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Fandom: Off campus
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoEstudo de PersonagemRealismoLinguagem Explícita
Linhas Cruzadas e Outros Erros
O som abafado da música que vinha da sala de estar da casa da fraternidade parecia quilômetros distante, embora eles estivessem apenas a um corredor de distância, no refúgio temporário de um quarto bagunçado. O cheiro de cerveja barata e suor de festa tinha sido substituído pelo aroma cítrico do perfume de Hanna e pelo cheiro amadeirado e quente que emanava da pele de Mark.
Hanna sentia que sua vida era um rascunho mal desenhado nas últimas duas semanas. O término com Justin não tinha sido explosivo; fora uma morte lenta, cheia de silêncios desconfortáveis e críticas veladas ao seu "estilo de vida fútil" na faculdade de moda. Ela se sentia pequena, e Hanna não gostava de se sentir pequena.
Mark, por outro lado, parecia uma montanha de frustração contida. O capitão interino do time de hóquei tinha acabado de ver sua namorada de longa data se mudar para a Europa sem olhar para trás, deixando-o com um vazio que nem mesmo os treinos de alta intensidade na Briar conseguiam preencher.
— Você está pensando nele de novo — disse Mark, a voz rouca quebrando o silêncio carregado entre eles.
Ele estava sentado na beira da cama, os ombros largos curvados, as mãos grandes apoiadas nos joelhos. Hanna estava de pé diante dele, as mãos trêmulas enquanto tentava desabotoar a blusa de seda que ela mesma havia customizado.
— Não estou — mentiu ela, embora a imagem do rosto de Justin ainda ardesse em sua mente como uma ferida aberta. — Só estou tentando entender por que demorei tanto para fazer isso.
Mark levantou o olhar. Seus olhos, geralmente focados e frios como o gelo do ringue, estavam turvos de desejo e de uma dor que ele se recusava a admitir.
— Porque somos complicados, Hanna. E porque estamos quebrados.
— Talvez — disse ela, deixando a blusa cair no chão. — Mas dizem que duas peças quebradas podem se encaixar se você pressionar com força o suficiente.
Mark se levantou, a altura dele intimidando qualquer outra pessoa, mas não Hanna. Ele deu um passo à frente, fechando a distância entre eles até que ela pudesse sentir o calor vindo do corpo dele. Ele era sólido, uma força da natureza feita de músculos e determinação.
— Eu não quero ser um erro, Hanna — murmurou ele, as mãos grandes encontrando a cintura dela, puxando-a para perto.
— Então seja o erro mais bonito da minha noite — respondeu ela, antes de puxá-lo pelo colarinho da camiseta para um beijo que cheirava a desespero e libertação.
O beijo foi urgente. Não havia a delicadeza de um início de namoro, mas sim a fome de quem precisava esquecer. Mark a pressionou contra a porta fechada, suas mãos subindo pelas costas dela, sentindo a suavidade da pele em contraste com a aspereza de suas próprias palmas calejadas pelo bastão de hóquei.
Hanna soltou um gemido baixo quando ele enterrou o rosto em seu pescoço, mordiscando a pele sensível ali. Cada toque dele parecia apagar uma memória ruim. Onde Justin era frio e calculista, Mark era fogo e instinto.
— A cama — ofegou ela, as pernas envolvendo a cintura dele enquanto ele a suspendia sem esforço.
Mark a carregou até o colchão, deitando-a com uma urgência controlada. Ele se livrou da própria camiseta em um movimento rápido, revelando o torso definido e as cicatrizes de batalhas no gelo. Hanna estendeu a mão, traçando o contorno de seus abdominais, sentindo o coração dele martelar contra as costelas.
— Você tem certeza disso? — perguntou ele, parando por um segundo, os olhos fixos nos dela. — Amanhã o sol vai nascer e ainda vamos ter que lidar com a bagunça que eles deixaram.
