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Forbidden love
Fandom: LMSY
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaSombrioPsicológicoCrimeHistória DomésticaSuspenseEstudo de Personagem
O Gosto Amargo e Doce do Matcha
O silêncio na cobertura de Lookmhee Punyapat nunca era vazio; era preenchido pelo peso da antecipação e pelo som rítmico da chuva batendo contra as imensas janelas de vidro que davam vista para a metrópole caótica. Lookmhee estava sentada em sua poltrona de couro legítimo, observando o vapor subir de sua xícara de matcha. O verde vibrante da bebida era a única cor viva em uma sala decorada com tons de cinza, preto e aço.
Aos 36 anos, Lookmhee era uma força da natureza que o submundo aprendeu a temer. Sua postura era impecável, os 1,75m de altura sustentados por uma disciplina marcial que transparecia em cada movimento calculado. Seus olhos pretos, gélidos e lógicos, raramente mostravam humanidade. Para o mundo, ela era o "Monstro Punyapat", a assassina que dizimou a linhagem dos Pedersen em uma única noite sangrenta.
Para Sonya Pedersen, no entanto, ela era algo muito mais complexo e perturbador.
A porta do quarto se abriu. Sonya caminhou pelo corredor com a elegância de quem nasceu em berço de ouro, apesar de estar vestindo apenas uma camisa de seda preta que pertencia a Lookmhee. O contraste de seus cabelos castanho-claros ondulados contra o tecido escuro era algo que Lookmhee secretamente adorava observar.
Sonya parou a poucos metros da assassina. Seus olhos, que uma vez brilharam com o ódio puro de quem viu sua família ser apagada, agora carregavam uma névoa de confusão e desejo contido. Ela tinha 24 anos e uma herança que não podia mais acessar, mas seu orgulho permanecia intacto.
— Você está atrasada com o meu chá — disse Sonya, sua voz carregada de um sarcasmo defensivo que já não feria como antes.
Lookmhee não se moveu imediatamente. Ela apenas inclinou a cabeça, observando a jovem. A obsessão era uma chama constante em seu peito. Ela se lembrava perfeitamente da noite do massacre; lembrava-se do cheiro de pólvora e do momento em que apontou a arma para a testa de Sonya. A garota não implorou. Ela não chorou. Ela simplesmente desferiu um tapa estalado no rosto da mulher que segurava sua vida nas mãos.
Naquele momento, Lookmhee soube que não poderia matá-la. Não se mata uma divindade que se recusa a se curvar.
— O batedor de bambu exige paciência, Sonya — respondeu Lookmhee, sua voz um barítono calmo e frio. — Algo que você, com sua juventude impetuosa, ainda não domina.
Lookmhee levantou-se com uma fluidez predatória. Ela caminhou até a bancada de mármore onde outra xícara de matcha esperava. Sonya a seguiu, mantendo uma distância segura, mas seus olhos traíram sua determinação ao percorrerem as cicatrizes visíveis nos antebraços de Lookmhee — marcas de batalhas e execuções que a assassina carregava como medalhas.
— Você fala como se fosse centenária — provocou Sonya, cruzando os braços. — São apenas doze anos de diferença.
Lookmhee virou-se, oferecendo a xícara. Seus dedos se roçaram brevemente. Lookmhee, que desprezava o toque humano de qualquer outra pessoa, sentiu um formigamento familiar. Ela permitia que Sonya a tocasse. Ela ansiava por isso, embora sua expressão permanecesse uma máscara de gelo.
— Doze anos no meu mundo equivalem a várias vidas, pequena herdeira — Lookmhee deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Sonya. — Enquanto você estava em shoppings escolhendo sapatos, eu estava aprendendo quantas libras de pressão são necessárias para quebrar um fêmur.
Sonya não recuou. Ela deu um gole no matcha, apreciando o sabor terroso e amargo que, estranhamente, agora a confortava.
— E ainda assim, você não quebrou o meu — Sonya rebateu, um sorriso desafiador brincando em seus lábios. — Por quê? Você diz que é lógica, Lookmhee. Onde está a lógica em manter viva a pessoa que jurou enfiar uma faca no seu coração enquanto você dorme?
