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0 curtida
laura e emilly
Fandom: amor
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemRealismoPsicológico
Onde o Silêncio é um Abraço
O sol da tarde filtrava-se pelas cortinas de linho bege, pintando listras douradas sobre o tapete do quarto. O silêncio da casa era denso, quebrado apenas pelo som rítmico da respiração de Emilly e pelo virar de páginas do livro que Laura segurava. Mas não era um silêncio vazio; era um silêncio carregado de uma fragilidade que Laura aprendera a manusear como se fosse cristal fino.
Emilly estava encolhida no sofá, uma pequena montanha de mantas de soft. Seus olhos grandes e úmidos seguiam cada movimento de Laura. Nos últimos meses, o mundo de Emilly havia encolhido. As palavras, que antes fluíam em risadas e conversas sobre o futuro, haviam se tornado raras, até sumirem quase por completo. Ela regredira a um estado de pura dependência, uma entrega total que transformara o namoro delas em algo que pairava entre o romance e o cuidado mais terno e absoluto.
Laura fechou o livro e sorriu, aproximando-se da namorada.
— Oi, meu bem. Você quer um pouco de água? — perguntou Laura com a voz baixa, o tom que ela reservava apenas para os momentos em que Emilly parecia mais "pequena".
Emilly não respondeu com palavras. Ela apenas esticou os braços curtos, os dedos gordinhos abrindo e fechando no ar, um pedido mudo por colo. Seus ombros pareciam mais estreitos sob o pijama de ursinhos; ela estava perdendo peso, e as maçãs do rosto, antes redondas, agora estavam mais marcadas, o que dava a ela um ar ainda mais infantil e vulnerável.
Laura a pegou no colo com facilidade, sentindo como Emilly se encaixava perfeitamente contra seu peito, escondendo o rosto em seu pescoço.
— Você está tão manhosa hoje, não está? — Laura murmurou, beijando o topo da cabeça da menina. — Minha neném está com preguiça de falar?
Emilly soltou um som baixo, um resmungo que era quase um choro, e apertou a camiseta de Laura com as mãos pequenas. Ela não falava, mas seus olhos diziam tudo: medo, cansaço e uma necessidade visceral de ser protegida do mundo lá fora.
A mudança não aconteceu de um dia para o outro. Começou com Emilly pedindo para Laura escolher suas roupas, depois pedindo para ser alimentada na boca, até que a fala se tornou um esforço hercúleo que ela simplesmente desistiu de fazer. E então, vieram os acidentes.
Naquela noite, Laura acordou com um movimento inquieto ao seu lado. O quarto estava escuro, mas ela sentiu a umidade e o calor contra sua perna. Ela sentou-se imediatamente, acendendo o abajur de luz quente.
Emilly estava sentada, os olhos arregalados e transbordando lágrimas silenciosas que escorriam pelo rosto pálido. O lençol estava manchado. Ela havia feito xixi na cama de novo.
— Oh, meu amor... — Laura suspirou, não de irritação, mas de uma compaixão profunda que lhe apertava o peito. — Não precisa chorar. Está tudo bem. A Laura está aqui.
— Pa... pa... — Emilly tentou dizer algo, mas a voz falhou, transformando-se em um soluço desesperado. Ela cobriu o rosto com as mãos, soluçando tão forte que seu corpo franzino tremia violentamente.
— Shhh, não precisa falar. Não precisa se explicar — disse Laura, puxando-a para um abraço firme enquanto a cama molhada era o menor dos seus problemas. — É só um acidente, neném. Vamos tomar um banho quentinho e trocar esse pijama, hum?
Laura a levou para o banheiro como se carregasse um tesouro precioso. Com paciência infinita, ela despiu Emilly, que permanecia mole e chorosa em seus braços. A visão das costelas de Emilly um pouco mais aparentes do que deveriam ser fez o coração de Laura doer. Ela precisava fazer com que Emilly voltasse a comer melhor, mas por enquanto, o foco era o conforto.
A água morna do chuveiro pareceu acalmar os soluços da menor. Laura lavava o corpo de Emilly com uma esponja macia, fazendo movimentos circulares e lentos.
— Viu só? Já passou — Laura disse, passando o sabonete com cheiro de lavanda. — Você está limpinha agora. Quer que a Laura coloque a fralda de pano ou o pijama de flanela?
Emilly apontou para a prateleira onde ficavam as fraldas descartáveis de tamanho maior que Laura começara a comprar para evitar o desconforto das noites molhadas. Era uma aceitação silenciosa da sua nova realidade.
— Está bem, meu anjo. Vamos colocar a proteção para você dormir tranquila — Laura sorriu, secando-a com uma toalha felpuda.
