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Quase perfeitos
Fandom: BTS
Criado: 06/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaEstudo de PersonagemCiúmes
O Peso da Coroa e o Gosto do Caos
O som metálico da bola de basquete quicando em algum lugar distante lá fora era o único ruído que quebrava o silêncio pesado do ginásio. O ar estava saturado com o cheiro de cera de madeira, suor e uma tensão tão espessa que eu quase podia cortá-la com o meu olhar.
S/N estava de costas para mim, recolhendo os pompons e as faixas elásticas espalhadas pelo chão polido. Cada movimento dela era rígido, calculado, transbordando uma fúria silenciosa que me dava vontade de rir e, ao mesmo tempo, de prendê-la contra a parede até que aquela máscara de capitã perfeita rachasse de vez.
O treino tinha sido uma merda. A pirâmide oscilou, o tempo estava errado e, quando eu sugeri — de forma muito educada, na minha opinião — que a transição para o *basket toss* estava lenta demais, ela quase explodiu na frente de todo mundo.
— Você ainda está aqui por quê, Park? — A voz dela cortou o vazio, fria e cortante como uma lâmina. Ela não se virou. — O treino acabou. Vai desfilar sua arrogância em outro lugar.
Caminhei devagar, o som dos meus tênis ecoando. Eu não estava com pressa. Nunca estava quando se tratava de irritá-la.
— Eu não terminei de falar com você, capitã — respondi, deixando o sarcasmo escorrer pela voz. — Aquele erro na contagem... é culpa sua. Você está sobrecarregando a base esquerda só porque não quer admitir que o seu plano original falhou.
Ela soltou os equipamentos de uma vez, o barulho ecoando como um tiro, e finalmente se virou. O rosto estava vermelho, os fios de cabelo escapando do rabo de cavalo apertado, e os olhos... porra, os olhos dela estavam faiscando.
— Minha culpa? — Ela deu um passo na minha direção, o peito subindo e descendo com força. — Você chega aqui com seu histórico de Seul, com seus troféus e essa sua carinha de quem é dono do mundo, e acha que pode questionar como eu comando essa equipe? Você não sabe o que é responsabilidade, Jimin. Você só sabe o que é ser o centro das atenções.
— Eu sei o que é buscar a perfeição — rebati, parando a poucos centímetros dela. Eu era mais alto, mas ela não recuou nem um milímetro. — Diferente de você, que está tão ocupada tentando provar que não é só a "filha do diretor" que acaba agindo como uma ditadora amadora. Você quer carregar o mundo nas costas? Parabéns, mas não foda com o meu desempenho porque você é orgulhosa demais para aceitar ajuda.
— Ajuda? De você? — Ela soltou uma risada amarga, desdenhosa. — Você é um privilegiado, Park. Tudo sempre caiu no seu colo. Você não sabe o que é ralar por cada centímetro de respeito. Você só sabe ser bonito e talentoso.
— E você só sabe se esconder atrás dessa postura de mártir! — Eu gritei, a frustração finalmente transbordando. — Você está morrendo de medo, S/N. Medo de que, se você relaxar um segundo, todo mundo perceba que você é humana. Que você falha. Que você quer que alguém te segure por uma porra de um minuto!
— Cala a boca! — Ela avançou, me empurrando pelo peito. — Você não sabe nada sobre mim!
— Eu sei que você me odeia porque eu vejo através de você! — Segurei os pulsos dela, prendendo-os entre nós. A pele dela estava quente, o pulso acelerado. — Você odeia que eu não abaixo a cabeça para os seus dramas. Você odeia que eu te olho e não vejo a capitã, eu vejo uma garota desesperada por controle.
— Eu te odeio porque você é insuportável! — Ela gritou, o rosto a centímetros do meu. — Eu te odeio porque você entrou na minha vida e estragou tudo!
O silêncio que se seguiu foi violento. A respiração dela batia no meu rosto, misturada com a minha. O ódio estava lá, palpável, mas sob ele, havia uma eletricidade que vínhamos ignorando há meses. Uma tensão sexual tão agressiva que tornava o ar difícil de respirar.
Eu não pensei. Eu apenas agi.
