Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Erro gostoso

Fandom: Off campus

Criado: 05/06/2026

Tags

RomanceDor/ConfortoHistória DomésticaFatias de VidaAngústiaLinguagem Explícita
Índice

Entre Lençóis e Silêncios

A mansão da Briar estava estranhamente silenciosa para uma noite de sexta-feira, mas o clima no quarto de Mark era pesado o suficiente para abafar qualquer som vindo do corredor. Fazia duas semanas que ele e a namorada haviam terminado, e o vazio na cama parecia aumentar a cada noite. Mark não era o tipo de cara que gostava de ficar sozinho; ele sentia falta do calor, do peso de outro corpo, da rotina de adormecer abraçado a alguém.

Hanna, sentada ao pé da cama dele com um balde de pipoca quase vazio, observava o amigo com uma mistura de pena e carinho. Eles estavam maratonando uma série qualquer para distrair a cabeça dele, mas Mark mal piscava, encarando a tela com os olhos distantes.

— Mark, você está parecendo um fantasma — disse Hanna, quebrando o silêncio. — Já faz duas semanas. Você precisa descansar de verdade.

Mark soltou um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto cansado.

— Eu tento, Han. Mas o silêncio desse quarto me deixa louco. Eu me acostumei a dormir com alguém, sabe? Parece que falta um pedaço de mim e eu não consigo relaxar.

Hanna mordeu o lábio inferior, hesitando por um momento. Ela e Mark eram amigos desde o primeiro ano, uma amizade sólida que sobreviveu a festas, exames e dramas de relacionamento. Ela sabia o quanto ele era um homem de toque, de afeto físico.

— Olha... se você quiser, eu posso ficar aqui hoje — sugeriu ela, tentando manter a voz casual. — Sabe, como nos velhos tempos, só para você não se sentir sozinho. A gente dorme abraçado e pronto. Sem drama.

Mark olhou para ela, surpreso.

— Você faria isso? Os caras estão lá embaixo, se eles souberem...

— Os caras estão ocupados demais com o videogame para notar qualquer coisa — interrompeu ela com um sorriso encorajador. — E somos amigos, Mark. Eu só quero que você durma uma noite inteira sem acordar de hora em hora.

Mark sentiu um alívio imediato lavar seu peito. Ele não queria transar, ele só precisava de conforto.

— Obrigado, Han. De verdade.

Eles desligaram a TV e se acomodaram sob o edredom pesado. Mark se posicionou atrás dela, envolvendo a cintura de Hanna com o braço e puxando-a para perto. O cheiro do shampoo de baunilha dela era calmante. Pela primeira vez em quatorze dias, seus músculos relaxaram e ele sentiu o sono finalmente chegar.

No entanto, o corpo humano tem suas próprias vontades, e Hanna sempre foi uma dorminhoca agitada.

Por volta das três da manhã, o quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pela luz da lua que filtrava pelas cortinas. Hanna começou a se mexer. Ela se virava de um lado para o outro, buscando uma posição mais confortável, e a cada movimento, o atrito de seu quadril contra a virilha de Mark aumentava.

Mark acordou em um estado de torpor, mas a reação de seu corpo foi instantânea. O calor da pele dela através da camisola fina e a pressão constante de suas curvas contra ele despertaram um desejo que estava reprimido pela tristeza dos últimos dias. Ele tentou se afastar sutilmente, mas Hanna, ainda meio dormindo, girou o corpo para ficar de frente para ele, encaixando-se perfeitamente entre suas pernas.

— Mark? — sussurrou ela, a voz rouca de sono.

— Desculpe, Han... eu não queria te acordar — murmurou ele, a respiração já um pouco curta. — É só que... você se mexe muito.

Hanna abriu os olhos e, no escuro, percebeu a tensão no rosto dele. Ela sentiu a rigidez evidente contra sua coxa. O clima mudou em um batimento cardíaco. A amizade ainda estava lá, mas a necessidade física de Mark era quase palpável, uma eletricidade que preenchia o espaço entre eles.

— Você está... — Ela parou, sentindo o calor subir pelo seu pescoço.

— Eu sinto muito — disse ele, tentando se cobrir mais. — É uma reação idiota do corpo. Eu vou para o banheiro e...

— Não precisa — interrompeu Hanna. Ela se sentou na cama, os cabelos bagunçados caindo sobre os ombros. Ela olhou para ele com uma compreensão profunda. — Você está tenso há dias, Mark. Deixa eu te ajudar.