De volta ao quarto, com lençóis limpos e Emilly devidamente vestida e trocada, o ambiente parecia mais leve. Laura deitou-se e trouxe Emilly para o seu lado, deixando que a cabeça da menina descansasse em seu braço.
— Você me ama? — Laura perguntou, apenas para ouvir o som da confirmação.
Emilly olhou para cima, os olhos ainda vermelhos do choro, e assentiu vigorosamente com a cabeça. Ela se esticou e deixou um beijo babado e desajeitado na bochecha de Laura, antes de se aninhar novamente.
— Eu também te amo, pequena. Mais do que tudo — Laura sussurrou.
Na manhã seguinte, o desafio era a alimentação. Emilly estava perdendo peso porque parecia ter esquecido como se interessar por comida sólida. Tudo parecia demais para ela processar.
Laura preparou uma vitamina de frutas com aveia e mel, servindo em um copo de transição com bico, para facilitar. Ela se sentou na poltrona e chamou Emilly, que veio arrastando os pés, vestindo apenas uma camiseta grande e a fralda que fazia um barulho suave de plástico a cada passo.
— Vem aqui, neném. Hora de nutrir esse corpinho — chamou Laura, batendo no próprio colo.
Emilly subiu e se acomodou. Laura levou o bico do copo aos lábios dela.
— Bebe um pouquinho para a Laura ficar feliz? — pediu com carinho.
Emilly tomou alguns goles, fazendo uma careta infantil, mas continuou sob o olhar encorajador de sua cuidadora. Cada gole era uma vitória. Quando ela terminou metade, empurrou o copo com a mão e escondeu o rosto no peito de Laura.
— Só mais um pouco, Emily. Você precisa ficar forte para a gente passear no jardim — insistiu Laura, suavemente.
Emilly negou com a cabeça, começando a choramingar. O som era agudo, tipicamente de um bebê que não sabe expressar sua frustração.
— Tá bom, tá bom. Não vamos brigar por causa disso — Laura cedeu, deixando o copo de lado e começando a balançar Emilly em seus braços. — Você quer o seu bico?
Os olhos de Emilly brilharam e ela assentiu. Laura pegou a chupeta que ficava presa a um prendedor de fita no berço improvisado que agora fazia parte do quarto e entregou a ela. O efeito foi imediato. O ritmo da sucção acalmou a menina quase instantaneamente.
— Você é o meu bebezinho, não é? — Laura brincou, apertando o nariz de Emilly.
A menina deu um sorriso contido por trás da chupeta, os olhos semicerrados de satisfação.
O dia passou entre brincadeiras de blocos no chão — onde Emilly apenas assistia Laura montar torres para depois derrubá-las com um risinho mudo — e longos períodos de colo. Laura percebia que, embora o mundo pudesse ver aquilo como algo estranho ou preocupante, para elas, era uma linguagem de amor purificada. Não havia cobranças, não havia expectativas sociais. Havia apenas o cuidado.
No final da tarde, enquanto estavam sentadas na varanda observando o pôr do sol, Emilly puxou a gola da blusa de Laura.
— O que foi, querida? — perguntou Laura, tirando uma mecha de cabelo do rosto da namorada.
Emilly abriu a boca, esforçando-se. Sua garganta parecia seca pelo desuso.
— Lau... — ela sussurrou, a voz quase inaudível.
O coração de Laura saltou. Fazia dias que ela não ouvia seu nome.
— Oi, meu amor! Estou aqui. A Laura está aqui.
— Pu... pucha... — Emilly apontou para uma boneca de pano que estava no canto da sala.
— Você quer a boneca? Eu pego para você — Laura se levantou rapidamente e trouxe o brinquedo.
Ao receber a boneca, Emilly a abraçou apertado e depois estendeu a mão para pegar a mão de Laura, levando-a até seu rosto e esfregando a bochecha na palma da mão da namorada. Era um gesto de gratidão profunda.
— Você é tão especial, Emilly — disse Laura, sentindo as lágrimas arderem em seus próprios olhos. — Eu não me importo se você não falar. Eu não me importo de trocar você, de te dar banho ou de te carregar. Eu só quero que você se sinta segura.
Emilly soltou a chupeta por um momento, deixando-a pendurada no prendedor.
— Amo... Lau — disse ela, com uma dificuldade imensa, mas com uma clareza que preencheu todo o espaço entre elas.
— Eu também te amo, meu bebê — Laura respondeu, beijando a testa de Emilly.
Laura sabia que o caminho seria longo. Sabia que precisaria consultar médicos para entender a perda de peso e o silêncio, mas também sabia que, enquanto estivessem juntas, Emilly teria o ninho que precisava para ser quem quer que ela conseguisse ser naquele momento.
