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Fandom: stray kids

Criado: 05/06/2026

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Entre Curvas e Lembranças

O café no centro de Seul estava lotado, mas para Julia, o mundo parecia ter silenciado no instante em que ela o viu cruzar a porta. Cinco anos. Cinco anos desde que Lee Minho — ou Lee Know, como todos agora o chamavam no mundo da dança — havia partido para seguir seus sonhos. Ele mudara, é claro. Os ombros estavam mais largos, o maxilar mais definido e a aura de frieza que ele costumava projetar para o mundo parecia ainda mais impenetrável.

No entanto, assim que os olhos dele encontraram os dela, aquela máscara de gelo derreteu.

Julia sentiu seu coração martelar contra o peito. Ela sabia que seu corpo havia mudado muito desde os dezoito anos. Hoje, aos vinte e três, suas curvas eram acentuadas, a cintura fina contrastando com os quadris largos que atraíam olhares por onde passava. Seus lábios carnudos e rosados, que ela tinha o hábito de morder quando estava nervosa, estavam pintados com um brilho sutil.

— Você demorou — disse ela, forçando um sorriso alegre, embora suas mãos tremessem levemente sob a mesa.

Minho caminhou até ela com uma elegância felina. Sem dizer uma palavra, ele se inclinou e a envolveu em um abraço apertado, o cheiro de perfume amadeirado e limpeza inundando os sentidos de Julia.

— Senti sua falta, pequena — sussurrou ele no ouvido dela, a voz rouca enviando arrepios pela espinha da garota.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhá-la de cima a baixo. O olhar dele não era desrespeitoso, mas era intenso. Minho sempre fora conhecido por ser direto e, às vezes, um pouco ríspido com os outros, mas com Julia, ele sempre fora o seu porto seguro.

— Você cresceu, Julia — comentou ele, puxando a cadeira para se sentar à frente dela. — E não estou falando apenas da altura.

Julia sentiu o rosto esquentar, mas soltou uma risada cristalina.

— E você continua um provocador barato, Minho.

— Sou apenas um observador atento — rebateu ele, com um meio sorriso que faria qualquer fã do Stray Kids desmaiar, mas que para Julia, era apenas o "seu" Minho.

As horas seguintes foram preenchidas por conversas que pareciam flutuar sobre os cinco anos de ausência. Minho a tratava com uma delicadeza que beirava o zelo excessivo. Ele afastava as mechas de cabelo do rosto dela, pedia sua bebida favorita sem precisar perguntar e, quando o café esfriou e o céu começou a escurecer, ele insistiu em levá-la para casa.

— Eu posso ir sozinha, Minho. O metrô é logo ali — disse ela, enquanto caminhavam pela calçada movimentada.

Minho parou de repente e segurou a mão dela. O toque era firme e quente.

— Eu sei que você odeia ficar sozinha no escuro, Julia. Eu não mudei tanto a ponto de esquecer os seus medos.

Julia baixou o olhar. Era verdade. Por trás de toda a alegria e do corpo que exalava confiança, Julia guardava um medo profundo da solidão. O silêncio de um apartamento vazio às vezes a sufocava.

— Obrigada — murmurou ela.

Eles chegaram ao apartamento de Julia em pouco tempo. O clima entre eles havia mudado. Não era mais apenas a nostalgia de dois amigos de infância; havia uma tensão elétrica, um fio invisível que os puxava um para o outro.

— Quer entrar? — perguntou ela, a voz um pouco mais baixa. — Eu... eu fiz chá de gengibre hoje cedo.

Minho a observou por um longo momento. Seus olhos desceram para os lábios rosados dela e voltaram para os olhos castanhos e brilhantes.

— Só se você prometer que não vai me expulsar quando o chá acabar.

Dentro do apartamento, a luz suave dos abajures criava um ambiente íntimo. Julia se sentia vulnerável, mas com Minho, era uma vulnerabilidade segura. Ele se sentou no sofá, observando-a se movimentar pela cozinha. Cada passo dela, o balanço de seus quadris, a forma como a blusa de seda abraçava suas curvas... Minho sentia que estava perdendo o controle da frieza que tanto cultivara.

