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Três meses para amar

Fandom: BTS

Criado: 06/06/2026

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RomanceDramaDor/ConfortoHistória DomésticaEstudo de PersonagemRomance
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O Peso do Silêncio e a Doçura da Descoberta

A brisa noturna de Seul trazia consigo o cheiro de chuva iminente e o som abafado do tráfego distante, mas, na varanda do apartamento de Kim Namjoon, o mundo parecia ter pausado. O ambiente era minimalista, decorado com plantas bem cuidadas e esculturas de pedra que refletiam o gosto refinado do proprietário. Namjoon estava encostado no parapeito de vidro, observando as luzes da cidade com aquela postura impecável que o tornava naturalmente intimidante para o resto do mundo, mas que, para S/N, começava a se tornar um porto seguro.

S/N segurava uma xícara de chá já frio entre as mãos, sentada em uma das poltronas de linho. O silêncio entre eles nunca era desconfortável, mas naquela noite, ele carregava um peso diferente. Faltavam apenas três semanas para o casamento. Três semanas para que o sobrenome Marino se fundisse ao império da construtora Kim. Três semanas para que a vida que ela conhecia mudasse para sempre.

Namjoon se virou devagar, os olhos observadores captando o modo como ela mordia o lábio inferior — um tique que ele já havia catalogado como sinal de ansiedade extrema.

— Você está excepcionalmente silenciosa hoje, S/N — comentou ele, sua voz grave e calma cortando o ar como veludo. — E olhe que eu já me acostumei com suas teorias sobre a vida marinha ou suas piadas sobre como nossos pais parecem personagens de um drama de época.

S/N soltou um riso anasalado, mas sem o brilho costumeiro.

— Eu estava pensando que, tecnicamente, em vinte e um dias, eu não serei mais apenas a filha caçula dos Marino que se esconde na biblioteca para evitar jantares chatos. Eu serei a sua esposa.

Namjoon caminhou até ela e se sentou na poltrona ao lado, mantendo uma distância respeitosa. Ele não forçava intimidade; ele a construía, tijolo por tijolo.

— Isso a assusta? — perguntou ele, inclinando a cabeça. — Eu prometi que não mudaria quem você é. Você ainda terá seus livros, sua universidade e todo o espaço que precisar.

— Não é o espaço que me assusta, Namjoon — ela disse, finalmente encontrando o olhar dele. — É a... proximidade.

Ela respirou fundo, o coração martelando contra as costelas. S/N sempre usou o sarcasmo como um escudo, mas ali, sob o olhar atento daquele homem que parecia ler sua alma, as piadas simplesmente não vinham. A insegurança, aquela que ela escondia de todos, transbordou.

— Eu nunca fiz isso antes — confessou ela em um sussurro, a voz falhando. — Eu nunca tive um relacionamento... íntimo. Com ninguém. E a ideia de que, de repente, eu tenho que saber o que fazer, como me comportar... eu me sinto uma fraude. Como se estivesse entrando em um exame final sem ter assistido a uma única aula.

Namjoon permaneceu imóvel por um momento. Ele não riu, não demonstrou surpresa exagerada e, principalmente, não a olhou com pena. Ele apenas processou a informação com a seriedade que dedicava a tudo na vida.

— S/N, olhe para mim — pediu ele. Quando ela obedeceu, viu que as covinhas dele haviam feito uma aparição tímida, suavizando sua expressão austera. — Você não precisa ser uma especialista em nada para estar comigo. O casamento não é um contrato de performance.

— Mas eu quero saber — interrompeu ela, a urgência crescendo em seu peito. — Eu não quero que nossa noite de núpcias seja um momento de medo ou de desconforto total porque eu não conheço meu próprio corpo ou o que esperar do seu. Eu... eu confio em você. Por isso eu queria pedir...

Ela hesitou, o rosto queimando de vergonha.

— O que você quer me pedir? — incentivou ele, a voz baixando um tom, tornando-se mais íntima.

— Que você me ensine — disse ela, as palavras saindo rápidas. — Mas eu não quero... eu não quero ir até o fim. Quero deixar a penetração para o dia do casamento. Faz sentido? Ou eu estou sendo ridícula?

Namjoon estendeu a mão e, com uma delicadeza surpreendente para um homem do seu porte, tocou o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo que havia caído sobre seus olhos.

— Não é ridículo. É honesto. E eu me sinto honrado por você confiar em mim para isso.

Ele se levantou e estendeu a mão para ela.

— Venha. Vamos para dentro. Aqui fora está esfriando.

O quarto de Namjoon era um reflexo dele: tons de cinza e azul marinho, cheiro de sândalo e estantes repletas de livros. A iluminação era indireta, criando sombras suaves nas paredes. S/N sentia as pernas trêmulas enquanto ele a guiava até a beira da cama king-size.

— A primeira coisa que você precisa entender — começou Namjoon, parando à frente dela, mas sem tocá-la ainda — é que não há pressa. O prazer não é um destino, é o caminho. E o seu prazer é a minha prioridade.

Ele começou a desabotoar os punhos da camisa social branca, um movimento metódico que S/N acompanhou com os olhos arregalados.

— Posso tirar seu blazer? — perguntou ele.

Ela assentiu, incapaz de falar. Ele removeu a peça com cuidado e a colocou sobre uma cadeira. Em seguida, suas mãos grandes e quentes pousaram na cintura dela, puxando-a gentilmente para mais perto.

— Você está tremendo — observou ele, deslizando os polegares sobre o tecido da blusa dela. — Respire, S/N. Eu estou aqui. Nada vai acontecer sem que você queira.