Lookmhee estendeu a mão, seus dedos longos e calejados contornando a linha da mandíbula de Sonya. A possessividade em seu olhar era quase palpável.
— A lógica é simples: você é a única coisa neste mundo que não me olha com medo, mas com fúria — confessou Lookmhee em um sussurro. — O medo é entediante. O ódio... o ódio é uma promessa. E eu sempre gostei de promessas.
Sonya sentiu o coração acelerar. Ela odiava a forma como Lookmhee a tratava — não como uma prisioneira, não como uma vítima, mas como uma igual, ou talvez algo mais precioso. Lookmhee a levava para escolher carros esportivos em sua coleção privada, permitia que ela praticasse defesa pessoal na academia particular da casa e, acima de tudo, a ouvia.
Comparada aos rapazes de sua idade, herdeiros fúteis que Sonya conhecia, Lookmhee era um abismo de profundidade e maturidade. Havia uma segurança sombria em estar sob a proteção de um monstro.
— Você é louca — murmurou Sonya, embora sua mão tenha subido para envolver o pulso de Lookmhee, mantendo o toque ali. — Eu deveria ter te matado naquela noite na cozinha.
— Você tentou — Lookmhee soltou uma risada curta e seca, um som raro. — E falhou miseravelmente. Mas sua coragem... foi a coisa mais bonita que já vi em meio ao sangue da sua família.
Sonya sentiu uma pontada de dor ao lembrar dos pais, mas era uma dor que estava sendo lentamente substituída por uma síndrome de Estocolmo distorcida, ou talvez algo mais genuíno. Ela se sentia protegida. Lookmhee era o escudo que a separava de um mundo que agora a caçaria por seu nome.
— Por que você faz isso? — perguntou Sonya, sua voz perdendo o sarcasmo e revelando a leve fobia social que a tornava tão vulnerável fora daquelas paredes. — Por que me protege tanto? Você me escondeu do mundo, limpou os vestígios... por que se importa?
Lookmhee aproximou o rosto do de Sonya, seus narizes quase se tocando. O cheiro de chá verde e um perfume amadeirado caro emanava da assassina.
— Porque você é minha, Sonya Pedersen — disse Lookmhee com uma calma aterradora. — Cada gota de sangue que corre em suas veias só continua lá porque eu permiti. E eu sou muito ciumenta com o que me pertence. Se o mundo quiser você, terá que passar por cima de cada cadáver que eu empilhar.
Sonya sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era doentio. Era perigoso. E, para sua própria surpresa, era inebriante. Ela se inclinou, fechando a pequena distância entre elas, e pressionou seus lábios contra os de Lookmhee.
O beijo não foi suave. Foi uma batalha de vontades. Lookmhee respondeu com uma intensidade faminta, suas mãos descendo para a cintura de Sonya, apertando-a contra seu corpo firme de 1,75m. Lookmhee era lógica em tudo, exceto em como seu corpo reagia a Sonya. Ela era o único ponto cego em sua visão tática.
Quando se separaram, ambas estavam levemente ofegantes. Sonya olhou para os olhos negros de Lookmhee e viu ali algo que ninguém mais veria: devoção.
— Eu ainda vou matar você um dia — prometeu Sonya, embora o tom fosse quase um carinho.
Lookmhee deu um meio sorriso, o tipo de expressão que faria seus inimigos tremerem, mas que para Sonya era um convite.
— Eu não esperaria nada menos de você, meu amor — respondeu Lookmhee. — Mas, até lá, você vai tomar seu matcha e me deixar cuidar de você.
Lookmhee caminhou até a mesa e pegou um pequeno tablet, voltando ao seu modo profissional e frio, mas mantendo uma mão firmemente apoiada no ombro de Sonya.
— Recebi informações de que alguns associados do seu pai estão tentando rastrear o que sobrou dos bens Pedersen — comentou Lookmhee, seus olhos brilhando com uma intenção assassina. — Eu vou cuidar disso amanhã.
— Você vai matá-los? — perguntou Sonya, sentando-se no sofá de design moderno.