— Amanhã eu me preocupo com as costuras desfeitas — disse Hanna, puxando-o para baixo. — Agora, eu só quero que você me faça sentir algo que não seja tristeza.
O que se seguiu foi uma dança de corpos que buscavam redenção. Mark era intenso, cada movimento seu carregado de uma força que ameaçava desmanchar Hanna. Ele a tocou como se estivesse tentando memorizar cada curva, cada reação, cada suspiro que escapava de seus lábios entreabertos.
Hanna se perdeu na sensação do peso dele sobre ela. Era reconfortante, de uma forma estranha. O ritmo que eles encontraram era frenético, uma fuga desesperada da realidade. Quando ele entrou nela, o mundo lá fora — as passarelas, os treinos, os ex-namorados e as expectativas — simplesmente deixou de existir.
— Mark... — ela sussurrou, as unhas cravando-se nos ombros dele.
— Eu sei — respondeu ele, a voz falhando. — Eu sinto também.
Eles se moveram juntos, um encaixe perfeito que desafiava a lógica de suas vidas opostas. O suor brilhava em suas peles sob a luz fraca do abajur de canto. O prazer era agudo, quase doloroso em sua intensidade, levando-os a um ápice que os deixou exaustos e vazios, no melhor sentido possível.
Longos minutos se passaram antes que qualquer um deles tivesse força para se mover. O silêncio agora não era mais tenso, mas pesado com o peso do que acabara de acontecer. Mark se afastou levemente, puxando o lençol para cobri-los, mas manteve Hanna por perto, o braço dele servindo de travesseiro para ela.
— Isso foi... — começou Mark, mas a palavra pareceu fugir.
— Um erro necessário? — sugeriu Hanna, observando as sombras no teto.
— Eu ia dizer incrível — corrigiu ele, virando o rosto para olhar para ela. — Mas "erro necessário" também serve.
Hanna soltou uma risada fraca, sentindo o cansaço finalmente começar a vencer a adrenalina.
— Eu passei meses tentando ser a namorada perfeita para alguém que não gostava de quem eu era. Estar aqui agora... com você... parece a primeira coisa real que fiz em muito tempo.
Mark suspirou, a mão livre brincando com uma mecha do cabelo loiro dela.
— Eu sei como é. Eu era o cara estável. O cara que tinha o plano de carreira e a vida pessoal resolvida. Quando ela foi embora, eu me senti como se tivesse perdido o capitão do meu próprio time. Mas aqui, com você, eu não preciso ser o capitão. Só preciso ser eu.
— E quem é você, Mark, quando não está no gelo? — perguntou ela, a voz ficando mais baixa, os olhos pesados.
Ele ficou em silêncio por um momento, refletindo.
— Eu sou um cara que gosta de pizza fria, que odeia filmes de terror e que, aparentemente, gosta muito de como você fica com o cabelo bagunçado.
Hanna sorriu, fechando os olhos e encostando a cabeça no peito dele. O som do coração de Mark era rítmico, uma batida constante que a acalmava mais do que qualquer chá de camomila ou técnica de meditação.
— Eu posso trabalhar com isso — murmurou ela.
— Hanna? — chamou ele, quando pensou que ela já estivesse dormindo.
— Sim?
— Não vamos falar sobre eles amanhã. Nem depois de amanhã.
— Combinado — disse ela. — Amanhã é um novo rascunho.
Mark a apertou um pouco mais contra si, fechando os olhos também. No mundo lá fora, a festa ainda rugia, as decepções ainda esperavam e as feridas ainda precisavam cicatrizar. Mas, naquele quarto, entre lençóis bagunçados e respirações sincronizadas, eles tinham encontrado um breve cessar-fogo. Era o início de algo que nenhum dos dois sabia rotular, mas que, pela primeira vez em semanas, parecia exatamente o que precisavam.