A noite caiu novamente, e com ela, a rotina de cuidados se repetiu. O banho, a troca, o pijama quente e o leite morno. Quando as luzes se apagaram e Emilly adormeceu profundamente, segura no abraço de sua protetora, Laura olhou para o teto e sorriu. O amor nem sempre falava alto; às vezes, ele apenas usava fraldas, pedia colo e se expressava no mais doce e vulnerável dos silêncios.
Emilly estava encolhida no sofá, uma pequena montanha de mantas de soft. Seus olhos grandes e úmidos seguiam cada movimento de Laura. Nos últimos meses, o mundo de Emilly havia encolhido. As palavras, que antes fluíam em risadas e conversas sobre o futuro, haviam se tornado raras, até sumirem quase por completo. Ela regredira a um estado de pura dependência, uma entrega total que transformara o namoro delas em algo que pairava entre o romance e o cuidado mais terno e absoluto.
Laura fechou o livro e sorriu, aproximando-se da namorada.
— Oi, meu bem. Você quer um pouco de água? — perguntou Laura com a voz baixa, o tom que ela reservava apenas para os momentos em que Emilly parecia mais "pequena".
Emilly não respondeu com palavras. Ela apenas esticou os braços curtos, os dedos gordinhos abrindo e fechando no ar, um pedido mudo por colo. Seus ombros pareciam mais estreitos sob o pijama de ursinhos; ela estava perdendo peso, e as maçãs do rosto, antes redondas, agora estavam mais marcadas, o que dava a ela um ar ainda mais infantil e vulnerável.
Laura a pegou no colo com facilidade, sentindo como Emilly se encaixava perfeitamente contra seu peito, escondendo o rosto em seu pescoço.
— Você está tão manhosa hoje, não está? — Laura murmurou, beijando o topo da cabeça da menina. — Minha neném está com preguiça de falar?
Emilly soltou um som baixo, um resmungo que era quase um choro, e apertou a camiseta de Laura com as mãos pequenas. Ela não falava, mas seus olhos diziam tudo: medo, cansaço e uma necessidade visceral de ser protegida do mundo lá fora.
A mudança não aconteceu de um dia para o outro. Começou com Emilly pedindo para Laura escolher suas roupas, depois pedindo para ser alimentada na boca, até que a fala se tornou um esforço hercúleo que ela simplesmente desistiu de fazer. E então, vieram os acidentes.
Naquela noite, Laura acordou com um movimento inquieto ao seu lado. O quarto estava escuro, mas ela sentiu a umidade e o calor contra sua perna. Ela sentou-se imediatamente, acendendo o abajur de luz quente.
Emilly estava sentada, os olhos arregalados e transbordando lágrimas silenciosas que escorriam pelo rosto pálido. O lençol estava manchado. Ela havia feito xixi na cama de novo.
— Oh, meu amor... — Laura suspirou, não de irritação, mas de uma compaixão profunda que lhe apertava o peito. — Não precisa chorar. Está tudo bem. A Laura está aqui.
— Pa... pa... — Emilly tentou dizer algo, mas a voz falhou, transformando-se em um soluço desesperado. Ela cobriu o rosto com as mãos, soluçando tão forte que seu corpo franzino tremia violentamente.
— Shhh, não precisa falar. Não precisa se explicar — disse Laura, puxando-a para um abraço firme enquanto a cama molhada era o menor dos seus problemas. — É só um acidente, neném. Vamos tomar um banho quentinho e trocar esse pijama, hum?
Laura a levou para o banheiro como se carregasse um tesouro precioso. Com paciência infinita, ela despiu Emilly, que permanecia mole e chorosa em seus braços. A visão das costelas de Emilly um pouco mais aparentes do que deveriam ser fez o coração de Laura doer. Ela precisava fazer com que Emilly voltasse a comer melhor, mas por enquanto, o foco era o conforto.
A água morna do chuveiro pareceu acalmar os soluços da menor. Laura lavava o corpo de Emilly com uma esponja macia, fazendo movimentos circulares e lentos.
— Viu só? Já passou — Laura disse, passando o sabonete com cheiro de lavanda. — Você está limpinha agora. Quer que a Laura coloque a fralda de pano ou o pijama de flanela?
Emilly apontou para a prateleira onde ficavam as fraldas descartáveis de tamanho maior que Laura começara a comprar para evitar o desconforto das noites molhadas. Era uma aceitação silenciosa da sua nova realidade.
— Está bem, meu anjo. Vamos colocar a proteção para você dormir tranquila — Laura sorriu, secando-a com uma toalha felpuda.
De volta ao quarto, com lençóis limpos e Emilly devidamente vestida e trocada, o ambiente parecia mais leve. Laura deitou-se e trouxe Emilly para o seu lado, deixando que a cabeça da menina descansasse em seu braço.
— Você me ama? — Laura perguntou, apenas para ouvir o som da confirmação.
