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Segredo
Fandom: Swanqueen
Criado: 06/06/2026
Tags
RomanceDramaHistória DomésticaCiúmesCenário CanônicoFatias de Vida
Entre Linhas e Segredos
O relógio da torre de Storybrooke marcava pouco mais de dez horas da noite quando Emma Swan estacionou o fusca amarelo em uma rua lateral, longe do brilho amarelado dos postes da Main Street. O silêncio da cidade era quase absoluto, quebrado apenas pelo som distante das ondas quebrando no porto. Emma respirou fundo, sentindo o couro de sua jaqueta vermelha ranger contra os ombros. Ela odiava a furtividade, mas, por Regina, ela se tornaria a própria sombra se fosse necessário.
Caminhando com passos ágeis até a porta dos fundos da mansão na Mifflin Street, Emma nem precisou bater. A porta se abriu antes mesmo que sua mão alcançasse a madeira.
Regina Mills estava parada ali, a silhueta emoldurada pela luz suave do hall. Ela usava um robe de seda preta que caía impecavelmente sobre suas curvas, e seu cabelo curto estava levemente bagunçado, uma visão que raramente qualquer cidadão de Storybrooke teria a audácia de imaginar.
— Você está atrasada, xerife — disse Regina, sua voz era um veludo carregado de uma autoridade que, entre aquelas quatro paredes, Emma adorava desafiar.
— O turno no departamento se estendeu, e o Pongo resolveu fugir do Archie de novo — Emma sorriu, entrando e fechando a porta com o pé, reduzindo instantaneamente a distância entre elas. — Senti sua falta.
Regina arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços, mas o brilho em seus olhos escuros a traía.
— Sentiu? Ou sentiu falta da minha lasanha?
— Definitivamente de você — Emma murmurou, envolvendo a cintura da prefeita com os braços e puxando-a para um beijo que misturava a urgência de um dia inteiro de distância com a doçura que só elas conheciam.
Regina relaxou nos braços de Emma, permitindo que a máscara de prefeita de aço caísse por terra. Ali, ela não precisava ser a Rainha Má ou a governante implacável. Ela era apenas Regina, a mulher que amava cada centímetro daquela loira petulante e heróica.
— Henry já está dormindo? — perguntou Emma, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos da outra.
— Sim, ele teve um dia longo na escola. E, antes que você pergunte, sim, ele terminou a lição de casa — Regina acariciou o rosto de Emma, o polegar traçando a linha de sua mandíbula. — Agora, venha. Preparei um vinho.
As duas se acomodaram no sofá da sala de estar, a luz da lareira projetando sombras dançantes nas paredes repletas de livros e artefatos. Por alguns minutos, o mundo lá fora — com seus gigantes, maldições e pais superprotetores — deixou de existir.
— Vi você conversando com o Graham hoje à tarde — Emma soltou, aparentemente do nada, enquanto girava a taça de vinho entre os dedos. Seu tom era casual, mas Regina conhecia bem demais aquele brilho de ciúmes nos olhos verdes.
— Graham está morto há anos, Emma. Você quer dizer o David? — Regina deu um sorriso de canto, provocando-a.
— Você sabe muito bem de quem estou falando. O tal do novo ajudante que o Gold contratou. Ele estava sorrindo demais para o seu lado na prefeitura.
Regina soltou uma risada baixa e rouca, encostando a cabeça no ombro de Emma.
— Ele estava apenas entregando alguns documentos sobre as propriedades da orla. E, se bem me lembro, ele estava aterrorizado demais com o meu olhar para tentar qualquer "sorriso".
— Ele estava olhando para as suas pernas, Regina. Eu vi da janela da delegacia — Emma bufou, apertando um pouco mais o abraço. — Eu juro que se ele tentar qualquer gracinha, vou encontrar um motivo legal para prendê-lo por uma semana.
— Oh, veja só... a Salvadora sendo possessiva — Regina virou o rosto para beijar o pescoço de Emma, sentindo a pele dela arrepiar instantaneamente. — É adorável como você se preocupa, Swan. Mas você sabe que ninguém mais tem o que você tem.
Emma suspirou, relaxando os ombros. O ciúme era uma chama constante nela, alimentada pelo fato de que o mundo via Regina como uma mulher solteira e poderosa, um alvo constante de olhares admirados ou temerosos, enquanto ela tinha que guardar o segredo de que aquela mulher era sua em cada sentido da palavra.
