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Pião todo tatuado
Fandom: BTS
Criado: 06/06/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaAçãoSuspenseHistória DomésticaGótico SulistaCrime
Entre Esporas e Sentimentos
A luz da manhã entrava pelas frestas da janela de madeira da fazenda, pintando listras douradas sobre o lençol de Jungkook. Ele abriu os olhos lentamente, mas sua mente já estava a mil por hora. O silêncio do campo, geralmente reconfortante, parecia preenchido pelo eco da música da noite anterior na Espora de Ouro.
Jungkook se sentou na beira da cama, passando a mão pelos cabelos bagunçados. Ele ainda conseguia sentir a pressão leve das mãos de Jimin em seus ombros enquanto dançavam. O jeito como o loiro sorria, com os olhos se transformando em duas fendas adoráveis, e o perfume suave que emanava de sua pele... Jungkook bufou, tentando afastar os pensamentos.
— É só proteção, Jeon. Foco — sussurrou para si mesmo.
Afinal, Jimin era filho dos sócios de seus patrões. Ele estava ali para garantir que o garoto saísse ileso das ameaças de Jay, não para decorar a curva exata do sorriso dele. Mas, no fundo, Jungkook sabia que a barreira profissional estava desmoronando mais rápido do que uma cerca velha em dia de tempestade.
Ao descer para a cozinha, o cheiro de café fresco e pão de queijo o recebeu. Mas o que realmente roubou sua atenção foi a visão de Jimin à mesa. O garoto, sempre tão impecável em São Paulo, usava agora uma camisa xadrez simples, jeans ajustados e o cabelo loiro levemente bagunçado pelo sono. Ele parecia um doce de pessoa, mas Jungkook já tinha aprendido que, por trás daquela doçura, havia um rapaz que não levava desaforo para casa.
— Bom dia, dorminhoco! — Taehyung exclamou, já com a boca cheia de bolo. O loiro de personalidade forte não perdeu tempo ao ver Jungkook entrar. — E aí, cunhado? Dormiu bem ou ficou sonhando com o piseiro de ontem?
Jimin engasgou com o suco, as bochechas tingindo-se instantaneamente de um rosa vibrante.
— Taehyung! Para com isso! — Jimin reclamou, mas sua voz não tinha autoridade nenhuma diante da vergonha.
— Ué, eu não disse nada demais — Taehyung piscou para Jungkook, que tentava manter a expressão neutra enquanto se servia de café. — Só achei que o clima entre vocês na pista estava mais quente que café passado na hora.
— Se você não fechar a boca, Taehyung, eu vou enfiar esse pão de queijo nela — Jimin ameaçou, seus olhos brilhando com aquela irritação repentina que Jungkook achava secretamente fascinante.
Perto dali, Namjoon e Jin trocavam olhares cúmplices. Jin, que não tinha medo de ninguém e cuidava dos amigos como se fossem seus irmãos, apenas sorriu, observando como Jungkook não conseguia tirar os olhos de Jimin por mais de dois segundos.
— Deixem os dois em paz — Jin interveio, embora o brilho em seus olhos sugerisse que ele concordava com Taehyung. — Temos muito trabalho hoje.
— Falando em trabalho — Jimin disse, recompondo-se e olhando diretamente para Jungkook —, eu vou com vocês para o campo hoje. Quero aprender como as coisas funcionam por aqui.
Jungkook parou com a xícara a caminho da boca.
— Nem pensar, Jimin. O sol está forte e o trabalho é pesado. É perigoso para quem não está acostumado.
Jimin arqueou uma sobrancelha, o temperamento subindo.
— Perigoso? Jungkook, eu não sou feito de açúcar. E não levante a voz para me dar ordens na frente de todo mundo. Eu vou e ponto final.
O silêncio caiu sobre a mesa. Taehyung soltou um "uhu" baixinho. Jungkook suspirou, percebendo que discutir com o loiro era uma batalha perdida.
— Está bem. Mas você vai ficar perto de mim.
