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Outro lado da rede
Fandom: Haikyu
Criado: 05/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraCenário CanônicoEstudo de Personagem
O Som da Precisão e o Sorriso do Gato
O ginásio da Karasuno estava impregnado com o cheiro familiar de desinfetante e suor, um aroma que para Anne era tão reconfortante quanto o café da manhã em um domingo ensolarado. Ela girou a bola de vôlei entre as mãos, sentindo a textura do couro sintético contra as pontas dos dedos. Como levantadora do time feminino, Anne vivia em um mundo de frações de segundo e trajetórias calculadas.
— Anne-chan! Você viu isso? Eu pulei tão alto que quase bati a cabeça no teto! — A voz de Hinata Shoyo ecoou pelo espaço, acompanhada pelo som frenético dele pulando no lugar.
Anne riu, ajeitando o rabo de cavalo.
— Eu vi, Shoyo. Mas se você bater a cabeça no teto, o treinador Ukai vai ter um ataque cardíaco antes mesmo do jogo-treino começar.
Eles eram melhores amigos desde que se entendiam por gente. Enquanto Hinata era a explosão de energia e o "isca" imparável, Anne era a calma analítica que sabia exatamente onde a bola precisava estar para que o ataque fosse perfeito. Naquele dia, porém, a rotina da Karasuno seria quebrada. O ônibus da Nekoma acabara de estacionar no pátio.
O "Lixo da Batalha" não era apenas uma rivalidade entre os times masculinos; as equipes femininas também aproveitavam a oportunidade para treinar juntas. E com a Nekoma, vinha o caos em forma de um capitão de cabelos espetados e um sorriso que parecia esconder todos os segredos do universo.
Kuroo Tetsurou entrou no ginásio com a habitual postura desleixada, as mãos nos bolsos do agasalho vermelho. Seus olhos de gato varreram o local até pararem na figura de Anne, que estava terminando seu aquecimento de toques contra a parede.
— Ora, ora... se não é a pequena mestre das marionetes da Karasuno — disse Kuroo, aproximando-se com passos silenciosos. — O Shoyo ainda está dando trabalho ou você finalmente conseguiu adestrá-lo?
Anne parou a bola com uma mão só e virou-se, arqueando uma sobrancelha.
— Ele não é um animal de estimação, Kuroo. E, para sua informação, o nosso ritmo está melhor do que nunca. Tente não ficar muito tonto tentando acompanhar a bola hoje.
Kuroo soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Anne de uma forma que ela odiava admitir.
— Tonto? Eu? — Ele deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela com aquela confiança irritante. — Eu sou o especialista em ler o fluxo, Anne. E o seu fluxo é sempre tão... preciso. Quase previsível, eu diria.
— Previsível? — Anne desafiou, estreitando os olhos. — Quer testar isso na rede?
— Eu achei que você nunca fosse perguntar.
O treino conjunto começou de forma intensa. Enquanto os times masculinos ocupavam a quadra principal, as meninas e alguns reservas revezavam-se na quadra secundária. Anne estava em seu elemento. Cada levantamento era uma obra de arte milimétrica. Ela via o jogo como um tabuleiro de xadrez, antecipando o bloqueio adversário antes mesmo de a bola tocar suas palmas.
No entanto, Kuroo não estava jogando na quadra delas, mas ele não tirava os olhos de Anne. Ele observava a forma como ela se posicionava, a leve inclinação de seus pulsos e a maneira como ela conseguia enganar o bloqueio com um simples olhar para o lado oposto da jogada.
Durante uma pausa para hidratação, Anne sentou-se no banco, ofegante. Uma garrafa de água gelada foi pressionada contra sua bochecha, fazendo-a dar um sobressalto.
— Você está forçando demais o pulso direito — observou Kuroo, sentando-se ao lado dela sem ser convidado. — Se continuar assim, vai perder a precisão no terceiro set.
— Eu estou bem — rebateu ela, pegando a garrafa. — É só um ajuste técnico.
— É teimosia, isso sim — Kuroo retrucou, o sorriso provocador dando lugar a algo mais analítico. — Você tenta compensar a falta de altura das suas atacantes dando a elas a bola perfeita, mas está sobrecarregando a articulação. Por que não tenta um arco mais alto? Dê a elas tempo para pensar, em vez de apenas reagir.
Anne olhou para as próprias mãos. Ela odiava quando ele tinha razão. Kuroo era o "Cérebro" por um motivo; ele via as engrenagens do jogo de uma forma que poucos conseguiam.
— Se eu der um arco mais alto, o bloqueio da Nekoma chega a tempo — explicou ela em voz baixa.
— Não se eu estiver distraído — Kuroo piscou para ela. — Mas não conte para o Kenma que eu disse isso. Seria traição.