Minha mão soltou o pulso dela e subiu para a sua nuca, puxando-a com força para um beijo que não teve nada de romântico. Foi uma colisão. Um desastre.
S/N soltou um som entre um protesto e um gemido, mas em vez de me empurrar, suas mãos agarraram a frente da minha camisa de treino, me puxando para mais perto. O beijo era selvagem, nossas línguas lutando por domínio, dentes batendo, o gosto de esforço e desejo reprimido inundando meus sentidos.
Eu a empurrei para trás, meus pés nos levando em direção à porta entreaberta do vestiário feminino. Chutei a porta para fechar e a prensei contra os armários de metal, o som do impacto ecoando no espaço apertado.
— Você fala demais, capitã — rosnei contra os lábios dela, minhas mãos já descendo para a barra da sua blusa.
— Cala a porra da boca e me toca — ela ofegou, a voz rouca, os olhos nublados de luxúria pura.
Arranquei a blusa dela por cima da cabeça, jogando-a em qualquer lugar. O short de lycra veio logo em seguida. Em segundos, ela estava apenas de lingerie preta, a pele pálida contrastando com o metal cinza atrás dela. Ela era linda, uma visão de força e vulnerabilidade que me deixou duro instantaneamente.
Eu me ajoelhei entre as pernas dela sem aviso.
— Jimin... — O nome saiu como um suspiro quebrado quando minhas mãos apertaram suas coxas firmes.
— Vamos ver se você é tão barulhenta aqui quanto é no treino — eu disse, encarando-a por um segundo antes de mergulhar minha cabeça entre suas pernas.
Afastei a renda da calcinha com os dentes e minha língua encontrou seu clitóris com uma precisão que a fez arquear as costas violentamente, a cabeça batendo no armário. O gosto dela era inebriante. Eu a lambi com vontade, movimentos longos e profundos, enquanto meus dedos buscavam a entrada dela, já encharcada.
— Ah, caralho... — S/N enterrou as mãos nos meus cabelos, puxando, me incentivando a continuar.
Enfiei dois dedos nela de uma vez, sentindo o aperto imediato das paredes vaginais. Ela era estreita, quente, um paraíso de músculos treinados que pareciam querer me esmagar. Comecei a estocá-la com força, o som molhado dos meus dedos entrando e saindo dela preenchendo o vestiário.
— Olha para mim — eu ordenei, parando a língua por um segundo, mas continuando o trabalho com a mão.
Ela abriu os olhos, as pupilas tão dilatadas que o castanho quase sumira. Estava desarmada. Completamente entregue ao que eu estava fazendo com ela.
— Você me odeia, não é? — Eu provoquei, um sorriso cruel brincando nos meus lábios enquanto aumentava o ritmo dos dedos, sentindo-a tremer por inteira. — Mas está aqui, com as pernas abertas, gozando nos meus dedos... não está, capitã?
— Sim... porra, sim! — Ela gemeu alto, sem mais nenhuma máscara, sem nenhum orgulho. — Mais, Jimin, por favor...
Eu não dei descanso. Minha língua voltou a trabalhar no ponto exato enquanto meus dedos a fodiam com agressividade. S/N começou a soluçar, o corpo entrando em espasmos violentos. Ela apertou meus ombros com tanta força que eu sabia que ficariam marcas.
— Jimin! — Ela gritou o meu nome quando o orgasmo a atingiu, as paredes da boceta pulsando freneticamente contra meus dedos, o fluido quente escorrendo pela minha mão.
Eu me levantei rapidamente, limpando o canto da boca com o polegar, meus olhos fixos nela enquanto eu já levava a mão ao cinto da minha calça. Meu pau estava latejando, implorando para sentir aquele calor. Eu queria fodê-la ali mesmo, deixá-la marcada, mostrar que, por mais que ela tentasse ser a líder, naquele momento, ela era minha.
— Agora — eu disse, a voz num tom perigosamente baixo — é a minha vez de ver o quanto você aguenta.
Eu estava prestes a abrir o zíper quando o som da porta principal do ginásio se abrindo ecoou como um trovão no silêncio.
— S/N? Você ainda está aí? Esqueci meu casaco! — A voz de Jungkook ressoou, clara e alta demais.
O sangue congelou nas minhas veias. S/N arregalou os olhos, a respiração ainda ofegante, o rosto em choque.
