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Ajuda entre amigos

Fandom: Off campus

Criado: 05/06/2026

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O Gelo e o Fogo de Briar

O som das lâminas cortando o gelo ainda ecoava na mente de Mark enquanto ele subia os degraus da varanda da casa que dividia com seus companheiros de equipe. Seus ombros pesavam como se ele ainda estivesse carregando todo o equipamento de hóquei, e cada músculo de seu corpo clamava por um banho quente e pelo menos dez horas de sono sem interrupções. Ser um dos defensores principais da Universidade de Briar tinha suas vantagens, mas o regime de treinos intensos antes dos playoffs estava drenando suas últimas energias.

Ele girou a chave na fechadura, o silêncio da casa sendo um alívio momentâneo. Mark jogou a bolsa de equipamentos no canto do corredor, o cheiro de suor e gelo seco se dissipando no ar climatizado. Ele passou a mão pelos cabelos pretos, desalinhados e úmidos, enquanto caminhava em direção ao seu quarto no andar de cima. Tudo o que ele queria era a escuridão dos seus lençóis.

Ao abrir a porta do quarto, porém, o cansaço pareceu evaporar instantaneamente, substituído por uma descarga súbita de adrenalina que nada tinha a ver com o esporte.

A luz do abajur de cabeceira estava acesa, banhando o ambiente com um tom âmbar suave. No centro de sua cama king-size, Allie e Hanna o esperavam. Elas não usavam absolutamente nada.

Allie, com sua beleza clássica e traços delicados que sempre faziam o coração de Mark errar uma batida, estava encostada na cabeceira, uma perna levemente dobrada. Ao lado dela, Hanna, cujo corpo curvilíneo e presença magnética eram a definição de tentação, exibia um sorriso travesso que Mark conhecia muito bem.

— Você demorou — disse Allie, sua voz suave carregada de uma promessa que fez o sangue de Mark ferver.

— O treino rendeu mais do que o esperado — respondeu Mark, a voz rouca enquanto seus olhos percorriam as curvas das duas mulheres diante dele. — Mas acho que acabo de encontrar uma razão muito boa para esquecer o cansaço.

Hanna se inclinou para frente, os cabelos caindo sobre os ombros, destacando o contraste de sua pele contra os lençóis escuros.

— Nós achamos que você precisava de uma recompensa — disse ela, estendendo a mão na direção dele. — Venha aqui, Mark. Deixe a gente cuidar de você.

Mark não precisou que lhe dissessem duas vezes. Ele atravessou o quarto, desfazendo-se da camiseta e dos jeans com uma pressa que beirava o desespero. Quando ele finalmente se juntou a elas na cama, a sensação da pele macia contra a sua pele endurecida pelos treinos foi um choque térmico delicioso.

— Vocês são inacreditáveis — sussurrou Mark, puxando Allie para um beijo profundo enquanto sua mão livre encontrava a cintura de Hanna.

— Menos conversa, Mark — murmurou Allie entre os beijos —, e mais ação.

A noite estava apenas começando, e o gelo do ringue era agora uma memória distante, derretida pelo fogo que consumia o quarto. Mark sentiu as mãos de Hanna explorarem seus músculos tensos, massageando a rigidez de seus ombros antes de descerem por seu peito. Allie, por sua vez, distribuía beijos úmidos por seu pescoço, provocando arrepios que ele não conseguia controlar.

— Eu senti falta disso — confessou Hanna, aproximando-se do ouvido dele. — De ter você só para nós.

— Eu também — admitiu ele, virando-se para capturar os lábios de Hanna em um beijo voraz, enquanto Allie se movia para se posicionar sobre ele.

O ritmo no quarto mudou rapidamente de carícias suaves para uma urgência palpável. Mark, impulsionado pelo desejo acumulado e pela visão das duas mulheres mais incríveis que já conhecera juntas em sua cama, entregou-se completamente ao momento. A força física que ele usava para derrubar adversários no gelo agora era canalizada em movimentos precisos e intensos, respondendo ao toque de cada uma delas.

— Mark... — Allie arqueou as costas quando ele a trouxe para mais perto, o nome dele escapando como um suspiro de prazer.

— Não para — pediu Hanna, sua respiração ofegante misturando-se à de Allie.

O quarto tornou-se um borrão de sensações, sussurros e o som da respiração pesada. Mark sentia-se um homem de sorte, o centro das atenções de Allie e Hanna, cada uma competindo e colaborando para levá-lo ao limite. Ele explorou cada centímetro de Allie, maravilhando-se com sua delicadeza, enquanto se perdia na intensidade e no calor que Hanna emanava.

— Vocês vão acabar comigo — Mark brincou, embora sua voz traísse a seriedade do prazer que sentia.

— Essa é a ideia — respondeu Allie com um sorriso radiante, antes de puxá-lo para mais um encontro de corpos e almas.

As horas pareceram voar enquanto eles se perdiam um no outro. O cansaço que Mark sentira ao chegar em casa fora substituído por uma vitalidade renovada, um tipo de exaustão muito mais satisfatória. Quando o ápice finalmente chegou, foi uma explosão coordenada que os deixou os três ofegantes, entrelaçados em um emaranhado de membros e lençóis bagunçados.

O silêncio que se seguiu não era pesado, mas preenchido pela satisfação mútua. Mark estava deitado de costas, Allie com a cabeça em seu peito e Hanna abraçada ao seu lado, a ponta dos dedos dela traçando padrões aleatórios em seu abdômen.

— Melhor do que qualquer vitória no campeonato — murmurou Mark, fechando os olhos e sentindo o perfume delas impregnado em sua pele.

— Convencido — Allie riu baixinho, beijando o peito dele. — Mas você não está errado.

— Briar pode esperar por amanhã — disse Hanna, bocejando levemente. — Agora, você pertence a nós.

Mark sorriu na penumbra, sentindo o peso reconfortante das duas mulheres contra ele. O hóquei era sua paixão, mas momentos como aquele eram o que realmente faziam a vida valer a pena. Ele as envolveu em seus braços, protegendo-as do mundo exterior, e finalmente permitiu que o sono o levasse, sabendo que acordaria exatamente onde queria estar.

— Boa noite, meninas — sussurrou ele, já quase entregue ao descanso.

— Boa noite, campeão — responderam as duas em uníssono, o som doce de suas vozes sendo a última coisa que ele ouviu antes de mergulhar em um sonho profundo e sem perturbações.
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