No campo, a teimosia de Jimin se transformou em determinação. Ele insistiu em ajudar a carregar os fardos de feno e a organizar as ferramentas. Jungkook observava de longe, pronto para intervir, mas se surpreendeu. Jimin era ágil e, apesar de reclamar do calor, não desistia.
— Olha só — Jimin disse, limpando o suor da testa após conseguir fechar um portão pesado que exigia um jeito específico. — Eu disse que conseguia.
— Nada mal, "Barbie Fazendeira" — Jungkook provocou, aproximando-se com uma garrafa de água gelada. — Beba um pouco.
A atmosfera leve, porém, foi quebrada quando Yoongi se aproximou, sua expressão mais séria do que o habitual.
— Jungkook, precisamos conversar. Um dos rapazes que voltou da cidade disse que viu o carro do Jay perto da entrada da trilha norte.
O corpo de Jungkook tencionou instantaneamente. O instinto de proteção aflorou, transformando o homem relaxado em um guarda-costas alerta. Jimin, que estava por perto, empalideceu levemente, mas tentou manter a postura.
— Ele não desiste, não é? — Jimin perguntou, a voz um pouco trêmula.
— Ele é um covarde — rosnou Jungkook. — Yoongi, avise o Hoseok. Quero patrulhas dobradas nas cercas. Ninguém entra ou sai sem eu saber.
Enquanto a tensão se espalhava, Taehyung aproveitou para se aproximar de Yoongi e Hoseok, que discutiam os pontos cegos da propriedade.
— Ei, vocês dois — Taehyung chamou, com seu jeito atrevido. — Se o clima vai ficar tenso, eu preciso de proteção extra. E acho que vocês dois dão conta do recado, não dão?
Hoseok, sempre com um sorriso radiante, mas agora com um olhar predatório, aproximou-se de Taehyung.
— A gente dá conta de muita coisa, Taehyung. Você ficaria surpreso.
Yoongi, geralmente o mais calado e ranzinza, soltou um riso anasalado, olhando Taehyung de cima a baixo.
— Você fala demais, loirinho. Mas a gente gosta de desafios.
Taehyung sentiu um frio na barriga que não tinha nada a ver com o medo de Jay. O flerte era evidente, e a dinâmica entre os três começava a desenhar algo que ele mal podia esperar para explorar.
Enquanto isso, na sede da fazenda, Jin ajudava Namjoon com a papelada da administração.
— Você é muito mais organizado do que eu imaginava, Namjoon — Jin comentou, analisando as planilhas de produção. — Para alguém que passa o dia em cima de um cavalo, sua mente para números é brilhante.
Namjoon sentiu suas orelhas esquentarem.
— Eu gosto de saber onde cada centavo está indo. Mas ter você aqui ajudando... torna tudo muito mais fácil. E mais bonito de se ver.
Jin sorriu, sentindo-se genuinamente balançado pelo elogio direto do homem alto e forte à sua frente. Havia uma segurança em Namjoon que o atraía profundamente.
No final da tarde, Jungkook decidiu que precisava tirar Jimin do centro da fazenda por um momento, tanto para acalmá-lo quanto para garantir que ele estivesse em um lugar seguro enquanto os peões vasculhavam as redondezas. Ele o levou até um mirante natural, um afloramento rochoso que dava vista para todo o vale.
— É lindo aqui — Jimin sussurrou, o vento bagunçando seus fios loiros.
— É o meu lugar favorito — Jungkook confessou, sentando-se em uma pedra e sinalizando para que Jimin fizesse o mesmo. — Eu vinha para cá quando era criança, quando queria fugir das obrigações.
— Você sempre foi assim? Esse protetor carrancudo?
Jungkook riu, um som raro e genuíno.
— Eu tive que aprender a ser. A vida no campo não é só pôr do sol, Jimin. Em São Paulo, vocês têm o barulho dos carros. Aqui, o silêncio às vezes esconde perigos.
— Eu sinto falta de São Paulo às vezes — admitiu Jimin —, mas lá ninguém olha para as estrelas como você olha.
