. Vamos, o primeiro é no supino.
Ele aceitou, mais por curiosidade do que por vontade de aparecer. By se deitou no banco de supino, mas o desafio não era levantar a barra de ferro. Is se posicionou sobre ele. Para que o exercício desse certo, ele precisava de estabilidade. As mãos de By, firmes e quentes, envolveram a cintura dela, enquanto a outra mão se posicionava na parte de trás de sua coxa para garantir que ela não escorregasse.
A proximidade era absurda. Is sentia a respiração dele em seu pescoço.
— Concentra, By — provocou ela, embora estivesse tão nervosa quanto ele.
— Difícil concentrar com você assim — ele murmurou, a voz rouca perto do ouvido dela.
Eles conseguiram completar o movimento, mas a tensão no ar era quase palpável. Mas Is não estava satisfeita.
— Agora o último. A barra em casal.
Eles foram até a área de calistenia. Is se pendurou primeiro na barra fixa, os braços esticados, esperando por ele. By se posicionou de frente para ela. Seus corpos estavam quase colados. Com um impulso, Is entrelaçou as pernas fortes ao redor da cintura dele, prendendo-se com firmeza.
By segurou na barra, as mãos posicionadas por fora das mãos dela. O peso de Is era o desafio dele.
— Pronta? — perguntou ele, os olhos cravados nos dela.
— Vai, fortão. Duvido você conseguir.
By soltou um sorriso desafiador e começou a subir. Os músculos das costas e dos braços dele saltaram, a força bruta sendo testada pelo peso dos dois corpos unidos. Na primeira subida, o rosto dele ficou a milímetros do dela. Na segunda, ele sentiu o perfume de mel dos cabelos de Is.
Na terceira e última repetição, By usou o resto de sua força para subir mais do que o necessário. Quando seus rostos ficaram nivelados, ele não hesitou. Antes que Is pudesse dizer qualquer coisa, ele inclinou a cabeça e selou os lábios nos dela em um selinho demorado e inesperado.
O contato foi breve, mas intenso o suficiente para fazer Is esquecer que estava pendurada em uma barra. Quando ele desceu e os pés de ambos tocaram o chão, ele não a soltou imediatamente. Manteve as mãos na cintura dela, observando a reação de surpresa estampada no rosto de Is.
— Isso também fazia parte da trend? — perguntou ela, com a voz falhando e um sorriso bobo começando a surgir.
By deu um passo à frente, diminuindo qualquer espaço que ainda restasse entre eles.
— Não — ele confessou, o olhar penetrante de volta. — Mas era algo que eu queria fazer desde que te vi pela primeira vez naquela escola, dois anos atrás.
Is sorriu, o sorriso mais bonito que ele já tinha visto, e percebeu que, às vezes, o melhor lugar do mundo não é um destino, mas sim o espaço entre dois corpos que finalmente se encontraram entre uma série e outra de exercícios.
Ele estava acompanhado do primo, mas não parecia nem um pouco interessado no que o rapaz dizia. Pelo contrário, By estava parado, com os braços cruzados sobre o peito largo, observando Is com uma atenção que faria qualquer uma perder o equilíbrio. Ele era alto, de pele parda e cabelos cacheados que teimavam em cair sobre a testa, emoldurando um olhar penetrante que parecia ler a alma dela. Is sorriu e acenou; ele retribuiu com um movimento de cabeça, mas sem desviar o olhar por um segundo sequer.
Quando Is mudou para o afundo, By estrategicamente ocupou o hack ao lado. A proximidade era elétrica. Exausta, Is sentou-se no chão para se recuperar da série intensa, e não demorou dois segundos para que ele se aproximasse.
— Cansada, pequena? — provocou ele, com aquele sorriso de canto que ela tanto conhecia.
— Me deixa, By. Hoje o treino está pesado — ela respondeu, rindo e ajeitando os cabelos mel.
Eles conversaram por alguns minutos antes de ela seguir para o leg press. Is mal tinha terminado a primeira série quando viu o vulto dele se aproximando novamente. Sem pedir licença, By sentou-se no chão, ao lado do aparelho, e começou a puxar assunto.
