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Implicâncias

Fandom: My Hero Academy

Criado: 05/06/2026

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RomanceCenário CanônicoCiúmesLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemDrama
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Entre Explosões e Manipulações

O ar na sala de treinamento da U.A. estava carregado de ozônio e o cheiro metálico de suor. Não era um dia comum de aula; era um daqueles períodos de treino livre onde as rivalidades ferviam sob a superfície, prontas para transbordar a qualquer momento. E ninguém, em toda a Academia de Heróis, conseguia tirar Katsuki Bakugou do sério com tanta facilidade quanto Saori Minshi.

Saori estava encostada na parede de concreto, observando Bakugou socar um saco de pancadas reforçado com uma força que faria qualquer vilão comum desmaiar de medo. Ela tinha um sorriso de canto, aquele sorriso que Bakugou descrevia como "a coisa mais irritante que já existiu na face da Terra".

Sua individualidade, a manipulação, permitia que ela movesse objetos e, em níveis mais sutis, interferisse levemente no equilíbrio e na percepção de quem estivesse em seu raio de alcance. Mas, naquele momento, ela não estava usando seus poderes em objetos. Ela estava usando sua língua afiada, a única arma que parecia atravessar a armadura de explosões de Katsuki.

— Se continuar batendo assim, a única coisa que vai conseguir é uma tendinite, "Bomba-Relógio" — provocou ela, a voz carregada de um sarcasmo melodioso.

Bakugou parou o soco no ar, os músculos das costas se retesando sob a regata preta. Ele respirou fundo, as veias dos braços saltadas e brilhando levemente com o suor. Ele se virou lentamente, os olhos escarlates faiscando.

— Cala a boca, Minshi! Ninguém pediu sua opinião de merda. Por que você não vai manipular o lixo lá fora e me deixa em paz?

Saori desencostou da parede e caminhou em direção a ele com uma elegância felina. Ela adorava o jeito que ele ficava quando estava irritado, mas, acima de tudo, ela adorava a visão daqueles braços. Eram largos, definidos pelo treinamento exaustivo, com cicatrizes de batalha que só os tornavam mais atraentes aos olhos dela. Era um vício silencioso; ela queria tocá-los, sentir a firmeza daquela pele quente.

— Eu prefiro manipular você — retrucou ela, parando a poucos centímetros dele. — É muito mais divertido ver você explodir por nada.

Bakugou deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. Ele era mais alto, e a sombra de seu corpo a cobriu quase por completo.

— Você acha que é engraçada, não é? — rosnou ele, a voz rouca. — Acha que pode ficar me cutucando e que nada vai acontecer?

— Eu sei que nada vai acontecer — provocou Saori, erguendo o queixo. — Você é só barulho, Bakugou. No fundo, você adora que eu seja a única que não abaixa a cabeça para os seus gritos.

O silêncio que se seguiu foi tenso, carregado de uma eletricidade que não vinha das individualidades de nenhum dos dois. Bakugou baixou o olhar, e Saori viu o momento exato em que a raiva dele se transformou em algo muito mais sombrio e faminto. Os olhos dele percorreram o corpo dela, demorando-se na curva acentuada da cintura, descendo pelas coxas fortes que o uniforme de treino não conseguia esconder e parando na linha dos quadris.

Era o segredo mais mal guardado de Katsuki Bakugou: ele odiava o quanto aquela garota o desconcentrava. Ele era viciado naquelas curvas. A cintura dela parecia o encaixe perfeito para suas mãos grandes, e as coxas dela... ele passava noites em claro imaginando-as presas em volta dele.

— Você fala demais — disse Bakugou, a voz agora num tom perigosamente baixo.

Antes que ela pudesse responder, ele avançou. Não foi um ataque de herói, foi um movimento de posse. Ele agarrou a cintura de Saori, puxando-a contra o seu corpo com uma força que a fez soltar um arquejo de surpresa.

— O que foi? — zombou ele, sentindo a satisfação de ver as bochechas dela corarem. — Perdeu a voz, manipuladora de merda?