— Você é impossível — Anne riu, balançando a cabeça. — Por que você se importa tanto com o meu levantamento, afinal?
Kuroo inclinou-se para trás, apoiando o peso nos cotovelos. Ele olhou para o teto do ginásio por um momento antes de voltar aqueles olhos penetrantes para ela.
— Porque vôlei é sobre conexão, Anne. E observar você conectar os pontos é a coisa mais interessante que aconteceu neste ginásio hoje. Além disso... — Ele se aproximou do ouvido dela, a voz caindo para um sussurro que a fez arrepiar. — Eu gosto de ver você brava. Suas bochechas ficam vermelhas e você foca tanto em me provar errada que acaba jogando como uma deusa.
Anne sentiu o rosto queimar instantaneamente.
— Idiota! — Ela o empurrou levemente pelo ombro. — Vá cuidar do seu time, capitão.
— Já estou indo. Mas depois do treino... — Ele se levantou, limpando o pó imaginário das calças. — Tem uma lanchonete aqui perto que serve uma torta de maçã decente. O Kenma vai estar ocupado com algum jogo novo e o Shoyo provavelmente vai estar tentando pular a rede até desmaiar. O que me diz?
Anne fingiu considerar a proposta, embora seu coração estivesse batendo mais rápido do que durante um rally de cinco minutos.
— Torta de maçã? Isso é um suborno para eu te contar as novas táticas do Shoyo?
— Talvez — admitiu ele, exibindo aquele sorriso perigoso que era sua marca registrada. — Ou talvez eu só queira passar mais tempo com a única pessoa que consegue me deixar sem palavras com um levantamento de costas.
— Tudo bem, Kuroo. Mas eu escolho a mesa.
— Combinado, pequena mestre.
O restante do treino foi um borrão de adrenalina. Anne sentia o olhar de Kuroo nela a cada ponto, e isso, em vez de desconcentrá-la, parecia afiar seus sentidos. Ela executou um levantamento de segunda que pegou todo o time da Nekoma de surpresa, inclusive o próprio Kuroo, que soltou um assobio de aprovação do outro lado do ginásio.
Quando o apito final soou e os times começaram a se organizar para a limpeza, Hinata correu até Anne, radiante.
— Anne-chan! Você foi incrível! Aquele último ponto foi tipo... WHAM!
— Obrigada, Shoyo. Você também foi ótimo.
— O capitão da Nekoma estava te olhando muito — comentou Hinata, tombando a cabeça para o lado com sua honestidade brutal. — Ele é meio assustador, não é? Parece um vilão de desenho animado.
Anne olhou para o fundo do ginásio, onde Kuroo estava ajudando a guardar a rede, rindo de alguma piada interna com Kai e Yaku.
— Ele não é um vilão, Shoyo — Anne disse suavemente, sentindo um calor estranho no peito. — Ele é só... um gato difícil de entender.
— Se você diz! — Hinata deu de ombros e saiu correndo para desafiar Kageyama para mais uma disputa de corrida.
Anne terminou de guardar seu equipamento e trocou os tênis de quadra pelos de rua. Ao sair do vestiário, encontrou Kuroo encostado na parede externa, observando o pôr do sol que tingia o céu de laranja e roxo.
— Demorou — disse ele, sem desviar o olhar do horizonte.
— Perfeição leva tempo — rebateu Anne, aproximando-se.
Kuroo finalmente olhou para ela, e por um breve momento, a máscara de provocação caiu. Havia uma admiração genuína em seus olhos, uma suavidade que ele raramente mostrava em público.
— Você jogou muito bem hoje, Anne. De verdade.
— Eu sei. Você também não foi nada mal para um "velho" capitão.
Kuroo estendeu a mão para ela, um gesto simples, mas carregado de significado.
— Vamos? A torta de maçã nos espera. E eu quero ouvir exatamente o que passou pela sua cabeça naquele levantamento de segunda.
Anne hesitou por apenas um segundo antes de aceitar o convite, sentindo a palma da mão dele quente contra a sua.
— Preparado para uma aula de estratégia, Kuroo?
— Com você? Sempre.
Enquanto caminhavam para fora dos portões da escola, Anne percebeu que, no vôlei e na vida, as melhores jogadas nem sempre são as mais rápidas ou as mais fortes. Às vezes, são aquelas que pegam você de surpresa, como um sorriso perigoso no canto de uma quadra ou a maneira como o "Cérebro" da Nekoma parecia saber exatamente como fazer seu coração errar o tempo da bola.
— Ei, Anne? — chamou Kuroo, enquanto atravessavam a rua.
— Sim?
— Na próxima vez, eu vou bloquear aquele seu toque de segunda.
Anne sorriu, apertando levemente a mão dele.
— Pode tentar, Tetsurou. Mas eu não facilitaria as coisas para você nem se me pagasse com toda a torta de maçã do Japão.