— Você está muito quieto — disse ela, trazendo duas canecas e sentando-se ao lado dele, perigosamente perto.

— Estou apenas pensando — respondeu ele, pegando a caneca, mas sem desviar os olhos dela.

— Pensando em quê?

— Em como eu fui idiota de ter passado tanto tempo longe de você — disse ele, a sinceridade em sua voz desarmando Julia completamente.

Ele colocou a caneca na mesa de centro e se virou para ela. Sua mão subiu para o rosto dela, o polegar acariciando o lábio inferior de Julia.

— Senti falta disso. Da sua alegria, do seu cheiro... de você.

Julia sentiu a respiração falhar. A proximidade era inebriante.

— Minho... eu tive tanto medo que você me esquecesse. Que as luzes do palco fossem mais brilhantes do que qualquer coisa que tivemos.

— Nada brilha mais que você, Julia — ele sussurrou, aproximando o rosto.

O beijo começou lento, um reencontro de almas que ansiavam uma pela outra há meia década. O sabor era doce, mas logo a urgência tomou conta. A língua de Minho explorava a boca dela com uma possessividade que Julia nunca esperaria do seu amigo de infância, mas que desejava desesperadamente.

Ele a puxou para o seu colo, as mãos grandes encontrando as curvas firmes da cintura dela. Julia soltou um suspiro baixo contra os lábios dele, as mãos enroscando-se nos cabelos escuros da nuca de Minho.

— Minho... — ela ofegou, quando ele desceu os beijos pelo seu pescoço, mordiscando a pele sensível ali.

— Eu não vou a lugar nenhum, Julia — disse ele, a voz vibrando contra a pele dela. — Nunca mais vou deixar você sozinha.

Ele a levantou com facilidade, como se ela não pesasse nada, e a carregou até o quarto. O movimento fez com que o vestido de Julia subisse, revelando as coxas fartas e torneadas. Minho a depositou na cama com uma delicadeza contrastante com o fogo em seus olhos.

Ele se posicionou sobre ela, sustentando o peso nos cotovelos, admirando a mulher magnífica à sua frente. As luzes da cidade filtravam-se pela janela, iluminando as curvas de Julia como uma obra de arte.

— Você é tão linda que chega a doer — confessou ele, a voz rouca de desejo.

Minho começou a desabotoar a própria camisa, sem nunca quebrar o contato visual. Julia estendeu as mãos, ajudando-o, sentindo os músculos rígidos do peito dele sob seus dedos. Quando a camisa dele caiu no chão, ela puxou-o para baixo, querendo sentir o calor de sua pele contra a dela.

Suas mãos exploravam o corpo um do outro com uma curiosidade faminta. Minho deslizou as mãos pelas curvas do quadril de Julia, subindo lentamente até encontrar o fecho do vestido dela. Com um movimento ágil, ele o removeu, deixando-a apenas de lingerie rendada.

— Minho, por favor... — implorou ela, o corpo reagindo a cada toque, a cada provocação.

— Calma, pequena — sussurrou ele, um sorriso ladino nos lábios, aquele brilho provocador que ela tanto conhecia. — Temos a noite toda. E eu pretendo compensar cada segundo desses cinco anos.

Ele desceu o corpo, beijando a curva de sua barriga, as mãos subindo para apertar os seios fartos por cima da renda. Julia arqueou as costas, soltando um gemido que ecoou pelo quarto silencioso. O prazer era uma onda avassaladora, e Minho era o mestre em conduzi-la.

— Você é minha, Julia. Sempre foi — disse ele, antes de selar o compromisso com um beijo profundo e ardente.

Naquela noite, entre lençóis bagunçados e promessas sussurradas na penumbra, Julia descobriu que o medo da solidão não tinha espaço quando os braços de Minho estavam ao seu redor. E Minho, sob sua fachada fria e respeitosa, encontrou em Julia o único fogo capaz de mantê-lo aquecido para sempre.
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