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Izumi Midoriya
Fandom: Boku no hero academia
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceDor/ConfortoFofuraFatias de VidaCenário CanônicoDramaEstudo de Personagem
O Aroma de Caramelo e Antisséptico
O laboratório de suporte da U.A. era, para muitos, um lugar de caos, explosões e engrenagens barulhentas. Mas para Izumi Midoriya, aquele era o seu santuário. Aos quatorze anos, com seus cabelos verdes cacheados caindo em cascatas pelas costas e seus grandes olhos esmeralda focados em fórmulas químicas, ela se sentia em casa. Ser a irmã mais nova de Izuku Midoriya não era fácil, especialmente quando ambos nasceram sem individualidade, mas Izumi havia encontrado seu próprio caminho através do intelecto.
Ela ajustou o jaleco branco, que parecia um pouco grande demais para sua estrutura pequena de um metro e quarenta e nove. Devido à sua doença crônica, Izumi era visivelmente mais magra e frágil que as outras garotas de sua idade, o que a tornava alvo constante de cuidados excessivos de sua mãe, Inko, e de seu irmão. Mas ali, entre os frascos de soro e os equipamentos médicos de última geração, ela era a futura enfermeira-chefe da U.A.
O silêncio do final da tarde foi interrompido pelo som brusco da porta automática se abrindo. Izumi deu um pequeno pulo, derrubando uma gaze esterilizada sobre a bancada.
— Maldição... onde está a Velha? — Uma voz rouca e familiar ecoou pelo recinto, fazendo o coração de Izumi falhar uma batida.
Ela se virou lentamente, as bochechas já começando a ganhar um tom rosado. Parado na entrada, apoiado no batente da porta e respirando com dificuldade, estava Katsuki Bakugou. O uniforme de treino da U.A. estava rasgado e chamuscado, mas o que fez Izumi arregalar os olhos foi o sangue que manchava a parte frontal de sua camisa, na altura do abdômen.
— K-Katsuki-kun? — A voz dela saiu quase como um sussurro, carregada de timidez e preocupação.
Katsuki ergueu o olhar, os olhos escarlates encontrando os dela. Ele franziu a testa, soltando um estalo de língua irritado.
— Ah, é você, Deku fêmea. Onde está a Recovery Girl? Eu me distraí com o meio-a-meio de merda e levei um golpe direto.
— A Shuzenji-san... ela teve que ir a uma reunião de emergência com o Diretor Nezu — explicou Izumi, aproximando-se a passos curtos e incertos, as mãos brincando com a barra do jaleco. — Mas eu posso ajudar! Eu sou a assistente dela, e... e eu já terminei o módulo avançado de primeiros socorros em combate.
Bakugou soltou um grunhido, entrando na sala e sentando-se bruscamente em uma das macas metálicas. Ele parecia mais pálido do que o normal, e o suor escorria por suas têmporas.
— Anda logo com isso então. Está ardendo como o inferno.
Izumi sentiu suas mãos tremerem. Ela era apaixonada por Katsuki desde que se entendia por gente, apesar do temperamento explosivo dele e da história complicada com seu irmão. Para ela, ele sempre foi a personificação da força e da determinação. Ter que tocá-lo, cuidar dele em um estado tão vulnerável, era um desafio para seu coração frágil.
Ela pegou o kit de primeiros socorros e um frasco de antisséptico, movendo-se para a frente dele. O cheiro de Katsuki — uma mistura de suor, fumaça e aquele aroma natural de caramelo queimado devido à sua individualidade — invadiu os sentidos dela.
— Eu... eu preciso que você tire a camisa, Katsuki-kun — disse ela, mantendo os olhos fixos no chão, o rosto agora completamente vermelho.
— Que seja.
Com um movimento brusco e um gemido de dor abafado, Katsuki removeu a parte superior do uniforme. Izumi prendeu a respiração. O físico dele era impressionante para alguém de sua idade, mas a visão do ferimento a trouxe de volta à realidade profissional. Havia um corte profundo e uma queimadura de fricção extensa cruzando o abdômen definido.
— Isso parece ruim — murmurou ela, esquecendo por um segundo sua timidez ao ver a gravidade do ferimento. — Por favor, deite-se.
