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O fruto proibido
Fandom: Swanqueen
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceDramaHistória DomésticaCiúmesCenário CanônicoRecontar
Sombras e Maçãs Doces
O relógio da torre de Storybrooke marcava pouco mais de sete horas da noite quando Emma Swan estacionou seu calhambeque amarelo em frente à mansão da Rua Mifflin, número 108. A névoa baixa da cidade parecia conspirar com o segredo que ela carregava no peito, ocultando o brilho metálico do distintivo de xerife enquanto ela subia os degraus de pedra.
Emma não bateu na porta. Ela tinha a chave, um objeto que Regina lhe entregara há três semanas com um olhar que misturava desafio e uma vulnerabilidade que pouca gente conhecia. Ao entrar, o aroma familiar de maçãs, canela e o perfume caro de Regina a envolveu instantaneamente.
No entanto, o som de risadas vindo da sala de estar fez o estômago de Emma dar um nó apertado.
— Você sempre foi exagerado, Graham. Storybrooke não mudou tanto assim desde que você... bem, desde que as coisas voltaram ao normal.
A voz de Regina era melodiosa, tingida por aquele tom de sarcasmo elegante que Emma adorava, mas o nome mencionado fez o sangue da loira ferver. Ela caminhou até o arco da sala e parou, observando a cena. Regina estava sentada no sofá de veludo, uma taça de vinho tinto na mão, e Graham — o caçador que, por algum milagre da magia residual de Storybrooke, tivera sua vida restaurada meses atrás — estava inclinado em direção a ela, rindo.
— Eu só estou dizendo que a prefeitura parece muito mais iluminada sob sua gestão atual do que nos tempos sombrios — Graham disse, com aquele sotaque que Emma agora achava irritante.
Emma pigarreou, cruzando os braços sobre a jaqueta de couro vermelha.
— Interrompo alguma coisa? — perguntou ela, a voz saindo mais ríspida do que pretendia.
Regina ergueu os olhos, uma sobrancelha perfeitamente desenhada subindo em sinal de surpresa, embora houvesse um brilho divertido em suas pupilas escuras.
— Senhorita Swan. Não a esperava tão cedo. Acredito que conheça o Xerife Graham.
— Ex-xerife — corrigiu Emma, dando um passo à frente. — O cargo agora é meu, lembra?
Graham se levantou, estendendo a mão com um sorriso amigável que Emma se recusou a retribuir com a mesma intensidade.
— Emma. É bom ver você. Eu estava apenas agradecendo à Regina por me ajudar com a papelada da nova residência.
— Regina, é? — Emma arqueou as sobrancelhas, lançando um olhar cortante para a prefeita. — Achei que fôssemos manter as formalidades em público, "Vossa Majestade".
Regina tomou um gole de vinho, observando a tensão nos ombros de Emma com um prazer quase sádico.
— Graham é um velho amigo, Emma. Não há necessidade de títulos rígidos entre nós.
O "velho amigo" soou como um estalo de chicote nos ouvidos da Salvadora. Ela sabia que, no passado, Graham fora o prisioneiro de Regina, o homem cujo coração ela guardara em uma caixa. Mas ver a proximidade física entre eles agora, sem a magia de controle envolvida, despertava algo primitivo e possessivo em Emma.
— Bom, eu vim buscar o Henry — mentiu Emma descaradamente. — Esqueci que era minha noite com ele.
— Henry está na casa de Mary Margaret para uma noite de jogos, como você bem sabe — Regina disse, colocando a taça de lado e levantando-se com a elegância de uma pantera. — Mas já que você está aqui, Graham estava justamente de saída. Não é, Graham?
O caçador, percebendo a eletricidade estática que subitamente preenchera a sala, assentiu rapidamente.
— Sim, claro. Tenho algumas caixas para desempacotar. Boa noite, Regina. Emma.
Assim que a porta da frente se fechou, o silêncio caiu sobre a sala, pesado e denso. Emma não se moveu. Ela continuou encarando o lugar onde Graham estivera sentado.
— Se você continuar olhando para o sofá desse jeito, ele vai entrar em combustão espontânea — comentou Regina, aproximando-se com passos lentos e calculados.
— O que ele estava fazendo aqui, Regina? — Emma explodiu, finalmente olhando para ela. — E não me venha com essa história de papelada.
Regina parou a poucos centímetros de distância, o perfume de sândalo agora inebriante.
— Está com ciúmes, Emma Swan? — Um sorriso vitorioso brincou nos lábios da prefeita. — De um homem que eu costumava manter em uma cripta?