— É por isso que eu gosto de você — murmurou ele, e o som de sua risada se misturou ao vento frio da tarde, prometendo muitos outros treinos, desafios e, quem sabe, algo muito mais profundo do que uma simples conexão em quadra.
— Anne-chan! Você viu isso? Eu pulei tão alto que quase bati a cabeça no teto! — A voz de Hinata Shoyo ecoou pelo espaço, acompanhada pelo som frenético dele pulando no lugar.
Anne riu, ajeitando o rabo de cavalo.
— Eu vi, Shoyo. Mas se você bater a cabeça no teto, o treinador Ukai vai ter um ataque cardíaco antes mesmo do jogo-treino começar.
Eles eram melhores amigos desde que se entendiam por gente. Enquanto Hinata era a explosão de energia e o "isca" imparável, Anne era a calma analítica que sabia exatamente onde a bola precisava estar para que o ataque fosse perfeito. Naquele dia, porém, a rotina da Karasuno seria quebrada. O ônibus da Nekoma acabara de estacionar no pátio.
O "Lixo da Batalha" não era apenas uma rivalidade entre os times masculinos; as equipes femininas também aproveitavam a oportunidade para treinar juntas. E com a Nekoma, vinha o caos em forma de um capitão de cabelos espetados e um sorriso que parecia esconder todos os segredos do universo.
Kuroo Tetsurou entrou no ginásio com a habitual postura desleixada, as mãos nos bolsos do agasalho vermelho. Seus olhos de gato varreram o local até pararem na figura de Anne, que estava terminando seu aquecimento de toques contra a parede.
— Ora, ora... se não é a pequena mestre das marionetes da Karasuno — disse Kuroo, aproximando-se com passos silenciosos. — O Shoyo ainda está dando trabalho ou você finalmente conseguiu adestrá-lo?
Anne parou a bola com uma mão só e virou-se, arqueando uma sobrancelha.
— Ele não é um animal de estimação, Kuroo. E, para sua informação, o nosso ritmo está melhor do que nunca. Tente não ficar muito tonto tentando acompanhar a bola hoje.
Kuroo soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Anne de uma forma que ela odiava admitir.
— Tonto? Eu? — Ele deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela com aquela confiança irritante. — Eu sou o especialista em ler o fluxo, Anne. E o seu fluxo é sempre tão... preciso. Quase previsível, eu diria.
— Previsível? — Anne desafiou, estreitando os olhos. — Quer testar isso na rede?
— Eu achei que você nunca fosse perguntar.
O treino conjunto começou de forma intensa. Enquanto os times masculinos ocupavam a quadra principal, as meninas e alguns reservas revezavam-se na quadra secundária. Anne estava em seu elemento. Cada levantamento era uma obra de arte milimétrica. Ela via o jogo como um tabuleiro de xadrez, antecipando o bloqueio adversário antes mesmo de a bola tocar suas palmas.
No entanto, Kuroo não estava jogando na quadra delas, mas ele não tirava os olhos de Anne. Ele observava a forma como ela se posicionava, a leve inclinação de seus pulsos e a maneira como ela conseguia enganar o bloqueio com um simples olhar para o lado oposto da jogada.
Durante uma pausa para hidratação, Anne sentou-se no banco, ofegante. Uma garrafa de água gelada foi pressionada contra sua bochecha, fazendo-a dar um sobressalto.
— Você está forçando demais o pulso direito — observou Kuroo, sentando-se ao lado dela sem ser convidado. — Se continuar assim, vai perder a precisão no terceiro set.
— Eu estou bem — rebateu ela, pegando a garrafa. — É só um ajuste técnico.
— É teimosia, isso sim — Kuroo retrucou, o sorriso provocador dando lugar a algo mais analítico. — Você tenta compensar a falta de altura das suas atacantes dando a elas a bola perfeita, mas está sobrecarregando a articulação. Por que não tenta um arco mais alto? Dê a elas tempo para pensar, em vez de apenas reagir.
Anne olhou para as próprias mãos. Ela odiava quando ele tinha razão. Kuroo era o "Cérebro" por um motivo; ele via as engrenagens do jogo de uma forma que poucos conseguiam.
— Se eu der um arco mais alto, o bloqueio da Nekoma chega a tempo — explicou ela em voz baixa.
— Não se eu estiver distraído — Kuroo piscou para ela. — Mas não conte para o Kenma que eu disse isso. Seria traição.
— Você é impossível — Anne riu, balançando a cabeça. — Por que você se importa tanto com o meu levantamento, afinal?
Kuroo inclinou-se para trás, apoiando o peso nos cotovelos. Ele olhou para o teto do ginásio por um momento antes de voltar aqueles olhos penetrantes para ela.