— Eu só não gosto de como as pessoas olham para você como se tivessem uma chance — Emma confessou, a voz mais baixa. — Especialmente quando eu tenho que fingir que somos apenas "as mães do Henry" na frente de todo mundo.
Regina suavizou a expressão. Ela sabia o peso que o segredo exercia sobre Emma. Para uma mulher que sempre viveu pela verdade e pela justiça, mentir para os pais e para a cidade era um sacrifício diário.
— Eu sei que é difícil — Regina disse, pegando a mão de Emma e entrelaçando seus dedos. — Mas Storybrooke ainda não está pronta para nós. Seus pais... Snow teria um colapso nervoso e David provavelmente tentaria me banir de novo apenas por "precaução".
— Eu sei. Só queria poder segurar sua mão no Granny's sem que o mundo acabasse.
— Em breve, querida. Eu prometo — Regina inclinou-se, selando a promessa com um beijo terno. — Mas, por enquanto, você me tem aqui. Toda para você.
O silêncio voltou a reinar, mas desta vez era confortável. No entanto, Regina sentiu uma tensão residual em Emma. A loira era um livro aberto para ela.
— E você? — Regina perguntou, mudando o foco. — O que foi aquilo com a Ruby hoje de manhã? Ela parecia muito interessada em te contar os detalhes do novo cardápio.
Emma riu, balançando a cabeça.
— Sério, Regina? A Ruby é minha melhor amiga. Ela estava apenas reclamando que a vovó quer cortar o orçamento das batatas fritas.
— Ela estava tocando no seu braço, Emma. Mais do que o necessário para falar sobre batatas — Regina estreitou os olhos, a faceta protetora e ciumenta emergindo com força. — Eu não gosto da maneira como ela se joga para cima de você.
— Você está com ciúmes da loba? — Emma provocou, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Eu não fico com "ciúmes", Swan. Eu marco território. Há uma diferença fundamental — Regina se endireitou, pairando sobre Emma com uma intensidade que fez o coração da xerife acelerar. — Você é minha. E eu não aceito que ninguém esqueça disso, mesmo que eles não saibam o porquê.
Emma sentiu um calor percorrer seu corpo. A possessividade de Regina não a assustava; pelo contrário, fazia com que ela se sentisse vista e desejada de uma forma que nunca experimentara antes.
— Eu sou toda sua, Regina. Sempre — Emma murmurou, puxando-a para mais perto.
— Ótimo — Regina sorriu, o brilho de poder em seus olhos dando lugar a algo muito mais profundo e carinhoso. — Porque eu não suportaria dividir você com mais ninguém.
As mãos de Regina subiram para o rosto de Emma, segurando-o com uma delicadeza que contrastava com sua postura pública. Ela beijou a testa de Emma, depois as pálpebras, antes de encontrar seus lábios novamente. Era um ritual de pertença, uma cura para as feridas que o dia de segredos e máscaras deixava em ambas.
— Você quer subir? — Regina sussurrou contra a boca de Emma.
— Mais do que qualquer coisa no mundo.
Enquanto subiam as escadas da mansão, Emma olhou para a janela e viu o reflexo da lua. Storybrooke continuava lá fora, ignorante e estática, mas dentro daquelas paredes, elas eram livres. O romance escondido tinha seus espinhos — o ciúme, a mentira, a distância pública —, mas para Emma e Regina, cada momento de privacidade valia o preço de mil maldições.
Ao entrarem no quarto, Regina parou por um momento, olhando para Emma com uma vulnerabilidade que só a Salvadora conseguia extrair dela.
— Você sabe que eu te amo, não sabe? — Regina perguntou, quase como um segredo dentro do segredo.
Emma sorriu, aquela expressão genuína que iluminava seu rosto e derretia as defesas de Regina.
— Eu sei. E eu amo você, Regina Mills. Com jaqueta de couro, com robe de seda, com ou sem magia.
Regina fechou a porta, deixando o resto do mundo do lado de fora. Ali, não havia Rainha, não havia Salvadora, não havia prefeita ou xerife. Havia apenas duas mulheres que haviam encontrado o amor no lugar mais improvável e que fariam qualquer coisa para protegê-lo, mesmo que tivessem que guardá-lo entre as sombras e as linhas de uma história que ainda estava sendo escrita.