Katsuki obedeceu, embora resmungasse insultos baixos sobre o gelado da maca. Izumi puxou um mocho e sentou-se ao lado dele. Suas mãos pequenas e delicadas tremiam visivelmente enquanto ela embebia o algodão no remédio.
— Por que você está tremendo tanto, nanica? — A voz de Bakugou estava mais baixa agora, menos agressiva, mas ainda carregada de sua arrogância habitual.
— Eu... eu só estou preocupada — mentiu ela, embora a verdade fosse que a proximidade física a estava deixando em curto-circuito. — Você se arrisca demais, Katsuki-kun.
— Eu vou ser o herói número um. Heróis não recuam por causa de um arranhão — declarou ele, mas soltou um suspiro pesado quando a mão de Izumi tocou sua pele.
O toque dela era leve, quase etéreo. Devido à sua condição, as mãos de Izumi eram sempre um pouco frias, o que proporcionou um alívio imediato à pele febril de Bakugou. Ela começou a limpar o sangue com movimentos rítmicos e cuidadosos.
— Você é muito leve — comentou Katsuki de repente, observando o pulso fino dela enquanto ela trabalhava. — O Deku disse que você não estava comendo direito de novo por causa daquela doença de merda.
Izumi parou por um segundo, surpresa pelo comentário.
— Eu estou tentando — respondeu ela, a voz suave. — É difícil manter o peso quando o corpo queima energia rápido demais apenas para funcionar. Mas eu sou forte o suficiente para cuidar de você.
Katsuki observou-a em silêncio por um momento. Ele notou como os cachos verdes dela caíam sobre o rosto enquanto ela se concentrava, e como o busto dela, desproporcional à sua estatura pequena, subia e descia com a respiração nervosa. Ele não era cego; ele sabia que a "irmãzinha do Deku" tinha crescido, e o nervosismo dela era óbvio demais para ser ignorado.
— Você está suando mais do que eu, Izumi — provocou ele, usando o primeiro nome dela, o que a fez sobressaltar-se. — O que foi? Está com medo de me machucar ou está nervosa por estar tocando no futuro herói número um?
— K-Katsuki-kun! Não diga essas coisas! — Ela exclamou, sentindo as orelhas queimarem. — Eu estou apenas... tentando ser profissional!
— Profissional, é? — Ele deu um sorriso de canto, uma expressão rara que não era um escárnio, mas algo quase... divertido. — Suas mãos estão vibrando. Se você fosse uma cirurgiã, já teria me matado.
Izumi mordeu o lábio inferior, as lágrimas de embaraço começando a nublar seus olhos verdes. Ela se sentia tão pequena perto dele, tão insignificante em sua falta de poderes, mas seu desejo de protegê-lo era maior que sua insegurança.
— Eu nunca deixaria nada de ruim acontecer com você — disse ela, com uma seriedade repentina que pegou Katsuki de surpresa.
Ela começou a aplicar uma pomada regenerativa que a própria Recovery Girl havia desenvolvido, espalhando-a com a ponta dos dedos sobre a ferida. O contato era íntimo. Izumi podia sentir os músculos abdominais de Katsuki se contraírem sob seu toque.
— Você é inteligente — disse Bakugou, desviando o olhar para o teto do laboratório. — O Deku é um idiota que só sabe quebrar os ossos, mas você... você entende como as coisas funcionam. Por que quer ser enfermeira e não uma criadora de suportes?
— Porque heróis como você e o meu irmão sempre acabam se machucando — explicou ela, finalizando a aplicação e pegando as bandagens limpas. — Alguém precisa estar lá para consertar vocês. Alguém que saiba o quanto dói, mesmo sem ter o poder de cura da Shuzenji-san. Eu quero ser a pessoa que permite que vocês voltem a lutar.
Katsuki ficou em silêncio enquanto ela começava a envolver a gaze em volta de sua cintura. Para fazer isso, ela precisou se inclinar sobre ele, seu perfume de baunilha e talco preenchendo o espaço entre os dois. A proximidade era tanta que a ponta do nariz de Izumi quase roçou o peito dele.
Ela estava tão concentrada em fazer um curativo perfeito que não percebeu como Katsuki a observava. Ele notou a palidez de sua pele, o brilho de inteligência em seus olhos e a fragilidade que a tornava, de certa forma, alguém que ele sentia uma vontade estranha de proteger — embora nunca admitisse isso em voz alta.