— Porque vôlei é sobre conexão, Anne. E observar você conectar os pontos é a coisa mais interessante que aconteceu neste ginásio hoje. Além disso... — Ele se aproximou do ouvido dela, a voz caindo para um sussurro que a fez arrepiar. — Eu gosto de ver você brava. Suas bochechas ficam vermelhas e você foca tanto em me provar errada que acaba jogando como uma deusa.
Anne sentiu o rosto queimar instantaneamente.
— Idiota! — Ela o empurrou levemente pelo ombro. — Vá cuidar do seu time, capitão.
— Já estou indo. Mas depois do treino... — Ele se levantou, limpando o pó imaginário das calças. — Tem uma lanchonete aqui perto que serve uma torta de maçã decente. O Kenma vai estar ocupado com algum jogo novo e o Shoyo provavelmente vai estar tentando pular a rede até desmaiar. O que me diz?
Anne fingiu considerar a proposta, embora seu coração estivesse batendo mais rápido do que durante um rally de cinco minutos.
— Torta de maçã? Isso é um suborno para eu te contar as novas táticas do Shoyo?
— Talvez — admitiu ele, exibindo aquele sorriso perigoso que era sua marca registrada. — Ou talvez eu só queira passar mais tempo com a única pessoa que consegue me deixar sem palavras com um levantamento de costas.
— Tudo bem, Kuroo. Mas eu escolho a mesa.
— Combinado, pequena mestre.
O restante do treino foi um borrão de adrenalina. Anne sentia o olhar de Kuroo nela a cada ponto, e isso, em vez de desconcentrá-la, parecia afiar seus sentidos. Ela executou um levantamento de segunda que pegou todo o time da Nekoma de surpresa, inclusive o próprio Kuroo, que soltou um assobio de aprovação do outro lado do ginásio.
Quando o apito final soou e os times começaram a se organizar para a limpeza, Hinata correu até Anne, radiante.
— Anne-chan! Você foi incrível! Aquele último ponto foi tipo... WHAM!
— Obrigada, Shoyo. Você também foi ótimo.
— O capitão da Nekoma estava te olhando muito — comentou Hinata, tombando a cabeça para o lado com sua honestidade brutal. — Ele é meio assustador, não é? Parece um vilão de desenho animado.
Anne olhou para o fundo do ginásio, onde Kuroo estava ajudando a guardar a rede, rindo de alguma piada interna com Kai e Yaku.
— Ele não é um vilão, Shoyo — Anne disse suavemente, sentindo um calor estranho no peito. — Ele é só... um gato difícil de entender.
— Se você diz! — Hinata deu de ombros e saiu correndo para desafiar Kageyama para mais uma disputa de corrida.
Anne terminou de guardar seu equipamento e trocou os tênis de quadra pelos de rua. Ao sair do vestiário, encontrou Kuroo encostado na parede externa, observando o pôr do sol que tingia o céu de laranja e roxo.
— Demorou — disse ele, sem desviar o olhar do horizonte.
— Perfeição leva tempo — rebateu Anne, aproximando-se.
Kuroo finalmente olhou para ela, e por um breve momento, a máscara de provocação caiu. Havia uma admiração genuína em seus olhos, uma suavidade que ele raramente mostrava em público.
— Você jogou muito bem hoje, Anne. De verdade.
— Eu sei. Você também não foi nada mal para um "velho" capitão.
Kuroo estendeu a mão para ela, um gesto simples, mas carregado de significado.
— Vamos? A torta de maçã nos espera. E eu quero ouvir exatamente o que passou pela sua cabeça naquele levantamento de segunda.
Anne hesitou por apenas um segundo antes de aceitar o convite, sentindo a palma da mão dele quente contra a sua.
— Preparado para uma aula de estratégia, Kuroo?
— Com você? Sempre.
Enquanto caminhavam para fora dos portões da escola, Anne percebeu que, no vôlei e na vida, as melhores jogadas nem sempre são as mais rápidas ou as mais fortes. Às vezes, são aquelas que pegam você de surpresa, como um sorriso perigoso no canto de uma quadra ou a maneira como o "Cérebro" da Nekoma parecia saber exatamente como fazer seu coração errar o tempo da bola.
— Ei, Anne? — chamou Kuroo, enquanto atravessavam a rua.
— Sim?
— Na próxima vez, eu vou bloquear aquele seu toque de segunda.
Anne sorriu, apertando levemente a mão dele.
— Pode tentar, Tetsurou. Mas eu não facilitaria as coisas para você nem se me pagasse com toda a torta de maçã do Japão.
— É por isso que eu gosto de você — murmurou ele, e o som de sua risada se misturou ao vento frio da tarde, prometendo muitos outros treinos, desafios e, quem sabe, algo muito mais profundo do que uma simples conexão em quadra.
