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Fandom: Tensei shitara slime datta ken

Criado: 06/06/2026

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O Professor que era um Rei: De Ingracia para a Capital dos Monstros

O sol da tarde brilhava suavemente sobre o pátio da Academia de Ingracia. Rimuru Tempest, em sua forma humana de cabelos azul-prateados e pele branca como leite, suspirou dramaticamente enquanto corrigia alguns exercícios básicos de controle de magia. Ele era baixo, o que muitas vezes fazia com que as pessoas o subestimassem, mas sua língua sarcástica e sua aura de autoridade natural logo colocavam qualquer um em seu lugar.

— Kenya, se você colocar mais mana nesse círculo, vai acabar explodindo a sobrancelha do Ryota — comentou Rimuru, com um sorriso manhoso. — E eu já disse que não vou pagar a reconstrução facial de ninguém hoje.

As crianças riram. Elas adoravam Rimuru. Para elas, ele era apenas um professor incrivelmente forte, um pouco mandão e muito engraçado, que parecia saber de tudo.

De repente, uma sombra imensa se projetou sobre o campo. Do nada, um lobo gigantesco de pelagem cinza e um chifre imponente emergiu da própria sombra de Rimuru. Era Ranga, que abanava a cauda com tanto entusiasmo que criava pequenos redemoinhos de vento.

— Mestre! — exclamou Ranga, com sua voz profunda que vibrava no peito de todos. — Shion enviou uma mensagem urgente. Convidados importantes chegaram à capital e exigem sua presença imediata.

Rimuru revirou os olhos, colocando as mãos nos quadris.

— Deixe-me adivinhar... Milim está quebrando alguma coisa, Guy está reclamando do chá e Gazel veio me dar um sermão sobre diplomacia? — Rimuru bufou. — Esses caras não têm casa, não?

— Exatamente como o senhor previu, Mestre — respondeu Ranga. — E Diablo parece estar em um estado de melancolia profunda, murmurando sobre como a luz de sua vida o abandonou.

Rimuru soltou um gemido audível.

— Aquele demônio dramático... Se eu demorar mais dez minutos, ele vai começar a polir o chão com as próprias lágrimas.

As cinco crianças — Kenya, Ryota, Gale, Alice e Chloe — cercaram Rimuru com os olhos brilhando de curiosidade.

— Professor! Para onde você vai? — perguntou Alice, puxando a manga do casaco de Rimuru.

— Quem são esses convidados? — Gale franziu a testa. — Você falou "rei dos anões"?

— E quem é Guy? — Kenya cruzou os braços. — Você está sempre agindo como se fosse o chefe de todo mundo, mas agora parece que está fugindo de responsabilidades!

Rimuru olhou para as crianças e depois para Ranga. Ele pretendia mantê-las em Ingracia por mais algum tempo, mas a curiosidade delas era quase tão perigosa quanto um ataque de monstro de rank S.

— Querem saber? — Rimuru deu um sorriso travesso. — Já que vocês estão tão curiosos, que tal uma excursão? Vou levar vocês para conhecerem a minha casa. Mas aviso logo: se alguém se perder ou for comido por um lodo, a culpa não é minha!

— Eba! — gritaram as crianças em uníssono.

Com um estalar de dedos e a ajuda da habilidade de teletransporte, o cenário mudou instantaneamente. O ar fresco da floresta de Jura substituiu o cheiro de poeira da academia. Quando as crianças abriram os olhos, não estavam mais em uma escola, mas diante dos portões de uma cidade magnífica, feita de pedra polida e tecnologia que parecia mágica.

— Bem-vindos à Federação de Jura Tempest — anunciou Rimuru, recuperando sua postura mandona.

Antes que as crianças pudessem processar a arquitetura, um vulto negro e elegante surgiu do nada, ajoelhando-se aos pés de Rimuru com uma reverência tão profunda que sua testa quase tocou o chão.