— Sabe, você devia focar mais na Bela — Is disse, arqueando uma sobrancelha e exibindo um sorriso travesso. — Ela faz super o seu tipo.
By soltou uma risada curta e balançou a cabeça, negando prontamente.
— Bela? Não, nada a ver.
— Ah, para! Na minha cabeça, ela é exatamente o que você procura — insistiu ela, adorando implicar com ele.
By ficou em silêncio por um momento, o olhar fixo nela, antes de soltar a bomba.
— Sabia que, há dois anos, você fazia super o meu tipo?
Is travou o movimento do aparelho e o encarou, chocada.
— O quê? Há dois anos eu nem sabia que você existia!
— Você não me conhecia — ele disse, com uma voz mais baixa e carregada de uma sinceridade inesperada —, mas eu conhecia você. Eu te via na escola e aqui na academia. Eu sabia até que música você ouvia nos fones de ouvido.
— Mentira... — sussurrou Is, sentindo o rosto esquentar.
— Não é mentira. Você foi meu primeiro amor e minha primeira grande decepção, porque na época você namorava e eu só podia olhar de longe. Eu lembro de cada detalhe seu daquela época.
Is ficou sem palavras. Como era possível? Ele se lembrava de coisas que ela mesma já havia esquecido. Enquanto ela tentava processar a informação, By se levantou e, como quem não quer nada, começou a colocar mais peso no leg press dela.
— Ei! O que você está fazendo? — reclamou ela, rindo.
— Treino de verdade. Para de reclamar e empurra — ele mandou, embora tenha ajudado a tirar as anilhas logo depois. — Para onde você vai agora?
— Cadeira flexora. Mas está ocupada.
Ela se aproximou do aparelho e perguntou ao rapaz quanto faltava. "Duas séries", foi a resposta. By, que tinha ido falar com o primo, voltou rapidamente e perguntou a ela o que o moço tinha dito.
— Ele disse que faltam duas — respondeu Is.
Ela viu By se aproximar com passos decididos.
— Não vai treinar, não? — perguntou ela, cruzando os braços.
— Vou. Vou fazer essa com você — afirmou ele, com autoridade.
— Ah, não! Eu não quero revezar com você, By. Você é muito implicante.
— Mas eu não estou pedindo — ele disse, chegando mais perto, a diferença de altura tornando a cena quase cômica. — Eu estou falando que a gente vai revezar.
Eles revezaram. Entre uma série e outra, a conversa fluía com uma facilidade perigosa. Em um momento, ao se levantar rápido demais, Is sentiu a pressão cair e o mundo girar. Ela cambaleou, mas antes que pudesse tocar o chão, as mãos grandes e firmes de By se fecharam em sua cintura, puxando-a contra o corpo musculoso dele.
O tempo pareceu parar. Is sentiu o calor da pele dele através da roupa de academia. Os rostos estavam a centímetros de distância. By não a soltou imediatamente. Ele fez o movimento que ela jamais esqueceria: o olhar em triângulo. Ele olhou para o olho esquerdo dela, depois para o direito e, finalmente, fixou o olhar nos lábios carnudos de Is. Ele permaneceu ali, em silêncio, por uma eternidade de segundos, até que ela soltou uma risadinha nervosa para quebrar a tensão.
— Vou para a adutora — anunciou ela, tentando recuperar a compostura.
— Eu também preciso ir para lá — disse ele, com um brilho divertido nos olhos —, mas não quero fazer com você.
Ele estava brincando, claro. Is revirou os olhos e saiu na frente, mas não resistiu a olhar pelo espelho. Lá estava ele, parado, com um sorriso vitorioso no rosto enquanto a observava de cima a baixo com um desejo mal disfarçado.
Minutos depois, ele se aproximou da adutora onde ela estava.
— Oi, moça. Posso revezar com você? — perguntou ele, fazendo-se de desentendido.
— Não — respondeu ela, rindo.
Obviamente, eles revezaram.