Saori sentiu o coração disparar. O calor que emanava dele era quase insuportável, mas ela não se afastou. Pelo contrário, suas mãos agiram por puro instinto, subindo pelos braços dele. Os dedos dela se fecharam em torno dos bíceps de Bakugou, sentindo a dureza do músculo contraído. Era melhor do que ela imaginava.

— Seus braços são a única coisa que presta em você — sussurrou ela, fechando os olhos por um breve segundo para aproveitar a sensação.

Bakugou soltou um riso nasalado, mas suas mãos apertaram ainda mais a cintura dela, os dedos cravando-se na carne macia.

— E essa sua bunda e essas coxas são a única coisa que me impede de explodir sua cara toda vez que você abre a boca — admitiu ele, a honestidade bruta sendo sua única forma de rendição.

— Então por que não faz algo a respeito em vez de rosnar como um vira-lata? — desafiou Saori, os olhos brilhando com um desafio renovado.

Bakugou não precisou de um segundo convite. Ele a empurrou contra o saco de pancadas que antes castigava, prendendo-a entre seu corpo e o couro pesado. O beijo deles foi como uma colisão de duas individualidades poderosas: violento, faminto e desesperado. Não havia doçura, apenas a necessidade crua de dois rivais que finalmente haviam admitido que o ódio era apenas a pele de um desejo avassalador.

Saori gemeu contra os lábios dele, suas mãos subindo para a nuca de Bakugou, puxando os cabelos loiros e espetados enquanto ele descia os beijos para o seu pescoço.

— Eu odeio você — murmurou ela, embora seu corpo estivesse arqueado contra o dele.

— Eu odeio mais — respondeu Bakugou, sua mão descendo da cintura para apertar com força a coxa dela, puxando a perna de Saori para cima, para que ela se envolvesse em seu quadril. — Você é um problema, Minshi. Um problema que eu quero resolver agora.

— Então resolve, Katsuki. Para de falar.

Ele rosnou contra a pele dela, o uso do seu primeiro nome sendo o gatilho final. O ciúme que ele sentia sempre que via outros garotos olhando para ela, a irritação constante com suas piadas, tudo se transformou em uma urgência física.

— Se alguém entrar aqui... — começou Saori, tentando manter um resquício de sanidade.

— Que se fodam — interrompeu Bakugou, os olhos fixos nos dela. — Eles que tentem olhar para o que é meu. Eu explodo os olhos de qualquer um que se atreva.

Saori riu, um som baixo e vibrante.

— "O que é seu"? Você é muito possessivo para alguém que dizia que eu era um estorvo há dez minutos.

— Você é um estorvo — afirmou ele, voltando a atacar os lábios dela com uma mordida leve no lábio inferior. — Mas é o meu estorvo. E se você tocar no braço de qualquer outro extra como está tocando no meu, eu acabo com esse prédio.

Saori apertou os músculos dele mais uma vez, sentindo-se vitoriosa. Ela sabia que tinha o herói mais explosivo da U.A. na palma de sua mão, e ele sabia que tinha a única garota capaz de domar suas explosões sob o seu toque.

— Justo — disse ela, puxando-o para outro beijo. — Porque eu não pretendo soltar esses braços tão cedo.

Naquela sala de treinamento, entre o cheiro de suor e o eco de explosões distantes, a rivalidade deu lugar a algo muito mais perigoso e viciante. Eles ainda eram inimigos em muitos sentidos, ainda iam trocar insultos no corredor e brigar por quem era o melhor nos treinos de combate. Mas ali, nas sombras do ginásio, eles eram apenas dois jovens viciados um no outro, manipulando o desejo até que não sobrasse nada além de chamas.

— Você vai ser o meu fim, Minshi — resmungou Bakugou contra o ouvido dela, a mão apertando a curva de sua coxa com uma possessividade que a fazia vibrar.

— E você vai adorar cada segundo disso, Bakugou.

Ele não respondeu. Não precisava. O jeito que ele a segurava, como se ela fosse o troféu mais valioso que ele já havia conquistado, dizia tudo o que ele jamais admitiria em voz alta. O herói número um em treinamento finalmente havia encontrado sua igual, e ele não tinha a menor intenção de deixá-la escapar.
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