— Puta que pariu — ela sussurrou, entrando em pânico.
— Se esconde — ela sibilou, me empurrando para o fundo do corredor de armários, onde a sombra era mais densa.
Eu me joguei para trás de uma divisória de chuveiro, o coração martelando contra as costelas. Vi, pelo reflexo de um espelho sujo, S/N pegar a blusa no chão com uma agilidade absurda, vestindo-a enquanto tentava controlar a respiração.
— Jungkook! — Ela gritou para fora do vestiário, a voz saindo surpreendentemente firme, embora um pouco aguda. — Estou aqui! Já estou saindo! Não entra!
— Ah, beleza! — Ouvi os passos dele se aproximando da porta do vestiário. — O treino de hoje foi tenso, né? Você está bem?
— Sim, ótimo! Só... limpando as coisas. Vai indo, eu te encontro lá fora em dez minutos! — Ela estava encostada na porta agora, impedindo que ele entrasse, o rosto ainda corado, o cabelo um desastre.
— Tá bom, capitã. Até amanhã!
Ouvimos o som dos passos dele se afastando e, finalmente, o baque da porta principal se fechando de novo.
O silêncio voltou, mas a energia tinha mudado. A adrenalina do quase-flagrante tinha cortado o clima, deixando apenas o peso do que tínhamos acabado de fazer.
Saí das sombras, ajeitando minha camisa. S/N ainda estava encostada na porta, olhando para o chão, os ombros subindo e descendo.
Caminhei até ela, parando perto o suficiente para sentir o calor que ainda emanava do seu corpo.
— Isso não muda nada — ela disse, sem olhar para mim, a voz recuperando aquela frieza defensiva. — Amanhã, no treino, eu ainda sou a capitã. E eu ainda não suporto você.
Eu ri, um som curto e sem humor, inclinando-me para sussurrar no ouvido dela.
— Claro que sim, S/N. Continue dizendo isso para si mesma. Mas nós dois sabemos que, na próxima vez que você gritar comigo, você vai estar lembrando do gosto dos meus dedos.
Não esperei resposta. Peguei minha mochila, abri a porta e saí do vestiário, deixando-a sozinha com o silêncio e o rastro do meu cheiro na pele dela.
O jogo tinha acabado de ficar muito mais interessante.
S/N estava de costas para mim, recolhendo os pompons e as faixas elásticas espalhadas pelo chão polido. Cada movimento dela era rígido, calculado, transbordando uma fúria silenciosa que me dava vontade de rir e, ao mesmo tempo, de prendê-la contra a parede até que aquela máscara de capitã perfeita rachasse de vez.
O treino tinha sido uma merda. A pirâmide oscilou, o tempo estava errado e, quando eu sugeri — de forma muito educada, na minha opinião — que a transição para o *basket toss* estava lenta demais, ela quase explodiu na frente de todo mundo.
— Você ainda está aqui por quê, Park? — A voz dela cortou o vazio, fria e cortante como uma lâmina. Ela não se virou. — O treino acabou. Vai desfilar sua arrogância em outro lugar.
Caminhei devagar, o som dos meus tênis ecoando. Eu não estava com pressa. Nunca estava quando se tratava de irritá-la.
— Eu não terminei de falar com você, capitã — respondi, deixando o sarcasmo escorrer pela voz. — Aquele erro na contagem... é culpa sua. Você está sobrecarregando a base esquerda só porque não quer admitir que o seu plano original falhou.
Ela soltou os equipamentos de uma vez, o barulho ecoando como um tiro, e finalmente se virou. O rosto estava vermelho, os fios de cabelo escapando do rabo de cavalo apertado, e os olhos... porra, os olhos dela estavam faiscando.
— Minha culpa? — Ela deu um passo na minha direção, o peito subindo e descendo com força. — Você chega aqui com seu histórico de Seul, com seus troféus e essa sua carinha de quem é dono do mundo, e acha que pode questionar como eu comando essa equipe? Você não sabe o que é responsabilidade, Jimin. Você só sabe o que é ser o centro das atenções.