— Eu não estou com ciúmes — mentiu Emma, a voz falhando levemente. — Eu só acho que... nós combinamos de ser discretas. E ter o "ex" sentado no seu sofá bebendo seu vinho caro não parece muito discreto.
— Graham não sabe de nada — Regina rebateu, estendendo a mão para ajeitar a gola da jaqueta de Emma. — Ninguém sabe. É por isso que você entra pela porta da frente e age como se fosse a dona do lugar, para manter as aparências de nossa "rivalidade amigável".
Emma segurou o pulso de Regina, impedindo o movimento. Seus olhos verdes queimavam.
— Ele estava olhando para você. Eu conheço aquele olhar.
— E como ele estava olhando, Emma? — provocou Regina, reduzindo a distância entre elas até que suas respirações se misturassem.
— Como se você fosse a coisa mais fascinante do mundo — sussurrou Emma, a raiva começando a se transformar em desejo. — E eu não gosto de compartilhar o que é meu.
Regina soltou uma risada baixa, um som gutural que vibrou no peito de Emma.
— "O que é seu"? — Regina repetiu, a voz carregada de desafio. — Desde quando a Salvadora reivindica posse sobre a Rainha Má?
— Desde o momento em que você me deixou entrar — Emma respondeu, puxando Regina para mais perto pela cintura. — Você sabe que eu odeio mentir para o Henry, odeio me esconder no Granny’s, e odeio ainda mais ver caras como o Graham achando que têm uma chance.
Regina suavizou a expressão, suas mãos subindo para o rosto de Emma, os dedos traçando a linha da mandíbula da loira com uma ternura que ela raramente mostrava ao mundo.
— Ele é apenas uma sombra do passado, Emma. Uma lembrança de uma vida que eu não levo mais. Você, por outro lado... — Regina fez uma pausa, os olhos fixos nos lábios de Emma. — Você é o meu presente irritante, teimoso e absolutamente insuportável.
— Insuportável, é? — Emma sorriu de lado, sentindo o coração desacelerar.
— Completamente — confirmou Regina antes de selar seus lábios nos de Emma.
O beijo começou com a urgência do ciúme, uma necessidade de Emma de reafirmar seu lugar, mas logo se transformou em algo mais profundo e lento. Regina se entregou ao contato, suas mãos enroscando-se nos cabelos loiros de Emma, puxando-a para mais perto, como se tentasse fundir suas almas.
Quando se separaram para respirar, Emma encostou a testa na de Regina, os olhos ainda fechados.
— Eu odeio que tenhamos que nos esconder — murmurou Emma. — Mary Margaret já está desconfiando. Ela disse que eu estou "brilhando" ultimamente.
Regina soltou um suspiro pesado, descansando as mãos nos ombros de Emma.
— Storybrooke não está pronta para nós, Emma. A prefeita e a Salvadora? A Rainha Má e a filha da Branca de Neve? O escândalo seria suficiente para quebrar a maldição novamente, e desta vez sem magia.
— Eu sei — admitiu Emma, abrindo os olhos. — Mas ver você com ele... me faz querer gritar para a cidade inteira que você é minha.
Regina sorriu, um sorriso genuíno que não chegava às câmeras da imprensa local.
— Talvez um dia, Emma. Mas, por enquanto, você terá que se contentar em ser a única pessoa que tem a chave desta casa. E a única que tem o meu coração, sem precisar de uma caixa de veludo para guardá-lo.
Emma sentiu um calor se espalhar por seu corpo. Ela puxou Regina para outro beijo, desta vez mais suave, cheio de promessas silenciosas.
— Tudo bem — cedeu a loira. — Mas se eu vir o Graham aqui de novo, vou prendê-lo por... obstrução de justiça. Ou por estacionar o cavalo em local proibido.
Regina riu, empurrando-a levemente em direção à cozinha.
— Você é ridícula, Swan. Agora, venha. Eu fiz lasanha, e Henry não vai voltar até amanhã de manhã. Temos a casa só para nós.
Emma seguiu Regina, observando o movimento elegante de seus quadris. O ciúme ainda estava lá, uma pequena chama no fundo de sua mente, mas enquanto estivessem entre aquelas quatro paredes, o mundo exterior — e todos os Grahams dele — não importava. Ali, elas não eram a Salvadora e a Rainha; eram apenas Emma e Regina, perdidas em um conto de fadas que elas mesmas estavam escrevendo, uma página secreta de cada vez.
— Regina? — chamou Emma enquanto entravam na cozinha.
— Sim?
— A lasanha tem maçã?
Regina parou e olhou para trás, com um brilho malicioso nos olhos.