O sol eventualmente entraria pela janela, trazendo consigo a realidade da faculdade de Briar, mas, por enquanto, a escuridão era o suficiente para protegê-los. E, para dois corações que tinham sido deixados de lado, aquele encontro de destroços era o começo de uma construção muito mais sólida do que qualquer coisa que tivessem conhecido antes.
Hanna sentia que sua vida era um rascunho mal desenhado nas últimas duas semanas. O término com Justin não tinha sido explosivo; fora uma morte lenta, cheia de silêncios desconfortáveis e críticas veladas ao seu "estilo de vida fútil" na faculdade de moda. Ela se sentia pequena, e Hanna não gostava de se sentir pequena.
Mark, por outro lado, parecia uma montanha de frustração contida. O capitão interino do time de hóquei tinha acabado de ver sua namorada de longa data se mudar para a Europa sem olhar para trás, deixando-o com um vazio que nem mesmo os treinos de alta intensidade na Briar conseguiam preencher.
— Você está pensando nele de novo — disse Mark, a voz rouca quebrando o silêncio carregado entre eles.
Ele estava sentado na beira da cama, os ombros largos curvados, as mãos grandes apoiadas nos joelhos. Hanna estava de pé diante dele, as mãos trêmulas enquanto tentava desabotoar a blusa de seda que ela mesma havia customizado.
— Não estou — mentiu ela, embora a imagem do rosto de Justin ainda ardesse em sua mente como uma ferida aberta. — Só estou tentando entender por que demorei tanto para fazer isso.
Mark levantou o olhar. Seus olhos, geralmente focados e frios como o gelo do ringue, estavam turvos de desejo e de uma dor que ele se recusava a admitir.
— Porque somos complicados, Hanna. E porque estamos quebrados.
— Talvez — disse ela, deixando a blusa cair no chão. — Mas dizem que duas peças quebradas podem se encaixar se você pressionar com força o suficiente.
Mark se levantou, a altura dele intimidando qualquer outra pessoa, mas não Hanna. Ele deu um passo à frente, fechando a distância entre eles até que ela pudesse sentir o calor vindo do corpo dele. Ele era sólido, uma força da natureza feita de músculos e determinação.
— Eu não quero ser um erro, Hanna — murmurou ele, as mãos grandes encontrando a cintura dela, puxando-a para perto.
— Então seja o erro mais bonito da minha noite — respondeu ela, antes de puxá-lo pelo colarinho da camiseta para um beijo que cheirava a desespero e libertação.
O beijo foi urgente. Não havia a delicadeza de um início de namoro, mas sim a fome de quem precisava esquecer. Mark a pressionou contra a porta fechada, suas mãos subindo pelas costas dela, sentindo a suavidade da pele em contraste com a aspereza de suas próprias palmas calejadas pelo bastão de hóquei.
Hanna soltou um gemido baixo quando ele enterrou o rosto em seu pescoço, mordiscando a pele sensível ali. Cada toque dele parecia apagar uma memória ruim. Onde Justin era frio e calculista, Mark era fogo e instinto.
— A cama — ofegou ela, as pernas envolvendo a cintura dele enquanto ele a suspendia sem esforço.
Mark a carregou até o colchão, deitando-a com uma urgência controlada. Ele se livrou da própria camiseta em um movimento rápido, revelando o torso definido e as cicatrizes de batalhas no gelo. Hanna estendeu a mão, traçando o contorno de seus abdominais, sentindo o coração dele martelar contra as costelas.
— Você tem certeza disso? — perguntou ele, parando por um segundo, os olhos fixos nos dela. — Amanhã o sol vai nascer e ainda vamos ter que lidar com a bagunça que eles deixaram.
— Amanhã eu me preocupo com as costuras desfeitas — disse Hanna, puxando-o para baixo. — Agora, eu só quero que você me faça sentir algo que não seja tristeza.