— Eu sei o que é buscar a perfeição — rebati, parando a poucos centímetros dela. Eu era mais alto, mas ela não recuou nem um milímetro. — Diferente de você, que está tão ocupada tentando provar que não é só a "filha do diretor" que acaba agindo como uma ditadora amadora. Você quer carregar o mundo nas costas? Parabéns, mas não foda com o meu desempenho porque você é orgulhosa demais para aceitar ajuda.
— Ajuda? De você? — Ela soltou uma risada amarga, desdenhosa. — Você é um privilegiado, Park. Tudo sempre caiu no seu colo. Você não sabe o que é ralar por cada centímetro de respeito. Você só sabe ser bonito e talentoso.
— E você só sabe se esconder atrás dessa postura de mártir! — Eu gritei, a frustração finalmente transbordando. — Você está morrendo de medo, S/N. Medo de que, se você relaxar um segundo, todo mundo perceba que você é humana. Que você falha. Que você quer que alguém te segure por uma porra de um minuto!
— Cala a boca! — Ela avançou, me empurrando pelo peito. — Você não sabe nada sobre mim!
— Eu sei que você me odeia porque eu vejo através de você! — Segurei os pulsos dela, prendendo-os entre nós. A pele dela estava quente, o pulso acelerado. — Você odeia que eu não abaixo a cabeça para os seus dramas. Você odeia que eu te olho e não vejo a capitã, eu vejo uma garota desesperada por controle.
— Eu te odeio porque você é insuportável! — Ela gritou, o rosto a centímetros do meu. — Eu te odeio porque você entrou na minha vida e estragou tudo!
O silêncio que se seguiu foi violento. A respiração dela batia no meu rosto, misturada com a minha. O ódio estava lá, palpável, mas sob ele, havia uma eletricidade que vínhamos ignorando há meses. Uma tensão sexual tão agressiva que tornava o ar difícil de respirar.
Eu não pensei. Eu apenas agi.
Minha mão soltou o pulso dela e subiu para a sua nuca, puxando-a com força para um beijo que não teve nada de romântico. Foi uma colisão. Um desastre.
S/N soltou um som entre um protesto e um gemido, mas em vez de me empurrar, suas mãos agarraram a frente da minha camisa de treino, me puxando para mais perto. O beijo era selvagem, nossas línguas lutando por domínio, dentes batendo, o gosto de esforço e desejo reprimido inundando meus sentidos.
Eu a empurrei para trás, meus pés nos levando em direção à porta entreaberta do vestiário feminino. Chutei a porta para fechar e a prensei contra os armários de metal, o som do impacto ecoando no espaço apertado.
— Você fala demais, capitã — rosnei contra os lábios dela, minhas mãos já descendo para a barra da sua blusa.
— Cala a porra da boca e me toca — ela ofegou, a voz rouca, os olhos nublados de luxúria pura.
Arranquei a blusa dela por cima da cabeça, jogando-a em qualquer lugar. O short de lycra veio logo em seguida. Em segundos, ela estava apenas de lingerie preta, a pele pálida contrastando com o metal cinza atrás dela. Ela era linda, uma visão de força e vulnerabilidade que me deixou duro instantaneamente.
Eu me ajoelhei entre as pernas dela sem aviso.
— Jimin... — O nome saiu como um suspiro quebrado quando minhas mãos apertaram suas coxas firmes.
— Vamos ver se você é tão barulhenta aqui quanto é no treino — eu disse, encarando-a por um segundo antes de mergulhar minha cabeça entre suas pernas.
Afastei a renda da calcinha com os dentes e minha língua encontrou seu clitóris com uma precisão que a fez arquear as costas violentamente, a cabeça batendo no armário. O gosto dela era inebriante. Eu a lambi com vontade, movimentos longos e profundos, enquanto meus dedos buscavam a entrada dela, já encharcada.
— Ah, caralho... — S/N enterrou as mãos nos meus cabelos, puxando, me incentivando a continuar.
Enfiei dois dedos nela de uma vez, sentindo o aperto imediato das paredes vaginais. Ela era estreita, quente, um paraíso de músculos treinados que pareciam querer me esmagar. Comecei a estocá-la com força, o som molhado dos meus dedos entrando e saindo dela preenchendo o vestiário.
— Olha para mim — eu ordenei, parando a língua por um segundo, mas continuando o trabalho com a mão.