Emilly olhou para cima, os olhos ainda vermelhos do choro, e assentiu vigorosamente com a cabeça. Ela se esticou e deixou um beijo babado e desajeitado na bochecha de Laura, antes de se aninhar novamente.
— Eu também te amo, pequena. Mais do que tudo — Laura sussurrou.
Na manhã seguinte, o desafio era a alimentação. Emilly estava perdendo peso porque parecia ter esquecido como se interessar por comida sólida. Tudo parecia demais para ela processar.
Laura preparou uma vitamina de frutas com aveia e mel, servindo em um copo de transição com bico, para facilitar. Ela se sentou na poltrona e chamou Emilly, que veio arrastando os pés, vestindo apenas uma camiseta grande e a fralda que fazia um barulho suave de plástico a cada passo.
— Vem aqui, neném. Hora de nutrir esse corpinho — chamou Laura, batendo no próprio colo.
Emilly subiu e se acomodou. Laura levou o bico do copo aos lábios dela.
— Bebe um pouquinho para a Laura ficar feliz? — pediu com carinho.
Emilly tomou alguns goles, fazendo uma careta infantil, mas continuou sob o olhar encorajador de sua cuidadora. Cada gole era uma vitória. Quando ela terminou metade, empurrou o copo com a mão e escondeu o rosto no peito de Laura.
— Só mais um pouco, Emily. Você precisa ficar forte para a gente passear no jardim — insistiu Laura, suavemente.
Emilly negou com a cabeça, começando a choramingar. O som era agudo, tipicamente de um bebê que não sabe expressar sua frustração.
— Tá bom, tá bom. Não vamos brigar por causa disso — Laura cedeu, deixando o copo de lado e começando a balançar Emilly em seus braços. — Você quer o seu bico?
Os olhos de Emilly brilharam e ela assentiu. Laura pegou a chupeta que ficava presa a um prendedor de fita no berço improvisado que agora fazia parte do quarto e entregou a ela. O efeito foi imediato. O ritmo da sucção acalmou a menina quase instantaneamente.
— Você é o meu bebezinho, não é? — Laura brincou, apertando o nariz de Emilly.
A menina deu um sorriso contido por trás da chupeta, os olhos semicerrados de satisfação.
O dia passou entre brincadeiras de blocos no chão — onde Emilly apenas assistia Laura montar torres para depois derrubá-las com um risinho mudo — e longos períodos de colo. Laura percebia que, embora o mundo pudesse ver aquilo como algo estranho ou preocupante, para elas, era uma linguagem de amor purificada. Não havia cobranças, não havia expectativas sociais. Havia apenas o cuidado.
No final da tarde, enquanto estavam sentadas na varanda observando o pôr do sol, Emilly puxou a gola da blusa de Laura.
— O que foi, querida? — perguntou Laura, tirando uma mecha de cabelo do rosto da namorada.
Emilly abriu a boca, esforçando-se. Sua garganta parecia seca pelo desuso.
— Lau... — ela sussurrou, a voz quase inaudível.
O coração de Laura saltou. Fazia dias que ela não ouvia seu nome.
— Oi, meu amor! Estou aqui. A Laura está aqui.
— Pu... pucha... — Emilly apontou para uma boneca de pano que estava no canto da sala.
— Você quer a boneca? Eu pego para você — Laura se levantou rapidamente e trouxe o brinquedo.
Ao receber a boneca, Emilly a abraçou apertado e depois estendeu a mão para pegar a mão de Laura, levando-a até seu rosto e esfregando a bochecha na palma da mão da namorada. Era um gesto de gratidão profunda.
— Você é tão especial, Emilly — disse Laura, sentindo as lágrimas arderem em seus próprios olhos. — Eu não me importo se você não falar. Eu não me importo de trocar você, de te dar banho ou de te carregar. Eu só quero que você se sinta segura.
Emilly soltou a chupeta por um momento, deixando-a pendurada no prendedor.
— Amo... Lau — disse ela, com uma dificuldade imensa, mas com uma clareza que preencheu todo o espaço entre elas.
— Eu também te amo, meu bebê — Laura respondeu, beijando a testa de Emilly.
Laura sabia que o caminho seria longo. Sabia que precisaria consultar médicos para entender a perda de peso e o silêncio, mas também sabia que, enquanto estivessem juntas, Emilly teria o ninho que precisava para ser quem quer que ela conseguisse ser naquele momento.
A noite caiu novamente, e com ela, a rotina de cuidados se repetiu. O banho, a troca, o pijama quente e o leite morno. Quando as luzes se apagaram e Emilly adormeceu profundamente, segura no abraço de sua protetora, Laura olhou para o teto e sorriu. O amor nem sempre falava alto; às vezes, ele apenas usava fraldas, pedia colo e se expressava no mais doce e vulnerável dos silêncios.