Naquela noite, sob os lençóis de seda e o silêncio cúmplice da mansão, as promessas sussurradas eram a única lei que importava. O ciúme se transformava em paixão, e a proteção em entrega total. Amanhã, elas voltariam aos seus papéis, trocando olhares gélidos ou profissionais em público, mas o calor daquela conexão continuaria queimando, um incêndio secreto que Storybrooke jamais conseguiria apagar.
Caminhando com passos ágeis até a porta dos fundos da mansão na Mifflin Street, Emma nem precisou bater. A porta se abriu antes mesmo que sua mão alcançasse a madeira.
Regina Mills estava parada ali, a silhueta emoldurada pela luz suave do hall. Ela usava um robe de seda preta que caía impecavelmente sobre suas curvas, e seu cabelo curto estava levemente bagunçado, uma visão que raramente qualquer cidadão de Storybrooke teria a audácia de imaginar.
— Você está atrasada, xerife — disse Regina, sua voz era um veludo carregado de uma autoridade que, entre aquelas quatro paredes, Emma adorava desafiar.
— O turno no departamento se estendeu, e o Pongo resolveu fugir do Archie de novo — Emma sorriu, entrando e fechando a porta com o pé, reduzindo instantaneamente a distância entre elas. — Senti sua falta.
Regina arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços, mas o brilho em seus olhos escuros a traía.
— Sentiu? Ou sentiu falta da minha lasanha?
— Definitivamente de você — Emma murmurou, envolvendo a cintura da prefeita com os braços e puxando-a para um beijo que misturava a urgência de um dia inteiro de distância com a doçura que só elas conheciam.
Regina relaxou nos braços de Emma, permitindo que a máscara de prefeita de aço caísse por terra. Ali, ela não precisava ser a Rainha Má ou a governante implacável. Ela era apenas Regina, a mulher que amava cada centímetro daquela loira petulante e heróica.
— Henry já está dormindo? — perguntou Emma, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos da outra.
— Sim, ele teve um dia longo na escola. E, antes que você pergunte, sim, ele terminou a lição de casa — Regina acariciou o rosto de Emma, o polegar traçando a linha de sua mandíbula. — Agora, venha. Preparei um vinho.
As duas se acomodaram no sofá da sala de estar, a luz da lareira projetando sombras dançantes nas paredes repletas de livros e artefatos. Por alguns minutos, o mundo lá fora — com seus gigantes, maldições e pais superprotetores — deixou de existir.
— Vi você conversando com o Graham hoje à tarde — Emma soltou, aparentemente do nada, enquanto girava a taça de vinho entre os dedos. Seu tom era casual, mas Regina conhecia bem demais aquele brilho de ciúmes nos olhos verdes.
— Graham está morto há anos, Emma. Você quer dizer o David? — Regina deu um sorriso de canto, provocando-a.
— Você sabe muito bem de quem estou falando. O tal do novo ajudante que o Gold contratou. Ele estava sorrindo demais para o seu lado na prefeitura.
Regina soltou uma risada baixa e rouca, encostando a cabeça no ombro de Emma.
— Ele estava apenas entregando alguns documentos sobre as propriedades da orla. E, se bem me lembro, ele estava aterrorizado demais com o meu olhar para tentar qualquer "sorriso".
— Ele estava olhando para as suas pernas, Regina. Eu vi da janela da delegacia — Emma bufou, apertando um pouco mais o abraço. — Eu juro que se ele tentar qualquer gracinha, vou encontrar um motivo legal para prendê-lo por uma semana.
— Oh, veja só... a Salvadora sendo possessiva — Regina virou o rosto para beijar o pescoço de Emma, sentindo a pele dela arrepiar instantaneamente. — É adorável como você se preocupa, Swan. Mas você sabe que ninguém mais tem o que você tem.
Emma suspirou, relaxando os ombros. O ciúme era uma chama constante nela, alimentada pelo fato de que o mundo via Regina como uma mulher solteira e poderosa, um alvo constante de olhares admirados ou temerosos, enquanto ela tinha que guardar o segredo de que aquela mulher era sua em cada sentido da palavra.
— Eu só não gosto de como as pessoas olham para você como se tivessem uma chance — Emma confessou, a voz mais baixa. — Especialmente quando eu tenho que fingir que somos apenas "as mães do Henry" na frente de todo mundo.