O que se seguiu foi uma dança de corpos que buscavam redenção. Mark era intenso, cada movimento seu carregado de uma força que ameaçava desmanchar Hanna. Ele a tocou como se estivesse tentando memorizar cada curva, cada reação, cada suspiro que escapava de seus lábios entreabertos.
Hanna se perdeu na sensação do peso dele sobre ela. Era reconfortante, de uma forma estranha. O ritmo que eles encontraram era frenético, uma fuga desesperada da realidade. Quando ele entrou nela, o mundo lá fora — as passarelas, os treinos, os ex-namorados e as expectativas — simplesmente deixou de existir.
— Mark... — ela sussurrou, as unhas cravando-se nos ombros dele.
— Eu sei — respondeu ele, a voz falhando. — Eu sinto também.
Eles se moveram juntos, um encaixe perfeito que desafiava a lógica de suas vidas opostas. O suor brilhava em suas peles sob a luz fraca do abajur de canto. O prazer era agudo, quase doloroso em sua intensidade, levando-os a um ápice que os deixou exaustos e vazios, no melhor sentido possível.
Longos minutos se passaram antes que qualquer um deles tivesse força para se mover. O silêncio agora não era mais tenso, mas pesado com o peso do que acabara de acontecer. Mark se afastou levemente, puxando o lençol para cobri-los, mas manteve Hanna por perto, o braço dele servindo de travesseiro para ela.
— Isso foi... — começou Mark, mas a palavra pareceu fugir.
— Um erro necessário? — sugeriu Hanna, observando as sombras no teto.
— Eu ia dizer incrível — corrigiu ele, virando o rosto para olhar para ela. — Mas "erro necessário" também serve.
Hanna soltou uma risada fraca, sentindo o cansaço finalmente começar a vencer a adrenalina.
— Eu passei meses tentando ser a namorada perfeita para alguém que não gostava de quem eu era. Estar aqui agora... com você... parece a primeira coisa real que fiz em muito tempo.
Mark suspirou, a mão livre brincando com uma mecha do cabelo loiro dela.
— Eu sei como é. Eu era o cara estável. O cara que tinha o plano de carreira e a vida pessoal resolvida. Quando ela foi embora, eu me senti como se tivesse perdido o capitão do meu próprio time. Mas aqui, com você, eu não preciso ser o capitão. Só preciso ser eu.
— E quem é você, Mark, quando não está no gelo? — perguntou ela, a voz ficando mais baixa, os olhos pesados.
Ele ficou em silêncio por um momento, refletindo.
— Eu sou um cara que gosta de pizza fria, que odeia filmes de terror e que, aparentemente, gosta muito de como você fica com o cabelo bagunçado.
Hanna sorriu, fechando os olhos e encostando a cabeça no peito dele. O som do coração de Mark era rítmico, uma batida constante que a acalmava mais do que qualquer chá de camomila ou técnica de meditação.
— Eu posso trabalhar com isso — murmurou ela.
— Hanna? — chamou ele, quando pensou que ela já estivesse dormindo.
— Sim?
— Não vamos falar sobre eles amanhã. Nem depois de amanhã.
— Combinado — disse ela. — Amanhã é um novo rascunho.
Mark a apertou um pouco mais contra si, fechando os olhos também. No mundo lá fora, a festa ainda rugia, as decepções ainda esperavam e as feridas ainda precisavam cicatrizar. Mas, naquele quarto, entre lençóis bagunçados e respirações sincronizadas, eles tinham encontrado um breve cessar-fogo. Era o início de algo que nenhum dos dois sabia rotular, mas que, pela primeira vez em semanas, parecia exatamente o que precisavam.
O sol eventualmente entraria pela janela, trazendo consigo a realidade da faculdade de Briar, mas, por enquanto, a escuridão era o suficiente para protegê-los. E, para dois corações que tinham sido deixados de lado, aquele encontro de destroços era o começo de uma construção muito mais sólida do que qualquer coisa que tivessem conhecido antes.