— Pronto — disse ela, afastando-se e soltando o ar que nem sabia que estava segurando. — Você deve evitar movimentos bruscos pelas próximas doze horas. A pomada vai acelerar a cicatrização, mas o tecido ainda está sensível.
Katsuki sentou-se na maca, testando a firmeza do curativo. Estava perfeito. Nem muito apertado, nem muito frouxo.
— Nada mal, nanica — disse ele, levantando-se e pegando sua camisa rasgada.
Izumi limpou as mãos em um pano, tentando acalmar o coração que ainda batia como um tambor.
— Katsuki-kun? — Ela o chamou antes que ele chegasse à porta.
Ele parou e olhou por cima do ombro.
— Por favor... tome cuidado. Eu não gosto de ver você sangrando.
O loiro soltou um "tche" característico, mas não houve agressividade no gesto. Ele caminhou até ela, parando a poucos centímetros. Devido à diferença de altura, Izumi teve que inclinar a cabeça para trás para encará-lo.
Katsuki estendeu a mão e, por um breve momento, Izumi achou que ele fosse explodir algo, mas ele apenas bagunçou os cabelos verdes dela com uma força desajeitada, porém quase carinhosa.
— Trate de comer mais, sua nerd — disse ele, a voz rouca. — Se você desmaiar de anemia, quem é que vai cuidar de mim na próxima vez?
Ele se virou e saiu, deixando para trás o eco de seus passos e o aroma de caramelo.
Izumi permaneceu imóvel por longos minutos, as mãos pressionadas contra o peito, sentindo o calor onde ele a havia tocado. Ela estava exausta, sua doença sempre cobrava um preço alto após momentos de estresse, mas seu rosto ostentava o sorriso mais radiante do mundo.
— Eu vou cuidar de você, Katsuki-kun — sussurrou ela para a sala vazia. — Sempre.
Ela voltou para sua bancada, pegando seu caderno de anotações médicas. Havia muito o que estudar, muitas fórmulas a aperfeiçoar. Se ela queria ser a melhor enfermeira da U.A., precisava ser tão determinada quanto o garoto explosivo que acabara de sair por aquela porta. E, quem sabe, um dia, ela não seria apenas a assistente que curava suas feridas, mas a pessoa que caminharia ao lado dele, não importa o quão frágil seu corpo pudesse ser.
Afinal, a inteligência de Izumi Midoriya era sua própria forma de superpoder, e seu coração, embora tímido, possuía uma força que até mesmo Katsuki Bakugou começava a reconhecer.
Ela ajustou o jaleco branco, que parecia um pouco grande demais para sua estrutura pequena de um metro e quarenta e nove. Devido à sua doença crônica, Izumi era visivelmente mais magra e frágil que as outras garotas de sua idade, o que a tornava alvo constante de cuidados excessivos de sua mãe, Inko, e de seu irmão. Mas ali, entre os frascos de soro e os equipamentos médicos de última geração, ela era a futura enfermeira-chefe da U.A.
O silêncio do final da tarde foi interrompido pelo som brusco da porta automática se abrindo. Izumi deu um pequeno pulo, derrubando uma gaze esterilizada sobre a bancada.
— Maldição... onde está a Velha? — Uma voz rouca e familiar ecoou pelo recinto, fazendo o coração de Izumi falhar uma batida.
Ela se virou lentamente, as bochechas já começando a ganhar um tom rosado. Parado na entrada, apoiado no batente da porta e respirando com dificuldade, estava Katsuki Bakugou. O uniforme de treino da U.A. estava rasgado e chamuscado, mas o que fez Izumi arregalar os olhos foi o sangue que manchava a parte frontal de sua camisa, na altura do abdômen.
— K-Katsuki-kun? — A voz dela saiu quase como um sussurro, carregada de timidez e preocupação.
Katsuki ergueu o olhar, os olhos escarlates encontrando os dela. Ele franziu a testa, soltando um estalo de língua irritado.
— Ah, é você, Deku fêmea. Onde está a Recovery Girl? Eu me distraí com o meio-a-meio de merda e levei um golpe direto.
— A Shuzenji-san... ela teve que ir a uma reunião de emergência com o Diretor Nezu — explicou Izumi, aproximando-se a passos curtos e incertos, as mãos brincando com a barra do jaleco. — Mas eu posso ajudar! Eu sou a assistente dela, e... e eu já terminei o módulo avançado de primeiros socorros em combate.