— Eu sou mais forte que você na perna, By. Aceita — provocou ela.
Ele arqueou as sobrancelhas, duvidando.
— É mesmo?
— É só olhar — disse ela, indicando os próprios músculos definidos.
By inclinou o corpo para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e a olhou com uma expressão nitidamente safada, que fez o estômago de Is dar voltas.
— Eu estou olhando, Is. Pode ter certeza de que eu estou olhando muito bem.
Eles terminaram o treino e desceram as escadas juntos, despedindo-se com a promessa silenciosa de que aquilo era apenas o começo.
---
No dia seguinte, a atmosfera entre eles tinha mudado. A revelação de By sobre o passado havia aberto uma porta que nenhum dos dois queria fechar. Is passou a manhã vendo vídeos em uma rede social e se deparou com uma trend de casal que estava bombando. Eram desafios de calistenia e musculação em dupla.
Assim que chegou na academia e encontrou By, ela não perdeu tempo.
— By, eu vi uma trend e a gente vai fazer.
— "A gente"? — ele riu, ajeitando a alça da mochila. — E o que eu ganho com isso?
— A minha companhia ilustre. Vamos, o primeiro é no supino.
Ele aceitou, mais por curiosidade do que por vontade de aparecer. By se deitou no banco de supino, mas o desafio não era levantar a barra de ferro. Is se posicionou sobre ele. Para que o exercício desse certo, ele precisava de estabilidade. As mãos de By, firmes e quentes, envolveram a cintura dela, enquanto a outra mão se posicionava na parte de trás de sua coxa para garantir que ela não escorregasse.
A proximidade era absurda. Is sentia a respiração dele em seu pescoço.
— Concentra, By — provocou ela, embora estivesse tão nervosa quanto ele.
— Difícil concentrar com você assim — ele murmurou, a voz rouca perto do ouvido dela.
Eles conseguiram completar o movimento, mas a tensão no ar era quase palpável. Mas Is não estava satisfeita.
— Agora o último. A barra em casal.
Eles foram até a área de calistenia. Is se pendurou primeiro na barra fixa, os braços esticados, esperando por ele. By se posicionou de frente para ela. Seus corpos estavam quase colados. Com um impulso, Is entrelaçou as pernas fortes ao redor da cintura dele, prendendo-se com firmeza.
By segurou na barra, as mãos posicionadas por fora das mãos dela. O peso de Is era o desafio dele.
— Pronta? — perguntou ele, os olhos cravados nos dela.
— Vai, fortão. Duvido você conseguir.
By soltou um sorriso desafiador e começou a subir. Os músculos das costas e dos braços dele saltaram, a força bruta sendo testada pelo peso dos dois corpos unidos. Na primeira subida, o rosto dele ficou a milímetros do dela. Na segunda, ele sentiu o perfume de mel dos cabelos de Is.
Na terceira e última repetição, By usou o resto de sua força para subir mais do que o necessário. Quando seus rostos ficaram nivelados, ele não hesitou. Antes que Is pudesse dizer qualquer coisa, ele inclinou a cabeça e selou os lábios nos dela em um selinho demorado e inesperado.
O contato foi breve, mas intenso o suficiente para fazer Is esquecer que estava pendurada em uma barra. Quando ele desceu e os pés de ambos tocaram o chão, ele não a soltou imediatamente. Manteve as mãos na cintura dela, observando a reação de surpresa estampada no rosto de Is.
— Isso também fazia parte da trend? — perguntou ela, com a voz falhando e um sorriso bobo começando a surgir.
By deu um passo à frente, diminuindo qualquer espaço que ainda restasse entre eles.
— Não — ele confessou, o olhar penetrante de volta. — Mas era algo que eu queria fazer desde que te vi pela primeira vez naquela escola, dois anos atrás.
Is sorriu, o sorriso mais bonito que ele já tinha visto, e percebeu que, às vezes, o melhor lugar do mundo não é um destino, mas sim o espaço entre dois corpos que finalmente se encontraram entre uma série e outra de exercícios.