— Eu quero — ela sussurrou, fechando os olhos quando sentiu os lábios dele roçarem sua testa. — Só não sei o que fazer.

— Você não precisa fazer nada além de sentir — disse ele contra sua pele.

Namjoon a conduziu para que se deitassem. Ele se posicionou sobre ela, mas sustentando o peso nos cotovelos, cercando-a com seu corpo largo. O contraste era nítido: a delicadeza de S/N contra a força bruta e elegante de Namjoon. Ele começou com beijos lentos no pescoço dela, explorando cada centímetro com uma paciência de quem estuda uma obra de arte em um museu.

— Sua pele é tão macia — murmurou ele, a voz vibrando contra a clavícula dela, causando arrepios intensos.

As mãos de Namjoon iniciaram uma exploração cuidadosa. Ele subiu a barra da blusa de seda dela, permitindo que o ar fresco tocasse sua pele antes que o calor de suas palmas o substituísse. Quando ele tocou seus seios por cima do sutiã de renda, S/N soltou um suspiro agudo, arqueando as costas.

— Isso é bom? — perguntou ele, os olhos escuros fixos nela, observando cada reação.

— Sim... é... diferente do que eu imaginei — confessou ela, as mãos encontrando os ombros largos dele, agarrando o tecido da camisa dele por instinto.

Namjoon continuou, alternando entre carícias firmes e toques leves como plumas. Ele a ensinou como o toque dele podia mudar a respiração dela, como um beijo na curva da orelha podia fazê-la estremecer da cabeça aos pés. Com uma agilidade experiente, ele removeu as peças de roupa que restavam, deixando-a apenas de calcinha, enquanto ele permanecia de calça social, focado inteiramente nela.

— Vou tocar você agora, S/N — avisou ele, a voz carregada de uma intensidade que a fez se sentir vista de uma forma que nunca fora antes. — Diga-me se for demais.

Quando a mão dele desceu e encontrou a umidade entre as pernas dela, S/N apertou os olhos com força, o rosto mergulhado no travesseiro.

— Olhe para mim — comandou ele, gentil, mas firme. — Não se esconda de mim.

Ela abriu os olhos, encontrando a expressão concentrada de Namjoon. Ele começou um movimento rítmico, os dedos longos e habilidosos descobrindo exatamente onde pressionar. S/N sentiu uma tensão desconhecida começar a se formar na base de seu ventre, uma corda sendo esticada cada vez mais.

— Namjoon... — ela chamou, a voz embargada.

— Shhh... apenas sinta — ele disse, inclinando-se para beijá-la, capturando seus gemidos enquanto sua mão trabalhava com uma precisão implacável.

Ele sabia exatamente o que estava fazendo. Namjoon era um observador nato, e ele lia o corpo de S/N como lia seus livros favoritos: prestando atenção aos detalhes pequenos, às mudanças na pulsação, ao modo como ela contraía os dedos dos pés.

— Por favor... — ela implorou, sem saber exatamente pelo que estava pedindo, mas sentindo que estava à beira de algo avassalador.

— Por favor, o quê? — provocou ele, um sorriso ladino aparecendo, as covinhas surgindo por um breve segundo. — Diga-me o que você quer, S/N. Aprenda a pedir.

— Eu quero... eu preciso... — ela arqueou o corpo contra a mão dele, o prazer tornando-se quase doloroso de tão intenso. — Namjoon, por favor!

— Quase lá — sussurrou ele, aumentando a velocidade, os dedos provocando ondas de eletricidade que a faziam perder o sentido da realidade.

Quando o orgasmo finalmente a atingiu, foi como se o mar que ela tanto amava a tivesse engolido em uma onda gigante. S/N apertou os braços de Namjoon, soltando um grito abafado contra o ombro dele enquanto seu corpo estremecia violentamente. Namjoon a segurou firme, ancorando-a no meio da tempestade de sensações.

Lentamente, a respiração dela foi voltando ao normal. O silêncio retornou ao quarto, mas agora era um silêncio preenchido pela intimidade compartilhada. Namjoon se deitou ao lado dela, puxando o edredom para cobri-los e trazendo-a para o seu peito.

S/N escondeu o rosto no pescoço dele, sentindo o cheiro de sua colônia misturado ao calor da pele.

— Foi... — ela começou, mas a voz sumiu.

— Foi um bom começo — completou ele, beijando o topo da cabeça dela. — Você foi incrível.

— Eu me sinto... boba por ter tido tanto medo — admitiu ela, a vulnerabilidade ainda presente, mas agora acompanhada de um alívio imenso.

— O medo faz parte de descobrir o desconhecido — disse Namjoon, passando a mão pelas costas dela em um carinho calmante. — Mas agora você sabe que não está sozinha nisso. Temos todo o tempo do mundo, S/N. Vinte e um dias, vinte e um anos... o tempo que você precisar.

S/N levantou a cabeça e olhou para ele. O grande empresário, o homem que intimidava salas de reuniões inteiras, estava ali, desarmado, olhando para ela com uma ternura que nenhuma revista de negócios jamais poderia capturar.

— Acho que vou gostar de ser sua esposa — ela disse, um pequeno sorriso sarcástico finalmente retornando aos seus lábios. — Mas só se você prometer que vai me deixar ganhar nos debates sobre biologia marinha de vez em quando.

Namjoon soltou uma risada baixa e vibrante, suas covinhas aparecendo plenamente.

— Não prometa o impossível, S/N. Mas prometo que estarei sempre ouvindo.

Naquela noite, entre livros e o silêncio de um apartamento luxuoso, S/N descobriu que o casamento arranjado não era uma sentença. Era o início de uma história que ela mal podia esperar para ler — e viver — até a última página.
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