— Só se eles forem persistentes — Lookmhee deu de ombros. — Prefiro usar armas de fogo para eficiência, mas para esses... talvez eu leve minhas lâminas. Eles merecem um pouco de diversão.
Sonya observou a mulher à sua frente. Lookmhee era um monstro, sim. Mas era o seu monstro. E naquela cobertura luxuosa, cercada por carros velozes e o aroma de matcha, Sonya percebeu que a liberdade que ela tanto buscava talvez não fosse estar longe de Lookmhee, mas sim ser a única pessoa no mundo capaz de domar a fera.
— Lookmhee? — chamou Sonya.
A assassina desviou os olhos do tablet.
— Sim?
— Não demore muito amanhã — Sonya desviou o olhar, o orgulho lutando contra a necessidade de toque. — Eu odeio ficar sozinha nesta casa enorme.
Lookmhee deixou o tablet de lado e caminhou até Sonya, ajoelhando-se entre as pernas da jovem, uma posição de submissão que ela nunca assumiria perante ninguém mais no planeta. Ela pousou as mãos nos joelhos de Sonya e olhou para cima.
— Eu nunca deixo você por mais tempo do que o necessário — afirmou Lookmhee. — Você é o meu centro, Sonya. O resto do mundo é apenas ruído.
Sonya acariciou o cabelo preto e liso de Lookmhee, sentindo a textura sedosa. Ela sabia que o que viviam era errado por todas as definições da sociedade. Diferença de idade, um histórico de violência, uma dívida de sangue. Mas quando Lookmhee a olhava daquela maneira — como se Sonya fosse a única coisa real em um mundo de sombras — nada mais importava.
— Tome seu matcha — disse Sonya, tentando recuperar sua fachada de indiferença. — Está esfriando.
Lookmhee obedeceu, mas não antes de depositar um beijo possessivo na palma da mão de Sonya.
— Como você desejar, pequena Pedersen. Como você desejar.
O silêncio retornou à cobertura, mas agora não era mais pesado. Era o silêncio de um pacto silencioso entre a caçadora e sua presa, onde as linhas entre quem era quem já haviam se perdido há muito tempo nas sombras da obsessão. Sonya prometera odiá-la, mas no final, descobriu que o ódio e o amor eram apenas dois lados da mesma lâmina afiada que Lookmhee usava com tanta maestria.
Aos 36 anos, Lookmhee era uma força da natureza que o submundo aprendeu a temer. Sua postura era impecável, os 1,75m de altura sustentados por uma disciplina marcial que transparecia em cada movimento calculado. Seus olhos pretos, gélidos e lógicos, raramente mostravam humanidade. Para o mundo, ela era o "Monstro Punyapat", a assassina que dizimou a linhagem dos Pedersen em uma única noite sangrenta.
Para Sonya Pedersen, no entanto, ela era algo muito mais complexo e perturbador.
A porta do quarto se abriu. Sonya caminhou pelo corredor com a elegância de quem nasceu em berço de ouro, apesar de estar vestindo apenas uma camisa de seda preta que pertencia a Lookmhee. O contraste de seus cabelos castanho-claros ondulados contra o tecido escuro era algo que Lookmhee secretamente adorava observar.
Sonya parou a poucos metros da assassina. Seus olhos, que uma vez brilharam com o ódio puro de quem viu sua família ser apagada, agora carregavam uma névoa de confusão e desejo contido. Ela tinha 24 anos e uma herança que não podia mais acessar, mas seu orgulho permanecia intacto.
— Você está atrasada com o meu chá — disse Sonya, sua voz carregada de um sarcasmo defensivo que já não feria como antes.
Lookmhee não se moveu imediatamente. Ela apenas inclinou a cabeça, observando a jovem. A obsessão era uma chama constante em seu peito. Ela se lembrava perfeitamente da noite do massacre; lembrava-se do cheiro de pólvora e do momento em que apontou a arma para a testa de Sonya. A garota não implorou. Ela não chorou. Ela simplesmente desferiu um tapa estalado no rosto da mulher que segurava sua vida nas mãos.