Jimin desviou o olhar para o braço de Jungkook, onde as tatuagens subiam pela pele bronzeada, desaparecendo sob a manga da camisa.
— O que elas significam? — Jimin perguntou, a curiosidade vencendo a timidez.
Jungkook hesitou, mas depois puxou a manga um pouco mais para cima, revelando um desenho detalhado de um lírio-tigre entrelaçado com padrões geométricos.
— "Por favor, me ame" — Jungkook disse baixinho, traduzindo o significado da flor. — É a flor do meu nascimento. E essas outras... são marcos. Momentos em que precisei ser forte.
Jimin estendeu a mão, hesitante, e tocou a pele de Jungkook sobre o desenho. O toque foi leve, mas pareceu uma descarga elétrica para ambos. A tensão romântica no ar era tão palpável que o som dos grilos ao redor pareceu sumir.
— Você é forte, Jungkook — Jimin disse, olhando-o nos olhos. — Mas não precisa carregar o mundo sozinho.
Jungkook sentiu o coração martelar contra as costelas. Ele queria diminuir a distância, queria sentir o gosto dos lábios de Jimin, mas o medo de colocar o garoto em uma situação ainda mais vulnerável o freava.
O momento foi interrompido pelo som de um motor roncando ao longe. Jungkook se levantou imediatamente, os olhos estreitados. Lá embaixo, na estrada de terra que levava à entrada secundária da propriedade, uma caminhonete preta com vidros escuros estava estacionada. Não era nenhum dos veículos da fazenda.
— O que foi? — Jimin perguntou, levantando-se também, sentindo o clima mudar.
— Fique atrás de mim — ordenou Jungkook, a voz agora fria como gelo.
Ele pegou o rádio no cinto.
— Yoongi, temos visita na entrada sul. Caminhonete preta. Não é ninguém nosso.
Enquanto desciam apressadamente em direção à sede, Jungkook sentiu um aperto no peito que não sentia há anos. Não era apenas o dever profissional. Era o pavor real de que algo acontecesse com o garoto loiro que, em poucos dias, tinha virado seu mundo de cabeça para baixo.
Pela primeira vez em anos, Jungkook tinha encontrado alguém que fazia o mundo parecer mais leve. E justamente por isso, o medo de perder Jimin começava a se tornar assustador.
Jungkook se sentou na beira da cama, passando a mão pelos cabelos bagunçados. Ele ainda conseguia sentir a pressão leve das mãos de Jimin em seus ombros enquanto dançavam. O jeito como o loiro sorria, com os olhos se transformando em duas fendas adoráveis, e o perfume suave que emanava de sua pele... Jungkook bufou, tentando afastar os pensamentos.
— É só proteção, Jeon. Foco — sussurrou para si mesmo.
Afinal, Jimin era filho dos sócios de seus patrões. Ele estava ali para garantir que o garoto saísse ileso das ameaças de Jay, não para decorar a curva exata do sorriso dele. Mas, no fundo, Jungkook sabia que a barreira profissional estava desmoronando mais rápido do que uma cerca velha em dia de tempestade.
Ao descer para a cozinha, o cheiro de café fresco e pão de queijo o recebeu. Mas o que realmente roubou sua atenção foi a visão de Jimin à mesa. O garoto, sempre tão impecável em São Paulo, usava agora uma camisa xadrez simples, jeans ajustados e o cabelo loiro levemente bagunçado pelo sono. Ele parecia um doce de pessoa, mas Jungkook já tinha aprendido que, por trás daquela doçura, havia um rapaz que não levava desaforo para casa.
— Bom dia, dorminhoco! — Taehyung exclamou, já com a boca cheia de bolo. O loiro de personalidade forte não perdeu tempo ao ver Jungkook entrar. — E aí, cunhado? Dormiu bem ou ficou sonhando com o piseiro de ontem?
Jimin engasgou com o suco, as bochechas tingindo-se instantaneamente de um rosa vibrante.
— Taehyung! Para com isso! — Jimin reclamou, mas sua voz não tinha autoridade nenhuma diante da vergonha.