— Oh, meu mestre absoluto! — exclamou Diablo, com seus olhos vermelhos brilhando de alegria maníaca. — Cada segundo sem sua presença foi como uma eternidade de tortura no abismo. O brilho deste mundo retornou com sua chegada!

— Menos, Diablo, bem menos — disse Rimuru, dando um tapinha desajeitado no ombro do demônio. — Crianças, este é o Diablo. Ele é meu... mordomo. Ele é um pouco intenso, mas é eficiente.

— Um mordomo? — Ryota sussurrou para Kenya. — Por que ele parece que pode destruir o mundo com um estalar de dedos?

Eles mal caminharam alguns metros quando uma explosão de energia rosa e azul atingiu Rimuru. Milim Nava, a Lorde Demônio, saltou sobre ele, abraçando-o pelo pescoço.

— Rimuru! Você demorou muito! — gritou ela, rindo. — Eu já comi todo o mel e agora quero que você me leve para brincar!

— Milim, larga! — Rimuru tentava se soltar, parecendo um irmão mais velho lidando com uma caçula hiperativa. — Eu tenho convidados! E você é uma Lorde Demônio, comporte-se!

— Lorde Demônio?! — Kenya gritou, apontando para a menina de cabelos rosa. — Essa garotinha?

— Quem você está chamando de garotinha, humano nanico? — Milim olhou para Kenya com um sorriso desafiador, liberando apenas uma fração de sua aura, o suficiente para fazer as pernas dos meninos tremerem.

— Ela é minha melhor amiga e, basicamente, minha irmã mais nova — explicou Rimuru, suspirando. — Milim, esses são meus alunos. Crianças, essa é a Milim. Não deem doces a ela, ou ela não para de pular.

Enquanto caminhavam em direção ao palácio, as crianças viam ogros imensos usando armaduras de elite, orcs construindo edifícios com precisão matemática e lobos-da-tempestade patrulhando as ruas. Todos, sem exceção, paravam o que estavam fazendo e se curvavam profundamente quando Rimuru passava.

— Professor Rimuru... — Chloe disse baixinho, segurando a mão dele. — Todo mundo aqui obedece você?

— Bem, eu sou o líder desta nação — respondeu ele, de forma casual, como se estivesse falando sobre o clima. — É um pouco trabalhoso, mas eles são bons súditos.

Ao entrarem na sala de reuniões principal, o choque das crianças atingiu o ápice. Sentado à mesa, com uma taça de vinho e uma expressão de tédio absoluto, estava um homem de cabelos vermelhos flamejantes e uma aura de poder que fazia o ar parecer pesado.

— Finalmente, Rimuru — disse Guy Crimson, o lorde demônio mais antigo e poderoso. — Eu estava prestes a queimar este castelo só para ver se você aparecia mais rápido.

— Tente fazer isso e eu corto seu suprimento de doces pelos próximos cem anos — retrucou Rimuru, caminhando até Guy e, para o horror absoluto das crianças, dando um beijo rápido na bochecha do lorde demônio. — Oi, querido. Sentiu saudades?

Guy deu um sorriso de lado, puxando Rimuru pela cintura por um momento.

— Você sabe que eu sempre sinto. Mas quem são os pirralhos?

As crianças estavam estáticas. Kenya parecia ter esquecido como respirar.

— Você... você está namorando... o Lorde Demônio Guy Crimson?! — Gale gaguejou.

— É, ele é meio persistente — Rimuru deu de ombros, agindo de forma manhosa. — Mas ele é útil para manter os outros lordes na linha.

— Rimuru! — Uma voz estrondosa ecoou pelo corredor, seguida por um homem alto de cabelos loiros espetados e uma capa de couro. — Eu terminei o volume dez daquele mangá que você me deu! Eu exijo a continuação agora! O herói não pode morrer daquele jeito, isso é um absurdo lógico!

— Veldora, eu estou em uma reunião! — gritou Rimuru.

O homem parou na porta, cruzando os braços e rindo de forma triunfante.