Naquele momento, Lookmhee soube que não poderia matá-la. Não se mata uma divindade que se recusa a se curvar.
— O batedor de bambu exige paciência, Sonya — respondeu Lookmhee, sua voz um barítono calmo e frio. — Algo que você, com sua juventude impetuosa, ainda não domina.
Lookmhee levantou-se com uma fluidez predatória. Ela caminhou até a bancada de mármore onde outra xícara de matcha esperava. Sonya a seguiu, mantendo uma distância segura, mas seus olhos traíram sua determinação ao percorrerem as cicatrizes visíveis nos antebraços de Lookmhee — marcas de batalhas e execuções que a assassina carregava como medalhas.
— Você fala como se fosse centenária — provocou Sonya, cruzando os braços. — São apenas doze anos de diferença.
Lookmhee virou-se, oferecendo a xícara. Seus dedos se roçaram brevemente. Lookmhee, que desprezava o toque humano de qualquer outra pessoa, sentiu um formigamento familiar. Ela permitia que Sonya a tocasse. Ela ansiava por isso, embora sua expressão permanecesse uma máscara de gelo.
— Doze anos no meu mundo equivalem a várias vidas, pequena herdeira — Lookmhee deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Sonya. — Enquanto você estava em shoppings escolhendo sapatos, eu estava aprendendo quantas libras de pressão são necessárias para quebrar um fêmur.
Sonya não recuou. Ela deu um gole no matcha, apreciando o sabor terroso e amargo que, estranhamente, agora a confortava.
— E ainda assim, você não quebrou o meu — Sonya rebateu, um sorriso desafiador brincando em seus lábios. — Por quê? Você diz que é lógica, Lookmhee. Onde está a lógica em manter viva a pessoa que jurou enfiar uma faca no seu coração enquanto você dorme?
Lookmhee estendeu a mão, seus dedos longos e calejados contornando a linha da mandíbula de Sonya. A possessividade em seu olhar era quase palpável.
— A lógica é simples: você é a única coisa neste mundo que não me olha com medo, mas com fúria — confessou Lookmhee em um sussurro. — O medo é entediante. O ódio... o ódio é uma promessa. E eu sempre gostei de promessas.
Sonya sentiu o coração acelerar. Ela odiava a forma como Lookmhee a tratava — não como uma prisioneira, não como uma vítima, mas como uma igual, ou talvez algo mais precioso. Lookmhee a levava para escolher carros esportivos em sua coleção privada, permitia que ela praticasse defesa pessoal na academia particular da casa e, acima de tudo, a ouvia.
Comparada aos rapazes de sua idade, herdeiros fúteis que Sonya conhecia, Lookmhee era um abismo de profundidade e maturidade. Havia uma segurança sombria em estar sob a proteção de um monstro.
— Você é louca — murmurou Sonya, embora sua mão tenha subido para envolver o pulso de Lookmhee, mantendo o toque ali. — Eu deveria ter te matado naquela noite na cozinha.
— Você tentou — Lookmhee soltou uma risada curta e seca, um som raro. — E falhou miseravelmente. Mas sua coragem... foi a coisa mais bonita que já vi em meio ao sangue da sua família.
Sonya sentiu uma pontada de dor ao lembrar dos pais, mas era uma dor que estava sendo lentamente substituída por uma síndrome de Estocolmo distorcida, ou talvez algo mais genuíno. Ela se sentia protegida. Lookmhee era o escudo que a separava de um mundo que agora a caçaria por seu nome.
— Por que você faz isso? — perguntou Sonya, sua voz perdendo o sarcasmo e revelando a leve fobia social que a tornava tão vulnerável fora daquelas paredes. — Por que me protege tanto? Você me escondeu do mundo, limpou os vestígios... por que se importa?
Lookmhee aproximou o rosto do de Sonya, seus narizes quase se tocando. O cheiro de chá verde e um perfume amadeirado caro emanava da assassina.
— Porque você é minha, Sonya Pedersen — disse Lookmhee com uma calma aterradora. — Cada gota de sangue que corre em suas veias só continua lá porque eu permiti. E eu sou muito ciumenta com o que me pertence. Se o mundo quiser você, terá que passar por cima de cada cadáver que eu empilhar.