Ela abriu os olhos, as pupilas tão dilatadas que o castanho quase sumira. Estava desarmada. Completamente entregue ao que eu estava fazendo com ela.
— Você me odeia, não é? — Eu provoquei, um sorriso cruel brincando nos meus lábios enquanto aumentava o ritmo dos dedos, sentindo-a tremer por inteira. — Mas está aqui, com as pernas abertas, gozando nos meus dedos... não está, capitã?
— Sim... porra, sim! — Ela gemeu alto, sem mais nenhuma máscara, sem nenhum orgulho. — Mais, Jimin, por favor...
Eu não dei descanso. Minha língua voltou a trabalhar no ponto exato enquanto meus dedos a fodiam com agressividade. S/N começou a soluçar, o corpo entrando em espasmos violentos. Ela apertou meus ombros com tanta força que eu sabia que ficariam marcas.
— Jimin! — Ela gritou o meu nome quando o orgasmo a atingiu, as paredes da boceta pulsando freneticamente contra meus dedos, o fluido quente escorrendo pela minha mão.
Eu me levantei rapidamente, limpando o canto da boca com o polegar, meus olhos fixos nela enquanto eu já levava a mão ao cinto da minha calça. Meu pau estava latejando, implorando para sentir aquele calor. Eu queria fodê-la ali mesmo, deixá-la marcada, mostrar que, por mais que ela tentasse ser a líder, naquele momento, ela era minha.
— Agora — eu disse, a voz num tom perigosamente baixo — é a minha vez de ver o quanto você aguenta.
Eu estava prestes a abrir o zíper quando o som da porta principal do ginásio se abrindo ecoou como um trovão no silêncio.
— S/N? Você ainda está aí? Esqueci meu casaco! — A voz de Jungkook ressoou, clara e alta demais.
O sangue congelou nas minhas veias. S/N arregalou os olhos, a respiração ainda ofegante, o rosto em choque.
— Puta que pariu — ela sussurrou, entrando em pânico.
— Se esconde — ela sibilou, me empurrando para o fundo do corredor de armários, onde a sombra era mais densa.
Eu me joguei para trás de uma divisória de chuveiro, o coração martelando contra as costelas. Vi, pelo reflexo de um espelho sujo, S/N pegar a blusa no chão com uma agilidade absurda, vestindo-a enquanto tentava controlar a respiração.
— Jungkook! — Ela gritou para fora do vestiário, a voz saindo surpreendentemente firme, embora um pouco aguda. — Estou aqui! Já estou saindo! Não entra!
— Ah, beleza! — Ouvi os passos dele se aproximando da porta do vestiário. — O treino de hoje foi tenso, né? Você está bem?
— Sim, ótimo! Só... limpando as coisas. Vai indo, eu te encontro lá fora em dez minutos! — Ela estava encostada na porta agora, impedindo que ele entrasse, o rosto ainda corado, o cabelo um desastre.
— Tá bom, capitã. Até amanhã!
Ouvimos o som dos passos dele se afastando e, finalmente, o baque da porta principal se fechando de novo.
O silêncio voltou, mas a energia tinha mudado. A adrenalina do quase-flagrante tinha cortado o clima, deixando apenas o peso do que tínhamos acabado de fazer.
Saí das sombras, ajeitando minha camisa. S/N ainda estava encostada na porta, olhando para o chão, os ombros subindo e descendo.
Caminhei até ela, parando perto o suficiente para sentir o calor que ainda emanava do seu corpo.
— Isso não muda nada — ela disse, sem olhar para mim, a voz recuperando aquela frieza defensiva. — Amanhã, no treino, eu ainda sou a capitã. E eu ainda não suporto você.
Eu ri, um som curto e sem humor, inclinando-me para sussurrar no ouvido dela.
— Claro que sim, S/N. Continue dizendo isso para si mesma. Mas nós dois sabemos que, na próxima vez que você gritar comigo, você vai estar lembrando do gosto dos meus dedos.
Não esperei resposta. Peguei minha mochila, abri a porta e saí do vestiário, deixando-a sozinha com o silêncio e o rastro do meu cheiro na pele dela.
O jogo tinha acabado de ficar muito mais interessante.
