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Três meses para amar

Fandom: BTS

Criado: 06/06/2026

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Entre Teorias e Práticas

A brisa da noite em Seul estava gelada, mas o peso do silêncio entre eu e Namjoon na varanda era o que realmente me dava calafrios. Eu encarava o horizonte, onde as luzes da cidade pareciam pequenas estrelas artificiais, enquanto segurava minha caneca de chá como se minha vida dependesse daquele calor cerâmico. Ao meu lado, Namjoon exalava aquela calma irritante e fascinante que ele sempre tinha. Ele não estava apenas sentado; ele parecia uma escultura de serenidade, observando a noite com aquela paciência de quem leu todos os clássicos da literatura mundial e entendeu o sentido da vida.

Eu, por outro lado, estava tendo uma crise existencial interna em 4K.

— Você está muito quieta, S/N. — A voz dele era profunda, vibrando suavemente no ar. — Geralmente, a essa altura, você já teria feito pelo menos três piadas sobre como os prédios de Seul parecem peças de Lego mal encaixadas.

Eu soltei um riso anasalado, sem olhar para ele.

— É que... eu estava pensando no casamento. Falta pouco, né?

— Três semanas — ele respondeu prontamente. Namjoon sempre sabia os detalhes. — Alguma coisa específica está te preocupando? O buffet? A lista de convidados?

— Não. — Respirei fundo, sentindo meu coração martelar contra as costelas. — É o depois. A parte de... ser casada. De verdade.

Ele se inclinou um pouco mais perto, o cheiro de sândalo e papel antigo que sempre o acompanhava ficando mais nítido.

— O que exatamente no "depois" te assusta?

Era agora. Ou eu falava, ou passaria o resto da vida fingindo uma confiança que eu não tinha. Eu era S/N Marino, a garota sarcástica que estudava biologia marinha e fingia que nada a abalava. Mas ali, sob o olhar atento de Kim Namjoon, eu me sentia como uma espécie rara de peixe fora d'água, vulnerável e exposta.

— Eu nunca fiz isso, Namjoon — soltei de uma vez, as palavras saindo atropeladas. — Nada disso. Eu nunca tive um namorado de verdade, nunca tive... intimidade. Eu li sobre isso, eu estudo biologia, eu sei como funciona a mecânica da coisa, mas na prática? Eu sou um desastre completo esperando para acontecer. Eu tenho medo de não saber o que fazer, de ser estranho, de você esperar algo que eu não posso dar porque eu simplesmente não sei como.

O silêncio que se seguiu foi torturante. Eu fechei os olhos, esperando que ele desse um risinho educado ou que o clima ficasse insuportavelmente estranho. Mas, quando senti a mão dele cobrindo a minha, abri os olhos e encontrei as famosas covinhas. Ele não estava rindo de mim. Ele estava sorrindo com uma ternura que quase me fez chorar.

— S/N, olhe para mim — ele pediu suavemente. Eu obedeci. — Você acha que eu estou me casando com você porque espero uma performance?

— Bem... é o que as pessoas esperam, não é?

— Eu não sou "as pessoas". — Ele apertou minha mão de leve. — Eu valorizo a conexão que construímos. Nossas conversas sobre livros, suas piadas ruins, o jeito que você defende a vida marinha como se fosse sua família. Isso é o que importa. Você não precisa provar nada. Tudo vai acontecer no seu tempo, quando você se sentir segura. Se levar um mês ou um ano após o casamento, eu estarei aqui.

Senti um nó na garganta. Ele era bom demais. Mas a insegurança ainda gritava. Eu não queria chegar na noite de núpcias sem ter a menor ideia de como tocar nele ou de como ser tocada.

— Eu não quero esperar tanto — sussurrei, sentindo meu rosto queimar. — Eu... eu queria que você me ensinasse. Antes. Para eu não me sentir tão perdida.

Namjoon pareceu surpreso por um segundo, seus olhos escurecendo levemente. Ele inclinou a cabeça, processando o pedido.

— Você tem certeza?

— Sim. Mas... — hesitei, mordendo o lábio. — Eu queria deixar a parte, sabe... a penetração em si, para o dia do casamento. Eu sei que parece bobagem ou coisa de livro antigo, mas é importante para mim. Só que eu queria entender o resto. Queria perder esse medo do toque.

Namjoon se levantou lentamente, estendendo a mão para mim. A aura de "homem de negócios calmo" deu lugar a algo muito mais intenso e focado.

— Se é isso que você quer, S/N... eu vou te mostrar. Mas eu faço as coisas do meu jeito. E o meu jeito envolve muita paciência e atenção aos detalhes. Você confia em mim?

Engoli em seco, colocando minha mão na dele.

— Confio.

Ele me guiou para dentro, para o quarto dele. O ambiente era minimalista, elegante e acolhedor, assim como ele. Namjoon fechou a porta e a trancou com um clique suave que pareceu ecoar por todo o meu corpo. Ele não me jogou na cama; em vez disso, ele me conduziu até o centro do quarto e parou na minha frente, mantendo uma distância respeitosa.

— A primeira coisa que você precisa entender — ele começou, a voz agora um oitavo mais grave — é que o seu corpo não é um laboratório de biologia. É um mapa. E eu vou aprender cada centímetro dele, mas só se você me permitir.

— Eu permito — respondi, quase sem fôlego.

— Ótimo.

Ele deu um passo à frente, diminuindo o espaço entre nós. Suas mãos subiram para o meu rosto, os polegares acariciando minhas bochechas com uma delicadeza que me fez fechar os olhos.

— Respire, S/N. Sinta o agora.