Sonya sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era doentio. Era perigoso. E, para sua própria surpresa, era inebriante. Ela se inclinou, fechando a pequena distância entre elas, e pressionou seus lábios contra os de Lookmhee.
O beijo não foi suave. Foi uma batalha de vontades. Lookmhee respondeu com uma intensidade faminta, suas mãos descendo para a cintura de Sonya, apertando-a contra seu corpo firme de 1,75m. Lookmhee era lógica em tudo, exceto em como seu corpo reagia a Sonya. Ela era o único ponto cego em sua visão tática.
Quando se separaram, ambas estavam levemente ofegantes. Sonya olhou para os olhos negros de Lookmhee e viu ali algo que ninguém mais veria: devoção.
— Eu ainda vou matar você um dia — prometeu Sonya, embora o tom fosse quase um carinho.
Lookmhee deu um meio sorriso, o tipo de expressão que faria seus inimigos tremerem, mas que para Sonya era um convite.
— Eu não esperaria nada menos de você, meu amor — respondeu Lookmhee. — Mas, até lá, você vai tomar seu matcha e me deixar cuidar de você.
Lookmhee caminhou até a mesa e pegou um pequeno tablet, voltando ao seu modo profissional e frio, mas mantendo uma mão firmemente apoiada no ombro de Sonya.
— Recebi informações de que alguns associados do seu pai estão tentando rastrear o que sobrou dos bens Pedersen — comentou Lookmhee, seus olhos brilhando com uma intenção assassina. — Eu vou cuidar disso amanhã.
— Você vai matá-los? — perguntou Sonya, sentando-se no sofá de design moderno.
— Só se eles forem persistentes — Lookmhee deu de ombros. — Prefiro usar armas de fogo para eficiência, mas para esses... talvez eu leve minhas lâminas. Eles merecem um pouco de diversão.
Sonya observou a mulher à sua frente. Lookmhee era um monstro, sim. Mas era o seu monstro. E naquela cobertura luxuosa, cercada por carros velozes e o aroma de matcha, Sonya percebeu que a liberdade que ela tanto buscava talvez não fosse estar longe de Lookmhee, mas sim ser a única pessoa no mundo capaz de domar a fera.
— Lookmhee? — chamou Sonya.
A assassina desviou os olhos do tablet.
— Sim?
— Não demore muito amanhã — Sonya desviou o olhar, o orgulho lutando contra a necessidade de toque. — Eu odeio ficar sozinha nesta casa enorme.
Lookmhee deixou o tablet de lado e caminhou até Sonya, ajoelhando-se entre as pernas da jovem, uma posição de submissão que ela nunca assumiria perante ninguém mais no planeta. Ela pousou as mãos nos joelhos de Sonya e olhou para cima.
— Eu nunca deixo você por mais tempo do que o necessário — afirmou Lookmhee. — Você é o meu centro, Sonya. O resto do mundo é apenas ruído.
Sonya acariciou o cabelo preto e liso de Lookmhee, sentindo a textura sedosa. Ela sabia que o que viviam era errado por todas as definições da sociedade. Diferença de idade, um histórico de violência, uma dívida de sangue. Mas quando Lookmhee a olhava daquela maneira — como se Sonya fosse a única coisa real em um mundo de sombras — nada mais importava.
— Tome seu matcha — disse Sonya, tentando recuperar sua fachada de indiferença. — Está esfriando.
Lookmhee obedeceu, mas não antes de depositar um beijo possessivo na palma da mão de Sonya.
— Como você desejar, pequena Pedersen. Como você desejar.
O silêncio retornou à cobertura, mas agora não era mais pesado. Era o silêncio de um pacto silencioso entre a caçadora e sua presa, onde as linhas entre quem era quem já haviam se perdido há muito tempo nas sombras da obsessão. Sonya prometera odiá-la, mas no final, descobriu que o ódio e o amor eram apenas dois lados da mesma lâmina afiada que Lookmhee usava com tanta maestria.