Bakugou soltou um grunhido, entrando na sala e sentando-se bruscamente em uma das macas metálicas. Ele parecia mais pálido do que o normal, e o suor escorria por suas têmporas.
— Anda logo com isso então. Está ardendo como o inferno.
Izumi sentiu suas mãos tremerem. Ela era apaixonada por Katsuki desde que se entendia por gente, apesar do temperamento explosivo dele e da história complicada com seu irmão. Para ela, ele sempre foi a personificação da força e da determinação. Ter que tocá-lo, cuidar dele em um estado tão vulnerável, era um desafio para seu coração frágil.
Ela pegou o kit de primeiros socorros e um frasco de antisséptico, movendo-se para a frente dele. O cheiro de Katsuki — uma mistura de suor, fumaça e aquele aroma natural de caramelo queimado devido à sua individualidade — invadiu os sentidos dela.
— Eu... eu preciso que você tire a camisa, Katsuki-kun — disse ela, mantendo os olhos fixos no chão, o rosto agora completamente vermelho.
— Que seja.
Com um movimento brusco e um gemido de dor abafado, Katsuki removeu a parte superior do uniforme. Izumi prendeu a respiração. O físico dele era impressionante para alguém de sua idade, mas a visão do ferimento a trouxe de volta à realidade profissional. Havia um corte profundo e uma queimadura de fricção extensa cruzando o abdômen definido.
— Isso parece ruim — murmurou ela, esquecendo por um segundo sua timidez ao ver a gravidade do ferimento. — Por favor, deite-se.
Katsuki obedeceu, embora resmungasse insultos baixos sobre o gelado da maca. Izumi puxou um mocho e sentou-se ao lado dele. Suas mãos pequenas e delicadas tremiam visivelmente enquanto ela embebia o algodão no remédio.
— Por que você está tremendo tanto, nanica? — A voz de Bakugou estava mais baixa agora, menos agressiva, mas ainda carregada de sua arrogância habitual.
— Eu... eu só estou preocupada — mentiu ela, embora a verdade fosse que a proximidade física a estava deixando em curto-circuito. — Você se arrisca demais, Katsuki-kun.
— Eu vou ser o herói número um. Heróis não recuam por causa de um arranhão — declarou ele, mas soltou um suspiro pesado quando a mão de Izumi tocou sua pele.
O toque dela era leve, quase etéreo. Devido à sua condição, as mãos de Izumi eram sempre um pouco frias, o que proporcionou um alívio imediato à pele febril de Bakugou. Ela começou a limpar o sangue com movimentos rítmicos e cuidadosos.
— Você é muito leve — comentou Katsuki de repente, observando o pulso fino dela enquanto ela trabalhava. — O Deku disse que você não estava comendo direito de novo por causa daquela doença de merda.
Izumi parou por um segundo, surpresa pelo comentário.
— Eu estou tentando — respondeu ela, a voz suave. — É difícil manter o peso quando o corpo queima energia rápido demais apenas para funcionar. Mas eu sou forte o suficiente para cuidar de você.
Katsuki observou-a em silêncio por um momento. Ele notou como os cachos verdes dela caíam sobre o rosto enquanto ela se concentrava, e como o busto dela, desproporcional à sua estatura pequena, subia e descia com a respiração nervosa. Ele não era cego; ele sabia que a "irmãzinha do Deku" tinha crescido, e o nervosismo dela era óbvio demais para ser ignorado.
— Você está suando mais do que eu, Izumi — provocou ele, usando o primeiro nome dela, o que a fez sobressaltar-se. — O que foi? Está com medo de me machucar ou está nervosa por estar tocando no futuro herói número um?
— K-Katsuki-kun! Não diga essas coisas! — Ela exclamou, sentindo as orelhas queimarem. — Eu estou apenas... tentando ser profissional!
— Profissional, é? — Ele deu um sorriso de canto, uma expressão rara que não era um escárnio, mas algo quase... divertido. — Suas mãos estão vibrando. Se você fosse uma cirurgiã, já teria me matado.
Izumi mordeu o lábio inferior, as lágrimas de embaraço começando a nublar seus olhos verdes. Ela se sentia tão pequena perto dele, tão insignificante em sua falta de poderes, mas seu desejo de protegê-lo era maior que sua insegurança.