— Ué, eu não disse nada demais — Taehyung piscou para Jungkook, que tentava manter a expressão neutra enquanto se servia de café. — Só achei que o clima entre vocês na pista estava mais quente que café passado na hora.
— Se você não fechar a boca, Taehyung, eu vou enfiar esse pão de queijo nela — Jimin ameaçou, seus olhos brilhando com aquela irritação repentina que Jungkook achava secretamente fascinante.
Perto dali, Namjoon e Jin trocavam olhares cúmplices. Jin, que não tinha medo de ninguém e cuidava dos amigos como se fossem seus irmãos, apenas sorriu, observando como Jungkook não conseguia tirar os olhos de Jimin por mais de dois segundos.
— Deixem os dois em paz — Jin interveio, embora o brilho em seus olhos sugerisse que ele concordava com Taehyung. — Temos muito trabalho hoje.
— Falando em trabalho — Jimin disse, recompondo-se e olhando diretamente para Jungkook —, eu vou com vocês para o campo hoje. Quero aprender como as coisas funcionam por aqui.
Jungkook parou com a xícara a caminho da boca.
— Nem pensar, Jimin. O sol está forte e o trabalho é pesado. É perigoso para quem não está acostumado.
Jimin arqueou uma sobrancelha, o temperamento subindo.
— Perigoso? Jungkook, eu não sou feito de açúcar. E não levante a voz para me dar ordens na frente de todo mundo. Eu vou e ponto final.
O silêncio caiu sobre a mesa. Taehyung soltou um "uhu" baixinho. Jungkook suspirou, percebendo que discutir com o loiro era uma batalha perdida.
— Está bem. Mas você vai ficar perto de mim.
No campo, a teimosia de Jimin se transformou em determinação. Ele insistiu em ajudar a carregar os fardos de feno e a organizar as ferramentas. Jungkook observava de longe, pronto para intervir, mas se surpreendeu. Jimin era ágil e, apesar de reclamar do calor, não desistia.
— Olha só — Jimin disse, limpando o suor da testa após conseguir fechar um portão pesado que exigia um jeito específico. — Eu disse que conseguia.
— Nada mal, "Barbie Fazendeira" — Jungkook provocou, aproximando-se com uma garrafa de água gelada. — Beba um pouco.
A atmosfera leve, porém, foi quebrada quando Yoongi se aproximou, sua expressão mais séria do que o habitual.
— Jungkook, precisamos conversar. Um dos rapazes que voltou da cidade disse que viu o carro do Jay perto da entrada da trilha norte.
O corpo de Jungkook tencionou instantaneamente. O instinto de proteção aflorou, transformando o homem relaxado em um guarda-costas alerta. Jimin, que estava por perto, empalideceu levemente, mas tentou manter a postura.
— Ele não desiste, não é? — Jimin perguntou, a voz um pouco trêmula.
— Ele é um covarde — rosnou Jungkook. — Yoongi, avise o Hoseok. Quero patrulhas dobradas nas cercas. Ninguém entra ou sai sem eu saber.
Enquanto a tensão se espalhava, Taehyung aproveitou para se aproximar de Yoongi e Hoseok, que discutiam os pontos cegos da propriedade.
— Ei, vocês dois — Taehyung chamou, com seu jeito atrevido. — Se o clima vai ficar tenso, eu preciso de proteção extra. E acho que vocês dois dão conta do recado, não dão?
Hoseok, sempre com um sorriso radiante, mas agora com um olhar predatório, aproximou-se de Taehyung.
— A gente dá conta de muita coisa, Taehyung. Você ficaria surpreso.
Yoongi, geralmente o mais calado e ranzinza, soltou um riso anasalado, olhando Taehyung de cima a baixo.
— Você fala demais, loirinho. Mas a gente gosta de desafios.
Taehyung sentiu um frio na barriga que não tinha nada a ver com o medo de Jay. O flerte era evidente, e a dinâmica entre os três começava a desenhar algo que ele mal podia esperar para explorar.