— Kuahahahaha! Um verdadeiro dragão não espera por reuniões! Olá, pequenos humanos! Eu sou Veldora Tempest, o Dragão da Tempestade! Sintam-se honrados!

As crianças caíram sentadas no chão.

— O Dragão da Tempestade... — sussurrou Alice. — O monstro lendário que desapareceu há trezentos anos... ele é seu irmão?!

— Irmão de juramento — corrigiu Rimuru, revirando os olhos. — Ele é basicamente o irmão mais velho barulhento que não sabe a hora de calar a boca. Veldora, vá ler seus gibis no jardim.

— Mas Rimuru! — Veldora fez beicinho, uma expressão bizarra para um ser de poder incomensurável.

— Agora!

Veldora saiu resmungando sobre como a vida era injusta para os dragões divinos.

Nesse momento, Gazel Dwargo, o Rei dos Anões, pigarreou no canto da sala, observando a cena com uma expressão de cansaço.

— Rimuru, eu vim aqui para discutir tratados comerciais, não para ver você gerenciar sua creche e seu harém de entidades apocalípticas.

— Ah, Gazel! — Rimuru sorriu. — Crianças, esse é o Rei Gazel. Ele gosta de dar sermões, então ignorem a maior parte do que ele diz.

As crianças olhavam de Rimuru para Guy, de Guy para Milim, de Milim para as janelas que mostravam a cidade próspera. O professor sarcástico e baixinho que lhes ensinava magia básica era, na verdade, o centro gravitacional de alguns dos seres mais poderosos do mundo.

— Professor... — Kenya disse, com a voz falhando. — Você é a pessoa mais importante do mundo?

Rimuru parou por um momento, olhou para seus amigos, seus subordinados e sua cidade. Ele deu aquele sorriso manhoso e confiante que as crianças conheciam tão bem.

— Importante? Talvez. Mas, acima de tudo, eu sou o mestre de vocês. E se vocês não terminarem os exercícios de magia até amanhã, não importa se eu sou amigo de dragões ou namorado de lordes demônios... vocês vão ficar de castigo!

As crianças riram, o medo sendo substituído pela empolgação. Elas passaram o resto do dia correndo pela capital, sendo mimadas por Shuna com doces divinos, assistindo aos treinos de Hakurou e ouvindo as histórias exageradas de Veldora sobre suas "batalhas épicas".

Para o mundo, Rimuru Tempest era uma ameaça ou um salvador. Para os líderes mundiais, ele era um aliado indispensável. Mas para aquelas cinco crianças, ele era apenas o professor mais incrível — e estranhamente poderoso — que elas poderiam ter desejado.

Ao final do dia, enquanto observavam o pôr do sol do alto da torre do castelo, Rimuru sentou-se ao lado deles, observando as luzes da cidade se acenderem.

— Então — disse Rimuru, sarcástico como sempre —, Tempest é melhor do que a sala de aula ou o quê?

— É o melhor lugar do mundo! — gritou Chloe, abraçando Rimuru.

Rimuru sorriu, sentindo o peso das responsabilidades diminuir por um momento. Ser um rei era difícil, ser um lorde demônio era cansativo, mas ser o herói daquelas crianças? Isso era algo que ele não trocaria por nada.

— Amanhã voltamos para Ingracia — anunciou ele, ignorando os protestos imediatos. — Mas quem sabe? Se vocês se comportarem, talvez eu deixe o Veldora levar vocês para voar no próximo fim de semana.

— Jura?! — os olhos dos meninos brilharam.

— Se ele não cair de sono no meio do caminho, sim — Rimuru riu, enquanto Diablo aparecia silenciosamente atrás dele com uma bandeja de chá, olhando para as crianças com um misto de inveja e respeito por terem a atenção de seu mestre.

A noite em Tempest estava apenas começando, e para as crianças de Ingracia, o mundo nunca mais pareceria pequeno novamente.
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