Regina suavizou a expressão. Ela sabia o peso que o segredo exercia sobre Emma. Para uma mulher que sempre viveu pela verdade e pela justiça, mentir para os pais e para a cidade era um sacrifício diário.
— Eu sei que é difícil — Regina disse, pegando a mão de Emma e entrelaçando seus dedos. — Mas Storybrooke ainda não está pronta para nós. Seus pais... Snow teria um colapso nervoso e David provavelmente tentaria me banir de novo apenas por "precaução".
— Eu sei. Só queria poder segurar sua mão no Granny's sem que o mundo acabasse.
— Em breve, querida. Eu prometo — Regina inclinou-se, selando a promessa com um beijo terno. — Mas, por enquanto, você me tem aqui. Toda para você.
O silêncio voltou a reinar, mas desta vez era confortável. No entanto, Regina sentiu uma tensão residual em Emma. A loira era um livro aberto para ela.
— E você? — Regina perguntou, mudando o foco. — O que foi aquilo com a Ruby hoje de manhã? Ela parecia muito interessada em te contar os detalhes do novo cardápio.
Emma riu, balançando a cabeça.
— Sério, Regina? A Ruby é minha melhor amiga. Ela estava apenas reclamando que a vovó quer cortar o orçamento das batatas fritas.
— Ela estava tocando no seu braço, Emma. Mais do que o necessário para falar sobre batatas — Regina estreitou os olhos, a faceta protetora e ciumenta emergindo com força. — Eu não gosto da maneira como ela se joga para cima de você.
— Você está com ciúmes da loba? — Emma provocou, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Eu não fico com "ciúmes", Swan. Eu marco território. Há uma diferença fundamental — Regina se endireitou, pairando sobre Emma com uma intensidade que fez o coração da xerife acelerar. — Você é minha. E eu não aceito que ninguém esqueça disso, mesmo que eles não saibam o porquê.
Emma sentiu um calor percorrer seu corpo. A possessividade de Regina não a assustava; pelo contrário, fazia com que ela se sentisse vista e desejada de uma forma que nunca experimentara antes.
— Eu sou toda sua, Regina. Sempre — Emma murmurou, puxando-a para mais perto.
— Ótimo — Regina sorriu, o brilho de poder em seus olhos dando lugar a algo muito mais profundo e carinhoso. — Porque eu não suportaria dividir você com mais ninguém.
As mãos de Regina subiram para o rosto de Emma, segurando-o com uma delicadeza que contrastava com sua postura pública. Ela beijou a testa de Emma, depois as pálpebras, antes de encontrar seus lábios novamente. Era um ritual de pertença, uma cura para as feridas que o dia de segredos e máscaras deixava em ambas.
— Você quer subir? — Regina sussurrou contra a boca de Emma.
— Mais do que qualquer coisa no mundo.
Enquanto subiam as escadas da mansão, Emma olhou para a janela e viu o reflexo da lua. Storybrooke continuava lá fora, ignorante e estática, mas dentro daquelas paredes, elas eram livres. O romance escondido tinha seus espinhos — o ciúme, a mentira, a distância pública —, mas para Emma e Regina, cada momento de privacidade valia o preço de mil maldições.
Ao entrarem no quarto, Regina parou por um momento, olhando para Emma com uma vulnerabilidade que só a Salvadora conseguia extrair dela.
— Você sabe que eu te amo, não sabe? — Regina perguntou, quase como um segredo dentro do segredo.
Emma sorriu, aquela expressão genuína que iluminava seu rosto e derretia as defesas de Regina.
— Eu sei. E eu amo você, Regina Mills. Com jaqueta de couro, com robe de seda, com ou sem magia.
Regina fechou a porta, deixando o resto do mundo do lado de fora. Ali, não havia Rainha, não havia Salvadora, não havia prefeita ou xerife. Havia apenas duas mulheres que haviam encontrado o amor no lugar mais improvável e que fariam qualquer coisa para protegê-lo, mesmo que tivessem que guardá-lo entre as sombras e as linhas de uma história que ainda estava sendo escrita.
Naquela noite, sob os lençóis de seda e o silêncio cúmplice da mansão, as promessas sussurradas eram a única lei que importava. O ciúme se transformava em paixão, e a proteção em entrega total. Amanhã, elas voltariam aos seus papéis, trocando olhares gélidos ou profissionais em público, mas o calor daquela conexão continuaria queimando, um incêndio secreto que Storybrooke jamais conseguiria apagar.