— Experimente e descubra, xerife. Se tiver coragem.
Emma sorriu. Ela sempre teria coragem quando se tratava de Regina Mills. Mesmo que isso significasse enfrentar dragões, maldições ou o seu próprio ciúme avassalador.
Emma não bateu na porta. Ela tinha a chave, um objeto que Regina lhe entregara há três semanas com um olhar que misturava desafio e uma vulnerabilidade que pouca gente conhecia. Ao entrar, o aroma familiar de maçãs, canela e o perfume caro de Regina a envolveu instantaneamente.
No entanto, o som de risadas vindo da sala de estar fez o estômago de Emma dar um nó apertado.
— Você sempre foi exagerado, Graham. Storybrooke não mudou tanto assim desde que você... bem, desde que as coisas voltaram ao normal.
A voz de Regina era melodiosa, tingida por aquele tom de sarcasmo elegante que Emma adorava, mas o nome mencionado fez o sangue da loira ferver. Ela caminhou até o arco da sala e parou, observando a cena. Regina estava sentada no sofá de veludo, uma taça de vinho tinto na mão, e Graham — o caçador que, por algum milagre da magia residual de Storybrooke, tivera sua vida restaurada meses atrás — estava inclinado em direção a ela, rindo.
— Eu só estou dizendo que a prefeitura parece muito mais iluminada sob sua gestão atual do que nos tempos sombrios — Graham disse, com aquele sotaque que Emma agora achava irritante.
Emma pigarreou, cruzando os braços sobre a jaqueta de couro vermelha.
— Interrompo alguma coisa? — perguntou ela, a voz saindo mais ríspida do que pretendia.
Regina ergueu os olhos, uma sobrancelha perfeitamente desenhada subindo em sinal de surpresa, embora houvesse um brilho divertido em suas pupilas escuras.
— Senhorita Swan. Não a esperava tão cedo. Acredito que conheça o Xerife Graham.
— Ex-xerife — corrigiu Emma, dando um passo à frente. — O cargo agora é meu, lembra?
Graham se levantou, estendendo a mão com um sorriso amigável que Emma se recusou a retribuir com a mesma intensidade.
— Emma. É bom ver você. Eu estava apenas agradecendo à Regina por me ajudar com a papelada da nova residência.
— Regina, é? — Emma arqueou as sobrancelhas, lançando um olhar cortante para a prefeita. — Achei que fôssemos manter as formalidades em público, "Vossa Majestade".
Regina tomou um gole de vinho, observando a tensão nos ombros de Emma com um prazer quase sádico.
— Graham é um velho amigo, Emma. Não há necessidade de títulos rígidos entre nós.
O "velho amigo" soou como um estalo de chicote nos ouvidos da Salvadora. Ela sabia que, no passado, Graham fora o prisioneiro de Regina, o homem cujo coração ela guardara em uma caixa. Mas ver a proximidade física entre eles agora, sem a magia de controle envolvida, despertava algo primitivo e possessivo em Emma.
— Bom, eu vim buscar o Henry — mentiu Emma descaradamente. — Esqueci que era minha noite com ele.
— Henry está na casa de Mary Margaret para uma noite de jogos, como você bem sabe — Regina disse, colocando a taça de lado e levantando-se com a elegância de uma pantera. — Mas já que você está aqui, Graham estava justamente de saída. Não é, Graham?
O caçador, percebendo a eletricidade estática que subitamente preenchera a sala, assentiu rapidamente.
— Sim, claro. Tenho algumas caixas para desempacotar. Boa noite, Regina. Emma.
Assim que a porta da frente se fechou, o silêncio caiu sobre a sala, pesado e denso. Emma não se moveu. Ela continuou encarando o lugar onde Graham estivera sentado.
— Se você continuar olhando para o sofá desse jeito, ele vai entrar em combustão espontânea — comentou Regina, aproximando-se com passos lentos e calculados.
— O que ele estava fazendo aqui, Regina? — Emma explodiu, finalmente olhando para ela. — E não me venha com essa história de papelada.
Regina parou a poucos centímetros de distância, o perfume de sândalo agora inebriante.
— Está com ciúmes, Emma Swan? — Um sorriso vitorioso brincou nos lábios da prefeita. — De um homem que eu costumava manter em uma cripta?
— Eu não estou com ciúmes — mentiu Emma, a voz falhando levemente. — Eu só acho que... nós combinamos de ser discretas. E ter o "ex" sentado no seu sofá bebendo seu vinho caro não parece muito discreto.