— Hanna, você não precisa fazer isso por pena — disse ele, embora sua voz tenha falhado.

— Não é pena. Eu quero — respondeu ela, deslizando para baixo das cobertas até que sua cabeça estivesse entre as pernas dele.

Mark soltou um gemido baixo quando sentiu as mãos pequenas de Hanna descerem seu short de dormir. Quando ela o envolveu com os lábios quentes, ele jogou a cabeça para trás no travesseiro, as mãos agarrando os lençóis para não gritar. O contraste do ar frio do quarto com o calor da boca dela era demais.

— Han... meu Deus — sussurrou ele, lutando para manter o controle.

Ela era habilidosa e cuidadosa, movendo-se com um ritmo que sabia exatamente onde pressionar. Mark sentia o prazer subir em ondas, mas a consciência de que seus colegas de equipe estavam no andar de baixo, ou talvez apenas do outro lado da parede no quarto vizinho, o forçava ao silêncio absoluto. Cada som que escapava de sua garganta era abafado contra o próprio braço.

Hanna parou por um segundo, olhando para cima com os olhos brilhando de desejo. Ela não queria apenas ajudá-lo a chegar ao fim; ela queria senti-lo.

— Eu quero você dentro de mim — sussurrou ela, subindo novamente para beijá-lo.

Mark não precisou de um segundo convite. Ele a puxou para cima, seus lábios se encontrando em um beijo urgente e faminto. Ele a posicionou debaixo dele, afastando a calcinha de renda dela com pressa, mas mantendo os movimentos o mais fluidos possível.

— Temos que ser silenciosos — advertiu ele, a voz trêmula contra o ouvido dela. — Se o Logan ou o Garrett ouvirem alguma coisa, eu nunca mais vou ter paz.

Hanna soltou uma risadinha abafada contra o pescoço dele.

— Então é melhor você ser muito, muito bom em se controlar.

Quando ele entrou nela, ambos soltaram um suspiro uníssono, as testas coladas. O encaixe era perfeito, uma sensação de pertencimento que Mark não esperava encontrar com sua melhor amiga. Ele começou a se mover com estocadas lentas e profundas, cada movimento calculado para maximizar o prazer e minimizar o som da cama rangendo.

Hanna enterrou as unhas nas costas dele, mordendo o lábio inferior para não gemer alto. A cada impacto, o prazer subia, tornando a tarefa de permanecer em silêncio quase impossível. O som da respiração pesada deles era o único ruído no quarto, ritmado e intenso.

— Mark... — ela arquejou, as pernas se entrelaçando na cintura dele para puxá-lo ainda mais para perto.

— Shhh... — ele murmurou, cobrindo a boca dela com a sua enquanto acelerava o ritmo.

O suor brilhava em suas peles enquanto eles se moviam em uma dança frenética e silenciosa. O perigo de serem descobertos apenas adicionava uma camada de adrenalina ao que já era uma experiência avassaladora. Mark sentia que estava prestes a explodir, e a forma como Hanna reagia a cada toque seu o levava ao limite.

No momento em que o ápice os atingiu, Mark enterrou o rosto no travesseiro ao lado da cabeça de Hanna, abafando um grito de libertação, enquanto ela contraía o corpo ao redor dele, escondendo o rosto em seu ombro.

Eles ficaram ali por longos minutos, os corações batendo forte contra o peito um do outro, esperando a respiração voltar ao normal. O silêncio da casa permanecia inalterado. Eles tinham conseguido.

Mark se afastou levemente, olhando para Hanna. A expressão dela era suave, sem qualquer arrependimento.

— Você está bem? — perguntou ele, limpando uma mecha de cabelo do rosto dela.

— Melhor do que em muito tempo — respondeu ela com um sorriso genuíno. — Acho que agora você finalmente vai conseguir dormir.

Mark riu baixo, sentindo-se leve pela primeira vez em semanas. Ele a puxou para seus braços novamente, acomodando-a em seu peito.

— Com certeza. Mas, Han?

— Oi?

— A gente pode fazer isso de novo amanhã? Mesmo se eu não estiver triste?

Hanna se aconchegou mais perto, fechando os olhos com um suspiro satisfeito.

— A gente conversa sobre isso de manhã, Mark. Agora, dorme.

E, pela primeira vez desde o término, Mark dormiu um sono profundo e sem sonhos, protegido pelo calor da única pessoa que realmente sabia do que ele precisava.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic