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Miller x Crazie
Fandom: Kaatieverse (Fpe)
Criado: 06/06/2026
Tags
Fatias de VidaHumorCrack / Humor ParódicoFantasiaEstudo de PersonagemDor/ConfortoFofuraAventura
Sombras e Mordidas Inesperadas
O corredor da Academia estava mergulhado em um silêncio pesado, interrompido apenas pelo som metálico do cinto de balas de Miller batendo contra sua coxa enquanto ele caminhava. O humor dele, que já era permanentemente ruim, parecia ter atingido um novo patamar de irritação naquela tarde. Miller rosnou baixo, a mecha rebelde no topo de sua cabeça balançando conforme ele olhava freneticamente de um lado para o outro.
— Maldição... — resmungou ele, a voz rouca e carregada de impaciência. — Onde foi que eu enfiei aquela porcaria?
Ele se referia ao seu celular. Miller não era do tipo que ficava grudado em tecnologia, mas o aparelho continha informações que ele não podia se dar ao luxo de perder. Suas mãos calejadas e marcadas por cicatrizes tatearam os bolsos da jaqueta preta de mangas rasgadas, mas não encontraram nada além de metal frio e tecido gasto.
Ele parou no meio de um dos depósitos de suprimentos, um lugar repleto de caixas empilhadas e cheiro de poeira. Miller tinha certeza de que o objeto havia escorregado enquanto ele organizava algumas caixas de munição mais cedo. Com um suspiro pesado que fez as cicatrizes em seu rosto repuxarem, ele se inclinou para frente.
Miller se abaixou, apoiando as mãos nos joelhos e projetando o corpo para frente para espiar debaixo de uma prateleira de metal pesada. Sua postura era vulnerável, a camisa branca esticada contra as costas largas e as calças pretas desfiadas marcando sua silhueta robusta. O rabo de cavalo baixo caiu sobre seu ombro, e seu único olho visível, de um castanho profundo e cansado, semicortou-se enquanto ele tentava enxergar na escuridão sob o móvel.
O que Miller não havia percebido, no entanto, era que ele não estava sozinho.
Escondida entre as sombras das saias azuis estreladas e o volume das caixas, Crazie observava. A garotinha, com seus olhos cobertos por bandagens e os cabelos loiro-avermelhados presos de forma desleixada, tinha um sorriso maníaco no rosto. Ela adorava o Miller. Adorava o jeito bruto dele, as cicatrizes e, principalmente, a presença imponente que ele exalava. E, naquele momento, a posição em que Miller se encontrava era um convite irresistível para a sua natureza caótica.
Sem emitir um único som, Crazie se aproximou. Suas pernas e braços enfaixados moviam-se com uma agilidade perturbadora. Enquanto Miller tateava o chão sujo, a menina se esgueirou por trás dele, mergulhando no espaço entre as pernas do homem e se acomodando sob a curva de seu corpo.
Miller sentiu um roçar estranho. No início, achou que fosse apenas o tecido de sua própria roupa ou talvez um rato infeliz cruzando seu caminho. Mas o calor que emanou subitamente de trás dele era humano demais.
— Mas o que diabos...? — Miller começou a dizer, sua voz falhando quando sentiu algo pequeno e firme pressionando-se contra ele.
Crazie, em seu delírio de afeição distorcida, não se conteve. Ela se aconchegou contra a parte traseira de Miller, sentindo a firmeza dos músculos dele sob o jeans preto. Para ela, Miller era como um grande brinquedo, um protetor que cheirava a pólvora e perigo. E, como tudo o que ela amava — como seus pintinhos — ela sentia uma vontade avassaladora de morder.
Miller congelou. Um calafrio percorreu sua espinha quando sentiu a pressão repentina. O rosto dele, normalmente pálido e sério, começou a queimar. Uma tonalidade escarlate subiu por seu pescoço, atingindo as bochechas marcadas por cicatrizes. Ele tentou se levantar rapidamente, mas o choque de sentir dentes pequenos e afiados cravando-se em sua carne, através do tecido da calça, o fez soltar um arquejo sufocado.
— Crazie! — ele rugiu, mas o som saiu mais como um protesto engasgado do que como uma ordem. — Saia daí agora!
A garotinha não obedeceu. Em vez disso, ela soltou um risinho abafado, o som ecoando de forma estranha por estar tão próxima ao corpo dele. Ela começou a alternar entre mordidas lúdicas e uma sucção insistente, como se estivesse tentando devorar um pedaço de queijo particularmente saboroso.
Miller sentiu seu coração disparar. A sensação era absurda, invasiva e, de uma forma que ele odiava admitir, o deixava completamente desorientado. Seu olho direito brilhou intensamente, e por um momento, a íris mudou para aquele tom azul escuro sobrenatural. Uma chama azul clara, fria e etérea, começou a emanar de sua órbita, iluminando as caixas ao redor.
— Eu vou te matar, sua pirralha! — Miller exclamou, embora não houvesse assassinato real em sua voz, apenas um desespero profundo e uma vergonha avassaladora.
Ele tentou se desvencilhar, mas Crazie era pequena e teimosa. Ela se agarrou às pernas dele, as mãos pequenas apertando o tecido desfiado enquanto continuava seu ataque afetuoso e bizarro. O rosto de Miller estava agora de um vermelho vibrante, contrastando violentamente com a chama azul que saía de seu olho.
— Queijo... — Crazie murmurou entre uma mordida e outra, a voz abafada. — Miller é gostoso como queijo... e macio como um pintinho...
— Eu não sou um pintinho e definitivamente não sou a droga de um queijo! — Miller gritou, finalmente conseguindo se impulsionar para frente e se desvencilhar do aperto da menina.
Ele girou nos calcanhares, a jaqueta preta voando com o movimento brusco. Ele estava ofegante, a mão instintivamente indo para a parte de trás da coxa, onde a sensação das mordidas ainda formigava. Crazie estava sentada no chão, as pernas cruzadas, a saia azul com estrelas amarelas espalhada ao seu redor como uma corola. Ela inclinou a cabeça para o lado, o elástico azul em seu cabelo balançando. Mesmo com as bandagens cobrindo seus olhos, Miller sentia que ela o devorava com o olhar.
— Você é bravo — disse Crazie, batendo as palmas das mãos, ignorando completamente a fúria dele. — Eu gosto quando Miller fica azul. Parece fogo de fogão.
Miller apertou o colar com o mati, tentando acalmar a pulsação frenética em seu pescoço. A chama azul em seu olho começou a diminuir, voltando ao tom castanho habitual, mas o rubor em seu rosto não desaparecia.
— O que você estava fazendo ali embaixo? — ele perguntou, tentando recuperar sua dignidade, embora sua voz ainda estivesse uma oitava acima do normal. — Você quase me matou de susto!
— Miller estava procurando o brinquedo de falar — Crazie respondeu, apontando para um canto escuro atrás de uma pilha de jornais velhos. — Eu vi. Mas eu queria um abraço. E Miller é muito grande para abraçar de frente.
Miller olhou para onde ela apontava e, de fato, o brilho metálico de seu celular estava lá. Ele caminhou até o aparelho, pegando-o com dedos que ainda tremiam levemente. Ele guardou o celular no bolso da jaqueta e voltou a encarar a menina.
— Não se esconde mais atrás de mim desse jeito — Miller disse, tentando soar ameaçador, mas falhando miseravelmente diante da expressão "inocente" da garota. — E não morda as pessoas! Eu já te disse que não sou comida.
Crazie inclinou a cabeça para o outro lado, um fio de saliva escapando do canto de sua boca enquanto ela pensava na comparação.
— Mas pintinhos são fofos — ela disse, levantando-se e limpando a poeira da saia. — E eu mordo o que eu amo. Eu amo o Miller.
Miller sentiu um nó na garganta. Ele não sabia lidar com afeição, muito menos com o tipo de afeição caótica e violenta que Crazie oferecia. Ele apenas bufou, ajeitando o rabo de cavalo e virando as costas para esconder o fato de que ainda estava corado.
— Vá procurar algum queijo, Crazie — ele resmungou, começando a caminhar em direção à saída do depósito. — E fique longe das minhas calças.
— Eu vou atrás de você! — ela exclamou, saltitando alegremente enquanto o seguia. — Miller tem o melhor esconderijo!
— Não é um esconderijo, é o meu corpo! — Miller gritou de volta, sem olhar para trás, mas sem acelerar o passo para deixá-la para trás.
Enquanto caminhavam pelo corredor, a chama azul no olho de Miller deu um último lampejo, não de raiva, mas de uma agitação que ele não conseguia explicar. Ele era Miller, o grosseiro, o mal-humorado, o homem coberto de cicatrizes que preferia a solidão. Mas, com a pequena sombra de estrelas amarelas seguindo seus passos e prometendo mais mordidas, ele sabia que o silêncio da Academia nunca mais seria o mesmo.
— Miller? — a voz de Crazie ecoou novamente, doce e perigosa.
— O que é agora? — ele respondeu, parando por um segundo.
— Você tem gosto de aventura. E um pouco de poeira.
Miller fechou o olho, respirando fundo.
— Só anda logo, Crazie. Só anda logo.
— Maldição... — resmungou ele, a voz rouca e carregada de impaciência. — Onde foi que eu enfiei aquela porcaria?
Ele se referia ao seu celular. Miller não era do tipo que ficava grudado em tecnologia, mas o aparelho continha informações que ele não podia se dar ao luxo de perder. Suas mãos calejadas e marcadas por cicatrizes tatearam os bolsos da jaqueta preta de mangas rasgadas, mas não encontraram nada além de metal frio e tecido gasto.
Ele parou no meio de um dos depósitos de suprimentos, um lugar repleto de caixas empilhadas e cheiro de poeira. Miller tinha certeza de que o objeto havia escorregado enquanto ele organizava algumas caixas de munição mais cedo. Com um suspiro pesado que fez as cicatrizes em seu rosto repuxarem, ele se inclinou para frente.
Miller se abaixou, apoiando as mãos nos joelhos e projetando o corpo para frente para espiar debaixo de uma prateleira de metal pesada. Sua postura era vulnerável, a camisa branca esticada contra as costas largas e as calças pretas desfiadas marcando sua silhueta robusta. O rabo de cavalo baixo caiu sobre seu ombro, e seu único olho visível, de um castanho profundo e cansado, semicortou-se enquanto ele tentava enxergar na escuridão sob o móvel.
O que Miller não havia percebido, no entanto, era que ele não estava sozinho.
Escondida entre as sombras das saias azuis estreladas e o volume das caixas, Crazie observava. A garotinha, com seus olhos cobertos por bandagens e os cabelos loiro-avermelhados presos de forma desleixada, tinha um sorriso maníaco no rosto. Ela adorava o Miller. Adorava o jeito bruto dele, as cicatrizes e, principalmente, a presença imponente que ele exalava. E, naquele momento, a posição em que Miller se encontrava era um convite irresistível para a sua natureza caótica.
Sem emitir um único som, Crazie se aproximou. Suas pernas e braços enfaixados moviam-se com uma agilidade perturbadora. Enquanto Miller tateava o chão sujo, a menina se esgueirou por trás dele, mergulhando no espaço entre as pernas do homem e se acomodando sob a curva de seu corpo.
Miller sentiu um roçar estranho. No início, achou que fosse apenas o tecido de sua própria roupa ou talvez um rato infeliz cruzando seu caminho. Mas o calor que emanou subitamente de trás dele era humano demais.
— Mas o que diabos...? — Miller começou a dizer, sua voz falhando quando sentiu algo pequeno e firme pressionando-se contra ele.
Crazie, em seu delírio de afeição distorcida, não se conteve. Ela se aconchegou contra a parte traseira de Miller, sentindo a firmeza dos músculos dele sob o jeans preto. Para ela, Miller era como um grande brinquedo, um protetor que cheirava a pólvora e perigo. E, como tudo o que ela amava — como seus pintinhos — ela sentia uma vontade avassaladora de morder.
Miller congelou. Um calafrio percorreu sua espinha quando sentiu a pressão repentina. O rosto dele, normalmente pálido e sério, começou a queimar. Uma tonalidade escarlate subiu por seu pescoço, atingindo as bochechas marcadas por cicatrizes. Ele tentou se levantar rapidamente, mas o choque de sentir dentes pequenos e afiados cravando-se em sua carne, através do tecido da calça, o fez soltar um arquejo sufocado.
— Crazie! — ele rugiu, mas o som saiu mais como um protesto engasgado do que como uma ordem. — Saia daí agora!
A garotinha não obedeceu. Em vez disso, ela soltou um risinho abafado, o som ecoando de forma estranha por estar tão próxima ao corpo dele. Ela começou a alternar entre mordidas lúdicas e uma sucção insistente, como se estivesse tentando devorar um pedaço de queijo particularmente saboroso.
Miller sentiu seu coração disparar. A sensação era absurda, invasiva e, de uma forma que ele odiava admitir, o deixava completamente desorientado. Seu olho direito brilhou intensamente, e por um momento, a íris mudou para aquele tom azul escuro sobrenatural. Uma chama azul clara, fria e etérea, começou a emanar de sua órbita, iluminando as caixas ao redor.
— Eu vou te matar, sua pirralha! — Miller exclamou, embora não houvesse assassinato real em sua voz, apenas um desespero profundo e uma vergonha avassaladora.
Ele tentou se desvencilhar, mas Crazie era pequena e teimosa. Ela se agarrou às pernas dele, as mãos pequenas apertando o tecido desfiado enquanto continuava seu ataque afetuoso e bizarro. O rosto de Miller estava agora de um vermelho vibrante, contrastando violentamente com a chama azul que saía de seu olho.
— Queijo... — Crazie murmurou entre uma mordida e outra, a voz abafada. — Miller é gostoso como queijo... e macio como um pintinho...
— Eu não sou um pintinho e definitivamente não sou a droga de um queijo! — Miller gritou, finalmente conseguindo se impulsionar para frente e se desvencilhar do aperto da menina.
Ele girou nos calcanhares, a jaqueta preta voando com o movimento brusco. Ele estava ofegante, a mão instintivamente indo para a parte de trás da coxa, onde a sensação das mordidas ainda formigava. Crazie estava sentada no chão, as pernas cruzadas, a saia azul com estrelas amarelas espalhada ao seu redor como uma corola. Ela inclinou a cabeça para o lado, o elástico azul em seu cabelo balançando. Mesmo com as bandagens cobrindo seus olhos, Miller sentia que ela o devorava com o olhar.
— Você é bravo — disse Crazie, batendo as palmas das mãos, ignorando completamente a fúria dele. — Eu gosto quando Miller fica azul. Parece fogo de fogão.
Miller apertou o colar com o mati, tentando acalmar a pulsação frenética em seu pescoço. A chama azul em seu olho começou a diminuir, voltando ao tom castanho habitual, mas o rubor em seu rosto não desaparecia.
— O que você estava fazendo ali embaixo? — ele perguntou, tentando recuperar sua dignidade, embora sua voz ainda estivesse uma oitava acima do normal. — Você quase me matou de susto!
— Miller estava procurando o brinquedo de falar — Crazie respondeu, apontando para um canto escuro atrás de uma pilha de jornais velhos. — Eu vi. Mas eu queria um abraço. E Miller é muito grande para abraçar de frente.
Miller olhou para onde ela apontava e, de fato, o brilho metálico de seu celular estava lá. Ele caminhou até o aparelho, pegando-o com dedos que ainda tremiam levemente. Ele guardou o celular no bolso da jaqueta e voltou a encarar a menina.
— Não se esconde mais atrás de mim desse jeito — Miller disse, tentando soar ameaçador, mas falhando miseravelmente diante da expressão "inocente" da garota. — E não morda as pessoas! Eu já te disse que não sou comida.
Crazie inclinou a cabeça para o outro lado, um fio de saliva escapando do canto de sua boca enquanto ela pensava na comparação.
— Mas pintinhos são fofos — ela disse, levantando-se e limpando a poeira da saia. — E eu mordo o que eu amo. Eu amo o Miller.
Miller sentiu um nó na garganta. Ele não sabia lidar com afeição, muito menos com o tipo de afeição caótica e violenta que Crazie oferecia. Ele apenas bufou, ajeitando o rabo de cavalo e virando as costas para esconder o fato de que ainda estava corado.
— Vá procurar algum queijo, Crazie — ele resmungou, começando a caminhar em direção à saída do depósito. — E fique longe das minhas calças.
— Eu vou atrás de você! — ela exclamou, saltitando alegremente enquanto o seguia. — Miller tem o melhor esconderijo!
— Não é um esconderijo, é o meu corpo! — Miller gritou de volta, sem olhar para trás, mas sem acelerar o passo para deixá-la para trás.
Enquanto caminhavam pelo corredor, a chama azul no olho de Miller deu um último lampejo, não de raiva, mas de uma agitação que ele não conseguia explicar. Ele era Miller, o grosseiro, o mal-humorado, o homem coberto de cicatrizes que preferia a solidão. Mas, com a pequena sombra de estrelas amarelas seguindo seus passos e prometendo mais mordidas, ele sabia que o silêncio da Academia nunca mais seria o mesmo.
— Miller? — a voz de Crazie ecoou novamente, doce e perigosa.
— O que é agora? — ele respondeu, parando por um segundo.
— Você tem gosto de aventura. E um pouco de poeira.
Miller fechou o olho, respirando fundo.
— Só anda logo, Crazie. Só anda logo.