Ele começou com um beijo. Não foi um beijo de filme, desesperado. Foi um beijo exploratório, calmo, como se ele estivesse provando um vinho caro. Suas mãos desceram para o meu pescoço, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha quando ele puxou levemente meu lábio inferior com os dentes.

— Você está tensa — ele murmurou contra minha boca. — Deixe o peso do seu corpo nos meus braços.

Lentamente, ele me guiou até a cama. Ficamos sentados, de frente um para o outro. Namjoon começou a desabotoar minha blusa, um botão de cada vez, com uma precisão cirúrgica. Ele não desviava o olhar dos meus olhos. Quando a peça caiu, ele não avançou. Ele apenas observou.

— Você é linda, S/N. Cada detalhe.

Ele começou a me tocar. Não onde eu esperava, mas nos braços, nos ombros, na curva da cintura. Eram toques leves, quase como penas, que iam despertando uma sensibilidade que eu nem sabia que tinha. Quando suas mãos finalmente encontraram minha pele por baixo da minha saia, eu dei um sobressalto.

— Calma — ele sussurrou, aproximando-se do meu ouvido. — Eu não vou a lugar nenhum que você não queira. Mas eu quero que você sinta o que eu sinto quando olho para você.

Ele me deitou suavemente nos travesseiros e se posicionou entre minhas pernas, mas sem colocar o peso total sobre mim. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, e a cada centímetro que ele avançava, meu coração acelerava. Namjoon sabia exatamente o que estava fazendo. Ele parava, voltava, provocava.

— Namjoon... — murmurei, sentindo uma pressão estranha e deliciosa crescendo no meu ventre.

— O que foi? — Ele perguntou, a voz carregada de uma diversão contida. Ele desceu o rosto e começou a beijar a parte interna da minha coxa.

— Eu... eu não sei. É uma sensação esquisita.

— É o seu corpo acordando — ele disse, subindo o olhar. — E eu só estou começando a lição.

Ele começou a usar os dedos com uma maestria que me deixou zonza. Ele não tinha pressa. Ele encontrava os pontos certos e insistia neles, alternando a pressão, o ritmo, enquanto a outra mão subia para apertar meus seios por cima do sutiã de renda. Eu comecei a arquear as costas, minhas mãos perdidas nos cabelos dele, puxando-os sem querer.

— Namjoon, por favor... — eu pedi, sem saber exatamente o que estava pedindo.

— Por favor, o quê, querida? — Ele se levantou um pouco, apoiando-se nos cotovelos, olhando para mim com um domínio absoluto. As covinhas apareceram, mas desta vez elas pareciam perigosas. — Seja específica. Eu sou um homem de negócios, lembra? Gosto de clareza.

— Eu... eu preciso de mais. Não para.

— Mais rápido? Ou mais forte? — Ele deslizou um dedo para dentro, explorando minha umidade, enquanto o polegar trabalhava de forma rítmica e implacável no lugar que me fazia ver estrelas.

— Os dois! Só... não para! — Eu estava quase implorando. A sensação de urgência era avassaladora. Eu sentia que estava prestes a explodir, mas Namjoon, com aquela paciência infinita, diminuiu o ritmo justamente quando eu ia chegar lá.

— Namjoon! Por que você parou? — Protestei, abrindo os olhos, quase chorando de frustração.

— Porque você precisa aprender a sentir a antecipação — ele explicou, a voz calma contrastando com o fogo que eu sentia. Ele se inclinou e beijou minha testa. — O prazer é melhor quando você entende que ele te pertence, não a mim. Eu sou apenas o facilitador.

Ele voltou ao trabalho, mas desta vez de uma forma muito mais intensa. Ele usou a boca, as mãos, o corpo todo para me envolver em uma teia de sensações. Ele me fazia chegar perto do limite e então recuava, me deixando ofegante, agarrando os lençóis, implorando com o olhar.

— Por favor... Namjoon... eu não aguento mais... me dá o alívio... — minha voz saiu embargada, despida de qualquer sarcasmo ou defesa.

Ele sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso.

— Tudo bem, S/N. Você aprende rápido.

Desta vez, ele não parou. Ele acelerou o movimento, seus dedos trabalhando com uma precisão que me fez perder o contato com a realidade. Eu sentia o calor dele, o cheiro dele, e a forma como ele me observava, fascinado pela minha reação. Quando o orgasmo finalmente veio, foi como uma onda gigante me atingindo, me deixando sem ar e completamente entregue.

Eu tremia nos braços dele enquanto ele me puxava para um abraço apertado, beijando o topo da minha cabeça. O silêncio voltou para o quarto, mas não era mais o silêncio tenso da varanda. Era um silêncio preenchido por uma intimidade nova e sólida.

— Viu? — Ele sussurrou, enquanto eu tentava recuperar o fôlego. — Não foi um desastre. Foi perfeito.

— Você é um professor muito cruel — eu brinquei, minha voz voltando ao tom sarcástico, embora ainda estivesse trêmula.

Namjoon riu, aquele som rico que aquecia meu peito.

— E você é uma aluna muito dedicada. Temos três semanas até o casamento, S/N. Temos muito tempo para praticar... o resto.

Eu me aconcheguei no peito dele, sentindo os batimentos cardíacos dele, que estavam tão acelerados quanto os meus. Pela primeira vez em meses, o medo do casamento arranjado não parecia um monstro no armário. Com Namjoon, a vida parecia menos uma obrigação e mais uma descoberta constante.

— Acho que vou gostar dessas aulas — confessei, fechando os olhos.

— Eu tenho certeza que sim — ele respondeu, e eu pude sentir as covinhas contra minha têmpora antes de adormecer.

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