— Eu nunca deixaria nada de ruim acontecer com você — disse ela, com uma seriedade repentina que pegou Katsuki de surpresa.
Ela começou a aplicar uma pomada regenerativa que a própria Recovery Girl havia desenvolvido, espalhando-a com a ponta dos dedos sobre a ferida. O contato era íntimo. Izumi podia sentir os músculos abdominais de Katsuki se contraírem sob seu toque.
— Você é inteligente — disse Bakugou, desviando o olhar para o teto do laboratório. — O Deku é um idiota que só sabe quebrar os ossos, mas você... você entende como as coisas funcionam. Por que quer ser enfermeira e não uma criadora de suportes?
— Porque heróis como você e o meu irmão sempre acabam se machucando — explicou ela, finalizando a aplicação e pegando as bandagens limpas. — Alguém precisa estar lá para consertar vocês. Alguém que saiba o quanto dói, mesmo sem ter o poder de cura da Shuzenji-san. Eu quero ser a pessoa que permite que vocês voltem a lutar.
Katsuki ficou em silêncio enquanto ela começava a envolver a gaze em volta de sua cintura. Para fazer isso, ela precisou se inclinar sobre ele, seu perfume de baunilha e talco preenchendo o espaço entre os dois. A proximidade era tanta que a ponta do nariz de Izumi quase roçou o peito dele.
Ela estava tão concentrada em fazer um curativo perfeito que não percebeu como Katsuki a observava. Ele notou a palidez de sua pele, o brilho de inteligência em seus olhos e a fragilidade que a tornava, de certa forma, alguém que ele sentia uma vontade estranha de proteger — embora nunca admitisse isso em voz alta.
— Pronto — disse ela, afastando-se e soltando o ar que nem sabia que estava segurando. — Você deve evitar movimentos bruscos pelas próximas doze horas. A pomada vai acelerar a cicatrização, mas o tecido ainda está sensível.
Katsuki sentou-se na maca, testando a firmeza do curativo. Estava perfeito. Nem muito apertado, nem muito frouxo.
— Nada mal, nanica — disse ele, levantando-se e pegando sua camisa rasgada.
Izumi limpou as mãos em um pano, tentando acalmar o coração que ainda batia como um tambor.
— Katsuki-kun? — Ela o chamou antes que ele chegasse à porta.
Ele parou e olhou por cima do ombro.
— Por favor... tome cuidado. Eu não gosto de ver você sangrando.
O loiro soltou um "tche" característico, mas não houve agressividade no gesto. Ele caminhou até ela, parando a poucos centímetros. Devido à diferença de altura, Izumi teve que inclinar a cabeça para trás para encará-lo.
Katsuki estendeu a mão e, por um breve momento, Izumi achou que ele fosse explodir algo, mas ele apenas bagunçou os cabelos verdes dela com uma força desajeitada, porém quase carinhosa.
— Trate de comer mais, sua nerd — disse ele, a voz rouca. — Se você desmaiar de anemia, quem é que vai cuidar de mim na próxima vez?
Ele se virou e saiu, deixando para trás o eco de seus passos e o aroma de caramelo.
Izumi permaneceu imóvel por longos minutos, as mãos pressionadas contra o peito, sentindo o calor onde ele a havia tocado. Ela estava exausta, sua doença sempre cobrava um preço alto após momentos de estresse, mas seu rosto ostentava o sorriso mais radiante do mundo.
— Eu vou cuidar de você, Katsuki-kun — sussurrou ela para a sala vazia. — Sempre.
Ela voltou para sua bancada, pegando seu caderno de anotações médicas. Havia muito o que estudar, muitas fórmulas a aperfeiçoar. Se ela queria ser a melhor enfermeira da U.A., precisava ser tão determinada quanto o garoto explosivo que acabara de sair por aquela porta. E, quem sabe, um dia, ela não seria apenas a assistente que curava suas feridas, mas a pessoa que caminharia ao lado dele, não importa o quão frágil seu corpo pudesse ser.
Afinal, a inteligência de Izumi Midoriya era sua própria forma de superpoder, e seu coração, embora tímido, possuía uma força que até mesmo Katsuki Bakugou começava a reconhecer.