— Graham não sabe de nada — Regina rebateu, estendendo a mão para ajeitar a gola da jaqueta de Emma. — Ninguém sabe. É por isso que você entra pela porta da frente e age como se fosse a dona do lugar, para manter as aparências de nossa "rivalidade amigável".
Emma segurou o pulso de Regina, impedindo o movimento. Seus olhos verdes queimavam.
— Ele estava olhando para você. Eu conheço aquele olhar.
— E como ele estava olhando, Emma? — provocou Regina, reduzindo a distância entre elas até que suas respirações se misturassem.
— Como se você fosse a coisa mais fascinante do mundo — sussurrou Emma, a raiva começando a se transformar em desejo. — E eu não gosto de compartilhar o que é meu.
Regina soltou uma risada baixa, um som gutural que vibrou no peito de Emma.
— "O que é seu"? — Regina repetiu, a voz carregada de desafio. — Desde quando a Salvadora reivindica posse sobre a Rainha Má?
— Desde o momento em que você me deixou entrar — Emma respondeu, puxando Regina para mais perto pela cintura. — Você sabe que eu odeio mentir para o Henry, odeio me esconder no Granny’s, e odeio ainda mais ver caras como o Graham achando que têm uma chance.
Regina suavizou a expressão, suas mãos subindo para o rosto de Emma, os dedos traçando a linha da mandíbula da loira com uma ternura que ela raramente mostrava ao mundo.
— Ele é apenas uma sombra do passado, Emma. Uma lembrança de uma vida que eu não levo mais. Você, por outro lado... — Regina fez uma pausa, os olhos fixos nos lábios de Emma. — Você é o meu presente irritante, teimoso e absolutamente insuportável.
— Insuportável, é? — Emma sorriu de lado, sentindo o coração desacelerar.
— Completamente — confirmou Regina antes de selar seus lábios nos de Emma.
O beijo começou com a urgência do ciúme, uma necessidade de Emma de reafirmar seu lugar, mas logo se transformou em algo mais profundo e lento. Regina se entregou ao contato, suas mãos enroscando-se nos cabelos loiros de Emma, puxando-a para mais perto, como se tentasse fundir suas almas.
Quando se separaram para respirar, Emma encostou a testa na de Regina, os olhos ainda fechados.
— Eu odeio que tenhamos que nos esconder — murmurou Emma. — Mary Margaret já está desconfiando. Ela disse que eu estou "brilhando" ultimamente.
Regina soltou um suspiro pesado, descansando as mãos nos ombros de Emma.
— Storybrooke não está pronta para nós, Emma. A prefeita e a Salvadora? A Rainha Má e a filha da Branca de Neve? O escândalo seria suficiente para quebrar a maldição novamente, e desta vez sem magia.
— Eu sei — admitiu Emma, abrindo os olhos. — Mas ver você com ele... me faz querer gritar para a cidade inteira que você é minha.
Regina sorriu, um sorriso genuíno que não chegava às câmeras da imprensa local.
— Talvez um dia, Emma. Mas, por enquanto, você terá que se contentar em ser a única pessoa que tem a chave desta casa. E a única que tem o meu coração, sem precisar de uma caixa de veludo para guardá-lo.
Emma sentiu um calor se espalhar por seu corpo. Ela puxou Regina para outro beijo, desta vez mais suave, cheio de promessas silenciosas.
— Tudo bem — cedeu a loira. — Mas se eu vir o Graham aqui de novo, vou prendê-lo por... obstrução de justiça. Ou por estacionar o cavalo em local proibido.
Regina riu, empurrando-a levemente em direção à cozinha.
— Você é ridícula, Swan. Agora, venha. Eu fiz lasanha, e Henry não vai voltar até amanhã de manhã. Temos a casa só para nós.
Emma seguiu Regina, observando o movimento elegante de seus quadris. O ciúme ainda estava lá, uma pequena chama no fundo de sua mente, mas enquanto estivessem entre aquelas quatro paredes, o mundo exterior — e todos os Grahams dele — não importava. Ali, elas não eram a Salvadora e a Rainha; eram apenas Emma e Regina, perdidas em um conto de fadas que elas mesmas estavam escrevendo, uma página secreta de cada vez.
— Regina? — chamou Emma enquanto entravam na cozinha.
— Sim?
— A lasanha tem maçã?
Regina parou e olhou para trás, com um brilho malicioso nos olhos.
— Experimente e descubra, xerife. Se tiver coragem.
Emma sorriu. Ela sempre teria coragem quando se tratava de Regina Mills. Mesmo que isso significasse enfrentar dragões, maldições ou o seu próprio ciúme avassalador.