Enquanto isso, na sede da fazenda, Jin ajudava Namjoon com a papelada da administração.
— Você é muito mais organizado do que eu imaginava, Namjoon — Jin comentou, analisando as planilhas de produção. — Para alguém que passa o dia em cima de um cavalo, sua mente para números é brilhante.
Namjoon sentiu suas orelhas esquentarem.
— Eu gosto de saber onde cada centavo está indo. Mas ter você aqui ajudando... torna tudo muito mais fácil. E mais bonito de se ver.
Jin sorriu, sentindo-se genuinamente balançado pelo elogio direto do homem alto e forte à sua frente. Havia uma segurança em Namjoon que o atraía profundamente.
No final da tarde, Jungkook decidiu que precisava tirar Jimin do centro da fazenda por um momento, tanto para acalmá-lo quanto para garantir que ele estivesse em um lugar seguro enquanto os peões vasculhavam as redondezas. Ele o levou até um mirante natural, um afloramento rochoso que dava vista para todo o vale.
— É lindo aqui — Jimin sussurrou, o vento bagunçando seus fios loiros.
— É o meu lugar favorito — Jungkook confessou, sentando-se em uma pedra e sinalizando para que Jimin fizesse o mesmo. — Eu vinha para cá quando era criança, quando queria fugir das obrigações.
— Você sempre foi assim? Esse protetor carrancudo?
Jungkook riu, um som raro e genuíno.
— Eu tive que aprender a ser. A vida no campo não é só pôr do sol, Jimin. Em São Paulo, vocês têm o barulho dos carros. Aqui, o silêncio às vezes esconde perigos.
— Eu sinto falta de São Paulo às vezes — admitiu Jimin —, mas lá ninguém olha para as estrelas como você olha.
Jimin desviou o olhar para o braço de Jungkook, onde as tatuagens subiam pela pele bronzeada, desaparecendo sob a manga da camisa.
— O que elas significam? — Jimin perguntou, a curiosidade vencendo a timidez.
Jungkook hesitou, mas depois puxou a manga um pouco mais para cima, revelando um desenho detalhado de um lírio-tigre entrelaçado com padrões geométricos.
— "Por favor, me ame" — Jungkook disse baixinho, traduzindo o significado da flor. — É a flor do meu nascimento. E essas outras... são marcos. Momentos em que precisei ser forte.
Jimin estendeu a mão, hesitante, e tocou a pele de Jungkook sobre o desenho. O toque foi leve, mas pareceu uma descarga elétrica para ambos. A tensão romântica no ar era tão palpável que o som dos grilos ao redor pareceu sumir.
— Você é forte, Jungkook — Jimin disse, olhando-o nos olhos. — Mas não precisa carregar o mundo sozinho.
Jungkook sentiu o coração martelar contra as costelas. Ele queria diminuir a distância, queria sentir o gosto dos lábios de Jimin, mas o medo de colocar o garoto em uma situação ainda mais vulnerável o freava.
O momento foi interrompido pelo som de um motor roncando ao longe. Jungkook se levantou imediatamente, os olhos estreitados. Lá embaixo, na estrada de terra que levava à entrada secundária da propriedade, uma caminhonete preta com vidros escuros estava estacionada. Não era nenhum dos veículos da fazenda.
— O que foi? — Jimin perguntou, levantando-se também, sentindo o clima mudar.
— Fique atrás de mim — ordenou Jungkook, a voz agora fria como gelo.
Ele pegou o rádio no cinto.
— Yoongi, temos visita na entrada sul. Caminhonete preta. Não é ninguém nosso.
Enquanto desciam apressadamente em direção à sede, Jungkook sentiu um aperto no peito que não sentia há anos. Não era apenas o dever profissional. Era o pavor real de que algo acontecesse com o garoto loiro que, em poucos dias, tinha virado seu mundo de cabeça para baixo.
Pela primeira vez em anos, Jungkook tinha encontrado alguém que fazia o mundo parecer mais leve. E justamente por isso, o medo de perder Jimin começava a se tornar assustador.
